Portaria n.º 137/77 — Define as competências e a composição das comissões instaladoras das administrações distritais dos serviços de saúde e…

Tipo Portaria
Publicação 1977-03-17
Última atualização 1979-12-29
Estado Revogada texto desatualizado
Texto Tal como publicado
Ministério Ministério dos Assuntos Sociais - Secretaria de Estado da Saúde
Fonte DRE
artigos Não indexado

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1 ato modificativo · 1979-12-29, Decreto-Lei n.º 519-O2/79 — Reorganiza as administrações distritais de saúde, nos termos …

Define as competências e a composição das comissões instaladoras das administrações distritais dos serviços de saúde e da Comissão Coordenadora Central dos Serviços Integrados das Administrações Distritais

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de 17 de Março

O Decreto-Lei n.º 488/75, de 4 de Setembro, que cria as administrações distritais dos serviços de saúde, executado pela Portaria n.º 428/76, de 17 de Julho, prevê, no seu artigo 10.º, n.º 1, que as administrações distritais referidas ficassem no regime de instalação previsto nos artigos 79.º e seguintes do Decreto-Lei n.º 413/71, de 27 de Setembro.

Importa, assim, definir com clareza as competências das comissões instaladoras das administrações distritais dos serviços de saúde.

Paralelamente, tem a prática demonstrado a necessidade de proceder ao alargamento das atribuições e competência que a referida Portaria n.º 428/76, de 17 de Julho, conferiu à Comissão Coordenadora Central das Administrações Distritais dos Serviços de Saúde.

Nestes termos:

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Secretário de Estado da Saúde, em execução do Decreto-Lei n.º 488/75, de 4 de Setembro, o seguinte:

1.º Compete às comissões instaladoras das administrações distritais dos serviços de saúde:

a)

Desenvolver as acções necessárias à integração dos serviços de saúde existentes na sua área;

b)

Dar parecer sobre a integração de novos estabelecimentos ou serviços e a criação de serviços de utilização comum;

c)

Preparar o plano de acção global da administração distrital e colaborar na elaboração dos planos regionais e nacionais de saúde;

d)

Dar parecer sobre os regulamentos dos estabelecimentos e serviços integrados a apresentar à decisão superior e aprovar os que dela dependam;

e)

Gerir os fundos e dotações da administração distrital e efectuar as despesas necessárias ao seu funcionamento;

f)

Nomear, por delegação ministerial, o pessoal dos estabelecimentos e serviços integrados, com respeito pelas leis e regulamentos em vigor e pelas instruções da Comissão Coordenadora Central;

g)

Orientar e fiscalizar o funcionamento e a gestão dos estabelecimentos e serviços integrados;

h)

Estudar e propor as providências necessárias ao aperfeiçoamento das estruturas existentes ao seu funcionamento, bem como das alterações que entenda adequadas;

i)

Proceder ao levantamento da carta sanitária e sua permanente actualização como meio indispensável para as acções de planeamento de serviços a desenvolver de harmonia com os critérios nacionais de regionalização de serviços de saúde;

j)

Promover a coordenação da actividade dos estabelecimentos e serviços integrados na administração distrital e destes com a das entidades privadas.

2.º Compete à Comissão Coordenadora Central dos Serviços Integrados das Administrações Distritais o seguinte:

a)

Promover e dinamizar as acções necessárias à instalação das administrações distritais dos serviços de saúde e efectuar a sua coordenação;

b)

Proceder aos estudos conducentes à resolução dos problemas decorrentes da integração dos serviços nas administrações distritais, bem como dinamizar as acções necessárias para esse efeito;

c)

Colher dos serviços nela representados as orientações técnicas e administrativas, que transmitirão às administrações distritais;

d)

Despachar, por delegação dos mesmos serviços centrais, os assuntos que lhe sejam propostos pelas administrações distritais e submeter à decisão do Secretário de Estado da Saúde os que excedam a competência dos referidos serviços;

e)

Pronunciar-se acerca da autonomia a conceder aos serviços integrados nas administrações distritais;

f)

Transmitir as orientações governamentais às administrações distritais, dando conhecimento dos mesmos aos serviços centrais da Secretaria de Estado da Saúde;

g)

Cooperar, em estreita colaboração com os serviços de planeamento da Secretaria de Estado da Saúde, na definição dos objectivos e no estabelecimento das prioridades;

h)

Emitir parecer acerca da organização e funcionamento dos serviços e estruturas administrativas das administrações distritais;

i)

Recolher e apurar, em colaboração com os serviços centrais, os dados estatísticos respeitantes à actividade dos serviços das administrações distritais, em conformidade com os planos, esquemas e regras estabelecidos;

j)

Proceder aos estudos conducentes à melhor eficiência dos serviços;

l)

Colaborar com as administrações distritais na realização das acções necessárias à observação das normas e ao funcionamento dos respectivos serviços;

m)

Emitir parecer acerca dos acordos a celebrar, ou das alterações a introduzir nos já existentes, pelos serviços centrais da Secretaria de Estado da Saúde.

3.º As comissões instaladoras das administrações distritais dos serviços de saúde, a nomear, nos termos da lei, pelo Secretário de Estado da Saúde, terão a composição seguinte:

a)

Um representante da Secretaria de Estado da Saúde, que presidirá, com voto de qualidade;

b)

Um médico da carreira de saúde pública;

c)

Um administrador da carreira hospitalar ou um elemento dos serviços médicos hospitalares;

d)

Um enfermeiro habilitado com a secção de administração do curso complementar de enfermagem, sempre que possível;

e)

Um elemento dos Serviços Médico-Sociais Distritais, podendo ser dois nos casos de Lisboa e Porto, de preferência de entre os que tenham assumido responsabilidades específicas no respectivo processo de autonomização.

Secretaria de Estado da Saúde, 11 de Fevereiro de 1977. - O Secretário de Estado da Saúde, Adalberto Paulo da Fonseca Mendo.

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