Decreto-Lei n.º 462/80 — Beneficia o tratamento pautal aplicável às mercadorias importadas para ensaios

Tipo Decreto-Lei
Publicação 1980-10-11
Última atualização 1984-01-24
Estado Em vigor texto desatualizado
Texto Tal como publicado
Ministério Ministério das Finanças e do Plano - Secretaria de Estado do Orçamento
Fonte DRE
artigos 7

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

1 ato modificativo · 1984-01-24, Decreto-Lei n.º 34/84 — Altera o regime fiscal dos tabacos

Beneficia o tratamento pautal aplicável às mercadorias importadas para ensaios

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de 11 de Outubro

Tendo um vista a próxima integração do País na Comunidade Económica Europeia;

Considerando que, para o efeito, se torna necessário proceder à revisão, actualização e sistematização da legislação nacional em vigor, adaptando-a progressivamente à legislação comunitária;

Usando da autorização conferida pela alínea e) do artigo 22.º da Lei n.º 8-A/80, de 26 de Maio, o Governo decreta, nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.º - 1 - Beneficiam do tratamento pautal definido no presente decreto-lei as mercadorias importadas:

a)

Para serem consumidas ou destruídas, total ou parcialmente, durante ensaios que tenham por fim determinar a sua composição, qualidade ou outras características técnicas;

b)

Para serem submetidas a ensaios que tenham por objectivo estabelecer se um produto nacional pode ser utilizado no complemento de fabrico ou na transformação de tais mercadorias nas condições requeridas.

2 - Para os fins do presente decreto-lei, entende-se por direitos de importação tanto os direitos aduaneiros como as taxas de efeito equivalente.

Art. 2.º Quando as mercadorias visadas no n.º 1 do artigo 1.º forem consumidas ou destruídas completamente durante os ensaios, serão isentas dos direitos de importação que lhes são normalmente aplicáveis.

Art. 3.º - 1 - Quando as mercadorias visadas no n.º 1 do artigo 1.º não forem consumidas ou destruídas completamente durante os ensaios, os produtos remanescentes ficam sujeitos aos direitos de importação que lhes forem aplicáveis segundo a sua natureza, quantidade e valor no fim dos ensaios.

2 - Os produtos remanescentes podem, com o acordo e sob o contrôle das autoridades aduaneiras, ser reduzidos a desperdícios ou fragmentos. Neste caso, os direitos de importação a cobrar serão os aplicáveis aos desperdícios ou fragmentos em causa.

3 - Os produtos remanescentes podem ser, com o acordo e sob o contrôle das autoridades aduaneiras:

a)

Completamente destruídos ou transformados, de modo a ficarem sem valor comercial no fim dos ensaios; ou

b)

Abandonados, sem qualquer encargo, a favor da Fazenda Nacional; ou

c)

Reexportados.

Em todos estes casos não serão cobrados direitos de importação.

Art. 4.º - As quantidades de mercadorias susceptíveis de beneficiarem das disposições do presente decreto-lei não devem exceder as estritamente necessárias aos ensaios em causa.

Art. 5.º As autoridades aduaneiras decidirão caso a caso, tendo em consideração a natureza dos ensaios, as quantidades de mercadorias necessárias à execução dos mesmos, o prazo para a sua realização e as formalidades necessárias à respectiva execução, assim como as formalidades administrativas a cumprir com o fim de garantir a utilização das mercadorias em causa nos fins previstos.

Art. 6.º São excluídas do benefício das disposições do presente decreto-lei as mercadorias que sirvam para ensaios que constituam eles próprios operações de promoção comercial.

Art. 7.º É eliminado o n.º 22.º do artigo 72.º das Instruções Preliminares da Pauta de Importação, aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 42656, de 18 de Novembro de 1959, passando o n.º 21.º a ter a seguinte redacção:

21.º Todas as demais mercadorias isentas por outras disposições legais.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 17 de Setembro de 1980. - Francisco Sá Carneiro

Promulgado em 1 de Outubro de 1980.

Publique-se.

O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

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