Decreto-Lei n.º 51/93 — Aprova a Lei Orgânica da Força Aérea
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
5 atos modificativos · 2009-09-15, Decreto-Lei n.º 232/2009 — Aprova a Lei Orgânica da Força Aérea
Aprova a Lei Orgânica da Força Aérea
de 26 de Fevereiro
A estrutura da Força Aérea acolhida neste diploma teve em conta não só a experiência recolhida com a reorganização profunda instituída pelo Decreto-Lei n.º 221/82, de 7 de Junho, à qual presidiram princípios e critérios de racionalização funcional, de optimização do emprego de recursos, de eficácia de economia, como também os parâmetros delineados pelas bases gerais da Lei n.º 111/91, de 29 de Agosto.
Os sistemas de armas da Força Aérea têm características de elevada especificidade em relação aos outros ramos, como sejam a velocidade, a mobilidade, o alcance e a flexibilidade de emprego, quer seja em operações com meios exclusivos, quer seja em operações conjuntas ou combinadas. Daí que o melhor aproveitamento daquelas características exija soluções organizacionais, funcionais e relacionais próprias deste ramo, das quais se salientam a centralização do comando e controlo e a descentralização da execução, bem como a relevância da organização funcional.
Para fundamentar as soluções organizacionais adoptadas são definidos, no artigo 3.º, os princípios de organização que constituem a base doutrinária que dão suporte a essas soluções.
Num esforço de normalização de estruturas com os outros ramos, os órgãos da Força Aérea foram agrupados segundo a definição do artigo 12.º da Lei n.º 111/91.
As características e especificidades acima referidas contribuem para a definição da estrutura da Força Aérea constante do presente diploma.
Assim:
No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 111/91, de 29 de Agosto, e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
CAPÍTULO I — Disposições gerais
Artigo 1.º — Missão
1 - A Força Aérea tem por missão cooperar, de forma integrada, na defesa militar da República através da realização de operações aéreas e da defesa aérea do espaço nacional.
2 - Compete-lhe, ainda, satisfazer missões no âmbito dos compromissos internacionais, bem como as missões de interesse público que especificamente lhe forem consignadas.
3 - As missões específicas da Força Aérea são as definidas nos termos da lei.
Artigo 2.º — Sistema de forças
1 - A Força Aérea é parte integrante do sistema de forças nacional.
2 - Nas componentes do sistema de forças nacional inserem-se:
Na componente operacional, os comandos, forças e meios de natureza operacional referidos neste diploma;
Na componente fixa ou territorial, todos os restantes órgãos da estrutura do ramo.
Artigo 3.º — Princípios de organização
1 - A organização da Força Aérea assenta na centralização do comando e controlo e na descentralização da execução.
2 - A Força Aérea organiza-se em:
Três áreas funcionais, as de operações, pessoal e logística;
Três níveis de decisão, o Chefe do Estado-Maior, os comandos funcionais e as unidades.
3 - Os comandantes funcionais exercem autoridade hierárquica sobre as unidades e órgãos da sua dependência hierárquica e autoridade técnica sobre os órgãos da sua dependência técnica.
4 - Autoridade técnica é o tipo de autoridade que permite a um titular fixar e difundir normas de natureza especializada, sem que tal inclua competência disciplinar.
Artigo 4.º — Estrutura orgânica
A Força Aérea compreende:
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA);
O Estado-Maior da Força Aérea (EMFA);
Os órgãos centrais de administração e direcção;
Os órgãos de conselho;
Os órgãos de inspecção;
Os órgãos de implantação territorial;
Os elementos da componente operacional do sistema de forças nacional.
CAPÍTULO II — Organização geral da Força Aérea
SECÇÃO I — Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
Artigo 5.º — Competências e dependências
1 - O CEMFA é o comandante da Força Aérea.
2 - O CEMFA é o principal colaborador do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) em todos os assuntos respeitantes à Força Aérea, tem as competências e dependências fixadas na lei e participa, por inerência do cargo, nos órgãos de conselho previstos na lei.
3 - O CEMFA poderá delegar nas entidades que lhe estão directamente subordinadas a competência para a prática de actos relativos às áreas que lhes são funcionalmente atribuídas, bem como autorizar a subdelegação da mesma.
Artigo 6.º — Gabinete do CEMFA
O CEMFA dispõe de um gabinete para seu apoio directo e pessoal.
SECÇÃO II — Estado-Maior da Força Aérea
Artigo 7.º — Atribuições e composição
1 - O EMFA constitui o órgão de estudo, concepção e planeamento da actividade da Força Aérea para apoio à decisão do CEMFA.
2 - O EMFA é dirigido pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (VCEMFA), que, para o efeito, é coadjuvado por um brigadeiro piloto aviador designado por Subchefe do Estado-Maior da Força Aérea (Sub-CEMFA).
3 - O EMFA compreende divisões de estado-maior e órgãos de apoio, com a seguinte organização:
A 1.ª Divisão - Pessoal;
A 2.ª Divisão - Informações;
A 3.ª Divisão - Operações:
A 4.ª Divisão - Logística;
Os órgãos de apoio.
Artigo 8.º — Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
1 - O VCEMFA é um general hierarquicamente superior a todos os oficiais do seu posto.
2 - Compete ao VCEMFA:
Dirigir o funcionamento do EMFA;
Exercer as competências que lhe forem delegadas pelo CEMFA e outras decorrentes do disposto no presente diploma;
Substituir o CEMFA nos seus impedimentos e ausências e exercer as funções de CEMFA interino por vacatura do cargo de CEMFA.
SECÇÃO III — Órgãos centrais de administração e direcção
Artigo 9.º — Disposições genéricas
1 - Os órgãos centrais de administração e direcção, na dependência directa do CEMFA, têm carácter funcional e visam assegurar a superintendência e execução de áreas ou actividades específicas essenciais.
2 - São órgãos centrais de administração e direcção:
O Comando de Pessoal da Força Aérea (CPESFA);
O Comando Logístico e Administrativo da Força Aérea (CLAFA).
Artigo 10.º — Comando de Pessoal da Força Aérea
1 - O CPESFA tem por missão assegurar a administração dos recursos humanos para execução dos planos e directivas aprovados pelo CEMFA.
2 - O CPESFA é comandado por um general designado por comandante do Pessoal da Força Aérea.
3 - O CPESFA compreende:
O comandante e respectivo gabinete:
A Direcção de Pessoal;
A Direcção de Instrução;
A Direcção de Saúde;
O Serviço de Justiça e Disciplina;
O Serviço de Acção Social;
O Serviço de Assistência Religiosa;
Os órgãos de apoio directo.
4 - Dependem do CPESFA:
O Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA);
A Base do Lumiar (BALUM);
O Instituto de Saúde da Força Aérea (ISFA), que integra o Hospital da Força Aérea (HFA), o Centro de Medicina Aeronáutica (CMA) e o Centro de Psicologia da Força Aérea (CPSIFA);
O Centro de Recrutamento e Mobilização (CRM);
O Centro de Investigação de Medicina Ocupacional (CIMO).
5 - No CPESFA funcionam os conselhos de especialidades (CE), cuja composição, competências e funcionamento são fixados em lei especial.
6 - As unidades nacionais de apoio e os oficiais de ligação militar junto de organizações internacionais da responsabilidade da Força Aérea ficam na dependência do CPESFA e são regulados por legislação própria.
Artigo 11.º — Comando Logístico e Administrativo
1 - O CLAFA tem por missão assegurar a administração dos recursos materiais e financeiros para a execução dos planos e directivas aprovados pelo CEMFA.
2 - O CLAFA é comandado por um general designado por comandante logístico e administrativo da Força Aérea.
3 - O CLAFA compreende:
O comandante e respectivo gabinete;
A Direcção de Abastecimento;
A Direcção de Electrotecnia;
A Direcção de Finanças;
A Direcção de Infra-Estruturas;
A Direcção de Mecânica e Aeronáutica;
A Repartição de Transportes:
O Serviço Administrativo;
Os órgãos de apoio directo.
4 - Dependem do CLAFA:
O Depósito Geral de Material da Força Aérea (DGMFA);
O Centro de Manutenção Electrónica (CME);
O Grupo de Engenharia de Aeródromos da Força Aérea (GEAFA).
SECÇÃO IV — Órgãos de conselho
Artigo 12.º — Disposições genéricas
1 - Os órgãos de conselho destinam-se a apoiar as decisões do CEMFA em assuntos especiais relativas à preparação, disciplina e administração da Força Aérea.
2 - São órgãos de conselho do CEMFA:
O Conselho Superior da Força Aérea (CSFA);
O Conselho Superior de Disciplina da Força Aérea (CSDFA);
A Junta Superior de Saúde da Força Aérea (JSSFA).
3 - Os titulares dos órgãos de conselho exercem as suas competências em regime de acumulação.
Artigo 13.º — Conselho Superior da Força Aérea
1 - O CSFA é o órgão máximo de consulta do CEMFA.
2 - O CSFA é presidido pelo CEMFA e constituído por todos os generais da Força Aérea do activo em serviço nas Forças Armadas.
3 - Em diploma regulamentar serão fixadas as circunstâncias em que este órgão reunirá em plenário ou sessão restrita conforme as matérias a tratar.
4 - O CSFA poderá agregar, sem direito a voto, outros oficiais habilitados para o tratamento dos assuntos em agenda, a convocar pelo CEMFA.
Artigo 14.º — Conselho Superior de Disciplina da Força Aérea
1 - O CSDFA é o órgão consultivo e de apoio ao CEMFA em matéria disciplinar.
2 - A composição, funcionamento e atribuições do CSDFA são os constantes do Regulamento de Disciplina Militar.
Artigo 15.º — Junta Superior de Saúde da Força Aérea
1 - A JSSFA tem por missão estudar e dar parecer sobre os recursos relativos a decisões tomadas pelas entidades competentes baseadas em pareceres formulados por outras juntas médicas da Força Aérea.
2 - O presidente da JSSFA é um oficial general em acumulação de funções.
SECÇÃO V — Órgãos de inspecção
Artigo 16.º — Inspecção-Geral da Força Aérea
1 - A Inspecção-Geral da Força Aérea (IGFA) é o órgão na dependência do CEMFA que tem por missão apoiá-lo no exercício da função controlo.
2 - O IGFA é dirigida por um general designado inspector-geral da Força Aérea, o qual se segue em hierarquia imediatamente ao VCEMFA.
SECÇÃO VI — Órgãos de implantação territorial
Artigo 17.º — Disposições genéricas
1 - São órgãos de implantação territorial os que visam a organização e apoio geral da Força Aérea, ou das Forças Armadas quando razões objectivas o aconselhem, e que não tenham sido especificamente caracterizados de outra forma neste diploma.
2 - Os órgãos de implantação territorial compreendem:
O Instituto de Altos Estudos da Força Aérea (IAEFA);
A Academia da Força Aérea (AFA);
As Oficinas Gerais de Material Aeronático (OGMA);
Os órgãos de natureza cultural;
A Direcção de Informática (DINFA);
O Campo de Tiro de Alcochete (CTA);
O Serviço de Documentação da Força Aérea (SDFA);
As unidades e órgãos na dependência hierárquica do CPESFA e do CLAFA;
As unidades de base na dependência hierárquica do Comando Operacional da Força Aérea (COFA).
Artigo 18.º — Instituto de Altos Estudos da Força Aérea
1 - O IAEFA é o estabelecimento de ensino militar da Força Aérea que tem por missão ministrar aos oficiais a formação complementar necessária ao desempenho das funções de comando, de direcção e de estado-maior e colaborar com o EMFA na actualização e uniformização da doutrina do ramo.
2 - O IAEFA é dirigido por um general na dependência directa do CEMFA.
Artigo 19.º — Academia da Força Aérea
1 - A AFA é o estabelecimento militar de ensino superior que tem por missão formar oficiais para o quadro permanente da Força Aérea e ministrar cursos que se revelem de interesse para o desenvolvimento dos conhecimentos aeronáuticos a nível nacional.
2 - A AFA, regulada por legislação própria, é comandada por um brigadeiro na dependência directa do CEMFA.
Artigo 20.º — Oficinas Gerais de Material Aeronáutico
1 - As OGMA são um estabelecimento militar fabril regido por legislação própria, a que incumbe:
Proceder à manutenção, reparação e modificação de aeronaves, motores, acessórios, equipamentos de terra e outros;
Cooperar em estudos e lançamento de projectos, designadamente na fabricação de aeronaves, componentes e equipamentos.
2 - As OGMA são dirigidas por um oficial general na dependência directa do CEMFA.
Artigo 21.º — Órgãos de natureza cultural
1 - Os órgãos de natureza cultural destinam-se a assegurar as actividades de apoio geral da Força Aérea no domínio cultural, designadamente recolher, conservar, estudar e facultar a consulta ou expor o património histórico-cultural aeronáutico.
2 - São órgãos de natureza cultural na dependência do CEMFA:
A Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea;
O Arquivo Histórico da Força Aérea;
O Museu do Ar;
A revista Mais Alto.
3 - O presidente da Comissão Histórico-Cultural é o mais antigo dos directores dos outros órgãos referidos no número anterior.
Artigo 22.º — Direcção de Informática
1 - A DINFA tem por atribuições obter e desenvolver os suportes informáticos, físicos e lógicos necessários à gestão da Força Aérea.
2 - O director da DINFA é um brigadeiro na dependência directa do CEMFA.
Artigo 23.º — Campo de Tiro de Alcochete
1 - O CTA é o órgão da Força Aérea que tem por missão assegurar à Força Aérea, aos outros ramos das Forças Armadas e às indústrias de defesa a execução das acções que podem ser conduzidas nas carreiras de tiro e nas estruturas de ensaio que nele estão integradas, bem como a armazenagem de material de guerra.
2 - O comandante do CTA é um coronel.
3 - O CTA depende do comandante do COFA.
Artigo 24.º — Serviço de Documentação da Força Aérea
1 - O SDFA tem por missão assegurar um sistema de documentação na Força Aérea.
2 - O SDFA depende directamente do VCEMFA.
Artigo 25.º — Unidades e órgãos na dependência hierárquica do CPESFA e do CLAFA
As unidades e órgãos na dependência hierárquica do CPESFA e do CLAFA são os indicados nos n.os 4 dos artigos 10.º e 11.º e constituem os órgãos de execução dos respectivos comandos.
Artigo 26.º — Unidades de base na dependência do COFA
1 - As unidades de base têm por missão garantir a prontidão das unidades aéreas e o apoio logístico e administrativo de unidades e órgãos nelas situados mas dependentes de outros comandos.
2 - As unidades de base onde estacionem forças estrangeiras têm ainda por missão assegurar o respeito pela soberania nacional nos termos que estiverem estabelecidos nos acordos internacionais assumidos.
3 - As unidades de base na dependência hierárquica do COFA são:
As bases aéreas;
Os aeródromos de manobra;
Os aeródromos de trânsito.
SECÇÃO VII — Elementos da componente operacional do sistema de forças nacional
Artigo 27.º — Disposições genéricas
Os elementos da componente operacional do sistema de forças nacional da responsabilidade da Força Aérea compreendem:
O Comando Operacional da Força Aérea (COFA);
As unidades de vigilância e detecção (UVD);
As unidades aéreas operacionais.
Artigo 28.º — Comando Operacional da Força Aérea
1 - O COFA tem por missão planear, dirigir e controlar a prontidão dos sistemas de armas, a actividade aérea e a defesa aérea do espaço nacional, para execução dos planos e directivas superiormente aprovados.
2 - Compete ainda ao COFA planear, dirigir e controlar a segurança militar das unidades e órgãos da Força Aérea.
3 - O COFA é comandado por um general designado por comandante operacional da Força Aérea, na directa dependência do CEMFA.
4 - O COFA compreende:
O comandante e respectivo gabinete;
O 2.º comandante:
O Estado-Maior:
O Gabinete de Prevenção de Acidentes;
O Centro de Operações Aéreas;
Os órgãos de apoio directo.
Artigo 29.º — Unidades de vigilância e detecção
As UVD têm por missão garantir a operação dos meios de vigilância e detecção.
Artigo 30.º — Unidades aéreas operacionais
1 - As unidades aéreas operacionais têm por missão a realização das missões operacionais da componente aérea do sistema de forças nacional da responsabilidade da Força Aérea.
2 - As unidades aéreas operacionais podem satisfazer missões no quadro dos compromissos internacionais assumidos por Portugal.
3 - As unidades aéreas operacionais dependem dos comandantes das unidades de base a que estiverem atribuídas.
SECÇÃO VIII — Órgãos de apoio a mais de um ramo
Artigo 31.º — Disposições genéricas
1 - Os órgãos de apoio a mais de um ramo são os que, inseridos na estrutura de um dado ramo, têm como missão primária assegurar um apoio integrado a outros ramos, podendo, para isso, dispor, estruturalmente, de elementos e recursos dos ramos apoiados.
2 - Constituem órgãos de apoio a mais de um ramo no âmbito da FAP:
O CTA;
Outras unidades, estabelecimentos ou órgãos como tal reconhecidos por despacho do Ministro da Defesa Nacional.
3 - Será definida por portaria do Ministro da Defesa Nacional a participação dos ramos apoiados, no que se refere a recursos humanos, financeiros e materiais, bem como a caracterização do apoio a prestar a cada ramo.
CAPÍTULO III — Disposições finais e transitórias
Artigo 32.º — Infra-estruturas da OTAN na dependência da Força Aérea
A manutenção e o funcionamento das infra-estruturas da OTAN existentes em Portugal na dependência da Força Aérea são regulados por legislação especial.
Artigo 33.º — Extinção de órgãos
São extintos o Comando Aéreo dos Açores, o Comando Aéreo da Madeira, a Base Aérea n.º 2 e o Aeródromo de Manobra n.º 2.
Artigo 34.º — Tropas pára-quedistas
Enquanto não se efectivar a inserção das tropas pára-quedistas no Exército, mantêm-se em vigor a dependência, a estrutura e as atribuições actuais do Corpo de Tropas Pára-Quedistas.
Artigo 35.º — Regulamentação
1 - As atribuições, competências e organização dos órgãos e serviços que constituem a Força Aérea são estabelecidas por decreto regulamentar.
2 - As normas previstas no número anterior estabelecerão as condições de aplicação da respectiva regulamentação, de molde a assegurar uma gradual transição do regime.
3 - A regulamentação prevista no n.º 1 deverá estar concluída até 30 de Junho de 1993.
Artigo 36.º — Diplomas revogados
Salvo o disposto no artigo seguinte, são revogadas todas as disposições em contrário, nomeadamente os seguintes diplomas:
Decreto-Lei n.º 646/74, de 21 de Novembro;
Artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 526/75, de 25 de Setembro;
Decreto-Lei n.º 679/76, de 2 de Setembro;
Decreto-Lei n.º 212/78, de 28 de Julho;
Decreto-Lei n.º 317/78, de 2 de Novembro;
Decreto-Lei n.º 288/81, de 10 de Outubro;
Decreto-Lei n.º 221/82, de 7 de Junho:
Portaria n.º 55/76, de 31 de Janeiro;
Portaria n.º 684/78, de 29 de Novembro;
Portaria n.º 167/81, de 3 de Fevereiro.
Artigo 37.º — Disposição transitória
Enquanto não forem publicados os regulamentos previstos no presente decreto-lei, mantêm-se em vigor os diplomas que disciplinam as correspondentes matérias.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 26 de Novembro de 1992. - Aníbal António Cavaco Silva - Joaquim Fernando Nogueira - Jorge Braga de Macedo.
Promulgado em 22 de Janeiro de 1993.
Publique-se.
O Presidente da República, MÁRIO SOARES.
Referendado em 4 de Fevereiro de 1993.
O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva.
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