Decreto Regulamentar Regional n.º 4/2001/M — Estatuto do Centro de Estudos de História do Atlântico
Aprova o Estatuto do Centro de Estudos de História do Atlântico
Aprova o Estatuto do Centro de Estudos de História do Atlântico
O vigente quadro de pessoal do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) foi aprovado pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 2/2000/M, de 4 de Janeiro, diploma este que também introduziu alterações no Estatuto do CEHA, aprovado pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 33/93/M, de 8 de Outubro.
Agora, importa efectuar reajustamentos no aludido quadro de pessoal, em ordem a dotá-lo com os elementos necessários, em função do actual volume de actividades e projectos, bem como das acções planeadas a curto prazo pela direcção do CEHA.
Com vista a uma mais fácil consulta, o presente decreto também unifica os dois diplomas legais atrás referenciados.
Assim:
Nos termos dos artigos 227.º, alínea d) do n.º 1, e 231.º, n.º 5, ambos da Constituição da República Portuguesa, e do artigo 69.º, alíneas c) e d), do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de Junho, e revisto pelas Leis n.os 130/99, de 21 de Agosto, e 12/2000, de 21 de Junho, o Governo Regional da Madeira decreta o seguinte:
Artigo 1.º
É aprovado o Estatuto do Centro de Estudos de História do Atlântico, que faz parte integrante deste diploma.
Artigo 2.º
São revogados os Decretos Regulamentares Regionais n.os 33/93/M, de 8 de Outubro, e 2/2000/M, de 4 de Janeiro.
Artigo 3.º
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Aprovado em Conselho do Governo Regional em 1 de Fevereiro de 2001.
O Presidente do Governo Regional, em exercício, João Carlos Cunha e Silva.
Assinado em 28 de Fevereiro de 2001.
Publique-se.
O Ministro da República para a Região Autónoma da Madeira, Antero Alves Monteiro Diniz.
Capítulo I — Da natureza, atribuições e competência
Artigo 1.º — Natureza
O Centro de Estudos de História do Atlântico, abreviadamente designado por Centro, é um órgão de coordenação da investigação e divulgação no domínio da história das ilhas atlânticas, dotado de autonomia científica, administrativa e financeira, que funciona na dependência directa do Secretário Regional do Turismo e Cultura.
Artigo 2.º — Competência
Ao Centro compete:
Fomentar e realizar a investigação científica no domínio da história insular, nomeadamente da história comparada das ilhas;
Celebrar acordos, protocolos e contratos com pessoas, singulares ou colectivas, de natureza pública ou privada e de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, para a realização de tarefas ou prestação de serviços que se harmonizem com a natureza e objectivos do Centro;
Promover e realizar seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares;
Organizar congressos de história das ilhas, bem como participar nos promovidos por outras entidades;
Promover e realizar a edição de livros, revistas, monografias, estudos e outros trabalhos de natureza científica;
Fomentar a criação de núcleos de apoio, em Portugal e no estrangeiro, e com eles estabelecer as formas de cooperação adequadas;
Recolher, conservar e divulgar manuscritos, livros raros e outras fontes históricas no âmbito da sua competência.
Capítulo II — Da estrutura orgânica
Artigo 3.º — Órgãos e serviços
O Centro compreende os seguintes órgãos e serviços:
Presidente;
Direcção;
Conselho administrativo;
Conselho consultivo;
Conselho científico;
Departamento Administrativo.
Secção I — Do presidente
Artigo 4.º — Competência
1 - O presidente é o órgão que dirige o Centro, ao qual compete:
Representar o Centro;
Presidir aos órgãos colegiais do Centro e assegurar o cumprimento das deliberações por eles tomadas;
Conferir posse, por delegação, aos funcionários e agentes do Centro;
Executar tudo o que lhe for expressamente cometido por leis e regulamentos ou por decorrência do normal desempenho das suas funções;
Submeter à aprovação do secretário regional da tutela, nos prazos legais, o orçamento e suas alterações;
Submeter ao secretário regional da tutela o relatório de gerência relativo ao ano económico anterior;
Propor a aprovação dos regulamentos internos destinados à execução da Lei Orgânica do Centro.
2 - O presidente é nomeado pelo Presidente do Governo Regional, sob proposta do Secretário Regional do Turismo e Cultura.
3 - O presidente é coadjuvado pelo vice-presidente, que o substitui nas suas faltas e impedimentos, e por um secretário.
4 - O presidente exerce os seus poderes com base nas convenientes deliberações da direcção.
Secção II — Da direcção
Artigo 5.º — Competência e constituição
1 - A direcção é o órgão deliberativo, constituído pelo presidente, vice-presidente e secretário.
2 - O vice-presidente e o secretário são nomeados pelo Secretário Regional do Turismo e Cultura, mediante proposta do presidente.
3 - À direcção compete:
Conduzir as actividades do Centro;
Elaborar o plano de actividades;
Dirigir os serviços do Centro;
Aceitar doações, heranças e legados;
Tomar quaisquer providências necessárias à prossecução dos objectivos do Centro não incluídas na competência de outros órgãos.
4 - As deliberações da direcção são tomadas por maioria de votos.
5 - As remunerações dos três membros da direcção são estabelecidas por despacho do Secretário Regional do Turismo e Cultura.
Secção III — Do conselho administrativo
Artigo 6.º — Atribuição e constituição
1 - O conselho administrativo é o órgão deliberativo em matéria de gestão financeira, com a seguinte constituição:
Presidente do Centro, que preside;
Secretário do Centro;
Chefe do Departamento Administrativo.
2 - O presidente é substituído nas suas faltas ou impedimentos pelo vice-presidente.
3 - O conselho administrativo é secretariado, em princípio, pelo chefe do Departamento Administrativo.
Artigo 7.º — Competência
1 - Ao conselho administrativo compete:
Promover a elaboração e execução do orçamento do Centro;
Zelar pela cobrança das receitas;
Autorizar a adjudicação e contratação de estudos, obras, serviços e fornecimentos e acompanhar a sua execução, de acordo com a legislação aplicável para a assunção de despesas públicas;
Verificar a legalidade de despesas e autorizar o respectivo pagamento;
Apreciar o relatório anual de actividades do Centro;
Aprovar as contas de gerência do exercício e submetê-las, nos termos legais, ao julgamento da Secção Regional da Madeira do Tribunal de Contas;
Deliberar sobre quaisquer outros assuntos de gestão financeira e patrimonial.
2 - O conselho administrativo pode delegar a prática de actos de gestão corrente no presidente.
Artigo 8.º — Funcionamento
1 - O conselho administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que for convocado pelo presidente.
2 - As deliberações do conselho administrativo são tomadas por maioria simples dos presentes, que têm de ser no mínimo dois, tendo o presidente direito a voto de qualidade.
3 - Os membros do conselho administrativo são solidariamente responsáveis pelas deliberações tomadas, salvo se houverem feito exarar em acta a sua discordância.
4 - De todas as reuniões são lavradas actas, assinadas pelos membros presentes.
Secção IV — Do conselho consultivo
Artigo 9.º — Competência
O conselho consultivo é o órgão de apoio e consulta na área científica, ao qual compete:
Dar parecer sobre programas e projectos de investigação;
Dar parecer sobre o relatório e plano de actividades;
Apreciar as actividades desenvolvidas pelos departamentos do Centro;
Emitir pareceres de carácter científico sobre quaisquer assuntos ou pessoas, a solicitação da direcção.
Artigo 10.º — Constituição
1 - O conselho consultivo é constituído pelos seguintes elementos:
O presidente do Centro, que presidirá;
O vice-presidente e o secretário do Centro e, eventualmente, individualidades de reconhecido mérito científico;
O director regional dos Assuntos Culturais;
Um representante dos Açores;
Um representante das Canárias;
Um representante de Cabo Verde.
2 - Os elementos referidos nas alíneas d), e) e f) são designados pelos respectivos governos.
3 - As individualidades de reconhecido mérito científico são designadas por despacho do Secretário Regional do Turismo e Cultura, mediante proposta do presidente do Centro.
4 - O conselho consultivo pode ser alargado a representantes de outras ilhas atlânticas que manifestem interesse em participar.
Artigo 11.º — Funcionamento
1 - As reuniões do conselho consultivo são ordinárias e extraordinárias.
2 - As reuniões ordinárias têm periodicidade quadrimestral.
3 - As reuniões extraordinárias têm lugar quando convocadas:
Pelo respectivo presidente;
Por solicitação da maioria dos membros do conselho.
4 - As reuniões são convocadas com, pelo menos, 15 dias de antecedência e das convocatórias deve constar a data e hora da reunião, bem como a agenda dos assuntos a tratar.
5 - As deliberações do conselho consultivo são tomadas por maioria simples, tendo o presidente voto de qualidade em caso de empate.
6 - Das reuniões do conselho consultivo é lavrada acta, a qual, depois de aprovada, é assinada pelo presidente e pelo secretário.
7 - O conselho consultivo é secretariado por um funcionário do Centro designado para o efeito.
Artigo 12.º — Gratificação dos membros
Os membros do conselho consultivo, por cada sessão de trabalho em que participem, têm direito a uma gratificação compatível com o trabalho desenvolvido, que é fixado por despacho do Secretário Regional do Turismo e Cultura, sob proposta do presidente do Centro.
Secção V — Do conselho científico
Artigo 13.º — Atribuições
O conselho científico é o órgão com atribuições de debate e de coordenação das actividades científicas, que se rege pelo disposto no artigo 69.º do Decreto-Lei n.º 124/99, de 20 de Abril, pelas alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 373/99, de 18 de Setembro, e pela Lei n.º 157/99, de 14 de Setembro.
Secção VI — Do Departamento Administrativo
Artigo 14.º — Atribuições e estrutura
O Departamento Administrativo tem atribuições de apoio administrativo e compreende:
A Secção de Administração Geral e de Pessoal:
A Secção de Orçamento e Contabilidade.
Artigo 15.º — Competência da Secção de Administração Geral e de Pessoal
À Secção de Administração Geral e de Pessoal compete:
Assegurar o tratamento de toda a documentação recebida - registo, classificação e distribuição;
Assegurar o tratamento dos assuntos e expediente de âmbito gerais;
Assegurar o serviço de expedição e arquivo de toda a correspondência e demais documentação;
Efectuar, de acordo com a legislação em vigor, a eliminação de documentos;
Emitir certidões de documentos existentes nos arquivos, nos termos legais;
Assegurar a aquisição e gestão do material e equipamento necessários ao funcionamento dos serviços;
Executar os actos respeitantes à administração do pessoal;
Organizar e manter actualizado o registo biográfico do pessoal;
Zelar pela segurança e limpeza das instalações.
Artigo 16.º — Competência da Secção de Orçamento e Contabilidade
À Secção de Orçamento e Contabilidade compete:
Elaborar, de acordo com as normas e instruções superiores, os projectos e as propostas de alteração dos orçamentos;
Elaborar os processos de requisições de fundos;
Efectuar o controlo orçamental e cabimentar todas as despesas;
Processar as remunerações e outros abonos devidos ao pessoal, bem como as demais despesas;
Arrecadar receitas e efectuar pagamentos de despesas, nos termos regulamentares e legais;
Organizar e manter actualizado o cadastro patrimonial do Centro;
Elaborar a conta anual de gerência.
Capítulo III — Da gestão financeira e patrimonial
Artigo 17.º — Regime
1 - O Centro é dotado de autonomia administrativa e financeira, por força do artigo 1.º do Decreto Legislativo Regional n.º 3/91/M, de 8 de Março.
2 - No âmbito da gestão financeira e patrimonial, o Centro rege-se pelo disposto no presente diploma e pelas regras gerais estabelecidas na legislação aplicável aos organismos com autonomia administrativa e financeira.
Artigo 18.º — Instrumentos de gestão
São instrumentos de gestão do Centro:
Os planos de actividades e financeiros, anuais e plurianuais;
O orçamento anual;
O relatório anual de actividades.
Artigo 19.º — Receitas
Constituem receitas do Centro:
As dotações inscritas no Orçamento da Região;
Os subsídios, comparticipações, doações e legados concedidos por quaisquer entidades;
O produto da venda de publicações;
Outros valores que por lei, contrato ou outro título lhe sejam atribuídos.
Artigo 20.º — Despesas
Constituem despesas do Centro:
Os encargos com o funcionamento e cumprimento das respectivas obrigações;
Os custos de aquisição, manutenção e conservação de bens e equipamentos ou obtenção de serviços que tenha de utilizar;
Quaisquer encargos derivados do exercício da sua actividade.
Artigo 21.º — Destino dos saldos findos
Os saldos apurados no fim de cada ano económico transitam para o ano seguinte, a fim de serem utilizados pelo Centro, salvo os relativos às dotações inscritas no Orçamento da Região, cujos montantes são repostos nos respectivos cofres.
Capítulo IV — Do pessoal
Artigo 22.º — Quadro de pessoal
1 - O pessoal do quadro do Centro é agrupado de acordo com a seguinte classificação:
Pessoal de direcção;
Pessoal de investigação científica;
Pessoal técnico superior;
Pessoal administrativo;
Pessoal auxiliar.
2 - O quadro de pessoal do Centro é o constante do mapa anexo ao presente diploma.
Artigo 23.º — Provimento de lugares
1 - O provimento dos lugares do quadro de pessoal do Centro a que se refere a alínea b) do n.º 1 do artigo anterior rege-se pelo Decreto-Lei n.º 124/99, de 20 de Abril, pelas alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 373/99, de 18 de Setembro, e pela Lei n.º 157/99, de 14 de Setembro.
2 - O provimento dos lugares do quadro de pessoal do Centro a que se referem as alíneas c), d) e e) do n.º 1 do artigo anterior é feito ao abrigo da lei geral e de normativos específicos.
Anexo — Quadro de pessoal a que se refere o n.º 2 do artigo 22.º
(ver quadro no documento original)
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