Portaria n.º 128-B/2025/1 — Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede (PTCON0007)

Tipo Portaria
Publicação 2025-03-24
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Presidência do Conselho de Ministros, Ambiente e Energia e Agricultura e Pescas
Fonte DRE
artigos 3

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede (PTCON0007).

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de 24 de março

O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial de Conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) São Mamede (PTCON0007), identificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O referido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 49/2005, de 24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.

Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, completou o processo de classificação da ZEC São Mamede, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos constantes dos anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.

Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC São Mamede, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como, adotando um conjunto de medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro. O plano de gestão da ZEC São Mamede tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, no artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:

Artigo 1.º — Objeto

A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.

Artigo 2.º — Âmbito

1 - O plano de gestão da ZEC São Mamede identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC São Mamede e adota medidas e ações complementares de conservação.

2 - O plano de gestão da ZEC São Mamede deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.

Artigo 3.º — Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 19 de março de 2025. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 18 de março de 2025. - O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 21 de março de 2025.

ANEXO — (a que se refere o artigo 1.º)

PLANO DE GESTÃO DA ZEC SÃO MAMEDE (PTCON0007)

LOCALIZAÇÃO

A ZEC São Mamede, com uma área total aproximada de 115 089 ha, localiza-se nos concelhos de Nisa, Castelo de Vide, Marvão, Portalegre, Arronches, Campo Maior e Elvas, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Quadro 1 - Unidades territoriais abrangidas pela ZEC São Mamede

Unidade territorial Área da ZEC na UT Proporção da UT ocupada pela ZEC (%) Proporção da ZEC na UT (%)
Nisa 20 175 ha 35 17,5
Castelo de Vide 24 941 ha 94 21,7
Marvão 15 487 ha 100 13,5
Portalegre 22 906 ha 51 19,9
Arronches 22 068 ha 70 19,2
Campo Maior 9 248 ha 37 8,0
Elvas 264 ha 0,4 0,2

(fonte: CAOP 2016)

Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC São Mamede.

(Fonte: CAOP 2020 - DGT)

CARACTERIZAÇÃO

A ZEC São Mamede possui 48 % da sua área integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, sendo limitada, a leste, pela fronteira com Espanha e, a norte, pelo rio Tejo.

O território da ZEC é profundamente marcado pela Serra de São Mamede e maciços montanhosos envolventes (Serra Fria, Serra de Selada e Serra de Marvão). Trata-se de uma área com grande diversidade de habitats, especialmente importante do ponto de vista fitogeográfico, uma vez que, tendo em conta a barreira continental à influência oceânica que a serra constitui, acaba por ser o limite sul da distribuição geográfica de muitas espécies e comunidades vegetais de distribuição preferencialmente atlântica (caso dos, aqui residuais, urzais-tojais higrófilos). Em contraste, as vertentes a sul e a leste estão sujeitas a uma maior influência mediterrânica, sendo substancialmente mais xéricas.

A rede hidrológica, muito influenciada pelas caraterísticas orográficas da ZEC, mais montanhosa na sua zona central e norte e mais plana no extremo sul, inclui, entre outros, o rio Sever e a ribeira de Nisa (afluentes do rio Tejo, correspondendo a vales mais encaixados) e os rios Caia e Xévora (afluentes do rio Guadiana). Ao longo destes cursos de água ocorrem algumas barragens e açudes, como é o caso da Albufeira de Póvoa e Meadas e a Albufeira do Caia.

A ZEC apresenta uma elevada diversidade territorial, onde alternam áreas agrícolas, zonas de prados e pastagens, matos e matagais, áreas florestais e, de forma mais residual, áreas urbanas. Nas áreas localizadas mais a sul, os sistemas agroflorestais do tipo montado (de sobro e azinho) são muito representativos. Na zona serrana, sob o domínio do maciço central, há uma presença significativa de floresta de produção (eucalipto e pinheiro-bravo), encontrando-se ainda manchas de carvalho-negral, sobreiro e castanheiro (predominantemente na base das encostas), bem como espécies rupícolas e casmófitas.

Os sistemas culturais predominantes são, fundamentalmente, agroflorestais, com cultura arvense sob coberto em rotações longas, tendo em consideração a manutenção do montado; a componente florestal dos sistemas é, por regra, constituída pelo sobreiro e pela azinheira, ainda que o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) assuma elevada expressão na zona norte - Nisa, Marvão e Castelo de Vide. Na zona sul, em terras mais planas e sem afloramentos rochosos, praticam-se os sistemas culturais de rotação descontínua, com pousios longos.

Os sistemas arbóreo-arbustivos têm nesta zona grande relevo quantitativo e qualitativo, sendo particularmente importantes os olivais de condução mais ou menos intensiva e vinhas, estas mais frequentes no concelho de Portalegre. A pecuária é tipicamente de manadio (bovinos, ovinos, caprinos e suínos), com aproveitamento das pastagens naturais e dos frutos dos montados. Alguns dos produtos pecuários deste território, com é o caso Carne de Bovino Mertolenga e da Carne Alentejana, encontram-se protegidos por Denominação de Origem Protegida. Refira-se, ainda, que as culturas temporárias de regadio (nomeadamente hortícolas e forrageiras) têm vindo a assumir uma maior expressão territorial, mercê das diversas áreas de regadio existentes, com destaque para os aproveitamentos hidroagrícolas do Marvão/Apartadura e do Xévora.

No que respeita aos habitats naturais protegidos, na zona norte da ZEC é de realçar a presença de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), constituindo o habitat 9230, em comunidades frequentemente associadas a afloramentos graníticos. Destaca-se igualmente grande parte do percurso do rio Sever, onde predominam os amiais (habitat 91E0), e cujo vale é marginado por afloramentos rochosos de xistos onde ocorrem comunidades rupícolas (tipos de habitat 8220 e 8230) e matos arborescentes (carrascais e outras comunidades edafo-xerófitas) (habitat 5330). Regista-se, ainda, a presença de outros tipos de habitat em bom estado de conservação, nomeadamente montados de sobro (Quercus suber) e de azinho (Quercus rotundifolia) (habitat 6310), sendo que esta ZEC tem ainda a particularidade de conter áreas onde o carvalho-negral ocorre sob a forma de montado, formações raríssimas a nível nacional. Nas zonas aplanadas, ocorrem extensas manchas de piornais de Retama sphaerocarpa (habitat 5330 subtipo pt2) e, a sul, encontram-se áreas tipicamente mediterrânicas, com excelentes montados de azinho (Quercus rotundifolia) e de sobro (Quercus suber) (habitat 6310).

A ZEC São Mamede inclui a gruta mais importante do País e uma das mais importantes da Europa para os morcegos, abrigando colónias de maternidade de morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii) e de morcego-rato-grande (Myotis myotis). Aqui hiberna também morcego-de-peluche, morcego-rato-grande, morcego-de-ferradura-mourisco (Rhinolophus mehelyi), morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale) e morcego de Bechstein (Myotis bechsteinii). Nesta ZEC localiza-se outro abrigo de morcegos, de maternidade e hibernação, de importância nacional para o morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros).

De salientar, também, a presença de um isolado populacional de lagarto-de-água (Lacerta schreiberi). O rio Caia é uma linha de água com presença histórica de saramugo (Anaecypris hispanica). Nesta ZEC ocorrem, igualmente, a cumba (Luciobarbus comiza) e a boga (Pseudochondrostoma polylepis), entidade a partir da qual foi descrita uma nova espécie - boga do Guadiana (P. willkommii) - sendo esta uma das poucas ZEC onde estão representadas as duas espécies (P. polylepis a norte e P. willkommii a sul).

São Mamede é, ainda, uma área de ocorrência histórica do lince-ibérico (Lynx pardinus). Embora a espécie não ocorra atualmente, apresenta condições adequadas relativamente ao uso e ocupação do solo suscetíveis de serem otimizadas, por forma a promover a sua ocupação, a médio/longo prazo, por exemplares oriundos das áreas de reintrodução efetuadas quer em Portugal quer em Espanha.

Merecem ainda referência o rato de Cabrera (Microtus cabrerae), a lontra (Lutra lutra) e invertebrados, como o mexilhão-de-rio (Unio tumidiformis) e o lepidóptero Euphydryas aurinia.

VALORES NATURAIS

Na ZEC São Mamede ocorrem com presença significativa 23 tipos de habitat (quadro 2) e 25 espécies da fauna e 2 espécies da flora (quadro 3) dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.

Esta ZEC assume especial relevância para a conservação de 7 tipos de habitat e 25 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).

Quadro 2 - Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Habitat
3170 Charcos temporários mediterrânicos
3260 Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
3270 Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p..
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba
3290 Cursos de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030 Charnecas secas europeias
5210 Matagais arborescentes de Juniperus spp.
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6220 Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6310 # Montados de Quercus spp. de folha perene (inclui montados de Quercus pyrenaica)
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
6430 Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
8310 # Grutas não exploradas pelo turismo
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260 Florestas de Castanea sativa
9330 # Florestas de Quercus suber
9340 # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia
91B0 Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
92A0 Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba

Quadro 3 - Espécies do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Grupo Espécie
1390 PL Marsupella profunda
1434 PL Salix salviifolia subsp. australis
6199 I # Euplagia quadripunctaria
1088 I # Cerambyx cerdo
1044 I # Coenagrion mercuriale
1065 I # Euphydryas aurinia
5382 I # Unio tumidiformis
1133 P # Anaecypris hispanica
5302 P Cobitis paludica
5926 P # Iberochondrostoma lemmingii
6168 P # Luciobarbus comizo
6149 P # Pseudochondrostoma polylepis
6162 P # Pseudochondrostoma willkommii
6975 P # Squalius alburnoides
1194 A # Discoglossus galganoi
1220 R # Emys orbicularis
1259 R # Lacerta schreiberi
1221 R # Mauremys leprosa
1362 M # Lynx pardinus
1355 M # Lutra lutra
1338 M # Microtus cabrerae
1310 M # Miniopterus schreibersii
1323 M # Myotis bechsteinii
1324 M # Myotis myotis
1305 M # Rhinolophus euryale
1304 M # Rhinolophus ferrumequinum
1303 M # Rhinolophus hipposideros
1302 M # Rhinolophus mehelyi

Grupo: PL - Planta; I - Invertebrado; P - Peixe; A - Anfíbio; R - Réptil; M - Mamífero.

OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO

Os objetivos de conservação para os valores alvo são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.

Para os restantes valores naturais com presença significativa na ZEC estabelece-se como objetivo de conservação a manutenção da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.

A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação adiante definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade, através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da rede Natura 2000.

Quadro 4 - Objetivos de conservação para a gestão da ZEC

Objetivos de conservação Indicadores Metas
Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas
1. Manter o grau de conservação do habitat 91E0 - Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a área de habitat com estrutura bem conservada
2. Melhorar o grau de conservação do habitat de Euplagia quadripunctaria e Coenagrion mercuriale • Área de habitat adequado para a espécie (ha) • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
3. Melhorar o grau de conservação do habitat de Unio tumidiformis • Número de indivíduos• Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar o número de indivíduos• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
4. Melhorar o grau de conservação do habitat de Anaecypris hispanica • Confirmação de reprodução• Área de habitat adequado para a espécie • Estabelecimento de uma população viável• Aumentar a área de habitat para a espécie
5. Melhorar o grau de conservação do habitat de Iberochondrostoma lemmingii, Luciobarbus comizo e Pseudochondrostoma willkommii • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
6. Manter o grau de conservação do habitat de Pseudochondrostoma polylepis e Squalius alburnoides • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie·Manter a área de habitat adequado para a espécie
7. Melhorar o grau de conservação do habitat de Discoglossus galganoi • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie ·Tendência estável da espécie·Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
8. Melhorar o grau de conservação do habitat de Emys orbicularis e Lacerta schreiberi • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
9. Manter o grau de conservação do habitat de Mauremys leprosa • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie
10. Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas
1. Manter o grau de conservação do habitat 6310 - Montados de Quercus spp. de folha perene (inclui montados de Q. pyrenaica) • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a área de habitat com estrutura bem conservada
2. Melhorar o grau de conservação do habitat de Cerambyx cerdo e Euphydryas auriniana • Área de habitat adequado para a espécie (ha) • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
3. Manter o grau de conservação do habitat de Microtus cabrerae • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat florestais Tipos de habitat florestais Tipos de habitat florestais
1. Melhorar o grau de conservação dos habitats 9230 - Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica, 9330 - Florestas de Quercus suber e 9340 - Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Matos higrófilos Matos higrófilos Matos higrófilos
1. Melhorar o grau de conservação do habitat 4020 - Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• N.º de espécies indicadoras presentes • Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada• Presença de uma ou mais espécies indicadoras
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Morcegos e grutas Morcegos e grutas Morcegos e grutas
1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi • Tendência populacional • Tendência estável das espécies por época
1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi • Área de habitat de alimentação (ha) • Aumentar a área de habitat de alimentação para cada espécie
1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi • Percentagem de abrigos de importância nacional com condições favoráveis • 100 %
2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros • Tendência populacional • Tendência estável das espécies por época
2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros • Área de habitat de alimentação (ha) • Manter a área de habitat de alimentação para cada espécie
2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros • Percentagem de abrigos de importância nacional com condições favoráveis • 100 %
3. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis bechsteinii • Área de habitat de alimentação (ha) • Aumentar a área de habitat de alimentação
4. Manter o grau de conservação do habitat 8310 - Grutas não exploradas pelo turismo • Área de habitat com condições favoráveis para abrigo de morcegos • Manter a área de habitat com condições favoráveis para abrigo de morcegos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico
1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Lynx pardinus • Área de habitat adequado para a espécie (ha) • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Lynx pardinus • N.º coelhos por hectare • Dois ou mais coelhos por hectare

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.

As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC São Mamede e respetivo quadro operacional estão identificadas no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.

A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».

Considerando que determinadas medidas de conservação complementares (MC2, MC3, MC5, MC6, MC7 e MC11) são aplicáveis apenas em áreas específicas e não a toda a área da ZEC, o âmbito territorial da sua aplicação é representado adiante nas «Cartas das Medidas de Conservação Complementares».

Quadro 5 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares

Medida de conservação complementar Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Inicio Fim
Medida de conservação complementar Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Calendarização Calendarização
MC1. Manter ou recuperar os bosquetes ou maciços arbóreos de elevado valor ecológico. 2 Proporção da área mantida 100% ICNF CCDR/Agri Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC1. Manter ou recuperar os bosquetes ou maciços arbóreos de elevado valor ecológico. 2 Proporção da área recuperada 50% ICNF CCDR/Agri Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC2. Garantir a recuperação dos montados de sobreiro, azinheira e carvalho-negral, em particular dos mais envelhecidos. 2 Proporção da área recuperada 50% ICNF CCDR/Agri Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC3. Criar mosaico/heterogeneidade em áreas de monocultura (agrícola ou florestal). 1 Número de elementos lineares ou pontuais por ha 1 Elemento linear ou dois pontuais por cada 2 ha ICNF CCDR/Agri APAProprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e FlorestaisAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. 2 Proporção da área dos biótopos mantida 100% ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA Ano 1 Ano 10
MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. 2 Proporção da área melhorada 50% ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA Ano 1 Ano 10
MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. 2 Número de ações realizadas anualmente 6 ações por ano ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA Ano 1 Ano 10
MC5. Implementar ações de recuperação de áreas ardidas ou outras áreas degradadas. 2 Elaboração de um plano de intervenção por ocorrência com área maior ou igual a 5 ha Ano 1 da implementação do plano de gestão ICNF CCDR/Agri Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários e gestores florestaisOrganizações de Produtores Ano 1 Ano 10
Proporção das ações implementadas 100% Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários e gestores florestaisOrganizações de Produtores Ano 1 Ano 10
Proporção das faixas de gestão de combustível avaliadas sob o ponto de vista dos valores alvo 100% Florestais(OPF)Autarquias locais
Data de inclusão destas medidas em todos os PMDFCI Ano 2 da implementação do plano de gestão Florestais(OPF)Autarquias locais
MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. 2 Percentagem da área de ocorrência de Unio tumidiformis monitorizada previamente às reintroduções 100% ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. 2 Número de indivíduos introduzidos 50 00 por ano durante cinco anos ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. 2 Número de ações de monitorização dos repovoamentos Uma monitorização por ano ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. 2 Percentagem da área de ocorrência de Anaecypris hispanica monitorizada previamente às reintroduções 100% ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. 2 Número de indivíduos introduzidos 500 Indivíduos no primeiro ano; 200 indivíduos por ano durante os quatro anos seguintes ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. 2 Número de ações de monitorização dos repovoamentos Uma monitorização por ano ICNF AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas Ano 1 Ano 10
MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. 2 Percentagem de exemplares de Quercus spp. e Castanea sativa abatidos/ha Menos de 10% de exemplares de Quercus spp. e Castanea sativa abatidos/ha ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. Percentagem de árvores velhas removidas (DAP superior a 1m)/ha Menos de 5% de árvores velhas removidas (DAP superior a 1m) /ha (em cada 10 anos) ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. Quantidade de madeira morta retirada por ha Menos de 25 toneladas de madeira morta removida/ha ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais Ano 1 Ano 10
MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. 2 Data de elaboração do diagnóstico Ano 1 da implementação do plano de gestão ICNF Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA Ano 1 Ano 10
MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. 2 Proporção de intervenções em abrigos após derrocadas 100% dos abrigos intervencionados após derrocadas(identificadas) ICNF Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA Ano 1 Ano 10
MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. 2 Ações de limpeza da vegetação em abrigos 2 ações por ano ICNF Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA Ano 1 Ano 10
Número de vedações melhoradas/instaladas 1 vedação por abrigo identificado
MC10. Fomentar o coelho-bravo. 2 N.º de coelhos por hectare 2 coelhos por hectare ICNFGestores de zonas de caça Associação IberlynxAssociações de caçadoresAutarquias locaisONGAAcademia Ano 1 Ano 10
MC11. Proteger os matos higrófilos. 2 Proporção de área mantida 100% ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAssociações de ProdutoresAgrícolas e FlorestaisGabinetes técnicos florestais dos municípiosCIMAcademiaNGA Ano 1 Ano 10
MC11. Proteger os matos higrófilos. 2 Proporção de área recuperada 50% ICNF CCDR/Agri Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAssociações de ProdutoresAgrícolas e FlorestaisGabinetes técnicos florestais dos municípiosCIMAcademiaNGA Ano 1 Ano 10
MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. 2 Número de ações de fiscalização dirigidas a atividades que envolvam produtos químicos (período de aplicação, áreas, afastamentos, concentrações) 48 ações por ano (quatro ações por mês) GNR/SEPNAICNF DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. 2 Número de ações de controlo de arborizações/rearborizações e cortes de vegetação realizadas 12 ações por ano (uma ação por mês) GNR/SEPNAICNF DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. 2 Número de ações em abrigos 6 ações por ano GNR/SEPNAICNF DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 2 Plano de controlo e erradicação das espécies exóticas invasoras elaborado 1 Plano ICNF CCDR/Agri APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 2 Proporção das áreas prioritárias intervencionadas 100% das áreas prioritárias identificadas ICNF CCDR/Agri APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 2 Proporção das áreas não prioritárias intervencionadas 50% das áreas com invasoras ICNF CCDR/Agri APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 2 Proporção da área restaurada 50% da área ocupada por vegetação exótica ICNF CCDR/Agri APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais Ano 1 Ano 10
MC14. Executar um plano de deteção precoce e erradicação imediata de novas populações de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 1 Proporção da área prospetada 100 % da área de ocorrência de U. tumidiformis ICNF APA Autarquias locaisAcademiaONGA Ano 1 Ano 10
MC14. Executar um plano de deteção precoce e erradicação imediata de novas populações de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. 1 N.º de novos núcleos eliminados 100 % dos núcleos de Dreissena polymorpha ICNF APA Autarquias locaisAcademiaONGA Ano 1 Ano 10
MC15. Avaliar a atual cobertura na ZEC de pontos de amostragem da rede de quantidade e de qualidade da água. 3 Número de novos pontos de monitorização Cobrir 100% da monitorização da rede APA ICNF Academia Ano 1 Ano 10
MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. 2 Número de ações de formação/ações de divulgação efetuadas 3 ações por ano ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento Ano 1 Ano 10
MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. 2 Data de publicação da primeira versão do manual Ano 1 da implementação do plano de gestão ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento Ano 1 Ano 10
MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. 2 Periodicidade da revisão De três em três anos ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento Ano 1 Ano 10
MC17. Desenvolver campanhas de comunicação e divulgação dirigidas às escolas, à população local e aos visitantes sobre a conservação dos valores naturais da ZEC. 2 Número de ações de sensibilização efetuadas 6 ações por ano ICNFAutarquias locais SEPNAONGAAcademiaEscolasAssociações locais de desenvolvimentoAssociações desportivas e recreativasAssociações de caçadoresAssociações de proprietários Ano 1 Ano 10
MC17. Desenvolver campanhas de comunicação e divulgação dirigidas às escolas, à população local e aos visitantes sobre a conservação dos valores naturais da ZEC. 2 Número de ações de sensibilização nas escolas/número de participantes 1 ação por ano/escola e 80% da população escolar coberta ICNFAutarquias locais SEPNAONGAAcademiaEscolasAssociações locais de desenvolvimentoAssociações desportivas e recreativasAssociações de caçadoresAssociações de proprietários Ano 1 Ano 10
MC18. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC 2 Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda 100% ICNFCMDFCI/Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais CCDRProprietáriosOrganizações de ProdutoresFlorestaisEmpresasComissões Intermunicipais Ano 1 Ano 10
Percentagem de planos de recuperação pósincêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos o 100% (CMGIFR)Entidades Gestoras de AIGPComunidades IntermunicipaisAPA
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPP Alentejo 2030 Ano 1 Ano 2
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPP Alentejo 2030 Ano 1 Ano 2

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES

O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro.

VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO

O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.

ACOMPANHAMENTO

A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.

O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.

Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.

No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.

A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da rede Natura 2000 a que o estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.

O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.

Quadro 6 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão

1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais 3. Tipos de habitat florestais
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos 4. Matos higrófilos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas 5. Morcegos e grutas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico 6. Lince-ibérico
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/ meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.

FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

Fontes de Financiamento - Glossário:

PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027

Alentejo 2030 - Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER)

LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática

PRR - Plano de Recuperação e Resiliência

I&D - Investigação e Desenvolvimento

OE - Orçamento de Estado

PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais

CARTAS DAS MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

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