Portaria n.º 128-B/2025/1 — Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede (PTCON0007)
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede (PTCON0007).
de 24 de março
O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial de Conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) São Mamede (PTCON0007), identificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O referido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 49/2005, de 24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.
Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, completou o processo de classificação da ZEC São Mamede, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos constantes dos anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.
Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC São Mamede, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como, adotando um conjunto de medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro. O plano de gestão da ZEC São Mamede tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.
Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, no artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:
Artigo 1.º — Objeto
A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) São Mamede, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.
Artigo 2.º — Âmbito
1 - O plano de gestão da ZEC São Mamede identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC São Mamede e adota medidas e ações complementares de conservação.
2 - O plano de gestão da ZEC São Mamede deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º — Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 19 de março de 2025. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 18 de março de 2025. - O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 21 de março de 2025.
ANEXO — (a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DA ZEC SÃO MAMEDE (PTCON0007)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC São Mamede, com uma área total aproximada de 115 089 ha, localiza-se nos concelhos de Nisa, Castelo de Vide, Marvão, Portalegre, Arronches, Campo Maior e Elvas, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Quadro 1 - Unidades territoriais abrangidas pela ZEC São Mamede
| Unidade territorial | Área da ZEC na UT | Proporção da UT ocupada pela ZEC (%) | Proporção da ZEC na UT (%) |
|---|---|---|---|
| Nisa | 20 175 ha | 35 | 17,5 |
| Castelo de Vide | 24 941 ha | 94 | 21,7 |
| Marvão | 15 487 ha | 100 | 13,5 |
| Portalegre | 22 906 ha | 51 | 19,9 |
| Arronches | 22 068 ha | 70 | 19,2 |
| Campo Maior | 9 248 ha | 37 | 8,0 |
| Elvas | 264 ha | 0,4 | 0,2 |
(fonte: CAOP 2016)
Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC São Mamede.
(Fonte: CAOP 2020 - DGT)
CARACTERIZAÇÃO
A ZEC São Mamede possui 48 % da sua área integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, sendo limitada, a leste, pela fronteira com Espanha e, a norte, pelo rio Tejo.
O território da ZEC é profundamente marcado pela Serra de São Mamede e maciços montanhosos envolventes (Serra Fria, Serra de Selada e Serra de Marvão). Trata-se de uma área com grande diversidade de habitats, especialmente importante do ponto de vista fitogeográfico, uma vez que, tendo em conta a barreira continental à influência oceânica que a serra constitui, acaba por ser o limite sul da distribuição geográfica de muitas espécies e comunidades vegetais de distribuição preferencialmente atlântica (caso dos, aqui residuais, urzais-tojais higrófilos). Em contraste, as vertentes a sul e a leste estão sujeitas a uma maior influência mediterrânica, sendo substancialmente mais xéricas.
A rede hidrológica, muito influenciada pelas caraterísticas orográficas da ZEC, mais montanhosa na sua zona central e norte e mais plana no extremo sul, inclui, entre outros, o rio Sever e a ribeira de Nisa (afluentes do rio Tejo, correspondendo a vales mais encaixados) e os rios Caia e Xévora (afluentes do rio Guadiana). Ao longo destes cursos de água ocorrem algumas barragens e açudes, como é o caso da Albufeira de Póvoa e Meadas e a Albufeira do Caia.
A ZEC apresenta uma elevada diversidade territorial, onde alternam áreas agrícolas, zonas de prados e pastagens, matos e matagais, áreas florestais e, de forma mais residual, áreas urbanas. Nas áreas localizadas mais a sul, os sistemas agroflorestais do tipo montado (de sobro e azinho) são muito representativos. Na zona serrana, sob o domínio do maciço central, há uma presença significativa de floresta de produção (eucalipto e pinheiro-bravo), encontrando-se ainda manchas de carvalho-negral, sobreiro e castanheiro (predominantemente na base das encostas), bem como espécies rupícolas e casmófitas.
Os sistemas culturais predominantes são, fundamentalmente, agroflorestais, com cultura arvense sob coberto em rotações longas, tendo em consideração a manutenção do montado; a componente florestal dos sistemas é, por regra, constituída pelo sobreiro e pela azinheira, ainda que o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) assuma elevada expressão na zona norte - Nisa, Marvão e Castelo de Vide. Na zona sul, em terras mais planas e sem afloramentos rochosos, praticam-se os sistemas culturais de rotação descontínua, com pousios longos.
Os sistemas arbóreo-arbustivos têm nesta zona grande relevo quantitativo e qualitativo, sendo particularmente importantes os olivais de condução mais ou menos intensiva e vinhas, estas mais frequentes no concelho de Portalegre. A pecuária é tipicamente de manadio (bovinos, ovinos, caprinos e suínos), com aproveitamento das pastagens naturais e dos frutos dos montados. Alguns dos produtos pecuários deste território, com é o caso Carne de Bovino Mertolenga e da Carne Alentejana, encontram-se protegidos por Denominação de Origem Protegida. Refira-se, ainda, que as culturas temporárias de regadio (nomeadamente hortícolas e forrageiras) têm vindo a assumir uma maior expressão territorial, mercê das diversas áreas de regadio existentes, com destaque para os aproveitamentos hidroagrícolas do Marvão/Apartadura e do Xévora.
No que respeita aos habitats naturais protegidos, na zona norte da ZEC é de realçar a presença de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), constituindo o habitat 9230, em comunidades frequentemente associadas a afloramentos graníticos. Destaca-se igualmente grande parte do percurso do rio Sever, onde predominam os amiais (habitat 91E0), e cujo vale é marginado por afloramentos rochosos de xistos onde ocorrem comunidades rupícolas (tipos de habitat 8220 e 8230) e matos arborescentes (carrascais e outras comunidades edafo-xerófitas) (habitat 5330). Regista-se, ainda, a presença de outros tipos de habitat em bom estado de conservação, nomeadamente montados de sobro (Quercus suber) e de azinho (Quercus rotundifolia) (habitat 6310), sendo que esta ZEC tem ainda a particularidade de conter áreas onde o carvalho-negral ocorre sob a forma de montado, formações raríssimas a nível nacional. Nas zonas aplanadas, ocorrem extensas manchas de piornais de Retama sphaerocarpa (habitat 5330 subtipo pt2) e, a sul, encontram-se áreas tipicamente mediterrânicas, com excelentes montados de azinho (Quercus rotundifolia) e de sobro (Quercus suber) (habitat 6310).
A ZEC São Mamede inclui a gruta mais importante do País e uma das mais importantes da Europa para os morcegos, abrigando colónias de maternidade de morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii) e de morcego-rato-grande (Myotis myotis). Aqui hiberna também morcego-de-peluche, morcego-rato-grande, morcego-de-ferradura-mourisco (Rhinolophus mehelyi), morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale) e morcego de Bechstein (Myotis bechsteinii). Nesta ZEC localiza-se outro abrigo de morcegos, de maternidade e hibernação, de importância nacional para o morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros).
De salientar, também, a presença de um isolado populacional de lagarto-de-água (Lacerta schreiberi). O rio Caia é uma linha de água com presença histórica de saramugo (Anaecypris hispanica). Nesta ZEC ocorrem, igualmente, a cumba (Luciobarbus comiza) e a boga (Pseudochondrostoma polylepis), entidade a partir da qual foi descrita uma nova espécie - boga do Guadiana (P. willkommii) - sendo esta uma das poucas ZEC onde estão representadas as duas espécies (P. polylepis a norte e P. willkommii a sul).
São Mamede é, ainda, uma área de ocorrência histórica do lince-ibérico (Lynx pardinus). Embora a espécie não ocorra atualmente, apresenta condições adequadas relativamente ao uso e ocupação do solo suscetíveis de serem otimizadas, por forma a promover a sua ocupação, a médio/longo prazo, por exemplares oriundos das áreas de reintrodução efetuadas quer em Portugal quer em Espanha.
Merecem ainda referência o rato de Cabrera (Microtus cabrerae), a lontra (Lutra lutra) e invertebrados, como o mexilhão-de-rio (Unio tumidiformis) e o lepidóptero Euphydryas aurinia.
VALORES NATURAIS
Na ZEC São Mamede ocorrem com presença significativa 23 tipos de habitat (quadro 2) e 25 espécies da fauna e 2 espécies da flora (quadro 3) dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.
Esta ZEC assume especial relevância para a conservação de 7 tipos de habitat e 25 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).
Quadro 2 - Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
| Código | Habitat |
|---|---|
| 3170 | Charcos temporários mediterrânicos |
| 3260 | Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion |
| 3270 | Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.. |
| 3280 | Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba |
| 3290 | Cursos de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion |
| 4020 | # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix |
| 4030 | Charnecas secas europeias |
| 5210 | Matagais arborescentes de Juniperus spp. |
| 5330 | Matos termomediterrânicos pré-desérticos |
| 6220 | Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea |
| 6310 | # Montados de Quercus spp. de folha perene (inclui montados de Quercus pyrenaica) |
| 6420 | Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion |
| 6430 | Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino |
| 8220 | Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica |
| 8230 | Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii |
| 8310 | # Grutas não exploradas pelo turismo |
| 9230 | # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica |
| 9260 | Florestas de Castanea sativa |
| 9330 | # Florestas de Quercus suber |
| 9340 | # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia |
| 91B0 | Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia |
| 91E0 | # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) |
| 92A0 | Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba |
Quadro 3 - Espécies do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
| Código | Grupo | Espécie |
|---|---|---|
| 1390 | PL | Marsupella profunda |
| 1434 | PL | Salix salviifolia subsp. australis |
| 6199 | I | # Euplagia quadripunctaria |
| 1088 | I | # Cerambyx cerdo |
| 1044 | I | # Coenagrion mercuriale |
| 1065 | I | # Euphydryas aurinia |
| 5382 | I | # Unio tumidiformis |
| 1133 | P | # Anaecypris hispanica |
| 5302 | P | Cobitis paludica |
| 5926 | P | # Iberochondrostoma lemmingii |
| 6168 | P | # Luciobarbus comizo |
| 6149 | P | # Pseudochondrostoma polylepis |
| 6162 | P | # Pseudochondrostoma willkommii |
| 6975 | P | # Squalius alburnoides |
| 1194 | A | # Discoglossus galganoi |
| 1220 | R | # Emys orbicularis |
| 1259 | R | # Lacerta schreiberi |
| 1221 | R | # Mauremys leprosa |
| 1362 | M | # Lynx pardinus |
| 1355 | M | # Lutra lutra |
| 1338 | M | # Microtus cabrerae |
| 1310 | M | # Miniopterus schreibersii |
| 1323 | M | # Myotis bechsteinii |
| 1324 | M | # Myotis myotis |
| 1305 | M | # Rhinolophus euryale |
| 1304 | M | # Rhinolophus ferrumequinum |
| 1303 | M | # Rhinolophus hipposideros |
| 1302 | M | # Rhinolophus mehelyi |
Grupo: PL - Planta; I - Invertebrado; P - Peixe; A - Anfíbio; R - Réptil; M - Mamífero.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores alvo são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.
Para os restantes valores naturais com presença significativa na ZEC estabelece-se como objetivo de conservação a manutenção da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação adiante definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade, através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da rede Natura 2000.
Quadro 4 - Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
|---|---|---|
| Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas |
| 1. Manter o grau de conservação do habitat 91E0 - Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) | • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) | • Manter a área de habitat com estrutura bem conservada |
| 2. Melhorar o grau de conservação do habitat de Euplagia quadripunctaria e Coenagrion mercuriale | • Área de habitat adequado para a espécie (ha) | • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 3. Melhorar o grau de conservação do habitat de Unio tumidiformis | • Número de indivíduos• Área de habitat adequado para a espécie | • Aumentar o número de indivíduos• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 4. Melhorar o grau de conservação do habitat de Anaecypris hispanica | • Confirmação de reprodução• Área de habitat adequado para a espécie | • Estabelecimento de uma população viável• Aumentar a área de habitat para a espécie |
| 5. Melhorar o grau de conservação do habitat de Iberochondrostoma lemmingii, Luciobarbus comizo e Pseudochondrostoma willkommii | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 6. Manter o grau de conservação do habitat de Pseudochondrostoma polylepis e Squalius alburnoides | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie·Manter a área de habitat adequado para a espécie |
| 7. Melhorar o grau de conservação do habitat de Discoglossus galganoi | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | ·Tendência estável da espécie·Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 8. Melhorar o grau de conservação do habitat de Emys orbicularis e Lacerta schreiberi | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 9. Manter o grau de conservação do habitat de Mauremys leprosa | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie |
| 10. Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie |
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
| --- | --- | --- |
| Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas |
| 1. Manter o grau de conservação do habitat 6310 - Montados de Quercus spp. de folha perene (inclui montados de Q. pyrenaica) | • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) | • Manter a área de habitat com estrutura bem conservada |
| 2. Melhorar o grau de conservação do habitat de Cerambyx cerdo e Euphydryas auriniana | • Área de habitat adequado para a espécie (ha) | • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 3. Manter o grau de conservação do habitat de Microtus cabrerae | • Tendência populacional• Área de habitat adequado para a espécie | • Tendência estável da espécie• Manter a área de habitat adequado para a espécie |
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
| --- | --- | --- |
| Tipos de habitat florestais | Tipos de habitat florestais | Tipos de habitat florestais |
| 1. Melhorar o grau de conservação dos habitats 9230 - Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica, 9330 - Florestas de Quercus suber e 9340 - Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia | • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) | • Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada |
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
| --- | --- | --- |
| Matos higrófilos | Matos higrófilos | Matos higrófilos |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat 4020 - Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix | • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• N.º de espécies indicadoras presentes | • Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada• Presença de uma ou mais espécies indicadoras |
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
| --- | --- | --- |
| Morcegos e grutas | Morcegos e grutas | Morcegos e grutas |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi | • Tendência populacional | • Tendência estável das espécies por época |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi | • Área de habitat de alimentação (ha) | • Aumentar a área de habitat de alimentação para cada espécie |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Rhinolophus ferrumequinum e R. mehelyi | • Percentagem de abrigos de importância nacional com condições favoráveis | • 100 % |
| 2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros | • Tendência populacional | • Tendência estável das espécies por época |
| 2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros | • Área de habitat de alimentação (ha) | • Manter a área de habitat de alimentação para cada espécie |
| 2. Manter o grau de conservação do habitat de M. schreibersii, R. euryale e R. hipposideros | • Percentagem de abrigos de importância nacional com condições favoráveis | • 100 % |
| 3. Melhorar o grau de conservação do habitat de Myotis bechsteinii | • Área de habitat de alimentação (ha) | • Aumentar a área de habitat de alimentação |
| 4. Manter o grau de conservação do habitat 8310 - Grutas não exploradas pelo turismo | • Área de habitat com condições favoráveis para abrigo de morcegos | • Manter a área de habitat com condições favoráveis para abrigo de morcegos |
| Objetivos de conservação | Indicadores | Metas |
| --- | --- | --- |
| Lince-ibérico | Lince-ibérico | Lince-ibérico |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Lynx pardinus | • Área de habitat adequado para a espécie (ha) | • Aumentar a área de habitat adequado para a espécie |
| 1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Lynx pardinus | • N.º coelhos por hectare | • Dois ou mais coelhos por hectare |
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC São Mamede e respetivo quadro operacional estão identificadas no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Considerando que determinadas medidas de conservação complementares (MC2, MC3, MC5, MC6, MC7 e MC11) são aplicáveis apenas em áreas específicas e não a toda a área da ZEC, o âmbito territorial da sua aplicação é representado adiante nas «Cartas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 5 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares
| Medida de conservação complementar | Relevância* | Indicador de realização | Meta | Entidade responsável | Entidades envolvidas | Inicio | Fim |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Medida de conservação complementar | Relevância* | Indicador de realização | Meta | Entidade responsável | Entidades envolvidas | Calendarização | Calendarização |
| MC1. Manter ou recuperar os bosquetes ou maciços arbóreos de elevado valor ecológico. | 2 | Proporção da área mantida | 100% | ICNF CCDR/Agri | Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC1. Manter ou recuperar os bosquetes ou maciços arbóreos de elevado valor ecológico. | 2 | Proporção da área recuperada | 50% | ICNF CCDR/Agri | Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC2. Garantir a recuperação dos montados de sobreiro, azinheira e carvalho-negral, em particular dos mais envelhecidos. | 2 | Proporção da área recuperada | 50% | ICNF CCDR/Agri | Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC3. Criar mosaico/heterogeneidade em áreas de monocultura (agrícola ou florestal). | 1 | Número de elementos lineares ou pontuais por ha | 1 Elemento linear ou dois pontuais por cada 2 ha | ICNF CCDR/Agri | APAProprietários ou gestores agrícolas e florestaisOrganizações de Produtores Agrícolas e FlorestaisAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. | 2 | Proporção da área dos biótopos mantida | 100% | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. | 2 | Proporção da área melhorada | 50% | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC4. Implementar ações de recuperação de ecossistemas ripícolas. | 2 | Número de ações realizadas anualmente | 6 ações por ano | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAutarquias locaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais APA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC5. Implementar ações de recuperação de áreas ardidas ou outras áreas degradadas. | 2 | Elaboração de um plano de intervenção por ocorrência com área maior ou igual a 5 ha | Ano 1 da implementação do plano de gestão | ICNF CCDR/Agri | Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários e gestores florestaisOrganizações de Produtores | Ano 1 | Ano 10 |
| Proporção das ações implementadas | 100% | Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP)Proprietários e gestores florestaisOrganizações de Produtores | Ano 1 | Ano 10 | |||
| Proporção das faixas de gestão de combustível avaliadas sob o ponto de vista dos valores alvo | 100% | Florestais(OPF)Autarquias locais | |||||
| Data de inclusão destas medidas em todos os PMDFCI | Ano 2 da implementação do plano de gestão | Florestais(OPF)Autarquias locais | |||||
| MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. | 2 | Percentagem da área de ocorrência de Unio tumidiformis monitorizada previamente às reintroduções | 100% | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. | 2 | Número de indivíduos introduzidos | 50 00 por ano durante cinco anos | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC6. Reforçar as populações de Unio tumidiformis e Squalius alburnoides. | 2 | Número de ações de monitorização dos repovoamentos | Uma monitorização por ano | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. | 2 | Percentagem da área de ocorrência de Anaecypris hispanica monitorizada previamente às reintroduções | 100% | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. | 2 | Número de indivíduos introduzidos | 500 Indivíduos no primeiro ano; 200 indivíduos por ano durante os quatro anos seguintes | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC7. Reforçar a população de Anaecypris hispanica. | 2 | Número de ações de monitorização dos repovoamentos | Uma monitorização por ano | ICNF | AcademiaONGAAPAAutarquias locaisEmpresas públicas e privadas | Ano 1 | Ano 10 |
| MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. | 2 | Percentagem de exemplares de Quercus spp. e Castanea sativa abatidos/ha | Menos de 10% de exemplares de Quercus spp. e Castanea sativa abatidos/ha | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. | Percentagem de árvores velhas removidas (DAP superior a 1m)/ha | Menos de 5% de árvores velhas removidas (DAP superior a 1m) /ha (em cada 10 anos) | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 | |
| MC8. Garantir a manutenção de árvores velhas e de madeira morta nos povoamentos florestais ou outros. | Quantidade de madeira morta retirada por ha | Menos de 25 toneladas de madeira morta removida/ha | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisOrganizações de ProdutoresAgrícolas e Florestais | Ano 1 | Ano 10 | |
| MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. | 2 | Data de elaboração do diagnóstico | Ano 1 da implementação do plano de gestão | ICNF | Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. | 2 | Proporção de intervenções em abrigos após derrocadas | 100% dos abrigos intervencionados após derrocadas(identificadas) | ICNF | Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC9. Manter as condições adequadas nos abrigos importantes para morcegos cavernícolas. | 2 | Ações de limpeza da vegetação em abrigos | 2 ações por ano | ICNF | Autarquias locaisProprietáriosSEPNAAcademiaONGA | Ano 1 | Ano 10 |
| Número de vedações melhoradas/instaladas | 1 vedação por abrigo identificado | ||||||
| MC10. Fomentar o coelho-bravo. | 2 | N.º de coelhos por hectare | 2 coelhos por hectare | ICNFGestores de zonas de caça | Associação IberlynxAssociações de caçadoresAutarquias locaisONGAAcademia | Ano 1 | Ano 10 |
| MC11. Proteger os matos higrófilos. | 2 | Proporção de área mantida | 100% | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAssociações de ProdutoresAgrícolas e FlorestaisGabinetes técnicos florestais dos municípiosCIMAcademiaNGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC11. Proteger os matos higrófilos. | 2 | Proporção de área recuperada | 50% | ICNF CCDR/Agri | Proprietários e gestores agrícolas e florestaisAssociações de ProdutoresAgrícolas e FlorestaisGabinetes técnicos florestais dos municípiosCIMAcademiaNGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. | 2 | Número de ações de fiscalização dirigidas a atividades que envolvam produtos químicos (período de aplicação, áreas, afastamentos, concentrações) | 48 ações por ano (quatro ações por mês) | GNR/SEPNAICNF | DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. | 2 | Número de ações de controlo de arborizações/rearborizações e cortes de vegetação realizadas | 12 ações por ano (uma ação por mês) | GNR/SEPNAICNF | DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC12. Reforçar a fiscalização e a articulação entre as entidades com responsabilidades na ZEC. | 2 | Número de ações em abrigos | 6 ações por ano | GNR/SEPNAICNF | DGADRCCDR/AgriAPAAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 2 | Plano de controlo e erradicação das espécies exóticas invasoras elaborado | 1 Plano | ICNF CCDR/Agri | APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 2 | Proporção das áreas prioritárias intervencionadas | 100% das áreas prioritárias identificadas | ICNF CCDR/Agri | APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 2 | Proporção das áreas não prioritárias intervencionadas | 50% das áreas com invasoras | ICNF CCDR/Agri | APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC13. Realizar ações de controlo de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 2 | Proporção da área restaurada | 50% da área ocupada por vegetação exótica | ICNF CCDR/Agri | APAAcademiaONGAProjeto InvaderAssociações de pescadoresAssociações de ProdutoresFlorestaisGabinetes técnicos florestaisCIMAssociações locais de desenvolvimentoEmpresasAutarquias locais | Ano 1 | Ano 10 |
| MC14. Executar um plano de deteção precoce e erradicação imediata de novas populações de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 1 | Proporção da área prospetada | 100 % da área de ocorrência de U. tumidiformis | ICNF APA | Autarquias locaisAcademiaONGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC14. Executar um plano de deteção precoce e erradicação imediata de novas populações de espécies (fauna e flora) exóticas invasoras. | 1 | N.º de novos núcleos eliminados | 100 % dos núcleos de Dreissena polymorpha | ICNF APA | Autarquias locaisAcademiaONGA | Ano 1 | Ano 10 |
| MC15. Avaliar a atual cobertura na ZEC de pontos de amostragem da rede de quantidade e de qualidade da água. | 3 | Número de novos pontos de monitorização | Cobrir 100% da monitorização da rede | APA ICNF | Academia | Ano 1 | Ano 10 |
| MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. | 2 | Número de ações de formação/ações de divulgação efetuadas | 3 ações por ano | ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais | ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento | Ano 1 | Ano 10 |
| MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. | 2 | Data de publicação da primeira versão do manual | Ano 1 da implementação do plano de gestão | ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais | ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento | Ano 1 | Ano 10 |
| MC16. Capacitar os intervenientes socioeconómicos para técnicas e metodologias adequadas à conservação dos valores naturais da ZEC. | 2 | Periodicidade da revisão | De três em três anos | ICNFCCDR/AgriOrganizações de produtores agrícolas e florestais | ONGAAPAAutarquias locaisFarmácias agrícolas e outros locais de venda de fitofármacosINIAVAcademiaOperadores económicosEntidades fiscalizadorasAssociações locais de desenvolvimento | Ano 1 | Ano 10 |
| MC17. Desenvolver campanhas de comunicação e divulgação dirigidas às escolas, à população local e aos visitantes sobre a conservação dos valores naturais da ZEC. | 2 | Número de ações de sensibilização efetuadas | 6 ações por ano | ICNFAutarquias locais | SEPNAONGAAcademiaEscolasAssociações locais de desenvolvimentoAssociações desportivas e recreativasAssociações de caçadoresAssociações de proprietários | Ano 1 | Ano 10 |
| MC17. Desenvolver campanhas de comunicação e divulgação dirigidas às escolas, à população local e aos visitantes sobre a conservação dos valores naturais da ZEC. | 2 | Número de ações de sensibilização nas escolas/número de participantes | 1 ação por ano/escola e 80% da população escolar coberta | ICNFAutarquias locais | SEPNAONGAAcademiaEscolasAssociações locais de desenvolvimentoAssociações desportivas e recreativasAssociações de caçadoresAssociações de proprietários | Ano 1 | Ano 10 |
| MC18. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC | 2 | Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda | 100% | ICNFCMDFCI/Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais | CCDRProprietáriosOrganizações de ProdutoresFlorestaisEmpresasComissões Intermunicipais | Ano 1 | Ano 10 |
| Percentagem de planos de recuperação pósincêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos o | 100% | (CMGIFR)Entidades Gestoras de AIGPComunidades IntermunicipaisAPA | |||||
| MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação | 1 | Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas | Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano | ICNF | GPP Alentejo 2030 | Ano 1 | Ano 2 |
| MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação | 1 | Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano | Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano | ICNF | GPP Alentejo 2030 | Ano 1 | Ano 2 |
- O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 - Muito elevada; 2 - Elevada; 3 - Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 4/2025, de 6 de fevereiro.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da rede Natura 2000 a que o estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
Quadro 6 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
| 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas | 1. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos rios e galerias ripícolas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
| 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas | 2. Tipos de habitat e espécies de fauna associados aos montados com pastagens extensivas |
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
| 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais | 3. Tipos de habitat florestais |
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
| 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos | 4. Matos higrófilos |
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
| 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas | 5. Morcegos e grutas |
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
| 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico | 6. Lince-ibérico |
| Objetivo de conservação[Indicador de resultado] | Meta | Meta alcançada | Medida de conservação complementar | Indicador de realização | Realização atingida/ meta | Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) | Revisão(Manter/Não manter/Altera) | Obs. |
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento - Glossário:
PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027
Alentejo 2030 - Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER)
LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática
PRR - Plano de Recuperação e Resiliência
I&D - Investigação e Desenvolvimento
OE - Orçamento de Estado
PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
CARTAS DAS MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
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