Portaria n.º 140/2025/1 — Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Montesinho/Nogueira (PTCON0002)

Tipo Portaria
Publicação 2025-03-31
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Presidência do Conselho de Ministros, Ambiente e Energia e Agricultura e Pescas
Fonte DRE
artigos 3

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Montesinho/Nogueira (PTCON0002).

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de 31 de março

O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial de Conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) Montesinho/Nogueira (PTCON0002), identificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O referido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os49/2005, de 24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.

Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março, completou o processo de classificação da ZEC Montesinho/Nogueira, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos, constantes dos anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.

Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como adotando um conjunto de medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março. O plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, no artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:

Artigo 1.º — Objeto

A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Montesinho/Nogueira, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.

Artigo 2.º — Âmbito

1 - O plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Montesinho/Nogueira e adota medidas e ações complementares de conservação.

2 - O plano de gestão da ZEC Montesinho/Nogueira deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.

Artigo 3.º — Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 25 de março de 2025. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de março de 2025. - O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 26 de março de 2025.

ANEXO — (a que se refere o artigo 1.º)

PLANO DE GESTÃO DA ZEC MONTESINHO/NOGUEIRA (PTCON0002)

LOCALIZAÇÃO

A ZEC Montesinho/Nogueira, com uma área total aproximada de 107 347 ha, localiza-se nos concelhos de Bragança, Vinhais, Chaves e Macedo de Cavaleiros, conforme se apresenta no quadro 1. A localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Quadro 1 - Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Montesinho/Nogueira

Unidade territorial (UT) Área da ZEC na UT (ha) Proporção da UT ocupada pela área da ZEC Proporção da área da ZEC na UT
Bragança 59 472 51 % 55 %
Vinhais 42 822 62 % 40 %
Chaves 3 153 5 % 3 %
Macedo de Cavaleiros 1 900 3 % 2 %

(Fonte: CAOP 2018)

Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC Montesinho/Nogueira.

(Fonte: CAOP 2018 - DGT)

CARACTERIZAÇÃO

A ZEC Montesinho/Nogueira apresenta um uso e ocupação do solo com significativa concentração de áreas com floresta de folhosas autóctones (30,91 %) assim como áreas ocupadas com matos e matagais (29,36 %). Estas duas importantes manchas regionais concentram-se essencialmente nas zonas montanhosas. As florestas de resinosas surgem também como uma das mais importantes classes de ocupação de solos na ZEC, com uma fração superior a 16 %. Tem-se assistido ao crescimento das áreas florestais de castanheiro e pinheiro-bravo, fruto da conversão de áreas de matos e espaços.

Com representatividade ligeiramente superior às florestas de resinosas, as áreas agrícolas assumem-se como a terceira mancha mais importante (18,30 % da ZEC), embora ocorram de forma fragmentada, frequentemente associadas a florestas de folhosas autóctones. A importância das áreas agrícolas é, assim, ligeiramente acrescida pela presença de uma pequena fração de mosaico agroflorestal que se encontra, não raras vezes, associado a florestas de folhosas autóctones.

A paisagem caracteriza-se por um mosaico de habitats, também resultado da prática de agricultura de montanha, baseada sobretudo na exploração pecuária extensiva de ovinos e bovinos, que na maior parte dos casos tem contribuído para a manutenção dos valores naturais existentes.

A ZEC detém uma enorme relevância proveniente da existência de comunidades bastante distintas e de contacto entre elas, com realce para: os matos rasteiros estritamente silibasófilos que ocupam o denominado maciço de Vinhais/Bragança, a mais importante área de rochas ultrabásicas; os mais extensos e bem conservados carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) do país; os singulares azinhais (Quercus rotundifolia) sobre serpentinas, caracterizados por um lento crescimento; e os característicos lameiros. Merecem também referência os urzais-tojais higrófilos de Erica tetralix e Ulex minor, os urzais não litorais, os cervunais (Nardus stricta) e os aveleirais (Corylus avellana) sobre solos derivados de rochas básicas na Serra de Nogueira.

É o sítio mais representativo para a flora ultrabásica, destacando-se a existência de Dianthus marizii e Santolina semidentata ou mesmo de alguns serpentinófitos exclusivos do maciço de Vinhais/Bragança, caso de Jasione crispa subsp. serpentinica, com uma área de ocorrência muito restrita e população seriamente fragmentada, e de Festuca brigantina, este o mais raro serpentinófito de Trás-os-Montes e só observável no sítio.

É uma das áreas mais importantes para a conservação do lobo (Canis lupus), a nível nacional, albergando uma parte significativa do efetivo populacional total (cerca de 15 %). Trata-se de um sítio igualmente relevante para a conservação da fauna aquática e ribeirinha protegida.

VALORES NATURAIS

Na ZEC Montesinho/Nogueira ocorrem com presença significativa 28 habitats (quadro 2) e 33 espécies da flora e da fauna (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.

De entre estes, a ZEC Montesinho/Nogueira assume especial relevância para a conservação de 14 tipos de habitat, 11 espécies da flora e 15 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados a negrito e com um # nos quadros 2 e 3).

São ainda considerados como valores alvo deste plano de gestão Leuzea rhaponticoides (sin. Rhaponticum exaltatum) (espécie da flora do anexo v da Diretiva Habitats), e Proserpinus proserpina e Felis silvestris (espécie de invertebrado e de mamífero, respetivamente, do anexo iv da Diretiva Habitats).

Quadro 2 - Tipos de habitat da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Habitat
3130 # Águas estagnadas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e ou da Isoeto-Nanojuncetea
3150 Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition
3260 Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
3270 Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030p Charnecas secas europeias
4090 Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6160 # Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6220 # Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6230 # Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410 Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
6430 # Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510 # Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140 Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220 # Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
9160 # Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da Carpinion betuli
91B0 # Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260 # Florestas de Castanea sativa
92A0 Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
9240 Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
9330 Florestas de Quercus suber
9340 # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia

Quadro 3 - Espécies de flora e fauna da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Grupo Espécie
1469 PL # Dianthus laricifolius subsp. marizii (sin. D. marizii)
1603 PL # Eryngium viviparum
1884 PL # Festuca brigantina
1885 PL # Festuca elegans
1891 PL # Festuca summilusitana
1752 PL # Jasione crispa subsp. serpentinica (sin. J.sessiliflora)
1716 PL # Linaria coutinhoi (sin. L.intricata)
1865 PL # Narcissus asturiensis
1775 PL # Santolina semidentata
1733 PL # Veronica micrantha
1813 PL # Leuzea rhaponticoides (sin. Rhaponticum exaltatum)
1083 I # Lucanus cervus
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1024 I # Geomalacus maculosus
1065 I Euphydryas aurinia
1029 I # Margaritifera margaritifera
1041 I Oxygastra curtisii
1076 I # Proserpinus proserpina
6155 P # Achondrostoma arcasii (sin. Rutilus arcasii)
5296 P # Pseudochondrostoma duriense (sin. Chondrostoma polylepis)
6975 P # Squalius alburnoides (sin. Rutilus alburnoides)
5303 P # Cobitis calderoni (sin. Cobitis taenia)
1194 A Discoglossus galganoi
1259 R # Lacerta schreiberi
1221 R Mauremys leprosa
1304 M Rhinolophus ferrumequinum
1303 M Rhinolophus hipposideros
1324 M Myotis myotis
1308 M # Barbastella barbastellus
1352 M # Canis lupus
1301 M # Galemys pyrenaicus
1355 M Lutra lutra
1363 M # Felis silvestris

Grupo: PL ― Planta; P ― Peixe; R ― Réptil; M ― Mamífero; A ― Anfíbio; I ― Invertebrado.

OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO

Os objetivos de conservação para os valores alvo são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.

Para os restantes valores naturais estabelece-se como objetivo de conservação a manutenção da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.

A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da rede Natura 2000.

Quadro 4 - Objetivos de conservação para a gestão da ZEC

Objetivos de conservação Indicadores Metas
Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos
1. Manter o grau de conservação do habitat 3130 - Águas estagnadas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e ou da Isoeto-Nanojuncetea e travar a tendência de declínio da área ocupada • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
2. Manter o grau de conservação do habitat 4020 - Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix e a área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
3. Manter o grau de conservação do habitat 6230 - Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental) e travar a tendência de declínio da área ocupada • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
4. Manter o grau de conservação do habitat de Eryngium viviparum e aumentar a área de ocorrência e o tamanho da população • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
4. Manter o grau de conservação do habitat de Eryngium viviparum e aumentar a área de ocorrência e o tamanho da população • Número de núcleos populacionais • Aumentar o número de núcleos
4. Manter o grau de conservação do habitat de Eryngium viviparum e aumentar a área de ocorrência e o tamanho da população • Área de habitat com estrutura adequada para a espécie (ha) • Aumentar a área de habitat com estrutura adequada para a espécie
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo
1. Manter o grau de conservação do habitat 6430 - Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino e a área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
2. Manter o grau de conservação do habitat 6510 - Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis) e travar a tendência de declínio da área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
3. Manter o grau de conservação do habitat 9160 - Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da Carpinion betuli e fomentar a recuperação das áreas potenciais coincidentes com regimes de proteção de grau superior • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área ocupada pelo habitat
4. Melhorar o grau de conservação do habitat 91B0 - Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia e fomentar a recuperação das áreas potenciais coincidentes com regimes de proteção de grau superior • Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área de habitat com boa condição ecológica
4. Melhorar o grau de conservação do habitat 91B0 - Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia e fomentar a recuperação das áreas potenciais coincidentes com regimes de proteção de grau superior • Área de habitat com estrutura bem conservada • Aumentar a área ocupada pelo habitat
5. Melhorar o grau de conservação do habitat 91E0 - Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) e travar a tendência de declínio da área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Aumentar a área de habitat com boa condição ecológica
6. Manter o grau de conservação do habitat de Veronica micrantha e manter o tamanho da população • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos populacionais
6. Manter o grau de conservação do habitat de Veronica micrantha e manter o tamanho da população • Densidade populacional dos núcleos • Manter densidade populacional dos núcleos
7. Manter o grau de conservação do habitat de Achondrostoma arcasii, Cobitis calderoni, Pseudochondrostoma duriense e Squalius alburnoides e promover o incremento da população • Extensão linear do habitat com qualidade ecológica • Aumentar a extensão do habitat com qualidade ecológica
7. Manter o grau de conservação do habitat de Achondrostoma arcasii, Cobitis calderoni, Pseudochondrostoma duriense e Squalius alburnoides e promover o incremento da população • Tendência populacional • Melhorar a conectividade fluvial
7. Manter o grau de conservação do habitat de Achondrostoma arcasii, Cobitis calderoni, Pseudochondrostoma duriense e Squalius alburnoides e promover o incremento da população • Número de barreiras • Aumento da população
8. Manter o grau de conservação do habitat de Euplagia quadripunctaria • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
9. Manter o grau de conservação do habitat de Margaritifera margaritifera e aumentar o tamanho da população • Expressão linear da presença da espécie • Aumentar a expressão linear da presença da espécie
9. Manter o grau de conservação do habitat de Margaritifera margaritifera e aumentar o tamanho da população • Dimensão e estrutura populacional (recrutamento de juvenis) • Aumentar o número de indivíduos
9. Manter o grau de conservação do habitat de Margaritifera margaritifera e aumentar o tamanho da população • Dimensão e estrutura populacional (recrutamento de juvenis) • Manter a estrutura populacional (com recrutamento de juvenis)
10. Manter o grau de conservação do habitat de Lacerta schreiberi • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
11. Manter o grau de conservação do habitat de Galemys pyrenaicus e promover o incremento da população • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da presença da espécie
11. Manter o grau de conservação do habitat de Galemys pyrenaicus e promover o incremento da população • Densidade populacional • Manter a densidade populacional da espécie
11. Manter o grau de conservação do habitat de Galemys pyrenaicus e promover o incremento da população • Número de barreiras • Melhorar a conectividade fluvial
12. Manter o grau de conservação de Lutra lutra • Expressão linear da presença da espécie • Manter a expressão linear da presença da espécie
Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter o grau de conservação do habitat 9230 - Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica e manter a área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter área de habitat em boa condição ecológica
2. Manter o grau de conservação do habitat 9260 - Florestas de Castanea sativa e travar a tendência de declínio da área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter área de habitat em boa condição ecológica
3. Manter o grau de conservação do habitat 9340 - Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia e manter a área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter área de habitat em boa condição ecológica
4. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca elegans • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
4. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca elegans • Densidade de ocupação • Manter a densidade de ocupação
5. Melhorar o grau de conservação do habitat de Leuzea rhaponticoides e aumentar o tamanho da população • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
5. Melhorar o grau de conservação do habitat de Leuzea rhaponticoides e aumentar o tamanho da população • Número de núcleos populacionais • Aumentar os núcleos populacionais
5. Melhorar o grau de conservação do habitat de Leuzea rhaponticoides e aumentar o tamanho da população • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Aumentar o número de quadrículas com presença da espécie
6. Manter o grau de conservação de Barbastella barbastellus • Área de habitat de abrigo (ha) • Manter a área de habitat de abrigo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos
1. Manter o grau de conservação do habitat 6160 - Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta e travar a tendência de declínio da área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat (ha) • Manter área de habitat em boa condição ecológica
2. Manter o grau de conservação do habitat 6220 - Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea e travar a tendência de declínio da área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat • Manter área de habitat em boa condição ecológica
3. Manter o grau de conservação do habitat 8220 - Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica e manter a área ocupada pelo habitat • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)• Área ocupada pelo habitat • Manter área de habitat em boa condição ecológica
4. Manter o grau de conservação do habitat da espécie de Dianthus laricifolius subsp. marizii • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
5. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca brigantina • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos populacionais
5. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca brigantina • Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
6. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca summilusitana • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
7. Manter o grau de conservação do habitat de Jasione crispa subsp. serpentinica • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
8. Manter o grau de conservação do habitat de Linaria coutinhoi • Número de núcleos populacionais • Manter número de núcleos populacionais
9. Manter o grau de conservação do habitat de Narcissus asturiensis • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
10. Manter o grau de conservação do habitat de Santolina semidentata • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
1. Manter as condições necessárias à ocorrência da população reprodutora de Canis lupus • Número de grupos reprodutores (alcateias) • Manter o número de grupos reprodutores
2. Melhorar o grau de conservação do habitat da espécie de Felis silvestris e aumentar o tamanho da população • Quadrículas 10 × 10 km com presença da espécie • Aumentar o número de quadrículas 10 × 10 km ocupadas
2. Melhorar o grau de conservação do habitat da espécie de Felis silvestris e aumentar o tamanho da população • Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
2. Melhorar o grau de conservação do habitat da espécie de Felis silvestris e aumentar o tamanho da população • Densidade de presas • Aumentar a disponibilidade de presas

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.

As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Montesinho/Nogueira e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.

A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».

Quadro 5 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares

Medida de conservação complementar Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Início Fim
Medida de conservação complementar Tipologia Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Calendarização Calendarização
MC1. Promover a gestão sustentável das pastagens e matos. Gestão 1 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF GPP Produtores agrícolasAutoridade de gestão do PEPACCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC2. Promover a manutenção de pastagens permanentes com alto valor natural. Gestão 2 Proporção de área contratualizada 70 % da área elegível ICNFGPP Autoridade de gestão do PEPACProdutores agrícolasCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC3. Promover a gestão sustentável da floresta. Gestão 1 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNFGPP Autoridade de gestão do PEPACProdutores florestaisCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC4. Promover a manutenção de soutos notáveis. Gestão 2 Proporção de área contratualizada 70 % da área elegível ICNFGPP Autoridade de gestão do PEPACProdutores florestaisCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC5. Colmatar lacunas de informação referentes aos tipos de habitat higrófilos. Suporte 1 Data de conclusão do estudo Ano 3 da execução do plano de gestão ICNF - Ano 1 Ano 3
MC6. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC Suporte 2 Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda 100 % ICNFComissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos RuraisEntidades Gestoras de AIGPComunidades IntermunicipaisAPA CCDRProprietáriosOrganizações de Produtores FlorestaisEmpresasComissões Intermunicipais Ano 1 Ano 10
MC6. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC Suporte 2 Percentagem de planos de recuperação pós-incêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos 100 % ICNFComissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos RuraisEntidades Gestoras de AIGPComunidades IntermunicipaisAPA CCDRProprietáriosOrganizações de Produtores FlorestaisEmpresasComissões Intermunicipais Ano 1 Ano 10
MC7. Promover a permeabilidade das infraestruturas viárias existentes na ZEC e sua envolvente. Gestão 3 Data de elaboração do estudo de avaliação (diagnóstico) Ano 8 de implementação do plano de gestão ICNF Infraestruturas de PortugalConcessionários Infraestruturas de transporte viárioMunicípios Ano 1 Ano 10
MC7. Promover a permeabilidade das infraestruturas viárias existentes na ZEC e sua envolvente. Gestão 3 Proporção de áreas prioritárias intervencionadas 100 % ICNF Infraestruturas de PortugalConcessionários Infraestruturas de transporte viárioMunicípios Ano 1 Ano 10
MC8. Criação de um sistema de valorização de produtos pecuários associados à presença de lobo. Suporte 3 Produção do estudo de mercado e plano de comercialização associado Ano 3 da execução do plano de gestão ICNF Associações de produtores pecuáriosAssociações de desenvolvimento localONG Ano 7 Ano 10
MC9. Promover a proteção dos efetivos pecuários. Gestão 2 Percentagem dos criadores que usam medidas de proteção do efetivo pecuário 50 % dos criadores pecuários ICNFGPP Autoridade de gestão do PEPACCCDR/Agri DGAVProdutores pecuáriosÓrgãos de gestão de baldios Ano 1 Ano 10
MC10. Realização regular de ações de formação dos intervenientes no processo de verificação e atribuição de indemnizações de prejuízos atribuídos ao lobo. Suporte 1 Número de sessões Duas sessões por ano ICNF Academia ONG Ano 1 Ano 10
MC11. Realização regular de reuniões participativas com criadores de gado e seus representantes para identificação de soluções de compatibilização da atividade pecuária com a presença de lobo. Suporte 1 Número de sessões Duas sessões por ano ICNF Autoridade de gestão do PEPACDGAVProdutores pecuáriosAssociações de desenvolvimento localONG Ano 1 Ano 10
MC12. Promover/assegurar densidades de presas selvagens do lobo adequadas ao habitat. Gestão 3 Data de conclusão das ações 1 a 4 Ano 5 de implementação do plano de gestão ICNF AcademiaOrganizações dos setores agrícola, florestal e cinegéticoONG Ano 1 Ano 10
MC13. Sensibilizar a população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais da ZEC. Suporte 3 Data da criação de conteúdos digitais Ano 5 da implementação do plano de gestão ICNF CCDR/AgriCCDRTurismo do Porto e NorteMunicípiosEscolasAssociações de desenvolvimento localONG Ano 1 Ano 10
MC13. Sensibilizar a população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais da ZEC. Suporte 3 Número de iniciativas Uma iniciativa por ano ICNF CCDR/AgriCCDRTurismo do Porto e NorteMunicípiosEscolasAssociações de desenvolvimento localONG Ano 1 Ano 10
MC14. Reforçar a fiscalização. Suporte 2 Número de ações de fiscalização por ano 24 ações (2 ações por mês) ICNF SEPNA/GNR Municípios Ano 1 Ano 10
MC15. Estabelecer plano de deteção e atuação contra agentes bióticos que provocam impactos nocivos em habitats florestais. Gestão 2 Data de estabelecimento do plano Ano 5 da implementação do plano de gestão ICNF APAAcademiaONG Ano 1 Ano 10
MC16. Deteção, controlo e gestão de espécies invasoras. Suporte 2 Data de elaboração do plano de controlo de espécies exóticas invasoras Ano 1 da implementação do plano de gestão ICNF APAMunicípiosAssociações de desenvolvimento local Ano 1 Ano 10
MC16. Deteção, controlo e gestão de espécies invasoras. Suporte 2 Proporção das áreas prioritárias intervencionadas 100 % das áreas prioritárias ICNF APAMunicípiosAssociações de desenvolvimento local Ano 1 Ano 10
MC17. Colmatar as lacunas de conhecimento sobre a condição ecológica de Lucanus cervus, Geomalacus maculosus, Proserpirus proserpina e Felis silvestris na ZEC. Suporte 2 Data de conclusão do estudo Ano 4 da implementação do plano de gestão ICNF AcademiaONGA Ano 2 Ano 4
MC18. Promover a conservação dos ecossistemas aquáticos e a gestão das populações ameaçadas. Gestão 3 Data de conclusão Ano 10 de implementação do plano de gestão ICNF Produtores agrícolasProdutores florestaisAPA/ARHCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação Suporte 1 Quadro de densificação dos objetivos de conservação,indicadores e metas Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPP Norte2030 Ano 1 Ano 2
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação Suporte 1 Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPP Norte2030 Ano 1 Ano 2

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES

O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 31/2025, de 20 de março.

VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO

O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.

ACOMPANHAMENTO

A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.

O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.

Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.

No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.

A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.

O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.

Quadro 6 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão

1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos 1. Tipos de habitat e espécies de flora higrófilos e turfófilos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação Indicadores de realização Realização atingida/meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/não manter/altera) Obs.
2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo 2. Tipos de habitat e espécies do mosaico agroflorestal ripário e tempori-higrófilo
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação Indicadores de realização Realização atingida/meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/não manter/altera) Obs.
3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas 3. Tipos de habitat e espécies florestais meso e xerófilas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação Indicadores de realização Realização atingida/meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/não manter/altera) Obs.
4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos 4. Tipos de habitat e espécies de flora pratenses meso e xerófilas e rupestres, sobretudo ultramáficos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação Indicadores de realização Realização atingida/meta Grau de execução (não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/não manter/altera) Obs.
5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos 5. Espécies de mamíferos carnívoros não ribeirinhos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação Indicadores de realização Realização atingida/meta Grau de execução(não iniciada/em curso/concluída) Revisão(Manter/não manter/altera) Obs.

FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

Fontes de Financiamento - Glossário:

PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027

Norte 2030 - Programa Operacional Regional do Norte (FEDER)

LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática

PRR - Plano de Recuperação e Resiliência

I&D - Investigação e Desenvolvimento

OE - Orçamento de Estado

PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais

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