Portaria n.º 225/2025/1 — Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Peneda/Gerês (PTCON0001)

Tipo Portaria
Publicação 2025-05-16
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Presidência do Conselho de Ministros, Ambiente e Energia e Agricultura e Pescas
Fonte DRE
artigos 3

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Peneda/Gerês (PTCON0001).

Histórico de alterações JSON API

de 16 de maio

O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como Zona Especial de Conservação (ZEC), do Sítio de Importância Comunitária (SIC) Peneda/Gerês (PTCON0001), identificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O referido diploma determinou ainda que as medidas e ações complementares de conservação de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os49/2005, de 24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.

Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio, completou o processo de classificação da ZEC Peneda/Gerês, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos, constantes dos anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.

Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC Peneda/Gerês, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como adotando um conjunto de medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio. O plano de gestão da ZEC Peneda/Gerês tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, do artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio, manda o Governo, pelo Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Pescas, o seguinte:

Artigo 1.º — Objeto

A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Peneda/Gerês, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.

Artigo 2.º — Âmbito

1 - O plano de gestão da ZEC Peneda/Gerês identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Peneda/Gerês e adota medidas e ações complementares de conservação.

2 - O plano de gestão da ZEC Peneda/Gerês deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.

Artigo 3.º — Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 12 de maio de 2025. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 9 de maio de 2025. - O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 10 de maio de 2025.

ANEXO — (a que se refere o artigo 1.º)

PLANO DE GESTÃO DA ZEC PENEDA/GERÊS (PTCON0001)

LOCALIZAÇÃO

A ZEC Peneda/Gerês, com uma área total aproximada de 89 574 ha, localiza-se nos concelhos de Terras de Bouro, Montalegre, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Melgaço, Amares, Vila Verde e Vieira do Minho conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Quadro 1 - Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Peneda/Gerês

Unidade territorial (UT) Área da ZEC na UT Proporção da UT ocupada pela área da ZEC Proporção da área da ZEC na UT
Terras de Bouro 26 312 95 % 29 %
Montalegre 21 063 26 % 24 %
Arcos de Valdevez 19 534 44 % 22 %
Ponte da Barca 10 739 59 % 12 %
Melgaço 10 195 43 % 11 %
Amares 771 9 % 1 %
Vila Verde 777 3 % 1 %
Vieira do Minho 183 1 % 0,2 %

(Fonte: CAOP 2019 - DGT)

Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC Peneda/Gerês

(Fonte: CAOP 2018 - DGT)

CARACTERIZAÇÃO

A ZEC Peneda/Gerês corresponde a uma extensa área territorial, que engloba uma série de maciços e relevos graníticos que exercem uma profunda marca na paisagem do noroeste peninsular, onde são frequentes altitudes superiores a 1300 m.

A ocupação de solo da ZEC Peneda-Gerês reflete, este cenário fisiográfico (sucessão de montanhas graníticas), favorável à proliferação de vegetação rasteira, por vezes descontínua. Efetivamente assinalam-se extensas áreas onde predominam os matos e matagais assim como as áreas de vegetação esparsa natural dominando as pastagens tradicionalmente utilizadas entre o princípio da primavera e o fim do outono e, nos topos mais aplanados, o pastoreio extensivo com recurso ao coberto arbustivo espontâneo, nomeadamente em áreas de baldio. Conjuntamente, estas duas tipologias ocupam mais de 60 % de todo o território da ZEC, ou seja, a primeira representa cerca de 46 % e a segunda aproximadamente 15 %, estando normalmente contíguas em áreas de vertente e em cumes montanhosos. Desde a segunda metade do século passado, os sistemas de pastoreio deste território têm vindo a sofrer algumas alterações, relacionadas com a diminuição de pastoreio de caprinos e de ovinos, a concentração do efetivo bovino por exploração e o aumento dos equinos da raça garrana, que têm vindo a ser introduzidos em grande quantidade, em regime livre, nas zonas serranas. Face ao contínuo processo de abandono das atividades do setor primário na região, o território da Peneda/Gerês tem sido alvo de diversos apoios de caráter agroambiental, que visam a preservação das atividades agrícolas tradicionais e a consolidação dos sistemas de produção agro-silvo-pastoris existentes.

As áreas florestais são também uma marca dominante na região, pois cobrem mais de 30 % do território. A este nível, destacam-se as florestas de folhosas autóctones (19 %), essencialmente constituídas por carvalhos, estando representadas (de modo mais ou menos contínuo) em várias áreas de vertente.

O padrão de distribuição territorial das florestas de resinosas é algo similar às florestas de folhosas autóctones, embora se possam identificar áreas com maior concentração, particularmente nos setores situados mais a sul (Rio Caldo, Valdosende e Vilar da Veiga), com extensas áreas ocupadas por pinheiro-bravo representando praticamente 10 % do território da ZEC.

As demais áreas florestais são constituídas por espécies não autóctones, como: eucaliptais (floresta alóctone), em zonas de encosta, e acaciais (manchas de espécies invasoras) em encostas e na proximidade de corpos de água. Conjuntamente, estes dois tipos de florestas ocupam 2 % desta área classificada.

Entre as demais classes de ocupação do solo, destacam-se ainda, em áreas mais localizadas, expressões fisiográficas relacionadas com a atividade humana, como: corpos de água artificiais (albufeiras e açudes), territórios artificializados (e.g. povoações, equipamentos turísticos e instalações agrícolas).

VALORES NATURAIS

Na ZEC Peneda/Gerês ocorrem com presença significativa 21 tipos de habitat (quadro 2) e 27 espécies da flora e da fauna (quadro 3) dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.

A ZEC assume especial relevância para a conservação de 16 tipos de habitat, 8 espécies da flora e 14 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores-alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).

Acresce ainda que, embora sem populações estabelecidas na ZEC, Margaritifera margaritifera (incluída nos anexos ii e v da Diretiva Habitats) está referenciada como tendo ocorrência potencial nos ecossistemas da ZEC, territórios que integram a área de ocorrência histórica mais recente da espécie e que apresentam potencial como área adequada para a sua reintrodução, razão pela qual é considerada espécie alvo.

Quadro 2 - Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Habitat
3130 # Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4010 # Charnecas húmidas atlânticas setentrionais de Erica tetralix
4020 # Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030 # Charnecas secas europeias
4090 Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
5230 # Matagais arborescentes de Laurus nobilis
6160 Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6230 # Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410 # Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6430 Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510 # Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140 # Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
7150 # Depressões em substratos turfosos da Rhynchosporion
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230 Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii
9160 # Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da Carpinion betuli
91E0 # Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230 # Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9380 # Florestas de Ilex aquifolium
9580 # Florestas mediterrânicas de Taxus baccata

Quadro 3 - Espécies da flora e fauna do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Grupo Espécie
1388 PL # Bryoerythrophyllum campylocarpum
1793 PL Centaurea micrantha subsp. herminii (sin. C. langei subsp. rothmaleriana in part.?)
1885 PL # Festuca elegans (sin. F. elegans subsp. merinoi)
1891 PL # Festuca summilusitana
1390 PL # Marsupella profunda
1865 PL # Narcissus asturiensis (sin. N. minor subsp. asturiensis)
1857 PL # Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis
1733 PL # Veronica micrantha
1426 PL # Woodwardia radicans
1065 I # Euphydryas aurinia
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1024 I # Geomalacus maculosus
1041 I # Oxygastra curtisii
1046 I # Gomphus graslinii
1083 I # Lucanus cervus
1088 I # Cerambyx cerdo
6155 P Achondrostoma arcasii (sin. Rutilus arcasii)
5296 P # Pseudochondrostoma duriense (sin. Chondrostoma polylepis)
1172 A # Chioglossa lusitanica
1194 A # Discoglossus galganoi
1259 R # Lacerta schreiberi
1308 M Barbastella barbastellus
1321 M Myotis emarginatus
1324 M Myotis myotis
1301 M # Galemys pyrenaicus
1355 M Lutra lutra
1352 M # Canis lupus

Grupo: PL - Planta; I - Invertebrado; P - Peixe; A - Anfíbio; R - Réptil; M - Mamífero

OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO

Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.

A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da Rede Natura 2000.

Quadro 4 - Objetivos de conservação para a gestão da ZEC

Objetivos de conservação Indicadores Metas
Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos
1.1. Manter o grau de conservação do habitat 3130 - Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.2. Manter o grau de conservação do habitat 3260 - Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.3. Manter o grau de conservação do habitat 4010 - Charnecas húmidas atlânticas setentrionais de Erica tetralix • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.4. Manter o grau de conservação do habitat 4020 - Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.5. Manter o grau de conservação do habitat 7140 - Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.6. Manter o grau de conservação do habitat 7150 - Depressões em substratos turfosos da Rhynchosporion • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.7. Manter o grau de conservação do habitat 91E0 - Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
1.8. Manter o grau de conservação do habitat de Chioglossa lusitanica • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
1.9. Manter o grau de conservação do habitat de Galemys pyrenaicus • Expressão linear da presença da espécie• Densidade populacional• Número de barreiras • Manter a expressão linear da presença da espécie• Manter a densidade populacional• Melhorar a conectividade fluvial
1.10. Manter o grau de conservação do habitat de Lacerta schreiberi • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
1.11. Restabelecimento de uma população de Margaritifera margaritifera • Extensão do habitat com qualidade ecológica• Número de barreiras• Estabelecimento de uma população • Melhorar a extensão de habitat com qualidade ecológica• Melhorar a conectividade fluvial• Confirmação da ocorrência de recrutamento de juvenis
1.12. Manter o grau de conservação do habitat de Pseudochondrostoma duriense • Extensão do habitat com qualidade ecológica• Tendência populacional • Manter a extensão do habitat com qualidade ecológica• Manter a tendência populacional
1.13. Manter o grau de conservação do habitat de Achondrostoma arcasii • Extensão do habitat com qualidade ecológica• Tendência populacional • Manter a extensão do habitat com qualidade ecológica• Manter a tendência populacional
1.14. Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra • Expressão linear da presença da espécie• Densidade populacional • Manter a expressão linear da presença da espécie• Manter a densidade populacional
1.15. Manter o grau de conservação do habitat de Gomphus graslinii e Oxygastra curtisii • Extensão do habitat com qualidade ecológica • Manter a extensão do habitat com qualidade ecológica
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
2.1. Manter o grau de conservação do habitat 6230 - Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental) • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
2.2. Manter o grau de conservação do habitat 6410 - Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae) e travar a tendência de declínio da área ocupada • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
2.3. Manter o grau de conservação do habitat 6430 - Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
2.4. Manter o grau de conservação do habitat 6510 - Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis) • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
2.5. Manter o grau de conservação do habitat de Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis • Área de habitat adequado para a espécie• Número de núcleos populacionais• Densidade populacional dos núcleos • Manter a atual área de habitat adequado para a espécie• Manter o número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional dos núcleos
2.6. Manter o grau de conservação do habitat de Veronica micrantha • Área de habitat adequado para a espécie• Número de núcleos populacionais• Densidade populacional dos núcleos • Manter a atual área de habitat adequado para a espécie• Manter o número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional dos núcleos
2.7. Manter o grau de conservação do habitat de Discoglossus galganoi • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
2.8. Manter o grau de conservação do habitat de Myotis myotis • Número de abrigos de importância nacional com condições favoráveis• Tendência populacional • Manter todos dos abrigos de importância nacional na ZEC• Tendência estável
2.9. Manter o grau de conservação do habitat de Euphydryas aurinia e Euplagia quadripunctaria • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pelas espécies • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos
3.1. Manter o grau de conservação do habitat 4030 - Charnecas secas europeias • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
3.2. Manter o grau de conservação do habitat 4090 - Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
3.3. Manter o grau de conservação do habitat 6160 - Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
3.4. Manter o grau de conservação do habitat 8220 - Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
3.5. Manter o grau de conservação do habitat 8230 - Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi-Veronicion dillenii • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat em boa condição ecológica
3.6. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca summilusitana • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
3.7. Manter o grau de conservação do habitat de Marsupella profunda • Número de núcleos populacionais• Densidade populacional dos núcleos • Manter o número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional dos núcleos
3.8. Manter o grau de conservação do habitat de Narcissus asturiensis • Número de núcleos populacionais• Densidade populacional dos núcleos • Manter o número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional dos núcleos
3.9. Manter o grau de conservação do habitat de Centaurea micrantha subsp. herminii • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos
4.1. Melhorar o grau de conservação do habitat 5230 - Matagais arborescentes de Laurus nobilis • Área ocupada pelo habitat (ha)• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter área ocupada pelo habitat• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
4.2. Melhorar o grau de conservação do habitat 9160 - Carvalhais pedunculados ou florestas mistas de carvalhos e carpas subatlânticas e médio-europeias da Carpinion betuli • Área ocupada pelo habitat (ha)• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a área ocupada pelo habitat• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
4.3. Manter o grau de conservação do habitat 9230 - Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica • Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter a atual área de ocorrência do habitat com boa condição ecológica
4.4. Melhorar o grau de conservação do habitat 9380 - Florestas de Ilex aquifolium e travar a tendência de declínio da área ocupada • Área ocupada pelo habitat (ha)• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Aumentar a área ocupada pelo habitat• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
4.5. Melhorar o grau de conservação do habitat - 9580 - Florestas mediterrânicas de Taxus baccata e travar a tendência de declínio da área ocupada • Área ocupada pelo habitat (ha)• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) • Manter área ocupada pelo habitat• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
4.6. Manter o grau de conservação do habitat de Bryoerythrophyllum campylocarpum • Área de habitat adequado para a espécie• Número de núcleos populacionais• Densidade populacional • Manter área de habitat adequado para a espécie• Manter número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional
4.7. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca elegans • Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie• Densidade de ocupação • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie• Manter a densidade de ocupação
4.8. Manter o grau de conservação do habitat de Woodwardia radicans • Área de habitat adequado para a espécie• Número de núcleos populacionais• Densidade populacional • Melhorar a estrutura do habitat em núcleos populacionais conhecidos, entre outros, controlo de acacial no núcleo do Ribeiro de Feixa Ferreiros• Manter número de núcleos populacionais• Manter densidade populacional
4.9. Manter o grau de conservação do habitat de Myotis emarginatus • Número de abrigos de importância nacional com condições favoráveis• Tendência populacional • Manter todos dos abrigos de importância nacional na ZEC• Tendência estável
4.10. Manter o grau de conservação do habitat de Barbastella barbastellus • Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie• Densidade populacional • Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas• Manter densidade populacional
4.11. Manter o grau de conservação do habitat de Cerambyx cerdo, Geomalacus maculosus e Lucanus cervus • Área de habitat adequado para as espécies • Manter a área de habitat adequado para as espécies
Lobo Lobo Lobo
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
5.1. Manter as condições necessárias à ocorrência da população reprodutora de Canis lupus • Número de grupos reprodutores (alcateias) • Manter o número de grupos reprodutores

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores-alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.

As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Peneda/Gerês e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.

A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das medidas de conservação complementares».

Quadro 5 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares

Medida de conservação complementar Relevância * Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Inicio Fim
Medida de conservação complementar Relevância * Indicadores de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Calendarização Calendarização
MC1. Promover a gestão sustentável dos prados e pastagens e mosaicos higroturfófilos 1 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACComunidades locaisProdutores agrícolasCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC2. Promover a manutenção de pastagens permanentes com alto valor natural 2 Proporção de área contratualizada 70 % da área elegível ICNF GPP Produtores agrícolasComunidades locaisAutoridade de gestão do PEPACCCDR/Agri Ano 1 Ano 10
MC3. Promover a proteção dos efetivos pecuários 1 Percentagem dos criadores que usam medidas de proteção do efetivo pecuário 50 % dos criadores pecuários ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACCCDR/AgriDGAVProdutores pecuáriosÓrgãos de gestão de baldios Ano 1 Ano 10
MC4. Colmatar lacunas de informação referentes aos tipos de habitat higrófilos 1 Data de conclusão do estudo Ano 3 da execução do plano de gestão ICNF - Ano 1 Ano 3
MC5. Promover a gestão sustentável dos tipos de habitat florestais 1 Proporção de área contratualizada 50 % da área elegível ICNF GPP Autoridade de Gestão do PEPACProdutores florestaisCCDR/AgriÓrgãos de gestão de baldios Ano 1 Ano 10
MC6. Adaptar o planeamento e a operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos 2 Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda 100 % ICNFComissões regionais, sub-regionais e municipais de gestão integrada de fogos ruraisEntidades gestoras de AIGPComunidades intermunicipaisAPA CCDRProprietáriosOrganizações de produtores florestaisEmpresasComissões intermunicipais Ano 1 Ano 10
MC6. Adaptar o planeamento e a operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos 2 Percentagem de planos de recuperação pós-incêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos 100 % ICNFComissões regionais, sub-regionais e municipais de gestão integrada de fogos ruraisEntidades gestoras de AIGPComunidades intermunicipaisAPA CCDRProprietáriosOrganizações de produtores florestaisEmpresasComissões intermunicipais Ano 1 Ano 10
MC7. Criação de um sistema de valorização de produtos pecuários associados à presença de lobo 3 Produção do estudo de mercado e plano de comercialização associado Ano 3 da execução do plano de gestão ICNF Associações de produtores pecuáriosAssociações de desenvolvimento localONG Ano 5 Ano 8
MC8. Realização regular de reuniões participativas com criadores de gado e seus representantes para identificação de soluções de compatibilização da atividade pecuária com a presença de lobo 1 Número de sessões Duas sessões por ano ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACDGAVProdutores pecuáriosAssociações de desenvolvimento localONG Ano 1 Ano 10
MC8. Realização regular de reuniões participativas com criadores de gado e seus representantes para identificação de soluções de compatibilização da atividade pecuária com a presença de lobo 1 Proporção de produtores participantes 80 % dos produtores da ZEC ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACDGAVProdutores pecuáriosAssociações de desenvolvimento localONG Ano 1 Ano 10
MC9. Estabelecer plano de deteção e atuação frente a pragas e doenças florestais 2 Data de estabelecimento do plano Ano 5 da execução do plano de gestão ICNF APAAcademiaONG Ano 1 Ano 5
MC10. Deteção, controlo e gestão de espécies invasoras 2 Data de elaboração do plano de controlo de espécies exóticas invasoras Ano 1 da implementação do plano de gestão ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACAPAMunicípiosAssociações de desenvolvimento localONGAÓrgãos de gestão de baldiosAcademia Ano 1 Ano 10
MC10. Deteção, controlo e gestão de espécies invasoras 2 Proporção das áreas prioritárias intervencionadas 100 % das áreas prioritárias ICNF GPP Autoridade de gestão do PEPACAPAMunicípiosAssociações de desenvolvimento localONGAÓrgãos de gestão de baldiosAcademia Ano 1 Ano 10
MC11. Sensibilizar a população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais da ZEC 3 Data da criação de conteúdos digitais Ano 5 da implementação do plano de gestão ICNF CCDR/Agri CCDRTurismo do Porto e NorteMunicípiosEscolasAssociações de desenvolvimento localONGAcademiaComunidades locais Ano 1 Ano 10
MC11. Sensibilizar a população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais da ZEC 3 Número de iniciativas Uma iniciativa por ano ICNF CCDR/Agri CCDRTurismo do Porto e NorteMunicípiosEscolasAssociações de desenvolvimento localONGAcademiaComunidades locais Ano 1 Ano 10
MC12. Reforçar a fiscalização 2 Número de ações de fiscalização por ano 24 ações (2 ações por mês) SEPNA/GNRICNF Municípios Ano 1 Ano 10
MC13. Promover a permeabilidade das infraestruturas viárias na envolvente da ZEC 2 Data de elaboração do estudo de avaliação (diagnóstico) Ano 2 da implementação do plano de gestão ICNFComunidade Intermunicipal do Alto Minho CCDR-NorteConcessionárias de infraestruturas de transporte viárioInfraestruturas de Portugal, I. P. Ano 1 Ano 10
MC13. Promover a permeabilidade das infraestruturas viárias na envolvente da ZEC 2 Proporção de áreas prioritárias intervencionadas 100 % ICNFComunidade Intermunicipal do Alto Minho CCDR-NorteConcessionárias de infraestruturas de transporte viárioInfraestruturas de Portugal, I. P. Ano 1 Ano 10
MC14. Assegurar densidades de presas selvagens de lobo adequadas ao habitat 3 Data de elaboração do estudo de monitorização da população de presas (diagnóstico) e proposta de medidas de fomento Ano 3 da implementação do plano de gestão ICNF AcademiaEntidades titulares e gestoras das zonas de caçaOrganizações do setor da caça (OSC) de 1.º nívelONG Ano 4 Ano 8
MC15. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPPNorte 2030 Ano 1 Ano 2
MC15. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano ICNF GPPNorte 2030 Ano 1 Ano 2

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES

O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 76/2025, de 7 de maio.

VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO

O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.

ACOMPANHAMENTO

A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.

O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.

Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.

No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores-alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.

A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.

O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.

Quadro 6 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão

1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos 1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas e higroturfófilos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução (Não iniciada/em curso/concluída) Revisão (Manter/não manter/altera) Obs.
2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas 2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução (Não iniciada/em curso/concluída) Revisão (Manter/não manter/altera) Obs.
3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos 3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de matos mesófilos a xerófilos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução (Não iniciada/em curso/concluída) Revisão (Manter/não manter/altera) Obs.
4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos 4. Tipos de habitat e espécies de carvalhais e bosquetes relictos mesófilos a higrófilos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução (Não iniciada/em curso/concluída) Revisão (Manter/não manter/altera) Obs.
5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo 5. Lobo
Objetivo de conservação [Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução (Não iniciada/em curso/concluída) Revisão (Manter/não manter/altera) Obs.

FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

Fontes de financiamento - Glossário:

PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;

Norte 2030 - Programa Operacional Regional do Norte (FEDER);

LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;

PRR - Plano de Recuperação e Resiliência;

I&D - Investigação e Desenvolvimento;

OE - Orçamento de Estado;

PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

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