Portaria n.º 121-A/2026/1 — Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Guadiana (PTCON0036)

Tipo Portaria
Publicação 2026-03-19
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Economia e Coesão Territorial, Ambiente e Energia e Agricultura e Mar
Fonte DRE
artigos 3

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Guadiana (PTCON0036).

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de 19 de março

O Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, procedeu à designação como zona especial de conservação (ZEC) do Sítio de Importância Comunitária (SIC) Guadiana (PTCON0036), identificando a respetiva área e coordenadas geográficas, assim como a sua localização e limites geográficos. O referido diploma determinou, ainda, que as medidas e ações complementares de conservação de habitats e espécies são definidas em planos de gestão, a aprovar por portaria nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os49/2005, de 24 de fevereiro, e 156-A/2013, de 8 de novembro.

Posteriormente, o Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro, completou o processo de classificação da ZEC Guadiana, ao contemplar no respetivo plano de gestão a identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens protegidos, constantes dos anexos i e ii da Diretiva Habitats com presença significativa na sua área, e fixar, em função das características específicas do seu território e das exigências ecológicas desses tipos de habitat e espécies, objetivos de conservação direcionados à manutenção ou ao restabelecimento do seu estado de conservação favorável. Com vista à prossecução dos objetivos fixados, o referido decreto-lei definiu, ainda, medidas de conservação de natureza preventiva e regulamentar, necessárias para evitar a deterioração dos tipos de habitat naturais e seminaturais e dos habitats das espécies protegidas e com presença significativa na ZEC, assim como a perturbação significativa dessas espécies, as quais se tipificam em medidas de ordenamento do território e medidas de gestão.

Neste contexto, cumpre agora aprovar o plano de gestão da ZEC Guadiana, numa abordagem integrada que dê resposta às exigências ecológicas específicas da ZEC, procedendo à identificação dos tipos de habitat naturais e seminaturais e das espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na sua área e que justificaram o seu reconhecimento como SIC pela Comissão Europeia e a sua subsequente classificação como ZEC, bem como adotando um conjunto de medidas e ações de conservação complementares, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, conforme o disposto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro. O plano de gestão da ZEC Guadiana tem também por função estabelecer as prioridades de conservação da zona, identificando as espécies e os tipos de habitat protegidos com presença significativa na ZEC em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Assim, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, do artigo 5.º do Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro, em conjugação com os artigos 15.º, 25.º e 27.º do Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho, na sua redação atual, que aprova o regime de organização e funcionamento do XXV Governo Constitucional, manda o Governo, pelo Ministro da Economia e da Coesão Territorial, pela Ministra do Ambiente e Energia e pelo Ministro da Agricultura e Mar, o seguinte:

Artigo 1.º — Objeto

A presente portaria aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Guadiana, anexo à presente portaria e que dela faz parte integrante.

Artigo 2.º — Âmbito

1 - O plano de gestão da ZEC Guadiana identifica os tipos de habitat naturais e seminaturais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Guadiana e adota medidas e ações complementares de conservação.

2 - O plano de gestão da ZEC Guadiana deve ser aplicado em conjunto e simultaneamente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.

Artigo 3.º — Entrada em vigor

A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 18 de março de 2026. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 18 de março de 2026. - O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em 12 de março de 2026.

ANEXO — (a que se refere o artigo 1.º)

Plano de gestão da ZEC Guadiana (PTCON0036)

LOCALIZAÇÃO

A ZEC Guadiana, com uma área total aproximada de 38023 ha, localiza-se nos concelhos de Beja, Serpa, Castro Verde, Almodôvar e Mértola, pertencentes ao distrito de Beja, e pelos municípios de Castro Marim, Alcoutim e Loulé, pertencentes ao distrito de Faro, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

QUADRO 1

Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Guadiana

Unidade territorial (UT) Área da ZEC na UT (ha) Proporção da UT ocupada pela área da ZEC Proporção da área da ZEC na UT
Alcoutim 4154 7 % 11 %
Almodôvar 2005 3 % 5 %
Beja 1613 1 % 4 %
Castro Marim 1821 6 % 5 %
Castro Verde 296 0,5 % 1 %
Loulé 499 0,6 % 1 %
Mértola 19927 15 % 53 %
Serpa 7708 7 % 20 %
Total 38023 - 100 %

(Fonte: CAOP 2021.)

Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC Guadiana

(Fonte: CAOP 2021 - DGT.)

CARACTERIZAÇÃO

A ZEC Guadiana abrange a área do vale inferior do rio Guadiana, incluindo alguns dos seus principais afluentes a sul de Serpa, como as ribeiras de Terges e Cobres, Carreiras, Limas, Oeiras e Vascão.

No território da ZEC, predominam áreas florestais, concretamente as florestas de azinheira (13,6 %), os matos (15,5 %) e o mosaico agroflorestal com azinheira (12,4 %). As florestas de pinheiro-manso têm também uma forte expressão na ZEC (12 %), em resultado das arborizações efetuadas (essencialmente) na década de 1990, assim como as pastagens melhoradas (7,1 %) e as áreas agrícolas, em particular de culturas temporárias de sequeiro e regadio (5,8 %). Os cursos de água naturais ocupam 12 ha, correspondendo a 5,8 % da área total da ZEC.

As encostas xistosas dos vales que os acompanham são frequentemente escarpadas e ocupadas por matagais mediterrânicos, sendo alguns deles importantes formações de zimbro (Juniperus turbinata subsp. turbinata), e por extensos azinhais.

São frequentes os tipos de vegetação característicos de cursos de água intermitentes, como os loendrais de Nerium oleander, tamujais de Flueggea tinctoria e tamargais de Tamarix sp. Estes observam-se em mosaico com formações rasteiras de leitos de cheia e galerias de choupos e/ou salgueiros. Nestes cursos de água observam-se também importantes populações de Marsilea batardae e Salix salviifolia subsp. australis. Destacam-se ainda os montados (6310) e pequenos alfarrobais (9320).

Nesta ZEC incluem-se locais de grande valor para o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis) e para o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa).

É de salientar que o rio Guadiana e afluentes, como as ribeiras de Terges e Cobres, Oeiras e Vascão, constituem um corredor importante para mamíferos terrestres, como o lince-ibérico (Lynx pardinus), e determinante para as espécies aquáticas. De entre as últimas destacam-se o mexilhão-do-rio (Unio tumidiformis), as espécies piscícolas autóctones como o saramugo (Anaecypris hispanica), a cumba (Luciobarbus comizo), a boga-do-Guadiana (Chondrostoma willkomii), a boga-de-boca-arqueada (Rutilus lemmingii), e as migradoras como o sável (Alosa alosa), a savelha (Alosa fallax) e a lampreia-marinha (Petromyzon marinus).

A população humana dos concelhos da ZEC Guadiana tem tido uma significativa tendência de decréscimo e envelhecimento, em particular nos concelhos de Mértola e Alcoutim, com declínio profundo do setor primário. Esta tendência só é contrariada nos concelhos de Beja e Castro Marim, pela importância emergente do setor terciário.

Apesar da diminuição populacional associada ao setor agrícola, a dimensão média das explorações aumentou e a área agrícola não tem, por isso, diminuído nos últimos anos.

VALORES NATURAIS

Na ZEC Guadiana ocorrem com presença significativa 20 tipos de habitat (quadro 2), e 4 espécies da flora e 23 espécies da fauna (quadro 3), dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.

A ZEC assume contudo especial relevância para a conservação de 15 tipos de habitat e para 3 espécies da flora e 14 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).

QUADRO 2

Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

Código Habitat
1130 Estuários
1420 Matos halófilos e termoatlânticos (Sarcocornietea fruticosae)
3120 # Águas oligotróficas muito pouco mineralizadas em solos geralmente arenosos do Oeste mediterrânico com Isoetes spp.
3130 # Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
3150 # Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition
3170 # Charcos temporários mediterrânicos
3260 # Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba
3290 Cursos de água mediterrâneos intermitentes da Paspalo-Agrostidion
5210 # Matagais arborescentes de Juniperus spp.
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6220 # Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6310 # Montados de Quercus spp. de folha perene
6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofitica
92A0 # Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
92D0 # Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae)
9320 # Florestas de Olea e Ceratonia
9330 # Florestas de Quercus suber
9340 # Florestas de Quercus ilex e Quercus rotundifolia

QUADRO 3

Espécies de flora e fauna do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC

1095 P # Petromyzon marinus
Código Grupo Espécie
1888 PL Festuca duriotagana
1427 PL # Marsilea batardae
1860 PL # Narcissus fernandesii
1434 PL # Salix salviifolia subsp. australis
1051 I Apteromantis aptera
1065 I Euphydryas aurinia
1046 I Gomphus graslinii
1036 I # Macromia splendens
1041 I # Oxygastra curtisii
5382 I # Unio tumidiformis
1355 M Lutra lutra
1362 M # Lynx pardinus
1310 M Miniopterus schreibersii
1304 M Rhinolophus ferrumequinum
1324 M # Myotis myotis
1303 M Rhinolophus hipposideros
1220 R # Emys orbicularis
1221 R Mauremys leprosa
1102 P # Alosa alosa
1133 P # Anaecypris hispanica
5926 P # Iberochondrostoma lemmingii
6975 P # Squalius alburnoides
1103 P # Alosa fallax
5302 P Cobitis paludica
6168 P # Luciobarbus comizo
6162 P # Pseudochondrostoma willkommii

Grupo: PL - Planta; I - Invertebrado; M - Mamífero; R - Réptil; P - Peixe.

OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO

Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.

A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável ou da tendência populacional, conforme aplicável, dos tipos de habitat e das espécies presentes nos sítios e para a coerência da Rede Natura 2000.

Tendo em consideração o grau de desconhecimento relativamente ao grau de conservação e tendência populacional das libélulas Macromia splendens e Oxygastra curtisii nesta área classificada, bem como o desconhecimento da tendência populacional da espécie Marsilea batardae, não são apresentados objetivos de conservação para a gestão na ZEC. Contudo, é expectável que venham a beneficiar de medidas de conservação propostas para os restantes valores que estão associados ao mesmo tipo de biótopos utilizados. O presente plano identificará medidas de conservação complementares que visam colmatar as lacunas de conhecimento existentes sobre estas espécies, de modo que, futuramente, possam ser propostos objetivos de conservação dirigidos a estes três valores.

Também devido ao desconhecimento do grau de conservação e tendência da área relativamente aos tipos de habitat 3120 e 3170, para estes valores não são estabelecidos objetivos de conservação. O plano identificará enquanto medida de conservação complementar a colmatação das lacunas de conhecimento existentes sobre a condição e ocorrência destes tipos de habitat na ZEC, de modo que, futuramente, possam ser identificados objetivos de conservação dirigidos a estes valores e definidas medidas de conservação adequadas.

QUADRO 4

Objetivos de conservação para a gestão da ZEC

Objetivos de conservação Indicadores Metas
Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos
1. Manter o grau de conservação do habitat 6220 - Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea Área de habitat com estrutura bem conservada (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
2. Melhorar o grau de conservação e parar a tendência de declínio da área do habitat 6310 - Montados de Quercus spp. folha perene Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat e melhorar a atual condição ecológica
3. Manter o grau de conservação do habitat da espécie de Narcissus fernandesii N.º de núcleos populacionais Manter o n.º de núcleos populacionais
Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos
4. Manter o grau de conservação do habitat 5210 - Matagais arborescentes de Juniperus spp. Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
5. Manter o grau de conservação e inverter a tendência de declínio da área do habitat 9320 (Florestas de Olea e Ceratonia) Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Aumentar a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológicaAumentar a área ocupada pelo habitat
6. Manter o grau de conservação e aumentar a área do habitat 9330 - Florestas de Quercus suber Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Aumentar a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
7. Manter o grau de conservação e aumentar a área do habitat 9340 - Bosques de Quercus rotundifolia Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Aumentar a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológica
8. Manter o grau de conservação do habitat 5330 - Matos termomediterrânicos pré-desérticos Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos
9. Manter o grau de conservação do habitat 8220 - Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofitica Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos
10. Melhorar o grau de conservação do habitat 1130 - Estuários Área de habitat bem conservado (ha) Melhorar a conservação da estrutura e funções do habitat
11. Melhorar o grau de conservação e inverter a tendência de declínio da área do habitat 1420 - Matos halófilos e termoatlânticos (Sarcocornietea fruticosae) Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Aumentar a área ocupada pelo habitat
Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas
12. Manter o grau de conservação do habitat 3130 - Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a estrutura do habitat nas áreas com condição ecológica boa;
13. Manter o grau de conservação do habitat 3150 - Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a estrutura do habitat nas áreas com condição ecológica boa
14. Melhorar o grau de conservação do habitat 3260 Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Melhorar a conservação da estrutura e funções do habitat
15. Manter o grau de conservação do habitat 3280 - Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a estrutura do habitat nas áreas com condição ecológica boa
16. Manter o grau de conservação do habitat 3290 - Cursos de água mediterrânicos intermitentes da Paspalo-Agrostidion Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
17. Manter o grau de conservação e inverter a tendência de declínio da área do habitat 92A0 - Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Aumentar a área ocupada pelo habitat em boa condição ecológicaAumentar a área ocupada pelo habitat
18. Manter o grau de conservação e inverter a tendência de declínio da área do habitat 92D0 - Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae) Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat nas áreas com condição ecológica boa
19. Manter o grau de conservação do habitat 6420 - Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)Área ocupada pelo habitat (ha) Manter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
20. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca duriotagana Expressão linear de ocorrência da espécieDensidade populacional Manter a expressão linear de ocorrência da espécieManter a densidade populacional
21. Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra Expressão linear da presença da espécie Manter a expressão linear da presença da espécie
22. Manter o grau de conservação do habitat de Mauremys leprosa N.º de quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie Manter o número de quadrículas ocupadas pela espécie
23. Manter o grau de conservação do habitat de Salix salviifolia subsp. australis Expressão linear de ocorrência da espécieDensidade populacional Manter a expressão linear de ocorrência da espécieManter a área ocupada pelo habitat na atual condição ecológica
24. Melhorar o grau de conservação do habitat de Unio tumidiformis Expressão linear da presença da espécieEstado ecológico das massas de água Manter a expressão linear da presença da espécieMelhorar o estado ecológico das massas de água
25. Manter o grau de conservação do habitat de Emys orbicularis N.º de quadrículas 1 km × 1 km ocupadas pela espécie Manter o número de quadrículas ocupadas pela espécie
26. Melhorar o grau de conservação do habitat de Anaecypris hispanica, Iberochondrostoma lemmingii, Pseudochondrostoma willkommii, Luciobarbus comizo, Squalius alburnoides Expressão linear da presença das espéciesEstado ecológico das massas de água Aumentar a expressão linear da presença das espéciesMelhorar o estado ecológico das massas de água
27. Melhorar o grau de conservação do habitat de Alosa alosa, Alosa fallax e Petromyzon marinus Tendência populacional das espéciesÁreas de desova das espécies (n.º) Inverter a tendência populacional de Alosa alosa e Petromyzon marinusManter a tendência populacional de Alosa fallaxManutenção de áreas de desova com condições adequadas à reprodução das espécies
Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico
28. Manter as condições para a ocorrência continuada de núcleos populacionais de Lynx pardinus em coordenação com o Plano de Ação para a conservação do lince-ibérico em Portugal (PACLIP) N.º coelhos por hectareÁrea de habitat adequado de abrigo, reprodução e dispersão para a espécie (ha)Mortalidade não natural (atropelamentos, abate e envenenamento ilegal)Prevalência de leucemia felina e tuberculose bovinaNúmero de queixas relativas a conflitos diretos com Lynx pardinus Manter dois ou mais coelhos por hectareDiminuição da mortalidade por atropelamento através da melhoria da permeabilidade em rodoviasManter a área de habitat adequado de abrigo, reprodução e dispersão para a espécieManter os valores baixos de prevalência de zoonoses (leucemia felina e tuberculose bovina)Reduzir o número de queixas e indícios reportados de conflito com a população
Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas
29. Manter o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Miniopterus schreibersii, Rhinolophus ferrumequinum e Rhinolophus hipposideros Número de abrigos de importância nacional com condições favoráveisTendência populacional Manter o abrigo com importância nacional na ZECManter a tendência populacional estável

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.

As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Guadiana e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.

A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».

QUADRO 5

Quadro operacional das medidas de conservação complementares

Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Início Fim
Medida de conservação Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas Calendarização Calendarização
MC1. Restabelecimento do ecossistema fluvial e ripícola 1 Relatório com as prioridades de intervenção Ano 1 após a aprovação do plano de gestão APAICNFSOMINCORGPP Autoridade de Gestão do PEPACCCDR/AgriMunicípiosProprietáriosUniversidadesONGA Ano 1 Ano 10
MC1. Restabelecimento do ecossistema fluvial e ripícola 1 Proporção de áreas prioritárias intervencionadas 50 % APAICNFSOMINCORGPP Autoridade de Gestão do PEPACCCDR/AgriMunicípiosProprietáriosUniversidadesONGA Ano 3 Ano 10
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água 1 Relatório de levantamento das situações deficitárias de tratamento de efluentes 1 APAGPPICNFSOMINCOR Autoridade de Gestão do PEPACMunicípiosProprietáriosAgricultoresUniversidadesONGA Ano 1 Ano 3
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água 1 N.º de povoações dotadas com tratamento de efluentes eficiente 100 % APAGPPICNFSOMINCOR Autoridade de Gestão do PEPACMunicípiosProprietáriosAgricultoresUniversidadesONGA Ano 3 Ano 10
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água 1 Relatório de cartografia de troços críticos 1 APAGPPICNFSOMINCOR Autoridade de Gestão do PEPACMunicípiosProprietáriosAgricultoresUniversidadesONGA Ano 1 Ano 3
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água 1 Extensão linear de ribeiras com proteção 50 % APAGPPICNFSOMINCOR Autoridade de Gestão do PEPACMunicípiosProprietáriosAgricultoresUniversidadesONGA Ano 3 Ano 10
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água 1 Troço da ribeira de Oeiras recuperado 20 km APAGPPICNFSOMINCOR Autoridade de Gestão do PEPACMunicípiosProprietáriosAgricultoresUniversidadesONGA Ano 1 Ano 10
MC3. Promover a sustentabilidade das captações de água 1 Integração no PGRH 1 APAGPP Autoridade de Gestão do PEPAC MunicípiosProprietáriosAgricultoresICNF Ano 1 Ano 2
MC3. Promover a sustentabilidade das captações de água 1 N.º de reservatórios de água instalados 10 APAGPP Autoridade de Gestão do PEPAC MunicípiosProprietáriosAgricultoresICNF Ano 1 Ano 10
MC4. Avaliar a atual cobertura na ZEC da rede de pontos de amostragem de quantidade e de qualidade da água 3 Relatório de caracterização da situação referência 1 APAICNF MunicípiosUniversidades Ano 5 Ano 10
MC5. Avaliação e adaptação do regime de caudais ecológicos do Rio Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 1 Relatório com o estabelecimento de RCE adequado às condições da ZEC Ano 1 após a aprovação do plano de gestão APAEDIA ICNFUniversidadesONGA Ano 1 Ano 1
MC5. Avaliação e adaptação do regime de caudais ecológicos do Rio Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 1 Data de integração do RCE revisto no PGRH Ano 2 após a aprovação do plano de gestão APAEDIA ICNFUniversidadesONGA Ano 2 Ano 3
MC6. Harmonizar a legislação da pesca nos diferentes troços do rio Guadiana 2 Data da proposta de regulamentação Ano 1 após a aprovação do plano de gestão ICNFDGRM Capitania de Vila Real de Santo AntónioGNR-SEPNAAssociações de pescaUniversidades Ano 1 Ano 1
MC7. Controlo de espécies exóticas invasoras 2 N.º de mecanismos de controlo instalados 1 ICNFEDIACCDR ProprietáriosAssociações de pescaONGA Ano 5 Ano 10
MC7. Controlo de espécies exóticas invasoras 2 Relatório com propostas de soluções para o Alqueva 1 ICNFEDIACCDR ProprietáriosAssociações de pescaONGA Ano 2 Ano 5
MC7. Controlo de espécies exóticas invasoras 2 Extensão linear de vegetação ribeirinha recuperada 1000 m ICNFEDIACCDR ProprietáriosAssociações de pescaONGA Ano 1 Ano 10
MC8. Reforço da população de saramugo (Anaecypris hispanica) 3 Data de aprovação do plano de reforço da população Ano 5 após a aprovação do plano de gestão ICNFUniversidades ICNFUniversidadesONGA Ano 1 Ano 10
MC8. Reforço da população de saramugo (Anaecypris hispanica) 3 Proporção de áreas prioritárias intervencionadas 75 % ICNFUniversidades ICNFUniversidadesONGA Ano 2 Ano 10
MC9. Implementar procedimentos de salvaguarda da fauna aquática em períodos de seca extrema 3 Número de pegos sensíveis alvo de monitorização 50 % APAICNF ProprietáriosUniversidadesSOMINCORONG Ano 1 Ano 10
MC9. Implementar procedimentos de salvaguarda da fauna aquática em períodos de seca extrema 3 Número de pegos com Unio tumidiformis na ribeira de Oeiras alvo de translocação 100 % APAICNF ProprietáriosUniversidadesSOMINCORONG Ano 1 Ano 10
MC9. Implementar procedimentos de salvaguarda da fauna aquática em períodos de seca extrema 3 Sucesso de manutenção em cativeiro 90 % APAICNF ProprietáriosUniversidadesSOMINCORONG Ano 1 Ano 10
MC10. Gestão do pastoreio e da mobilização do solo em montado 3 Proporção de área contratualizada 75 % da área elegível GPPCCDR/AgriICNF Autoridade de Gestão do PEPACProprietáriosOrganizações de produtores agrícolas Ano 1 Ano 10
MC11. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais 3 Número de Programas Municipais de Execução com ações de gestão especificamente orientadas para a salvaguarda dos valores alvo 100 % ICNFComissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais Autoridade de Gestão do PEPACCCDRMunicípiosProprietáriosOrganizações de produtores florestaisEntidades gestoras de AIGP Ano 1 Ano 10
MC11. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais 3 Valores alvo (número e/ou área) em áreas sujeitas a ações de gestão de combustíveis 1 monitorização antes da execução, seguida de monitorizações anuais ICNFComissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais Autoridade de Gestão do PEPACCCDRMunicípiosProprietáriosOrganizações de produtores florestaisEntidades gestoras de AIGP Ano 1 Ano 10
MC12. Promover as condições necessárias para a conservação do lince-ibérico 2 N.º de coelhos por hectare 2 coelhos/hectare ICNFCCDR/AgriGPPGestores cinegéticosProprietáriosInfraestruturas de PortugalMunicípios Autoridade de Gestão do PEPACOrganizações do sector da caçaONGAUniversidades Ano 1 Ano 10
MC12. Promover as condições necessárias para a conservação do lince-ibérico 2 Número de avaliações sanitárias 1/ano ICNFCCDR/AgriGPPGestores cinegéticosProprietáriosInfraestruturas de PortugalMunicípios Autoridade de Gestão do PEPACOrganizações do sector da caçaONGAUniversidades Ano 1 Ano 10
MC12. Promover as condições necessárias para a conservação do lince-ibérico 2 % de eventos predatórios mitigados sobre animais domésticos 75 % ICNFCCDR/AgriGPPGestores cinegéticosProprietáriosInfraestruturas de PortugalMunicípios Autoridade de Gestão do PEPACOrganizações do sector da caçaONGAUniversidades Ano 1 Ano 10
MC12. Promover as condições necessárias para a conservação do lince-ibérico 2 N.º e tipo de medidas de mitigação e % melhoria do mapa de risco Medidas de melhoria de permeabilidade em estradas > 50 % nas áreas de presença da espécie e 100 % em áreas de mortalidade por atropelamento e locais de elevado risco ICNFCCDR/AgriGPPGestores cinegéticosProprietáriosInfraestruturas de PortugalMunicípios Autoridade de Gestão do PEPACOrganizações do sector da caçaONGAUniversidades Ano 1 Ano 10
MC13. Manter as condições adequadas em abrigos de morcegos de importância nacional 3 Data de elaboração do diagnóstico Ano 5 após a aprovação do plano de gestão ICNF Proprietários Ano 5 Ano 10
MC13. Manter as condições adequadas em abrigos de morcegos de importância nacional 3 Proporção de intervenções no abrigo após derrocadas 100 % Intervencionado ICNF Proprietários Ano 5 Ano 10
MC13. Manter as condições adequadas em abrigos de morcegos de importância nacional 3 Ações de limpeza da vegetação no abrigo 1 Ação ICNF Proprietários Ano 5 Ano 10
MC14. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais 3 Número de iniciativas realizadas por ano 2 ICNFGPPCCDR/AgriOrganizações de produtores e gestores florestaisMunicípiosCooperativas agrícolas Autoridade de Gestão do PEPACCCDRTurismo do AlentejoTurismo do AlgarveEscolasAssociações de desenvolvimento localAssociações de pesca desportivaPescadores comerciaisUniversidadesONG Ano 1 Ano 10
MC14. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais 3 Criação de estrutura de apoio 1 ICNFGPPCCDR/AgriOrganizações de produtores e gestores florestaisMunicípiosCooperativas agrícolas Autoridade de Gestão do PEPACCCDRTurismo do AlentejoTurismo do AlgarveEscolasAssociações de desenvolvimento localAssociações de pesca desportivaPescadores comerciaisUniversidadesONG Ano 1 Ano 10
MC14. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais 3 Criação de estrutura de apoio 1 ICNFGPPCCDR/AgriOrganizações de produtores e gestores florestaisMunicípiosCooperativas agrícolas Autoridade de Gestão do PEPACCCDRTurismo do AlentejoTurismo do AlgarveEscolasAssociações de desenvolvimento localAssociações de pesca desportivaPescadores comerciaisUniversidadesONG Ano 2 Ano 10
MC15. Reforço da fiscalização na ZEC 2 Número de ações coordenadas de fiscalização por ano, orientadas ao território e valores da ZEC 12 INCFAPACCDRSEPNA/GNREntidades gestorasEDIA MunicípiosGNROrganizações de caçadores e pescadores Ano 1 Ano 10
MC15. Reforço da fiscalização na ZEC 3 Número de ações coordenadas de fiscalização dirigidas à pesca no rio Guadiana 5/ano ICNFGNR-SEPNACapitania VRSA MunicípiosGNROrganizações de caçadores e pescadores Ano 1 Ano 10
MC16. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a ocorrência e condição ecológica dos tipos de habitat 3120 e 3170, espécies alvo Marsilea batardae, Macromia splendens e Oxygastra curtisii 3 Relatórios dos trabalhos de prospeção Ano 6 após a aprovação do plano de gestão ICNF UniversidadesONGA Ano 1 Ano 6
MC17. Reforço das populações de mexilhão-do-rio (Unio tumidiformis) 3 Data de conclusão do Plano de repovoamento Ano 1 do PG APAICNFSOMINCOR UniversidadesONGA Ano 1 Ano 1
MC17. Reforço das populações de mexilhão-do-rio (Unio tumidiformis) 3 Reprodução e crescimento em cativeiro Obtenção anual de 200 indivíduos prontos para libertação APAICNFSOMINCOR UniversidadesONGA Ano 2 Ano 10
MC18. Avaliação da viabilidade da implementação de ações de reabilitação da população de sável no troço principal do Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 2 Data da conclusão da avaliação da população holobiótica Ano 2 após a aprovação do plano de gestão UniversidadesEDIA ICNFAPA Ano 1 Ano 2
MC18. Avaliação da viabilidade da implementação de ações de reabilitação da população de sável no troço principal do Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 2 Data de conclusão do relatório de caracterização Ano 2 após a aprovação do plano de gestão APAUniversidades UniversidadesEDIA Ano 1 Ano 2
MC18. Avaliação da viabilidade da implementação de ações de reabilitação da população de sável no troço principal do Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 2 Data de conclusão do Plano de restauro fluvial Ano 5 após a aprovação do plano de gestão APAICNF UniversidadesEDIAONGA Ano 3 Ano 5
MC18. Avaliação da viabilidade da implementação de ações de reabilitação da população de sável no troço principal do Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão 2 N.º de ações experimentais de repovoamento 3/ano ICNFDGRM UniversidadesONGAEDIA Ano 4 Ano 10
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano após a aprovação do plano de gestão ICNF GPPAlgarve 2030Alentejo 2030 Ano 1 Ano 2
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação 1 Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos após a aprovação do plano de gestão Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano após a aprovação do plano de gestão ICNF GPPAlgarve 2030Alentejo 2030 Ano 1 Ano 2

MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES

O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro.

VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO

O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.

ACOMPANHAMENTO

A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.

O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.

Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.

No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.

A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.

O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.

QUADRO 6

Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão

Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos Tipos de habitat rochosos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico Lince-ibérico
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.
Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas Espécies rupestres/cavernícolas
Objetivo de conservação[Indicador de resultado] Meta Meta alcançada Medida de conservação complementar Indicador de realização Realização atingida/meta Grau de execução(Não iniciada/Em curso/Concluída) Revisão(Manter/Não manter/Altera) Obs.

FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES

Fontes de Financiamento - Glossário:

PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;

Algarve 2030 - Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER);

Alentejo 2030 - Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER);

INTERREG - Programa Operacional para a Cooperação Transfronteiriça Europeia (FEDER);

LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;

PRR - Plano de Recuperação e Resiliência;

I&D - Investigação e Desenvolvimento;

OE - Orçamento do Estado;

PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

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