Decreto Regulamentar n.º 59/87

Tipo Decreto-Regulamentar
Publicação 1987-11-09
Estado Em vigor
Ministério Ministério do Planeamento e da Administração do Território
Fonte DRE
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TEXTO :

Decreto Regulamentar n.º 59/87

de 9 de Novembro

O ordenamento do território constitui um domínio privilegiado da ligação entre o Estado e as autarquias locais que, na orgânica do Ministério do Planeamento e da Administração do Território (MPAT), tem a sua sede na Direcção-Geral do Ordenamento do Território (DGOT).

Com esta Direcção-Geral assegura-se a actuação integrada dos serviços de ligação do Estado com as autarquias locais no que respeita ao ordenamento do espaço que lhes serve de substrato físico e de suporte de desenvolvimento e à promoção de equipamentos de interesse local e regional, bem como ao planeamento de áreas urbanas e de espaços rurais.

A preocupação de racionalizar e tornar eficaz a nova estrutura administrativa do Estado, em constante sintonia com as autarquias locais, compatibilizando acções e planos prosseguidos por diferentes pessoas colectivas territoriais para um mesmo espaço de jurisdição, inspirou a fusão na nova DGOT dos vectores de ordenamento, de planeamento e de equipamento, anteriormente prosseguidos pelas Direcções-Gerais do Ordenamento, do Equipamento Regional e Urbano e do Planeamento Urbanístico.

Como foi justificado pelo Decreto-Lei n.º 130/86, de 7 de Junho, consolida-se também agora essa fusão, que já vem produzindo resultados inequívocos de coordenação e de resolução dos problemas em benefício do Estado, das autarquias e, em última instância, dos cidadãos, finais depositários dos benefícios encontrados.

Será, assim, a DGOT o organismo que, futuramente, a nível central e em cooperação com os serviços regionais do MPAT, apoiará o Governo na formulação da política de ordenamento do território, promoverá a elaboração dos correspondentes planos de ocupação e a coordenação das acções de implementação de equipamentos de utilização colectiva, em articulação com as autarquias locais, os organismos públicos directamente interessados e as instituições particulares que para o efeito se associarem, em especial através da celebração de contratos-programa e de protocolos.

Assim, ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 75.º do Decreto-Lei n.º 130/86, de 7 de Junho:

O Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 202.º da Constituição, o seguinte:

CAPÍTULO I

Natureza e atribuições

Artigo 1.º

Natureza e finalidade

A Direcção-Geral do Ordenamento do Território (DGOT) é o organismo ao qual incumbe exercer as atribuições definidas nos artigos 29.º e 30.º do Decreto-Lei n.º 130/86, de 7 de Junho, que aprovou a Lei Orgânica do Ministério do Planeamento e da Administração do Território (MPAT).

Artigo 2.º

Colaboração com outras entidades

Para a prossecução das atribuições referidas no artigo anterior a DGOT contará com o apoio dos restantes serviços do MPAT, designadamente das comissões de coordenação regional, como serviços regionais do Ministério, e procurará obter a colaboração de outras instituições, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, e de individualidades de reconhecida competência no domínio do ordenamento do território.

CAPÍTULO II

Órgãos e serviços

Artigo 3.º

Estrutura geral

1 - A estrutura da DGOT compreende:

A) O director-geral;

B) Serviços centrais:

a)

Direcção de Serviços de Ordenamento;

b)

Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento;

c)

Direcção de Serviços de Equipamento;

d)

Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial;

e)

Direcção de Serviços de Estruturação Urbana;

f)

Direcção de Serviços Jurídicos;

C) Serviços desconcentrados.

2 - Na directa dependência do director-geral funcionam ainda a Divisão de Documentação e a Repartição Administrativa e Financeira.

Artigo 4.º

Director-geral

O director-geral é o órgão que dirige a DGOT, de harmonia com as orientações definidas superiormente.

Artigo 5.º

Competência do director-geral

1 - Além do exercício dos poderes que lhe sejam conferidos nos termos da lei em vigor, compete ao director-geral:

a)

Dirigir superiormente, coordenar, inspeccionar e fiscalizar os serviços da DGOT;

b)

Elaborar os regulamentos internos;

c)

Assinar, em nome da DGOT, protocolos de colaboração com outras instituições;

d)

Exercer os demais poderes que lhe são conferidos pelo presente diploma.

2 - O director-geral será coadjuvado por dois subdirectores-gerais, um dos quais ele designará para o substituir nas suas ausências ou impedimentos legais.

3 - Na falta ou impedimento simultâneo do director-geral e do subdirector-geral designado para o substituir substitui-los-á o outro subdirector-geral.

4 - O director-geral poderá delegar, com ou sem poderes de subdelegação, o exercício de competências nos subdirectores-gerais e, quanto a assuntos de natureza corrente dos respectivos serviços, nos dirigentes destes.

Artigo 6.º

Competências da Direcção de Serviços de Ordenamento

À Direcção de Serviços de Ordenamento incumbe:

a)

Promover a obtenção dos dados necessários à fundamentação da política de ordenamento do território;

b)

Promover a elaboração de planos de ordenamento;

c)

Promover a procura de soluções para a organização do espaço;

d)

Promover a avaliação do impacte e dos efeitos de projectos de desenvolvimento no ordenamento do território.

Artigo 7.º

Estrutura da Direcção de Serviços de Ordenamento

A Direcção de Serviços de Ordenamento compreende:

a)

A Divisão de Cartografia;

b)

A Divisão de Integração e Planos;

c)

A Divisão de Avaliação.

Artigo 8.º

Competências da Divisão de Cartografia da Direcção de Serviços de Ordenamento

À Divisão de Cartografia incumbe:

a)

Elaborar e manter actualizados os elementos cartográficos necessários ou de interesse para o ordenamento do território;

b)

Elaborar e manter actualizado o cadastro e arquivo geral no domínio da cartografia.

Artigo 9.º

Competências da Divisão de Integração e Planos da Direcção de Serviços de Ordenamento

À Divisão de Integração e Planos incumbe:

a)

Recolher e tratar os dados necessários à fundamentação da política de ordenamento do território e elaborar os estudos necessários à mesma finalidade;

b)

Estudar e propor soluções para a ocupação do espaço, em colaboração com outros serviços da DGOT e com as comissões de coordenação regional e os gabinetes dos planos integrados de desenvolvimento regional;

c)

Programar, coordenar e dinamizar a elaboração de planos de ordenamento.

Artigo 10.º

Competências da Divisão de Avaliação da Direcção de Serviços de Ordenamento

À Divisão de Avaliação incumbe:

a)

Estudar e analisar as implicações e possíveis consequências de projectos de desenvolvimento no ordenamento do território;

b)

Proceder ao acompanhamento de projectos de desenvolvimento, tendo em vista a apreciação do seu impacte no ordenamento do território, e propor os ajustamentos a esses projectos que se considerem aconselháveis.

Artigo 11.º

Competências da Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento

À Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento incumbe:

a)

Promover a elaboração de regulamentos e normas técnicas visando a preparação de planos de ordenamento;

b)

Promover a elaboração de regulamentos e normas técnicas susceptíveis de aplicação metódica e generalizada aos diferentes tipos de estudos do impacte de projectos de desenvolvimento no ordenamento do território;

c)

Promover a recolha e análise de regulamentos e normas técnicas elaborados noutros países ou por organismos internacionais com interesse para a sua actividade.

Artigo 12.º

Estrutura da Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento

A Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento compreende:

a)

A Divisão de Projectos;

b)

A Divisão de Informação e Monitorização.

Artigo 13.º

Competências da Divisão de Projectos da Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento

À Divisão de Projectos incumbe:

a)

Elaborar, por si e em colaboração com outros serviços da DGOT ou a ela alheios, projectos de regulamentos e normas técnicas visando a preparação de planos de ordenamento;

b)

Colaborar na preparação de regulamentação e do normativo relativos a estudos de impacte de projectos de desenvolvimento no ordenamento do território.

Artigo 14.º

Competências da Divisão de Informação e Monitorização da Direcção de Serviços de Normas de Ordenamento

À Divisão de Informação e Monitorização incumbe:

a)

Divulgar e informar sobre regulamentos e normas técnicas relativos a planos de ordenamento e a estudos de impacte;

b)

Verificar a aplicação dos regulamentos e normas técnicas existentes e propor ajustamentos, quando aconselháveis, tendo em vista a sua mais correcta compreensão e implementação.

Artigo 15.º

Competências da Direcção de Serviços de Equipamento

À Direcção de Serviços de Equipamento incumbe:

a)

Elaborar os programas da DGOT para a instalação de equipamentos de utilização colectiva, tendo em conta as necessidades e prioridades definidas;

b)

Acompanhar e informar sobre a execução de obras para instalação de equipamentos de utilização colectiva comparticipadas pela DGOT.

Artigo 16.º

Estrutura da Direcção de Serviços de Equipamento

A Direcção de Serviços de Equipamento compreende:

a)

A Divisão de Programação;

b)

A Divisão de Acompanhamento.

Artigo 17.º

Competências da Divisão de Programação da Direcção de Serviços de Equipamento

À Divisão de Programação incumbe:

a)

Elaborar, por si e com o apoio de outros serviços da DGOT ou a ela alheios, propostas para a instalação de equipamentos de utilização colectiva;

b)

Preparar a programação da DGOT relativa à comparticipação em obras para instalação de equipamentos de utilização colectiva.

Artigo 18.º

Competências da Divisão de Acompanhamento da Direcção de Serviços de Equipamento

À Divisão de Acompanhamento incumbe:

a)

Acompanhar os programas de instalação de equipamentos de utilização colectiva promovidos pela DGOT;

b)

Informar sobre a execução das obras integradas nesses planos.

Artigo 19.º

Competências da Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial

À Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial incumbe:

a)

Promover a realização e actualização de inventários de equipamentos de utilização colectiva;

b)

Promover, em colaboração com o Gabinete de Estudos e Planeamento da Administração do Território, a elaboração de estudos visando a identificação dos equipamentos de utilização colectiva necessários e propor prioridades para a sua instalação;

c)

Promover a elaboração de normas relativas a equipamentos de utilização colectiva;

d)

Apoiar a elaboração de projectos para instalação de equipamentos de utilização colectiva e dar parecer sobre aqueles que lhe sejam remetidos para o efeito.

Artigo 20.º

Estrutura da Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial

A Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial compreende:

a)

A Divisão de Estudos;

b)

A Divisão de Apoio Técnico.

Artigo 21.º

Competências da Divisão de Estudos da Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial

À Divisão de Estudos, incumbe:

a)

Elaborar e manter actualizados inventários de equipamentos de utilização colectiva, em colaboração com outros serviços da DGOT ou a ela alheios;

b)

Proceder à identificação dos equipamentos de utilização colectiva necessários, atribuindo prioridades para a sua instalação;

c)

Estudar normas para equipamentos de utilização colectiva, em colaboração com o Gabinete de Estudos e Planeamento da Administração do Território e departamentos sectoriais de outros ministérios.

Artigo 22.º

Competências da Divisão de Apoio Técnico da Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Territorial

À Divisão de Apoio Técnico, incumbe:

a)

Dar apoio à elaboração de projectos para instalação de equipamentos de utilização colectiva;

b)

Informar sobre os projectos que lhe sejam remetidos para o efeito.

Artigo 23.º

Competências da Direcção de Serviços de Estruturação Urbana

À Direcção de Serviços de Estruturação Urbana, incumbe:

a)

Promover a elaboração de estudos especiais relativos a estruturas urbanas;

b)

Dar os pareceres que lhe sejam solicitados sobre planos, projectos e situações e propor seguimento a esses pareceres, se for caso disso;

c)

Promover apoio técnico e financeiro a programas de renovação e reabilitação urbana.

Artigo 24.º

Estrutura da Direcção de Serviços de Estruturação Urbana

A Direcção de Serviços de Estruturação Urbana compreende:

a)

A Divisão de Análise de Estruturas;

b)

A Divisão de Renovação e Reabilitação.

Artigo 25.º

Competências da Divisão de Análise de Estruturas da Direcção de Serviços de Estruturação Urbana

À Divisão de Análise de Estruturas incumbe:

a)

Elaborar estudos relativos a estruturas urbanas;

b)

Informar sobre planos, projectos e situações.

Artigo 26.º

Competências da Divisão de Renovação e Reabilitação da Direcção de Serviços de Estruturação Urbana

À Divisão de Renovação e Reabilitação incumbe:

a)

Propor a qualificação e classificação de áreas degradadas, de renovação ou reabilitação;

b)

Acompanhar e colaborar na elaboração e execução de planos de renovação e reabilitação.

Artigo 27.º

Competências da Direcção de Serviços Jurídicos

À Direcção de Serviços Jurídicos incumbe:

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