Decreto n.º 46160 — Aprova o Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
1 ato modificativo · 1986-07-31, Decreto-Lei n.º 211/86 — Aprova o Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios. Revoga…
Aprova o Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios
l - Vão da peça flectida, entre apoios ou entre elementos de contraventamento sucessivos que impeçam deslomentos laterais da secção recta ou rotações em torno do eixo longitudinal da peça;
h - Altura da peça;
b - Largura dos banzos:
e - Espessura dos banzos.
Aquele regulamento indica ainda que não é aconselhável utilizar vigas para as quais a relação lh/be seja maior que 2500;
e que o coeficiente k pode ser tomado igual à unidade no caso de vigas suportando pavimentos ou coberturas de rigidez suficiente, fixados às vigas de modo a realizar um contraventamento contínuo.
Artigo 53.º - Dimensionamento à rotura
No dimensionamento à rotura, a determinação dos esforços deverá ser efectuada segundo as teorias do comportamento elasto-plástico- das estruturas.
Esta determinação poderá ser simplificada, ou considerando a plastificação total de certas secções (método das rótulas plásticas), ou corrigindo os esforços determinados em regime elástico em casos e condições convenientemente justificados.
§ único. Quando for utilizado o método das rótulas plásticas, observar-se-á, em particular, o seguinte:
Poder-se-á ter em conta a plastificação completa das secções, para o cálculo da sua capacidade resistente aos momentos flectores;
Deve ser considerada a influência dos esforços axiais e transversos na formação e comportamento das rótulas plásticas e verificado que não ocorrem deformações inadmissíveis ou fenómenos de instabilidade (localizados ou de conjunto) antes da formação da última rótula.
Artigo 54.º - Coeficientes de segurança em relação à rotura
Os coeficientes de segurança a utilizar no dimensionamento à rotura, quando esta não é condicionada por fenómenos de instabilidade, serão os seguintes:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
No caso de o dimensionamento em relação à rotura ser efectuado por métodos experimentais, a exploração dos resultados obtidos nos ensaios deve ser feita atendendo à aleatoriedade das propriedades mecânicas dos materiais empregados, de modo a garantir-se segurança equivalente à conferida pelos métodos analíticos, razão esta que justifica a adopção de valores do coeficiente de segurança mais elevados neste caso.
Artigo 55.º - Tensões características de cedência
Os valores das tensões características de cedência para o estudo da plastificação das secções de elementos de aço macio corrente são os seguintes:
Aço macio corrente:
Comercial ... 2100 kgf/cm2
Garantido ... 2400 kgf/cm2
A legitimidade da adopção dos valores especificados para o aço macio corrente resulta de ser apenas da ordem de 5 por cento a probabilidade de ocorrerem valores inferiores, como comprovam numerosos ensaios realizados.
Artigo 56.º - Dimensionamento em relação à deformação excessiva
Na verificação da segurança em relação à deformação excessiva as deformações serão calculadas de acordo com as teorias da elasticidade e da resistência de materiais ou determinadas por via experimental.
Por razões de ordem funcional, as deformações das estruturas em serviço devem ser essencialmente elásticas.
Artigo 57.º - Deformações admissíveis
Nas estruturas de edifícios as flechas não devem exceder os seguintes valores:
Nas vigas de pavimentos em geral (incluindo consolas): 1/300 do vão para a acção conjunta das solicitações permanentes e das sobrecargas e 1/500 do vão para a actuação isolada das sobrecargas;
Nas vigas que suportam paredes de alvenaria ou divisórias envidraçadas: 1/500 do vão para a acção conjunta das solicitações permanentes e das sobrecargas;
Nas madres das coberturas ordinárias em que se utilizem os materiais correntes de revestimento: 1/200 do vão para a acção das solicitações permanentes.
No caso das consolas, o vão a considerar para os efeitos deste artigo é o seu balanço.
Artigo 58.º - Constantes elásticas para o cálculo das deformações
Os valores das constantes elásticas a utilizar para o aço macio corrente no cálculo das deformações, quando não forem experimentalmente determinados, serão os seguintes:
Módulo de elasticidade ... E = 2,1 x 10(elevado a 6)kgf/cm2
Coeficiente de Poisson ... ni = 0,3
Módulo de distorção ... G = 0,8 x 10(elevado a 6)kgf/cm2
Para outros materiais, os valores das constantes elásticas a utilizar serão convenientemente justificados.
B) Dimensionamento de elementos estruturais
Artigo 59.º - Secções úteis
As secções a considerar no dimensionamento dos elementos devem satisfazer ao indicado nas alíneas seguintes:
Para o dimensionamento por tensões de segurança e em relação à rotura:
No caso de elementos à tracção, devem descontar-se os furos de rebites ou parafusos, considerando uma secção que agrupe esses furos da maneira mais desfavorável.
No caso de elementos à compressão, não serão descontados os furos, considerando-se, portanto, a secção bruta dos elementos.
No caso de elementos à flexão, os momentos de inércia e os momentos estáticos serão determinados em relação a eixos passando pelo centro de gravidade da secção bruta. No cálculo das tensões normais, a determinação dos módulos de flexão deve ser feita descontando os furos existentes na parte traccionada das secções e considerando-os agrupados da maneira mais desfavorável; no cálculo das tensões tangenciais, a determinação dos momentos de inércia e estáticos pode ser feita em relação à secção bruta.
Para o dimensionamento em relação à deformação excessiva:
No cálculo das deformações poder-se-á considerar em todos os casos a secção bruta dos elementos.
Artigo 60.º - Esforços secundários
No dimensionamento dos diferentes elementos das estruturas devem ser considerados, quando assumam valores significativos, os esforços secundários provenientes, nomeadamente, de excentricidades nas ligações dos elementos ou na aplicação das solicitações, de deslocamentos resultantes da actuação das solicitações, de rigidez das ligações diferente da admitida.
§ 1.º No caso de cantoneiras ou de outros perfis isolados traccionados excêntricamente em consequência do modo como são realizadas as ligações, para ter em conta os esforços secundários resultantes, deve efectuar-se o dimensionamento, tanto dos perfis como das ligações, considerando um esforço de tracção superior ao efectivamente actuante e obtido deste pela multiplicação por um coeficiente de aumento.
Indicam-se seguidamente os valores do coeficiente a utilizar para alguns tipos de perfis:
Cantoneiras de abas iguais ... 1,20
Perfis T ... 1,15
Perfis U (ligados pela alma) ... 1,10
§ 2.º No caso de cantoneiras simples comprimidas, pode desprezar-se a excentricidade do esforço provocada pelo facto de as ligações serem realizadas numa só aba. Para o cálculo do coeficiente de esbelteza, considerar-se-á, nesta hipótese, o raio de giração mínimo da secção.
Por esforços secundários entendem-se os que não são considerados nos métodos de cálculo usuais em consequência das hipóteses simplificativas em que esses métodos se baseiam.
Em condições normais, para estruturas bem concebidas e bem executadas, a maior parte dos efeitos destes esforços está já coberta pelos coeficientes de segurança adoptados. Compete, no entanto, ao autor do projecto, julgar da importância relativa de tais efeitos e, quando for caso disso, considerá-los explìcitamente no dimensionamento.
Artigo 61.º - Encurvadura
Deve ser tida em consideração a possibilidade de se verificarem fenómenos de encurvadura, não só em relação aos diferentes elementos da estrutura, mas ainda em relação a grupos de elementos ou mesmo ao conjunto da estrutura.
Artigo 62.º - Comprimento de encurvadura
O comprimento de encurvadura, l(índice e), a adoptar nas condições indicadas no artigo 51.º para o dimensionamento de elementos sujeitos a compressão, será determinado de acordo com a teoria da estabilidade elástica, considerando as possíveis deformadas dos elementos, as suas condições efectivas de ligação, a constância ou variabilidade da sua secção transversal e ainda se são carregados axialmente apenas nas extremidades ou se em diversos pontos do seu eixo.
Nas alíneas seguintes indicam-se os valores do comprimento de encurvadura a considerar para elementos de secção constante em alguns casos mais frequentes:
No caso de barras articuladas nas duas extremidades, considerar-se-á o comprimento teórico das barras;
No caso de barras com apoios de encastramento total, e se não existir possibilidade de translação de um apoio relativamente ao outro transversalmente ao eixo da barra, considerar-se-á metade do comprimento teórico da barra; no caso de existir essa possibilidade de movimento, considerar-se-á a totalidade do comprimento teórico da barra;
No caso de barras encastradas numa extremidade e livres na outra, considerar-se-á o dobro do comprimento teórico das barras;
No caso de estruturas trianguladas planas, cuja geometria satisfaça ao indicado no artigo 17.º, pode considerar-se, em geral, para comprimento de encurvadura das barras no plano da estrutura, 0,8 do seu comprimento teórico.
Esta disposição só poderá ser aplicada a cantoneiras simples se as suas ligações forem efectuadas em cada extremidade por um mínimo de dois rebites ou parafuso (ou o equivalente em soldadura) numa mesma aba.
Para comprimento de encurvadura das barras no plano normal ao plano da estrutura pode considerar-se o comprimento teórico das barras; no caso do banzo comprimido de vigas trianguladas, será considerado o comprimento entre os nós efectivamente contraventados;
No caso de pórticos planos, pode considerar-se em geral, para comprimento de encurvadura das barras no plano da estrutura, 0,8 do seu comprimento teórico; no plano normal ao plano da estrutura será tomado o comprimento teórico das barras se os nós estiverem convenientemente contraventados.
Artigo 63.º - Chapas de peças comprimidas
As chapas que constituem peças sujeitas a compressão devem possuir espessura suficiente para que não se verifiquem fenómenos de instabilidade localizados antes de se atingir o estado de ruína por encurvadura do conjunto.
Para os tipos de secções indicados na fig. 18, considera-se satisfeita esta segurança se forem respeitadas as condições seguintes [referidas ao caso a)]:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
em que (lambda) é o coeficiente de esbelteza correspondente ao plano de inércia mínima e as restantes letras têm o significado indicado na figura.
Estas condições transformam-se nas seguintes, nos casos b), c) e d):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Artigo 64.º - Peças compostas comprimidas
O dimensionamento de peças compostas comprimidas formadas por perfis (montantes) associados por meio de elementos transversais (travessas e diagonais), quando não for realizado por outros métodos de rigor científico devidamente justificado, deverá ser feito de acordo com o disposto nas alíneas seguintes:
O coeficiente de esbelteza dos troços de montantes entre elementos transversais consecutivos, a/i(índice m), não deve exceder três quartos do coeficiente de esbelteza da peça composta considerada no seu conjunto, sendo a o comprimento de cada troço de montante e i(índice m) o raio de giração mínimo da secção do montante (fig. 19).
Os elementos transversais de ligação devem ser dimensionados do modo seguinte:
Se os montantes da peça são solidarizados por elementos formando um sistema triangulado (fig. 19-a), o dimensionamento das travessas e diagonais deste sistema será feito considerando um esforço transverso convencional T, cujo valor não poderá, salvo justificação, ser inferior ao obtido pela expressão
T = 0,014 N/(fi)
em que
N - Esforço axial de compressão;
(fi) - Coeficiente de encurvadura correspondente à peça composta.
Se os montantes são solidarizados apenas por travessas (fig. 19-b), pode dispensar-se o cálculo anterior desde que a secção transversal das travessas satisfaça à condição seguinte:
I(índice t) >= 2 h a/(1,2(l(elevado a 2)(índice e)/I(índice p)) - (a(elevado a 2)/I(índice m)))
em que
I(índice t) - Momento de inércia da secção tansversal da travessa em relação ao eixo central dessa secção, perpendicular ao plano da peça;
I(índice m) - Momento de inércia da secção de cada montante em relação ao eixo central dessa secção, perpendicular ao plano da peça;
I(índice p ) - Momento de inércia da secção conjunta dos montantes em relação ao eixo principal de inércia perpendicular ao plano da peça;
h - Distância entre eixos dos montantes;
a - Distância entre eixos das travessas, que deve satisfazer à condição da alínea a) deste artigo;
l(índice e) - Comprimento de encurvadura da peça composta.
As ligações das travessas aos montantes devem garantir um momento resistente correspondente ao valor de I(índice t).
Se os montantes estão distanciados apenas pela espessura de uma travessa, nomeadamente no caso de cantoneiras ligadas conforme se indica na fig. 19-c, o raio de giração a considerar no dimensionamento da peça composta poderá ser o correspondente à secção conjunta dos montantes (relativo ao eixo de inércia mínima) desde que seja respeitada a condição da alínea a) deste artigo e que seja efectiva a solidarização dos elementos.
No caso de cantoneiras ligadas face com face ou em cruz são necessárias, pelo menos, duas travessas colocadas nos terços do comprimento da peça em dois planos perpendiculares entre si e ligadas, no mínimo, por dois
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
rebites a cada cantoneira; se existirem mais de duas travessas, elas serão colocadas alternadamente em dois planos perpendiculares entre si, devendo a distância ser medida sempre entre os eixos de travessas contíguas, seja qual for o plano em que estas se encontrem.
Artigo 65.º - Vigas - Generalidades
No dimensionamento de vigas observar-se-ão as seguintes disposições gerais:
Para vão teórico considerar-se-á a distância entre eixos dos elementos de apoio, no caso de aqueles serem bem definidos. No caso de apoios sobre elementos de alvenaria ou de betão, e quando não se utilizem aparelhos que permitam localizar os pontos de apoio, as dimensões das superfícies de apoio serão determinadas em função das tensões de segurança de contacto dos materiais: o apoio teórico a considerar nesse caso será situado na posição correspondente à resultante das pressões sobre a superfície de apoio.
Quando se trate de vigas de pequena importância, apoiadas directamente em elementos de alvenaria ou de betão, pode tomar-se em geral para vão teórico o vão livre aumentado de 5 por cento;
Na determinação dos esforços tomar-se-á em consideração a existência de momentos de encastramento ou de continuidade, na medida em que as disposições construtivas previstas os garantam.
Artigo 66.º - Vigas compostas de alma cheia
No dimensionamento de vigas compostas de alma cheia adoptar-se-ão disposições que eliminem o risco de instabilidade da alma e do banzo comprimido, de acordo com critérios baseados na teoria da estabilidade elástica.
Para vigas de proporções e cargas correntes respeitar-se-ão, salvo justificação, as regras indicadas nas alíneas seguintes:
A largura das partes livres dos banzos comprimidos deve satisfazer à condição:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
em que as letras têm o significado indicado na fig. 18, artigo 63.º Nos casos em que b é nulo, quer b(índice l) o seja também ou não, considerar-se-á
a =< 15 e(índice l)
A relação entre a espessura da alma e a sua altura livre não deve ser inferior a 0,006;
Serão em geral colocados reforços verticais de alma (nervuras) nas secções de apoio e nas secções em que actuam cargas concentradas fixas importantes.
Além disso, serão previstos reforços em secções intermédias quando a relação entre a espessura da alma e a sua altura livre for inferior a 0,014; a relação entre o espaçamento destes reforços e a altura livre da alma não poderá exceder o valor dado pela expressão
0,5 + 100(e(índice a)/h(índice a))
em que
e(índice a) - Espessura da alma;
h(índice a) - Altura livre da alma (no caso da construção rebitada é a distância entre os bordos das cantoneiras de ligação aos banzos);
Os reforços verticais de alma serão dimensionados como barras comprimidas axialmente, para uma força igual ao valor do esforço transverso na secção correspondente da viga, e considerando para comprimento de encurvadura a distância entre as suas ligações extremas; poder-se-á tomar em consideração neste cálculo uma largura de alma, colaborando com o reforço, igual a 30 vezes a espessura daquela.
Artigo 67.º - Vigas de suporte de paredes de alvenaria
No dimensionamento de vigas de suporte de paredes de alvenaria as cargas transmitidas pelas paredes poderão ser reduzidas atendendo ao efeito de arco na alvenaria, desde que se verifiquem simultâneamente as condições seguintes:
Ser possível traçar na parede sobre a viga um arco de directriz e dimensões tais que possa suportar e transmitir aos apoios as cargas que sobre ele actuam sem serem excedidas as tensões de segurança da alvenaria;
Ser possível assegurar a absorção dos impulsos do arco.
Desde que seja legítimo considerar o efeito de arco na alvenaria, pela satisfação das condições indicadas no artigo, a viga será então dimensionada para resistir à flexão provocada apenas pelo peso da parte da parede subjacente ao intradorso do arco. No caso de paredes de alvenaria argamassada, poder-se-á considerar em geral um arco parabólico com flecha igual a dois terços do vão teórico da viga.
Se a extensão dos apoios da viga não for suficiente para conter os apoios do arco, parte da componente vertical das reacções deste terá que ser suportada pela viga, o que exigirá uma verificação desta ao esforço transverso nas secções vizinhas dos apoios.
Nos casos em que não existam elementos da própria construção capazes de garantir a absorção dos impulsos do arco, será necessário prever dispositivos adequados a esse fim.
Artigo 68.º - Contraventamentos
Os contraventamentos das estruturas principais devem ser dimensionados de modo a resistirem às solicitações exteriores para que são previstos (por exemplo, vento actuando na direcção transversal a essas estruturas) e impedir o derrubamento lateral das estruturas principais provocado por fenómeno de instabilidade de conjunto.
No caso de vigas trianguladas ou de vigas de alma cheia, os contraventamentos devem impedir a encurvadura lateral dos banzos comprimidos.
Para as primeiras observar-se-á o disposto nas alíneas seguintes:
A força transversal à viga, num dado nó do banzo comprimido, a que terão de resistir os contraventamentos, pode considerar-se, com suficiente aproximação nos casos correntes, igual a 0,01 do esforço de compressão de maior valor das barras do banzo que concorrem no nó. Esta força deve ser considerada no dimensionamento dos contraventamentos como uma solicitação a combinar com as restantes solicitações exteriores.
Os resultados deste cálculo expedito podem em certos casos conduzir a contraventamentos insuficientes e será então necessário realizar o dimensionamento por métodos mais rigorosos, baseados na teoria da estabilidade elástica. Esta exigência aplica-se, nomeadamente, a vigas cujo vão exceda 30 m;
Os elementos de contraventamento que têm como única função impedir o varejamento de barras comprimidas no plano da estrutura devem ser dimensionados para resistir, tanto à tracção como à compressão, a uma força com o valor de 0,01 do esforço de compressão existente na barra a contraventar.
Artigo 69.º - Aparelhos de apoio
Quando for necessário utilizar aparelhos de apoio, o seu dimensionamento deverá ser efectuado de acordo com o especificado no Regulamento de Pontes Metálicas.
C) Dimensionamento de ligações
Artigo 70.º - Critério geral
As ligações devem ser dimensionadas de modo a assegurarem eficaz transmissão dos esforços, devendo ainda, nos casos em que os elementos ligados estão sobredimensionados, apresentar quanto possível resistência proporcionada com a desses elementos.
A recomendação de dar a uma ligação, nos casos indicados, resistência superior à imposta pelo cálculo, destina-se a evitar que seja a ligação a condicionar a resistência do conjunto, permitindo portanto o aproveitamento do acréscimo de capacidade resistente que resulta de um eventual sobredimensionamento dos elementos ligados.
Artigo 71.º - Dimensionamento de ligações rebitadas
As ligações rebitadas serão dimensionadas de modo que as tensões nos rebites e nas chapas não excedam as tensões de segurança definidas no artigo 72.º
O cálculo daquelas tensões será feito de acordo com as regras da resistência de materiais, considerando para diâmetro dos rebites o seu diâmetro depois de cravados (igual ao diâmetro dos furos), e atendendo ao disposto nas alíneas seguintes:
A tensão de corte nos rebites, (tau)(índice r), será obtida dividindo o esforço de corte correspondente a cada rebite pela sua secção, no caso de corte simples, e por duas vezes essa secção, no caso de corte duplo;
A tensão de tracção nos rebites, (sigma)(índice r), será calculada dividindo o esforço de tracção correspondente a cada rebite pela sua secção;
A tensão de esmagamento lateral (pressão lateral dos rebites), (sigma)(índice e), será calculada dividindo o esforço de corte correspondente a cada rebite pelo produto do diâmetro do rebite pela espessura da chapa.
§ único. Deve verificar-se se existe, nos elementos ligados ou nos elementos de ligação, alguma secção insuficiente para a transmissão dos esforços. Em particular, para os furos próximos dos bordos de chapas, deve verificar-se a condição.
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Artigo 72.º - Tensões de segurança em ligações rebitadas
As tensões de segurança em ligações rebitadas serão obtidas em função das tensões de segurança dos aços utilizados nos rebites e nos elementos ligados (tensões normais ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf)), definidas no artigo 49.º), conforme o estabelecido no quadro seguinte:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
§ 1.º No caso de rebites solicitados simultâneamente por esforços de corte e de tracção, dispensa-se a análise do estado de tensão resultante, bastando verificar se as tensões de corte e de tracção calculadas separadamente não excedem os valores especificados no corpo do artigo.
§ 2.º Para os efeitos deste artigo, os rebites de aço 33 definidos na norma portuguesa NP-191 serão considerados idênticos aos rebites de aço 37 definidos na mesma norma, admitindo-se para ambos a tensão de cedência 21 kgf/mm2.
No caso de rebites de aço 33 e 37 (com as características definidas na norma NP-191) ligando elementos de aço macio corrente, o disposto no presente artigo conduz portanto aos valores de tensões de segurança indicados no quadro seguinte:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Artigo 73.º - Dimensionamento de ligações aparafusadas correntes
O dimensionamento de ligações aparafusadas correntes deve ser efectuado de modo que as tensões nos parafusos e nas chapas não excedam as tensões de segurança especificadas no artigo 74.º
O cálculo daquelas tensões será realizado por forma semelhante à indicada para as ligações rebitadas no artigo 71.º, e tendo em atenção o disposto nas alíneas seguintes:
Para o cálculo da tensão de corte nos parafusos, (tau)(índice p) considerar-se-á a secção do liso da espiga;
Para o cálculo da tensão de tracção nos parafusos, (sigma)(índice p), considerar-se-á a secção do núcleo;
Para o cálculo da tensão de esmagamento (pressão lateral dos parafusos), (sigma)(índice e), considerar-se-á o diâmetro do liso da espiga.
§ único. Deve verificar-se se existe, nos elementos ligados ou nos elementos de ligação, alguma secção insuficiente para a transmissão dos esforços. Em especial, nos furos próximos dos bordos de chapas, deve verificar-se a condição indicada no § único do artigo 71.º
Artigo 74.º - Tensões de segurança em ligações aparafusadas correntes
As tensões de segurança em ligações aparafusadas correntes serão obtidas em função das tensões de segurança dos aços utilizados nos parafusos e nos elementos ligados (tensões normais ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf)), definidas no artigo 49.º), conforme o estabelecido no quadro seguinte:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
§ único. No caso de parafusos solicitados simultâneamente por esforços de corte e de tracção, dispensa-se a análise do estado de tensão resultante, bastando verificar se as tensões de corte e de tracção calculadas separadamente não excedem os valores especificados no corpo do artigo.
O disposto no presente artigo, no caso de parafusos de aço 37 (com as características definidas no artigo 13.º) ligando elementos de aço macio corrente, conduz portanto aos valores de tensões de segurança indicados no quadro seguinte:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Artigo 75.º - Dimensionamento de ligações aparafusadas pré-esforçadas
O dimensionamento de ligações aparafusadas pré-esforçadas será realizado de acordo com o indicado nas alíneas seguintes:
Para os esforços correspondentes às combinações de solicitações do tipo I (RSEP), as ligações devem ser dimensionadas de modo a garantir que não se verifique deslizamento ou desencosto dos elementos ligados. Este critério conduz às regras de dimensionamento indicadas a seguir.
Caso de a ligação estar submetida exclusivamente a esforços que tendem a provocar o deslizamento das superfícies em contacto: a ligação resiste por atrito entre os elementos ligados, em virtude do pré-esforço instalado pelo aperto dos parafusos.
Deverá verificar-se
mi N(índice p) n(índice p) n(índice s) >= k T
em que
mi - Coeficiente de atrito entre os elementos ligados;
N(índice p) - Pré-esforço instalado em cada parafuso;
n(índice p) - Número de parafusos;
n(índice s) - Número de planos de escorregamento;
k - Coeficiente de segurança;
T - Esforço actuante.
Caso de a ligação estar submetida exclusivamente a esforços que tendem a provocar o desencosto das superfícies em contacto: a ligação resiste pela oposição do pré-esforço instalado pelo aperto dos parafusos.
Deverá verificar-se
N(índice p) n(índice) >= k N
em que N é o esforço actuante e os outros símbolos têm os significados indicados em 1.
Caso de a ligação estar submetida simultâneamente a esforços dos tipos indicados em 1 e 2: a ligação resiste ao esforço T por atrito (reduzido por efeito do esforço N) e por oposição do pré-esforço ao esforço N. Admitir-se-á que a força de atrito decresce linearmente com a relação entre o pré-esforço instalado e o esforço N actuante. Deverão verificar-se simultâneamente as condições
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
em que os símbolos têm os significados atrás indicados;
Para os esforços correspondentes às combinações de solicitações do tipo II (RSEP) o critério de dimensionamento será idêntico ao indicado para as ligações aparafusadas correntes; as tensões de segurança de corte e de tracção nos parafusos serão estabelecidas em face da qualidade do aço empregado e, para tensões de esmagamento das chapas, adoptar-se-ão, desde que outros não sejam justificados, os valores indicados para as ligações aparafusadas correntes.
A adopção de valores superiores para a tensão de esmagamento das chapas poderá ser justificada pela existência da compressão transversal devida ao pré-esforço, a qual cria um campo de tensões favorável na vizinhança dos furos.
Artigo 76.º - Coeficiente de atrito, pré-esforço e coeficientes de segurança em ligações aparafusadas pré-esforçadas
Os valores a adoptar para coeficiente de atrito entre os elementos ligados, pré-esforço nos parafusos e coeficiente de segurança no dimensionamento de ligações aparafusadas pré-esforçadas para os esforços correspondentes às combinações de solicitações do tipo I devem garantir conveniente segurança em relação ao tipo de ruína especificado no artigo anterior.
Desde que outro conjunto de valores não seja convenientemente justificado, deverão utilizar-se os valores indicados nas alíneas seguintes, relativos aos materiais e condições de montagem aí referidos.
Coeficiente de atrito entre os elementos ligados:
Para os elementos de aço macio corrente, cujas superfícies tenham sido preparadas de acordo com o indicado no artigo 81.º, adoptar-se-á
mi = 0,45
Pré-esforço admissível nos parafusos:
O pré-esforço a instalar nos parafusos não deve exceder o valor
N(índice p) = (sigma)(índice c) A(índice i)/1,6
em que
(sigma)(índice c) - tensão limite convencional de proporcionalidade a 0,2 % do aço utilizado nos parafusos;
A(índice i) = (pi) d(elevado a 2)(índice i)/4, sendo d, o diâmetro do núcleo do parafuso.
O momento de aperto necessário para garantir a introdução do pré-esforço N(índice p) será, para as qualidades especificadas de materiais a utilizar em porcas e anilhas (artigo 13.º), dado pela expressão
M(índice p) = 0,18 d N(índice p)
em que d é o diâmetro nominal do parafuso.
Coeficiente de segurança:
O valor do coeficiente de segurança a utilizar será
k = 1,25
Artigo 77.º - Dimensionamento de ligações soldadas
O dimensionamento de ligações soldadas deve ser efectuado do modo indicado nas alíneas seguintes:
No caso de cordões de topo, não é necessário demonstrar pelo cálculo a sua resistência, desde que sejam satisfeitas, na execução, as condições enunciadas nos artigos 14.º, 35.º, 36.º e 37.º;
No caso de cordões de ângulo, deverá verificar-se a condição
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
em que
(sigma), (tau)(índice p), (tau)(índice l) - componentes convencionais, determinadas pelas regras da resistência de materiais, das tensões médias referidas à secção bissetriz do cordão (a x l), rebatida sobre o plano de ligação dos elementos (fig. 20);
(sigma) - tensão de segurança do aço utilizado nos elementos, definida no artigo 49.º;
alfa - coeficiente dependente da espessura do cordão.
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
De acordo com a fig. 20, (sigma) é a componente perpendicular ao plano de ligação, positiva se se tratar de uma tracção sobre o cordão e negativa no caso contrário; (tau)(índice p) é a componente tangencial no plano de ligação e perpendicular ao eixo longitudinal do cordão, positiva se corresponder a tendência para afastar o cordão do seu vértice e negativa no caso contrário; e (tau) é a componente tangencial no plano de ligação e paralela ao eixo longitudinal do cordão.
O valor do coeficiente alfa será dado, em função da espessura a (mm) do cordão, pela seguinte expressão
alfa = 0,8(1 + 1/a) =< 1
Nos casos correntes poderá tomar-se para alfa o valor médio 0,90.
No caso de cordões de topo considerou-se que, satisfeitas as correspondentes disposições construtivas e as exigências de qualidade do metal de adição especificadas no regulamento, a soldadura não introduz descontinuidade nos elementos ligados, do que resulta poder dispensar-se o cálculo da capacidade resistente deste tipo de cordões.
A fórmula de verificação de tensões em cordões de ângulo indicada no artigo transforma-se nas condições simples seguintes, quando aplicada aos casos mais correntes de ligações e considerando alfa = 0,90:
Cordões que realizam a transmissão de um esforço longitudinal de compressão ou de tracção:
Cordão frontal (fig. 21-a):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordões laterais (fig. 21-b):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordão oblíquo (fig. 21-c):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordão oblíquo e cordões laterais (fig. 21-d):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordões oblíquos simétricos (fig. 21-e): aplicar-se-á a fórmula relativa ao cordão oblíquo, substituindo l a por (Sigma) l a.
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordões que realizam a transmissão de um esforço transversal (fig. 21-f):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Cordões que realizam a ligação entre a alma e o banzo de uma viga de alma cheia (fig. 21-g):
Se a < e/2, deve verificar-se
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
em que
T - esforço transverso na secção considerada;
S - momento estático da secção do banzo relativamente ao eixo de flexão simples da viga;
I - momento de inércia da secção relativamente ao mesmo eixo.
Se a >= e/2, não é necessária qualquer verificação;
Cordões que realizam a ligação de uma viga a um pilar (fig. 21-h):
Para os cordões que ligam o banzo ao pilar:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
Para os cordões que ligam a alma ao pilar:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
CAPÍTULO V — Execução e montagem
Artigo 78.º - Regrais gerais de execução
Os trabalhos devem ser executados segundo as boas normas de construir, nomeadamente as seguintes:
A traçagem será feita com precisão e de acordo com o projecto. Desde que no projecto sejam indicadas contraflechas, devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente;
As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto ou, na falta dessa indicação, segundo as tolerâncias usuais;
Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações;
A abertura dos furos deve, em geral, ser realizada por brocagem. No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se: ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar, ou por brocagem ou puncionamento de diâmetro pelo menos 3 mm inferior ao diâmetro definitivo, e posterior mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas.
Sòmente se admite a abertura de furos por puncionamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante.
Artigo 79.º - Ligações rebitadas
Na execução de ligações rebitadas respeitar-se-ão as seguintes condições:
A rebitagem deve ser executada por meios mecânicos, sòmente podendo efectuar-se a rebitagem manual em casos especialmente justificados;
No início da cravação os rebites devem estar ao rubro claro; terminada a operação, devem estar ainda ao rubro sombrio;
Os rebites, depois de cravados, devem preencher completamente os furos e apresentar cabeças bem enformadas e centradas em relação ao corpo dos rebites;
Os rebites que ficarem soltos ou defeituosos devem ser substituídos.
Artigo 80.º - Ligações aparafusadas correntes
Na execução de ligações aparafusadas correntes respeitar-se-ão as seguintes condições:
O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas;
O aperto dos parafusos deve ser o suficiente para garantir a eficiência das ligações, tendo-se em atenção que um aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos;
Os parafusos serão, em geral, munidos de anilhas, em cuja espessura deve terminar a parte roscada. Só se poderá dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços a que o parafuso está sujeito;
No caso de as superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes, devem colocar-se anilhas de cunha, de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos;
Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço, por exemplo vibrações, devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto, tais como anilhas de mola ou contraporcas.
Artigo 81.º - Ligações aparafusadas pré-esforçadas
Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as seguintes condições:
As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem, gordura, pintura, água, etc.). A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama de características adequadas, devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação, de modo a evitar que as superfícies se oxidem;
Aos parafusos devem ser aplicados os momentos de aperto especificados no projecto, utilizando chaves dinamométricas aferidas (erro máximo (mais ou menos)10%);
Posteriormente à montagem deverá ser verificado, em pelo menos 10 por cento do número total dos parafusos, se estão instalados os momentos de aperto especificados. Para isso, será medido o valor do momento necessário para fazer desapertar a porca de um sexto de volta; este valor deve ser, no mínimo, 75 % do momento de montagem;
Os parafusos devem ser munidos de anilhas, uma do lado da cabeça e outra do lado da porca; mediante justificação, a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir com segurança às chapas o pré-esforço instalado nos parafusos;
Deverá ser satisfeita a condição enunciada na alínea a) do artigo anterior.
Artigo 82.º - Ligações soldadas
Na execução de ligações soldadas empregar-se-ão processos de soldadura de eficiência comprovada, nomeadamente a soldadura por arco eléctrico e a soldadura oxi-acetilénica, devendo respeitar-se as condições enunciadas a seguir:
O trabalho de soldadura, no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente, só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado;
Na soldadura por arco eléctrico as características da corrente e a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligação a efectuar;
As superfícies a soldar devem estar bem limpas e sem escórias. No caso de o cordão ser obtido por várias passagens, deve proceder-se, antes de cada nova passagem, à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame;
Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos;
Os cordões devem ficar isentos de irregularidades, poros, fendas, cavidades ou outros defeitos;
Na realização das soldaduras eleve seguir-se a ordem de execução e as disposições construtivas indicadas no projecto. Quando o projecto for omisso a este respeito, devem tomar-se as precauções convenientes para reduzir as tensões devidas às operações de soldadura e para que as peças fiquem nas posições pretendidas;
Não é, em geral, necessário proceder ao recozimento das peças para eliminação das tensões provenientes das operações de soldadura. Quando for considerado necessário, deve a respectiva indicação constar explìcitamente do projecto;
Deve-se procurar reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina e devem utilizar-se dispositivos que permitam reduzir ao mínimo as soldaduras de difícil execução, em particular as soldaduras de tecto.
Encontram-se publicadas as seguintes normas portuguesas relativas à execução de trabalhos de soldadura:
I-449 - Soldadura por arco eléctrico. - Símbolos dos eléctrodos revestidos para a soldadura manual por arco eléctrico dos aços sem liga e de baixa liga.
I-472 - Soldadura por arco eléctrico. - Qualificação de soldadores para soldadura manual de chapa e perfilados.
Artigo 83º - Protecção contra a corrosão
As peças devem ser protegidas contra a corrosão por processo adequado, nomeadamente por pintura ou metalização, devendo ser respeitadas as condições seguintes:
Antes de serem pintadas as peças devem ser convenientemente limpas de ferrugem, vidrado de laminagem (carepa), gordura ou qualquer outra matéria que prejudique a pintura. Exceptua-se o caso de ser utilizada protecção prévia por fosfatização, em que, na limpeza das superfícies, não deve ser retirada a ferrugem aderente;
As superfícies a pintar devem estar secas;
As peças devem receber uma demão de aparelho, de preferência antes de saírem da oficina;
As superfícies que devam ficar permanentemente em contacto, salvo no caso de ligações aparafusadas pré-esforçadas, serão protegidas ou pintadas antes de se proceder à sua ligação;
As estruturas a revestir de betão não devem ser pintadas ou receber qualquer outra protecção;
As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio, tais como faces de rolos ou outras análogas, não devem ser pintadas, mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado.
Artigo 84.º - Protecção contra o fogo
As estruturas de aço em construções particularmente sujeitas a risco de incêndio devem ser protegidas contra o fogo de acordo com os regulamentos e disposições respectivas em vigor.
Vários países estrangeiros dispõem de regulamentos que tratam especìficamente da protecção das estruturas de aço contra o fogo; veja-se, nomeadamente, a norma italiana referida na lista bibliográfica.
Artigo 85. º - Regras gerais de montagem
Na montagem das estruturas devem respeitar-se as prescrições do Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil, bem como o estipulado nas alíneas seguintes:
Todas as peças devem ser convenientemente marcadas na oficina, de modo que não se levantem dúvidas na montagem quanto à posição que ocupam;
As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. Nos casos especiais em que esteja prevista no projecto a introdução de tais esforços, deve proceder-se à sua verificação por métodos apropriados;
A introdução de repuxos para acerto das peças deve fazer-se sem deformar os furos;
Devem-se retocar as pinturas ou outras protecções contra a corrosão que tenham ficado danificadas durante a montagem e proteger as superfícies não anteriormente revestidas.
O Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil actualmente em vigor é estabelecido pelo Decreto n.º 41821, de 11 de Agosto de 1958.
CAPÍTULO VI — Fiscalização e ensaios
Artigo 86.º - Fiscalização
A acção fiscalizadora poderá exercer-se tanto na oficina como na obra, devendo o construtor facilitar essa acção.
§ 1.º O construtor apresentará, quando lhe forem solicitados, os boletins de ensaio comprovativos das propriedades dos diferentes materiais utilizados, cujas partidas em depósito devem ser fàcilmente identificáveis; eventualmente, deverá fornecer as amostras indispensáveis para a comprovação daquelas propriedades.
§ 2.º No caso de ligações soldadas importantes poderá ser exigido o contrôle das soldaduras por métodos não destrutivos (radiografia ou ultra-sons).
§ 3.º Concluída a execução, deve ser realizada uma inspecção cuidadosa de toda a obra.
Não se incluem no presente regulamento quaisquer condições relativas à distribuição dos encargos motivados pelo fornecimento de amostras ou pela execução de contrôle de soldadura, pois tais condições devem, em cada caso, ser reguladas pelos cadernos de encargos.
Artigo 87.º - Ensaios
Quando for julgado conveniente, e em especial nos casos em que tiverem sido utilizados métodos de dimensionamento, materiais ou processos de execução não usuais, deve proceder-se à realização de ensaios com vista a averiguar a segurança da obra.
§ 1.º Os ensaios consistirão, em geral, na aplicação de solicitações convencionais representativas das previstas no projecto (as quais, de preferência, serão atingidas por acréscimos graduais) e na medição dos valores, máximos e residuais, de deslocamentos, de extensões e de distorções.
§ 2.º A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados dos ensaios dos materiais e dos ensaios da estrutura e da sua comparação com os valores previstos no projecto.
§ 3.º O relatório dos ensaios realizados deverá juntar-se ao projecto.
Não se incluem no presente regulamento quaisquer condições relativas ao planeamento dos ensaios, ao critério de apreciação dos resultados ou à forma de satisfação dos correspondentes encargos, pois elas deverão ser explìcitamente definidas nos projectos e cadernos de encargos.
ANEXO I — Ensaios de caracterização da soldabilidade dos aços (a que se refere o artigo 8.º)
A) Ensaio de dobragem de provete com cordão depositado
Retira-se um provete da chapa ou do perfil em estudo com as dimensões indicadas na fig. 1-a, em que e representa a espessura do elemento original. A maior dimensão do provete corresponderá à direcção da laminagem.
Numa das faces do provete, e sem prévia preparação da superfície, executa-se um chanfro de secção semicircular com 4 mm de raio e de comprimento igual a seis vezes a espessura do provete. No caso de provetes em que há necessidade de trabalhar uma das faces para eliminar saliências (por exemplo, resultantes da inserção da alma nos perfis originais), o chanfro deve ser executado na face não trabalhada.
Deposita-se um cordão de soldadura no chanfro assim preparado, utilizando um eléctrodo com 5 mm de diâmetro. O cordão deve ser obtido por uma única passagem e o provete deve estar à temperatura ambiente (aproximadamente 20ºC). Posteriormente à execução do cordão não devem, quer este, quer o provete, ser submetidos a qualquer tratamento.
Realiza-se em seguida um ensaio de dobragem do provete, utilizando o dispositivo esquematizado na fig. 1-b e de modo que resulte traccionado o cordão de soldadura.
Anota-se qual o ângulo de dobragem que corresponde ao aparecimento da primeira fenda que se prolongue além de 20 mm para qualquer dos lados do cordão. Considera-se satisfatório o ensaio se o provete não romper até se atingir um ângulo de dobragem de 90º. As fendas devem apresentar-se com carácter dúctil, isto é, não devem propagar-se ràpidamente a toda a largura do provete.
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
B) Ensaio de choque sobre provete entalhado
1 - Aço macio corrente
Na realização dos ensaios seguir-se-á a técnica geral indicada na norma portuguesa NP-269, embora utilizando um tipo de provete diferente do aí especificado. As características do provete a empregar (tipo Mesnager) estão indicadas na fig. 2.
Os ensaios serão executados à temperatura ambiente sobre três provetes prèviamente sujeitos a um tratamento de endurecimento por deformação a frio (redução de espessura de aproximadamente 10 por cento), seguido de envelhecimento artificial durante meia hora à temperatura de 250ºC.
Considera-se satisfatório o comportamento do aço se o resultado médio dos três ensaios não for inferior a 6,4 kgf m, nem inferior a 4,0 kgf m o menor dos resultados individuais.
2 - Aços de tipos diferentes do aço macio corrente.
As características do provete, as condições de ensaio (compreendendo eventualmente ensaios realizados a baixas temperaturas) e os valores da energia de rotura serão, em cada caso, justificados em face das características do aço.
ANEXO II — Varejamento de elementos de aço macio corrente
(a que se refere o artigo 51.º)
Coeficientes de encurvadura e tensões de segurança
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf))
BIBLIOGRAFIA
A) Normas e regulamentos
Alemanha:
Stahl im Hochbau, Berechnung und bauliche Durchbildung.
DIN 1050 (1957). Tradução espanhola: Bases de cálculo para superestructuras de acero. Balzola, Bilbau, 1959.
Stahlbau, Stabilitätsfälle (Knickung, Kippung, Beulung).
DIN 4114 (1952). Tradução espanhola: Pandeo en Estructuras Metálicas. Instituto Técnico de la Construcción y del Cemento, Madrid.
Geschweisste Stahlhochbauten, Berechnung und bauliche Durchbildung. DIN 4100 (1956). Tradução espanhola: Soldadura. Balzola, Bilbau.
Stahlhochbauten, Ausführung. DIN 1000 (1956). Tradução espanhola: Construcciones de acero. Execución. Balzola, Bilbau.
Vorläufige Richtlinien für Berechnung, Ausführung und bauliche Durchbildung von gleitfesten Schraubenverbindungen (HV - Verbindungen für Stahlerne Ingenieur-und Hochbauten, Brücken und Krane. Deutschen Ausschuss für Stahlbau, 1956.
Stahlleichtbau und Stahlrohrbau im Hochbau; Richtlinien für die Zulassung, Ausführung und Bemessung. DIN 4115 (1950).
Verbundträger-Hochbau; Richtlinien für die Berechnung und Ausbildung. DIN 4239 (1956). Tradução espanhola: Vigas compuestas. Superestructuras. Balzola, Bilbau, 1961.
Berechnungsgrundlagen für Stahlbauteile von Kranen und Kranbahnen. DIN 120 (1936-1942-1944), Tradução espanhola: Bases de cálculo para piezas de acero de grúas y vias de grúas. Balzola, Bilbau, 1953.
Verbundträger-Strassenbrücken; Richtlinien für die Berechnung und Ausbildung. DIN 1078 (1955).
Allgemeine Baustahle, Gütevorschriften. DIN 17100 (1958).
Berechnungsgrundlagen für Stahlwasserbauten. DIN 19704 (1958).
Berechnungsgrundlagen für Stahlerne Eisenbahnbrücken - Dienstvorsehrift 804 der Deutschen Bundesbahn, DV 804 (BE), 1959.
Grundsätz für die bauliche Durchbildung Stählerner Eisenbahnbrücken - Dienstvorschrift 805 der Deutschen Bundesbahn, DV 805 (GE), 1955.
Vorschriften für Geschweisste Eisenbahnbrücken - Dienstvorschrift 848 der Deutschen Bundesbahn, DV 848, 1955.
Technische Vorschriften für Stahlbauwerke - Dienstvorschrift 827 der Deutschen Bundesbahn, DV 827 (TVst), 1955.
Bélgica:
Charpentes en Acier - NBN-1/1959. Institut Belge de Normalisation, Bruxelas, 1960.
Charpentes en Acíer. Calcul Élasto-plastique des Charpentes en Acier Doux (Addenda à la norme NBN-1/1959). Institut Belge de Normalisation, Bruxelas, 1961.
Code de Bonne Pratique relatif aux Constructions Soudées en Acier. Principes relatifs à la Conception de l'Ouvrage - NBN-204/1951. Institut Belge de Normalisation, Bruxelas,
1951.
Brasil:
Cálculo e Execução de Estruturas de Aço - NB-14. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Rio de Janeiro, 1961.
Espanha:
Instrucción E. M. 62 para Estructuras de Acero. Instituto Eduardo Torroja de la Construcción y del Cemento, Madrid, 1962.
Estados Unidos da América do Norte:
Specification for the Design, Fabrication and Erection of Structural Steel for Buildings (ASA - A57.1 - 1952). American Institute of Steel Construction, Nova Iorque, 1952.
Rules for Plastic Design and Fabrication. American Institute of Steel Construction, Nova Iorque, 1958.
Plastic Design in Steel. American Institute of Steel Construction, Nova Iorque, 1959.
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Tentative Specification for Quenched and Tempered Steel Bolts and Studs with suitable Nuts and Plain Hardened Washers (ASTM designation: A325 - 58T). American Society for Testing Materials, Filadélfia, 1958.
Specifications for Structural Joints using ASTM A325 Bolts. American Institute of Steel Construction, Nova Iorque, 1960.
França:
Règles pour le Calcul et l'Exécution des Constructions Métalliques (Règles C. M. 1956). Centre Scientifique et Technique du Bâtiment, Paris, 1956.
Commentaires des Règles pour le Calcul et l'Exécution des Constructions Métalliques. Centre Scientifique et Technique du Bâtiment, Paris, 1958.
Inglaterra:
The Use of Structural Steel in Building (BS 449: 1959, incorporating British Standard Code of Pratice CP 113: 1948). British Standards Institution, Londres, 1959.
General Requirements for the Metal-Arc Welding of Mild Steel (BS 1856: 1952). British Standards Institution, Londres, 1952.
Itália:
Norme di Sicurezza per la Protezione contro il Fuoco dei Fabbricati a Struttura in Acciaio destinati ad Uso Civile. Direzione Generale dei Servizi Antincendi, Ministero dell'Interno, Roma, 1961.
Portugal:
Regulamento de Pontes Metálicas - Decreto n.º 16781, de 10 de Abril de 1929.
Regulamento de Segurança das Construções contra os Sismos - Decreto n.º 41658, de 31 de Maio de 1958.
Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil - Decreto n.º 41821, de 11 de Agosto de 1958.
Regulamento de Solicitações em Edifícios e Pontes - Decreto n.º 44041, de 18 de Novembro de 1961.
Normas portuguesas - Inspecção-Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, Lisboa.
Normas definitivas e provisórias:
NP-105 (1957) - Metais. Ensaio de tracção.
NP-106 (1957) - Metais. Ensaio de dureza Brinell.
NP-110 (1957) - Parafusos, porcas e pernos roscados. Diâmetros nomimais.
NP-131 (1957) - Dimensões nominais das cabeças sextavadas de parafusos.
NP-141 (1958) - Metais. Ensaio de dureza Rockwell.
P-152 (1956) - Roscas. Perfil métrico. Dimensões teóricas.
P-153 (1956) - Roscas. Perfil Whitworth. Dimensões teóricas.
NP-155 (1959) - Parafusos. Nomenclatura.
NP-173 (1959) - Metais. Ensaio de dobragem.
P-178 (1957) - Parafusos, porcas e pernos roscados. Diâmetros nominais (em polegadas).
NP-191 (1959) - Varões de aço para rebites.
NP-192 (1959) - Recepção de rebites.
NP-193 (1959) - Rebites de aço com cabeça esférica e 10 a 32 mm de diâmetro.
NP-195 (1959) - Rebites de aço com cabeça contrapunçoada plana e 10 a 32 mm de diâmetro.
NP-252 (1961) - Furos para rebites.
NP-264 (1962) - Rebites. Tipos normalizados.
NP-269 (1962) - Metais. Ensaio de choque Charpy de provete entalhado.
P-333 (1962) - Aço laminado. Vergalhão. Dimensões.
P-334 (1962) - Aço laminado. Barra. Dimensões.
P-335 (1962) - Aço laminado. Cantoneira. Dimensões.
P-336 (1962) - Aço laminado. Perfil L. Dimensões.
P-337 (1962) - Aço laminado. Perfil T. Dimensões.
P-338 (1962) - Aço laminado. Perfil U. Dimensões.
P-339 (1962) - Aço laminado. Perfil I. Dimensões.
P-341 (1962) - Linhas eléctricas. Postes de aço reticulados. Dimensionamento, fabricação e ensaios.
P-343 (1962) - Parafusos e porcas para metais. Qualidade.
P-344 (1962) - Roscas. Nomenclatura, definições e simbologia.
Normas em inquérito público à data da elaboração do projecto do regulamento:
I-432 - Soldadura por arco eléctrico. Ensaios mecânicos de metal depositado. Tracção e resiliência.
I-433 - Roscas métricas triangulares. Perfil ISO.
1-434 - Dimensões nominais para roscados.
I-449 - Soldadura por arco eléctrico. Símbolos dos eléctrodos revestidos para soldadura manual dos aços sem liga e de baixa liga.
I-472 - Soldadura por arco eléctrico. Qualificação de soldadores para soldadura manual de chapa e perfilados.
Suíça:
Normes concernant le Calcul, l'Exécution et l'Entretien des Constructions Métalliques (Normes SIA n.º 161, 1956). Société Suisse des Ingénieurs et des Architectes, Zurique, 1956.
U. R. S. S.:
Proizvodstvo i ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf)) Stal'nyh Konstrukcij (TU-110-55) (Execução e Montagem de Estruturas Metálicas). Moscovo, 1955.
Normy i ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1965/01/01500/00550079.pdf)) Uslovija Proektirovanija Stal'nyh Konstrukcij (NiTU 121-55) (Normas e Especificações Técnicas de Projecto de Estruturas Metálicas). Moscovo, 1955.
B) Autores
Baker, J. - The Steel Skeleton. Cambridge University Press, Londres, 1956. Bleich, F. - Buckling Strenght of Metal Structures. McGraw-Hill, Nova Iorque, 1952.
Commission pour l'Étude de la Construction Métallique - Notes
Techniques. Bruxelas, 1952 a 1958.
Deutscher Stahlbau Verband - Stahlbau, Ein Handbuch für Studium und Praxis. Stahlbau Verlags, Colónia, 1961.
Gaylord, E. & Gaylord, Ch. - Design of Steel Structures. McGraw-Hill, Nova Iorque, 1957. Massonnet, Ch. & Save, M. - Calcul Plastique des Constructíons.
Centre Belgo-Luxembourgeois d'Information de l'Acier, Bruxelas, 1961.
Séférian, D. - Métallurgie de la Soudure. Dunod, Paris, 1959. Verein der Deutschen Eisenhütenleute - Stahl im Hochbau.
Düsseldorf, 1953.
Ministério das Obras Públicas, 19 de Janeiro de 1965. - O Ministro das Obras Públicas, Eduardo de Arantes e Oliveira.
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