Portaria n.º 23181 — Aprova os programas a observar nas cadeiras, laboratórios e trabalhos gráficos que compõem os diferentes cursos…
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Aprova os programas a observar nas cadeiras, laboratórios e trabalhos gráficos que compõem os diferentes cursos professados nos institutos industriais
Tolerância de dimensão:
Método clássico de tolerância de dimensão exacta.
10) Cotagem de fabrico:
Cotagem de fundição.
Cotagem de forjamento.
Cotagem de maquinagem.
Cotagem de matriçagem.
Cotagem de soldadura.
11) Cotagem de verificação:
Estudo sumário dos limites de verificação.
12) Conicidades e convergências:
Definição de conicidade.
Inclinação.
Ângulo de conicidade:
Cotagem de peças troncocónicas. Convenções.
Definição de convergência.
Cotagem de peças convergentes prismáticas.
Cotagem em unidades inglesas. Simples noções.
13) Representação simplificada:
Finalidade:
Representação simplificada normalizada:
Roscados (revisão). Uniões por parafusos. Porcas e anilhas.
Chavetas. Uniões.
Rebites. Cravações.
Molas.
Rodas dentadas. Traçado dos dentes.
Rolamentos.
Tornearia.
Representação esquemática:
Esquemas de funcionamento:
Esquemas de construção.
Esquemas de montagem e de instalação.
Esquemas de transmissão de movimentos de máquinas.
14) Organização das salas de desenho:
O pessoal dos desenhadores.
Reprodução de desenhos.
Classificação dos desenhos.
Arquivos de desenhos.
Técnica da verificação dos desenhos.
Noções sobre a preparação do trabalho.
Desenho de Construções - I
1) Introdução:
Desenho artístico e desenho técnico.
Finalidades do desenho de construções.
Suas regras e convenções:
Normas Din.
2) Material:
Papel. Tela. Lápis. Régua. Esquadros. Cérceas de curvas. Pranchetas. Estojo de desenho. Referência especial a compassos e tira-linhas. Outro material.
Uso do material:
Formato do papel e respectivas legendas. Pregação do papel. Uso dos lápis, da régua T, dos esquadros, das cérceas, das escalas e dos tira-linhas.
3) Letras e algarismos:
Regras para a sua execução, extraídas das normas Din. Pautado. Inclinação. Espessura do traço. Intervalos entre letras e entre palavras. Distância entre linhas.
4) Traços convencionais:
Necessidade e classificação.
Quadro dos traços convencionais. Espessuras relativas dos traços.
Exemplos de aplicação extraídos da construção civil.
5) Tracejados convencionais:
Necessidade.
Quadro de tracejados convencionais mais comuns.
Regras para a sua execução. Indicação do acabamento das superfícies.
Exemplos de aplicação extraídos da construção civil.
6) Escalas:
Noção de escala. Sua importância. Critério para a sua escolha.
Escalas usuais.
Exemplos de aplicação.
7) Cotas e linhas de cotas:
Finalidades.
Regras gerais. Unidades adoptadas.
Cotas.
Distribuição de cotas.
Linhas de cota e de chamada de referência.
Indicação de perfis de ferro e de secções de elementos de madeira. Taludes.
Exemplos de aplicação.
8) Concordâncias:
Concordâncias mais frequentes.
Execução dos seus traçados.
Aplicações. Desenho de secções de ferro de construção. Desenho de alguns pormenores de construção civil.
Representação convencional de rebites, parafusos, porcas e roscados - aplicações.
Desenho de Construções - II
1) Desenhos de conjuntos:
Plantas. Alçados. Cortes. Aplicações a casos gradualmente mais complexos.
Representações convencionais:
Portas, janelas, escadas, chaminés.
Móveis, cozinhas, ascensores.
Canalizações para águas, esgotos, electricidade, aquecimento.
Regras para a sua execução.
Exemplos de aplicação.
2) Desenhos de pormenores:
Escalas e convenções.
Limitação das partes a representar.
Desenvolvimento dos pormenores. Alçados. Plantas e cortes.
Exercícios relativos a:
Obras de alvenaria: fundações de muros de suporte e de paredes, paredes e divisórias, pilares, arcos, cornijas, cimalhas, beirais e platibandas, balaustradas, corrimãos, escadas;
Obras de cantaria: ombreiras, peitoris, vergas, sacadas e mísulas, socos, pilares, soleiras e degraus, lajedos e mármores. (Preceitos sobre o seu assentamento);
Obras de madeira: portas interiores e exteriores, janelas, estores, persianas e rótulas, vigamentos e soalhos, asnas e vimentos dos telhados, entivamentos, escadas;
Obras metálicas: portas e janelas, asnas e vigamentos para edifícios industriais, escadas.
3) Desenhos a tinta:
Regras para cobrir a tinta um desenho.
Cobrir a tinta alguns desenhos executados a lápis.
Desenhos em papel vegetal e em tela e seu interesse para obtenção de cópias e para arquivação.
4) Composição arquitectónica:
Elaboração de uma planta baseada num programa concreto. Alçados. Cortes.
Perspectivas.
5) Concretização dos conhecimentos obtidos:
Desenho do levantamento de um corpo do edifício escolar.
Plantas.
Alçados e cortes.
Desenhos de alguns pormenores.
6) Arrumação e catalogação dos desenhos:
Bases da classificação.
Registo e arquivo dos desenhos.
Catálogo remissivo.
Oficina de Carpintaria Geral - I
Curso de Construções Civis e Minas
1) Noções das madeiras e de outros materiais a trabalhar na oficina e suas características.
2) Nomenclatura de ferramentas e utensílios a utilizar: instrumentos de medir e traçar, ferramentas de amolar e sua preparação; ferramentas de travar e aprontar serras, serrotes, etc., ferramentas de furar e de perfilar.
3) Normas de prevenção e segurança contra os acidentes. Dispositivos de protecção utilizados.
4) Exercícios de execução:
Aparelhos de madeiras: facear, fazer cantos, galgar, desengrossar e fazer topos.
Ligação de peças por samblagem:
Ligação de duas peças com cruzamento oblíquo à meia madeira por sobreposição.
Ligação de duas peças à meia madeira e à face.
Ligação de duas peças por granzepe à meia madeira.
Ligação de duas peças por furo e respiga a 90º.
Ligação de duas peças por respiga engasgada simples e dupla a 45º ou a 90º.
5) Torneamento:
De cabos para ferramentas, tornéis, maços, etc.
De peças com superfícies cilíndrica, cónica, etc.
De contornos de moldados.
Iniciação ao trabalho com as máquinas.
Oficina de Carpintaria Geral - II
Curso de Construções Civis e Minas
1) Nomenclatura das máquinas, ferramentas e acessórios utilizados e forma de os aplicar.
2) Preparação e funcionamento das máquinas seguintes: serra de fita, serra circular, de furar, garlopa, desengrossadeira, tupia, torno, serra mecânica e da preparação dos ferros para a tupia.
3) Normas de segurança e prevenção contra os acidentes. Dispositivos de protecção a usar nas diversas máquinas.
4) Operações de trabalho mais desenvolvido com as máquinas.
5) Exercícios de execução:
Operações de trabalho mais desenvolvido em relação ao 1.º ano:
De asnas simples.
De fragmentos de caixilhos e de portas.
De fragmentos de cadeias.
De pavimentos de tipo diverso.
De junção de vigamentos.
De molduras simples.
De parques diversos.
De torneamento.
De malhete de fora a fora.
De malhete de pestana.
De sólidos geométricos.
Oficina de Carpintaria Geral - III
Curso de Construções Civis e Minas
Exercícios de execução:
Operações de trabalho mais desenvolvido em relação ao 2.º ano.
De malhete escondido com pestana.
De malhete escondido com corte a 45º.
De peças de diversas ferramentas e acessórios.
De parques mais complexos.
De fragmentos de escadas.
De guarda-chapim.
De balaústre torneado.
De balaústre contramoldado.
De fragmentos de portas e caixilhos.
De diversos tipos de junção de vigamentos.
De cobertura de edifícios com diversas águas.
De tacaniças.
De escada helicoidal com bomba.
De escada helicoidal de peão.
De persianas de tipos diversos.
Oficina de Carpintaria de Moldes
Curso de Electrotecnia e Máquinas
1) Nomenclatura das máquinas, ferramentas e acessórios utilizados, e forma de os aplicar.
2) Preparação e funcionamento das máquinas seguintes: serra de fita, serra circular, de furar, garlopa, desengrossadeira, tupia e torno, serra mecânica e da preparação dos ferros para a tupia.
3) Normas de segurança e prevenção contra os acidentes. Dispositivos de protecção a usar nas diversas máquinas.
4) Operações de trabalho mais desenvolvido com as máquinas.
5) Exercícios de execução:
De caixas de machos e dos respectivos machos.
De suportes para chumaceiras.
De chumaceiras horizontais e verticais.
De torneiras.
De êmbolos e tambores.
De roldanas.
De engrenagens diversas.
6) Tornear entre pontos:
De peças cilíndricas e cónicas.
De caixas de válvulas de passagem.
De parafusos e porcas com abertura da respectiva rosca.
De sólidos geométricos.
Oficina de Serralharia e Forja - I
1) Noção dos materiais das peças que devem ser trabalhados nas oficinas e das normas adoptadas para os definir.
2) Noção da normalização das dimensões de perfis de ferro e aço.
3) Nomenclatura de ferramentas e máquinas-ferramentas de harmonia com as diversas operações a realizar.
4) Noções sobre as operações de traçar, cortar, desbastar, acabar e verificar.
5) Normas de prevenção e segurança contra os acidentes.
6) Exercícios de execução:
De bancada: limar, observando a planura, esquadria (angulação) e paralelismo das faces.
De engenheiro de furar.
De limador.
De torno mecânico.
De diversas máquinas afins (serrote mecânico, esmeriladora, etc).
7) Trabalhos a realizar:
Executar num ferro laminado, de secção quadrada, as operações de serrar, cortar a escropo, limar, furar e roscar com macho.
Limar um rectângulo de chapa laminada, de medidas usadas.
Executar na chapa do trabalho anterior as operações de traçar, furar, limar e ajustar no vergalhão do trabalho n.º 7), 1.
Oficina de Serralharia e Forja - II
1) Estudar e aplicar os instrumentos de medida de ajusmento e de verificação: paquímetro ou craveira, micrómetro, plano e comparador.
2) Nomenclatura de máquinas-ferramentas mais complexas e dos seus órgãos (fresadora e outras).
3) Operações de traçagem, com graminho, com escantilhões, etc.
4) Normas de prevenção e segurança contra os acidentes na utilização das máquinas.
5) Exercícios de execução:
De bancada: limar, esquadrar, galgar e ajustar.
De limador.
De torno mecânico.
De fresadora.
6) Trabalhos a realizar:
Executar numa barra de secção rectangular as operações de serrar, limar, ajustar e furar uma base (cepo) de um esquadro.
Executar numa chapa de aço as operações de cortar a escopro, limar, ajustar, furar e cravar na base do trabalho anterior a lâmina do esquadro.
Executar em chapa compassos de perna e volta.
Tornear entre pontos superfícies cilíndricas e cónicas.
Abrir rosca ao torno nas superfícies do trabalho n.º 6), 4.
Tornear uma roda fundida cujo furo se ajuste às superfícies do trabalho n.º 6), 4.
Abrir uma roda dentada cilíndrica numa fresadora.
Participar em eventuais reparações e afinações de ferramenta e máquinas-ferramentas.
Oficina de Fundição
1) Natureza e qualidade das areias e dos outros materiais a utilizar na moldação. Sua escolha e preparação.
2) Natureza dos ferros fundidos e aços e de metais e ligas não ferrosas a utilizar na fundição. Propriedades e características mais importantes.
3) Nomenclatura das máquinas-ferramentas e utensílios a usar na oficina de fundição para a preparação dos materiais e das moldações, e para limpar e dar acabamento às peças moldadas.
4) Indicação dos processos de moldação e de secagem de moldações e de machos. Estufas e outros modos de secagem. Preparação e condução.
5) Indicação dos fornos e cadinhos. Preparação e condução. Colheres para o transporte do metal fundido e utilização de outros utensílios.
6) Normas de higiene a usar nas oficinas de fundição, bem como da prevenção e segurança contra os acidentes. Dispositivos utilizados.
7) Exercícios de execução:
De fabricação de machos.
De fabricação de moldações com os gitos, respiradores e outras formas de tiragem do ar.
8) Trabalhos a realizar:
Do tirante. Moldação, aplicação de machos e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De uma roda. Moldação e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De uma roldana. Moldação e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De um hélice. Moldação e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De um colar de excêntrico. Moldação e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De um bucim. Moldação e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
De um suporte. Moldação, aplicação de machos e vazamento do metal. Limpeza e rebarbagem.
Ministério da Educação Nacional, 25 de Janeiro de 1968. - O Ministro da Educação Nacional, Inocêncio Galvão Teles.
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