Decreto Legislativo Regional n.º 3/2002/A — Aprova o Plano Regional para 2002

Tipo Decreto-Legislativo-Regional
Publicação 2002-01-29
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Região Autónoma dos Açores - Assembleia Legislativa Regional
Fonte DRE
artigos 2

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Aprova o Plano Regional para 2002

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Aprova o Plano Regional para 2002

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores, nos termos da alínea p) do n.º 1 do artigo 227.º e do n.º 1 do artigo 232.º da Constituição e da alínea b) do artigo 30.º e do n.º 1 do artigo 34.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, decreta o seguinte:

Artigo 1.º

É aprovado o Plano Regional para 2002.

Artigo 2.º

É publicado em anexo ao presente diploma, dele fazendo parte integrante, o documento contendo o Plano Regional para 2002.

Aprovado pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, na Horta, em 16 de Novembro de 2001.

O Presidente da Assembleia Legislativa Regional, Fernando Manuel Machado Menezes.

Assinado em Angra do Heroísmo em 10 de Dezembro de 2001.

Publique-se.

O Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Alberto Manuel de Sequeira Leal Sampaio da Nóvoa.

Introdução

Após a aprovação do Plano a Médio Prazo 2001-2004, pela Assembleia Legislativa Regional, em 6 de Abril do corrente ano 2001, iniciou-se o ciclo de apresentação dos planos regionais de base anual, que, enquadrados pelo Programa do VIII Governo Regional, concretizam as grandes linhas de política regional definidas, em termos gerais, para o quadriénio.

O Plano Regional para 2002, aprovado pela Assembleia Legislativa Regional, respeita as Grandes Linhas de Orientação Estratégica e os Grandes Objectivos do Plano de Médio Prazo 2001-2004, definindo como principais prioridades para o ano 2002 a manutenção e o reforço do clima de confiança dos agentes económicos na dinâmica da economia regional, a afectação de recursos financeiros e materiais na rede regional de infra-estruturas e equipamentos de base tendo em atenção a adopção de modelos de funcionamento e de prestação de serviços eficientes. Além disso, releva a valorização da solidariedade e da coesão social e o aproveitamento dos fundos estruturais disponíveis no QCA III, explorando a possibilidade de introdução de novas formas de partenariado entre o sector público e privado.

Este documento que recolheu o parecer das entidades representadas no Conselho Regional de Concertação Social, integra a globalidade do esforço de investimento público na Região, com excepção dos programas operacionais nacionais que beneficiam a Região, e é o resultado de um processo participado, envolvendo, a nível político e técnico, os departamentos do Governo Regional, para além de outras entidades com expressão na sociedade açoriana e da audição formal dos partidos políticos, com assento na Assembleia Legislativa Regional.

I - ENQUADRAMENTO

1 - Enquadramento Externo

1.1 - SITUAÇÃO DA ECONOMIA INTERNACIONAL

Os dados sobre a economia internacional apontam no sentido de uma desaceleração do crescimento da produção mundial e das respectivas trocas comerciais.

Depois do forte crescimento médio do ano 2000, com economias a aproximarem-se da sua capacidade potencial, os preços começaram a revelar sinais de alguma pressão inflacionista, tornando-se oportunas medidas de restrição da procura. Assim, e particularmente através das políticas monetárias, os bancos centrais dos países industrializados (exceptuou-se o caso do Japão) desincentivaram os excessos de procura.

A economia desacelerou efectivamente, mas a uma intensidade superior à esperada. A desaceleração alargou-se às diversas zonas económicas, mas fez-se sentir de forma mais intensa nos Estados Unidos da América e nos países da América Latina ou da Ásia com maior proximidade ou ligações comerciais mais regulares. A evolução na Europa continuou relativamente robusta, enquanto a do Japão continuou sem recuperar significativamente do seu baixo nível de utilização da capacidade produtiva, mantendo-se uma evolução de preços deflacionária.

A evolução dos preços revela estabilidade na generalidade dos países e zonas económicas. As taxas de inflação registadas são maiores nos países em desenvolvimento e em transição, mas em todos há desaceleração. Com os preços de matérias primas, nomeadamente de petróleo, estabilizados e com crescimento de salários moderados, a inflação não é das condicionantes mais significativas para as actividades e políticas económicas.

Estando basicamente controlada a pressão da procura sobre os recursos da economia, agora levantam-se mais as questões de evitar a retracção excessiva das actividades, com repercussões na confiança dos agentes económicos, particularmente nos mercados de capitais e dos próprios consumidores, como forma de gerar actividade económica sustentável.

As projecções económicas recentes sobre a evolução esperada da economia mundial e das principais economias industrializadas, elaboradas por instituições e agências internacionais, ainda não reflectem as previsíveis consequências dos acontecimentos trágicos de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

Assim, espera-se que essas projecções sejam objecto de revisão, tendo em atenção os efeitos económicos que a situação internacional actual já indiciam. Com efeito, nos escassos dias após o atentado terrorista, verificam-se em alguns segmentos da economia, designadamente na aviação comercial, quebras de actividade muito significativas, originando situações de despedimentos em grande escala, de oscilações importantes nos mercados internacionais de matérias primas, designadamente do crude, e movimentos das autoridades monetárias centrais, no sentido de reduzir as taxas de juro, como forma de atenuar os esperados efeitos da desaceleração da economia internacional.

Em suma, as projecções económicas internacionais actuais estão a ser revistas, em função da evolução da reacção político-militar aos atentados, tendo presente que um conflito, mesmo à escala regional, terá impactes significativos, à escala mundial, nos mercados financeiros, de matérias primas e de produtos.

Indicadores Económicos - Variações Anuais

(ver quadro no documento original)

1.2 - SITUAÇÃO DA ECONOMIA NACIONAL

Através do quadro de projecções macroeconómicas consideradas nas Grandes Opções do Plano, para 2002, para o conjunto do país, perspectiva-se uma evolução da economia nacional, próxima dos níveis previstos para o corrente ano de 2001, embora com algumas alterações, ao nível de alguns agregados macroeconómicos.

Com efeito, projecta-se uma estabilização da taxa de crescimento do produto interno bruto, com um intervalo de variação semelhante ao estimado para 2001.

Estas projecções ficam aquém das constantes do Programa de Estabilidade e Emprego, apresentado pelo Governo Português, onde os ritmos de crescimento económico, medido pelas variações, em termos reais, do Produto Interno Bruto, se situavam em valores anuais acima dos 3%/ano. Este abrandamento em relação ao passado recente traduz, para além dos factores de instabilidade do enquadramento externo, uma correcção da trajectória de crescimento elevado nos últimos anos, constituindo-se assim num processo de necessário ajustamento económico, com repercussões favoráveis ao nível do défice externo e também dos níveis de endividamento que se vinham registando.

Ao nível da procura interna, cujo ritmo de crescimento esperado para 2002 se situa no intervalo entre 1,5% a 2%, destaca-se uma projecção mais favorável do investimento na economia, entre 3% a 4%, por contrapartida de variações menores, inferiores a 1%, do consumo público, e da manutenção dos ritmos de crescimento do consumo privado observado no corrente ano de 2001. Ainda no caso particular do investimento, perspectiva-se para 2002 uma certa estabilidade ao nível do sector de habitação, em paralelo com uma aceleração do investimento empresarial, sendo de esperar uma estabilização dos níveis de investimento público.

No que concerne à variação dos preços no consumidor, haverá a registar, no corrente ano de 2001, um aumento da inflação, com valores superiores a 4%, derivado essencialmente do crescimento dos preços de alguns bens alimentares, por via do aumento de preços de produtos substitutos da carne bovina, face às notícias relacionadas com a BSE, e das condições climatéricas especialmente adversas (elevada pluviosidade) durante o Inverno deste ano, que veio a condicionar os preços de outros bens alimentares.

Para 2002, a projecção do aumento dos preços no consumo aponta para valores inferiores aos esperados para 2001, baseando-se essa expectativa na hipótese de alguma desaceleração dos preços internacionais, numa diminuição das pressões salariais e também de situações normais ao nível da produção interna de bens alimentares.

O crescimento acelerado da economia nacional no passado recente permitiu que se atingisse o quase pleno emprego da população activa residente e inclusivamente a entrada de mão-de-obra estrangeira para ocupação de segmentos da estrutura produtiva, designadamente ao nível da construção civil e em alguns serviços. O abrandamento recente do crescimento económico implica, necessariamente, menores ritmos de criação de emprego, embora se projecte a manutenção de níveis relativamente baixos da taxa de desemprego, que continuará com grande probabilidade a ser das menores das Europa comunitária.

Quadro Macroeconómico

(Taxas de crescimento em volume)

(ver quadro no documento original)

As projecções macroeconómicas apresentadas no âmbito das GOP's para 2002 são condicionadas por um conjunto de hipóteses, havendo naturalmente riscos associados à sua não verificação, que poderão originar evoluções diferenciadas às projectadas. Assim, haverá que ter em conta a evolução da economia internacional, designadamente da possibilidade de uma desaceleração mais acentuada e mais prolongada nas economias industrializadas, com destaque para a economia americana, derivada não só de tendências que se vinham observando, como as decorrentes dos acontecimentos extraordinários de 11 de Setembro de 2001. Por outro lado, ao nível interno, será necessário que a evolução salarial seja mais consentânea com o crescimento da produtividade, o que a não se verificar provocará a deterioração da competitividade das empresas, com repercussões negativas ao nível do crescimento económico e do mercado de trabalho.

2 - Situação regional

2.1 - RECURSOS HUMANOS

A Região, na última década, viu crescer a sua população residente em cerca de 1,8%. Os resultados preliminares do XIV Recenseamento Geral da População, recentemente divulgados pelo INE, atribuem aos Açores uma população de 242073 indivíduos, mais 4278 do que as recenseadas em 1991, aproximando-se dos valores atingidos em 1981 bem como dos registados no início do século, mais propriamente em 1911.

A evolução da população nos últimos 100 anos parece denotar uma certa estabilização à volta dos 240000 habitantes, após um período de maior expansão compreendido entre a década de 30 e 60, em que a população chegou a atingir os 327000 residentes.

A população residente nos últimos 100 anos

(ver gráfico no documento original)

O acréscimo da população residente dos Açores, revelado nos dados preliminares do Recenseamento de 2001, não é uniforme no tocante à evolução verificada ao nível de cada uma das ilhas do arquipélago.

Evolução da População Residente

(ver quadro no documento original)

As ilhas de São Miguel, Faial e Corvo apresentam crescimentos entre os 3,7% e os 6,4% relativamente à população de 1991, enquanto que a ilha Terceira mantém praticamente o mesmo nível de habitantes. Nas restantes ilhas verifica-se um decréscimo da população residente, atingindo a Graciosa e as Flores as variações mais acentuadas, respectivamente de -8,1% e -7,8%.

Ainda não estão disponíveis elementos necessários para uma análise do grau de envelhecimento da população nem do impacto desta evolução ao nível da população activa e do respectivo mercado de trabalho.

Constata-se no entanto um reforço ligeiro relativo à relação de masculinidade (rácio homens/mulheres) existente em 1991. Embora continuemos a ser uma região com mais mulheres do que homens, esta relação aumentou de 97% em 1991 para 98% em 2001: existem 98 homens para cada 100 mulheres.

2.2 - ASPECTOS MACROECONÓMICOS

Produto Interno Bruto

O desenvolvimento relativo de uma região pode ser avaliado através da análise do Produto Interno Bruto (PIB), entendido como a medida da produção total gerada no seio da respectiva economia.

O Instituto Nacional de Estatística divulgou os primeiros resultados das Contas Regionais 1995-1998 e estimativas preliminares de 1999, de acordo com o novo sistema de contas económicas, Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais na Comunidade (SEC 95).

Produto Interno Bruto

(a preços de mercado)

(ver quadro no documento original)

Estima-se que em 1999, o Produto Interno Bruto, a preços de mercado, atinja o montante de 1837 milhões de euros. Este valor representa um crescimento nominal de 7,3% em relação ao ano anterior, traduzindo um crescimento real da economia açoriana na ordem dos 4,8%, enquanto que a nível nacional o crescimento real se situou nos 4,1%.

Tendo em conta estes elementos fornecidos pelo INE, verifica-se que a Região, a partir de 1997, conseguiu crescer em termos reais a um ritmo superior ao do País, confirmando assim as perspectivas quanto à convergência com o todo nacional.

O Instituto Nacional de Estatística ainda não divulgou qualquer estimativa do Produto Interno Bruto Regional para o ano de 2000. No entanto, conhecendo-se a evolução do emprego na Região nesse ano, 1,9%, e partindo do princípio que o ritmo de crescimento da produtividade da economia do arquipélago acompanhou a tendência verificada no conjunto do país, 2,6%, o PIB gerado nos Açores deverá ter crescido entre 4% e 5%.

Taxas de variação anual do PIB - em termos reais

(ver gráfico no documento original)

O PIB per capita teve uma evolução semelhante à do anterior agregado, continuando a representar, em 1999, cerca de 70% do PIB per capita nacional, após uma ligeira inflexão da tendência anterior em 1996 e 1997, conforme foi apurado neste novo método de cálculo das Contas Regionais utilizado pelo Instituto Nacional de Estatística.

PIB pm per capita

(ver quadro no documento original)

A distribuição sectorial da produção interna na Região revela a ascendência que o sector de serviços vem assumindo na economia regional. A confirmarem-se estes valores, verifica-se uma diminuição do peso do sector primário (Agricultura, Silvicultura e Pesca) na economia do arquipélago, à semelhança do que acontece, mas em menor escala, com o sector secundário, que compreende as actividades da Indústria, Construção, Energia e Água.

Desagregação sectorial

(ver quadro no documento original)

Mercado de emprego

A análise da informação estatística contida no Inquérito ao Emprego referente ao ano 2000 permite concluir que nesse ano foram criados 1852 postos de trabalho, representando um aumento de 1,7% nos homens e de 2,3% nas mulheres.

Estatísticas do emprego

(ver quadro no documento original)

O Plano a Médio Prazo, no capítulo referente à Estratégia e Objectivos, referia «a necessidade de criação líquida de 5900 postos de trabalho na economia regional, para o período 2000-2004, em ordem à absorção de uma oferta crescente de mão-de-obra, proporcionalmente superior no segmento feminino.» (p. II-2). Para a prossecução deste objectivo seria necessário gerar uma média de 1180 postos de trabalho por ano.

Assim, foram já atingidos 31,4% do objectivo proposto para os cinco anos, revelando um acréscimo de 57% relativamente ao objectivo anual.

Verifica-se que a taxa de desemprego se situou nos 3%, diminuindo o desemprego masculino, com uma taxa de 1,5%, tendo o desemprego feminino mantido a taxa de 5,6%. A taxa de actividade subiu para 41,1%, com acréscimos tanto nos homens como nas mulheres.

Os elementos conhecidos do 1.º semestre de 2001, referentes ao Inquérito ao Emprego, permitem perspectivar uma evolução positiva destas componentes do mercado de trabalho. Em comparação com o período homólogo de 2000, a população activa e a população empregada sobem, respectivamente, 0,6% e 1,7%, provocando uma diminuição da taxa de desemprego em 29%, que atinge neste 1.º semestre de 2001 o valor de 2,4%, o mais baixo de sempre.

Estatísticas do Emprego

(ver quadro no documento original)

O valor reduzido da taxa de desemprego para a Região Autónoma dos Açores indicia uma situação, em termos técnicos, que se pode considerar de Pleno Emprego. Com efeito, a necessidade de mão-de-obra, que se fez sentir quer na sequência do processo da reconstrução, devido ao sismo de 1998, quer como resultado da dinâmica de diversos sectores económicos, nomeadamente da Habitação e Turismo, nas ilhas de São Miguel e Terceira, foi satisfeita com o recurso à «importação» de mão-de-obra vinda do estrangeiro, nomeadamente de países do leste europeu.

No caso dos trabalhadores estrangeiros, os processos existentes de legalização, por informação da Inspecção Regional do Trabalho, aproximam-se dos 1470, localizando-se cerca de 900 na Horta, 300 em Angra do Heroísmo e perto de 270 em Ponta Delgada. Por outro lado, os Serviços de Estrangeiros já autorizaram cerca de 400 processos na Horta, 270 em Angra do Heroísmo e 120 em Ponta Delgada.

Preços

A taxa de inflação média, nos Açores, em Dezembro de 2000, atinge o valor de 1,9%, um dos valores mais baixos de sempre. Em 1999, a variação do índice de preços no consumidor nos Açores era de 2,5%. O sentido desta evolução foi inverso ao observado no País e na UE, onde os mercados de preços registaram uma aceleração relativamente ao ano anterior.

Índice de Preços no Consumidor - Total, excepto habitação

(variação média dos últimos 12 meses)

(ver quadro no documento original)

O primeiro semestre de 2001 foi caracterizado por variações positivas nos preços, quer em termos de evoluções mensais, bem como variações homólogas. Consequentemente, a variação média dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor tem vindo a aumentar, embora nos Açores esse valor continue a ser inferior ao verificado no todo nacional, bem como no conjunto dos países da União Europeia.

Índice de Preços no Consumidor

(variação média dos últimos 12 meses)

(ver quadro no documento original)

2.3 - ASPECTOS SECTORIAIS

Os indicadores de conjuntura disponíveis e que permitem uma visão actualizada da economia regional revelam que no ano 2000 a economia açoriana teve um desempenho globalmente positivo, tendo em conta a evolução em relação ao ano anterior.

Porém haverá que destacar duas situações: o sector das pescas, que nos últimos anos, face à redução da safra do atum, tem vindo a apresentar valores de captura em decréscimo, e a utilização do cimento na construção civil e obras públicas que teve crescimentos «anormais» no período 1996/1999, decorrentes não só do nível de actividade deste sector, mas também para fazer face às necessárias obras de recuperação dos efeitos devastadores das intempéries de 1996/1997 e do sismo de 1998.

Indicadores de Conjuntura

(ver quadro no documento original)

No 1º semestre de 2001, mantém-se a tendência observada no sector das pescas, havendo a destacar os efeitos conjunturais da intervenção necessária no sector agro-pecuário, para efeitos de política de combate à BSE. Nos restantes sectores observam-se evoluções francamente favoráveis, quer ao nível dos indicadores relativos à actividade do sector secundário, quer principalmente do forte crescimento do sector turístico e das actividades com ele relacionadas.

Com efeito, no 1.º semestre de 2001, as dormidas nos estabelecimentos na hotelaria tradicional (hotéis, pensões, estalagens, hotéis-apartamento e apartamentos turísticos) aumentaram, em relação ao período homólogo, cerca de 29%, sendo o ritmo de crescimento das receitas na mesma ordem de grandeza.

II - PRIORIDADES E POLITICAS SECTORIAIS

1.

Prioridades de Intervenção em 2002

1.1 - ENQUADRAMENTO

No quadro actual de estabilidade do sistema de planeamento regional, em que se destaca a existência de um Plano a Médio Prazo para o período 2001-2004, aprovado pela Assembleia Legislativa Regional, no qual se enunciam as grandes linhas de orientação estratégica para o quadriénio e os grandes objectivos de desenvolvimento que estruturam as diversas intervenções previstas na programação financeira e material, o presente Plano Anual constitui-se como o principal instrumento de concretização da programação definida para o ano de 2002.

Nesta perspectiva, mantêm-se firmes as grandes linhas de orientação estratégica enunciadas e devidamente fundamentadas no Plano a Médio a Prazo, e que são:

Fomentar e diversificar a actividade produtiva regional;

Modernizar as redes de estruturação do território e reforçar a posição geoestratégica dos Açores;

Melhorar a qualificação dos recursos humanos e dos níveis de solidariedade e de protecção social;

Promover o desenvolvimento sustentado; e

Aumentar os níveis de eficiência e de parceria estratégica na gestão pública e institucional.

Mantém-se igualmente válido, para o ano de 2002, o quadro de referência dos grandes objectivos de desenvolvimento a prosseguir no médio prazo, e que são:

Dinamizar o crescimento e a competitividade da economia regional;

Modernizar e aumentar os níveis de eficiência dos equipamentos e infra-estruturas de desenvolvimento;

Valorizar o capital humano e aumentar os níveis de protecção da sociedade açoriana;

Promover a sustentabilidade do desenvolvimento e a qualidade de vida;

Melhorar a eficiência dos sistemas de gestão pública e institucional.

1.2 - PRIORIDADES PARA 2002

As projecções económicas para 2002, ao nível da envolvente externa, nacional e internacional, apontam para uma ligeira recuperação dos níveis de actividade económica, persistindo ainda alguns factores de instabilidade, alguns dos quais sem contornos claros sobre a sua evolução, no âmbito das repercussões dos graves acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos.

Por outro lado, para uma efectiva concretização e segurança na implementação das grandes linhas de rumo da política de desenvolvimento regional, torna-se oportuno definir algumas prioridades na intervenção relativa à preparação e posterior implementação do Plano para 2002.

Assim, ao nível dos sectores económicos procurar-se-á manter e reforçar, o clima de confiança dos agentes económicos na dinâmica da economia regional. Com efeito, perspectiva-se, em termos gerais, um nível apreciável de actividade económica, quer ao nível da base económica tradicional, quer nos sectores emergentes, destacando-se nestes últimos os assinaláveis ritmos de crescimento do sector do turismo e das actividades directa e indirectamente a ele ligadas. A implementação no 2.º semestre de 2001 da nova geração de sistema de incentivos ao investimento privado de base regional, SIDER, as novas disposições relativas à possibilidade de majorar os apoios financeiros a conceder aos sectores tradicionais, no quadro das negociações bem sucedidas do artigo 299.º-2.º do Tratado, permitem encarar com alguma tranquilidade o desenvolvimento da economia regional, exceptuando situações imprevistas que possam ocorrer junto dos mercados de destino das exportações regionais.

Havendo, claramente, uma associação entre o nível de dotação de infra-estruturas físicas e equipamentos de base para o desenvolvimento económico e social, permitindo redução de custos de produção para as empresas, por via das melhorias proporcionadas ao nível dos transportes e comunicações, acesso mais facilitado a mercados e fornecedores, melhores serviços de apoio e mão-de-obra mais qualificada, a intervenção pública desenvolver-se-á não só ao nível do investimento necessário à construção/beneficiação de infra-estruturas, mas também no quadro da sua própria gestão, de forma a garantir o máximo aproveitamento destes equipamentos, numa relação favorável entre custos e benefícios, quer de natureza económica e/ou social. Deste modo, acentua-se a prioridade, no Plano para 2002, de alocar recursos financeiros e materiais na rede regional de infra-estruturas e equipamentos de base onde se façam sentir reais necessidades de investimento público, no quadro de adopção de modelos de funcionamento e de prestação de serviços eficientes.

Ao nível das acções deste Plano dirigidas directamente à população, quer as de responsabilidade directa da administração regional, quer as que resultam de esforços conjuntos e de parcerias com entidades da sociedade civil, será conferida especial prioridade às que resultem em valorização da solidariedade e da coesão social, num contexto de incentivo e procura de qualificações por parte dos activos, a optimização da conjugação entre qualificação escolar e profissional e uma efectiva inserção social de grupos mais vulneráveis ou em risco de exclusão.

Num quadro financeiro estabilizado de financiamento público, consubstanciado na Lei das Finanças Regionais, que permite enquadrar com alguma segurança a programação financeira associada à execução dos Planos Regionais, não se descurará, todavia, o necessário rigor da gestão e aplicação dos recursos financeiros afectos ao investimento público, relevando-se como prioridade a maximização do aproveitamento dos fundos estruturais disponíveis no 3.º Quadro Comunitário de Apoio, explorando-se a possibilidade de introdução de formas de partenariado entre o sector público e privado no esforço de desenvolvimento, designadamente no âmbito dos Projectos com Financiamento Privado (Project Finance).

No âmbito das grandes prioridades definidas para a execução do Plano Regional para 2002, enunciam-se de seguida as principais políticas sectoriais que enquadram a programação material e financeira deste Plano Anual.

2 - Políticas Sectoriais

DINAMIZAR O CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL

Agricultura

Pescas

Turismo

Continuamos a assistir ao crescimento internacional da actividade turística, assim como a novas tendências da motivação, que apontam para o aumento da procura pelo autêntico e mais genuíno, por destinos mais ligados à natureza e com qualidade de vida, para o que o Arquipélago dos Açores neste domínio detém condições de excepção.

Nestes últimos anos evidencia-se uma evolução significativa do sector, quer através de uma crescente captação de investimento privado e consequente criação de emprego, como a uma crescente mobilização de recursos a explorar com finalidade turística.

Face à grande mobilidade do sector - aos desafios da globalização e de grande competitividade internacional, como à própria evolução operada nos mercados e das novas atitudes emergentes face ao turismo - prosseguimos na busca de novos instrumentos de referência estratégica de desenvolvimento, que apontam para as melhores opções políticas para a preservação dos recursos endógenos que diferenciam e valorizam este destino turístico insular.

Assim, tendo como eixo vital a compatibilização entre crescimento e preservação do potencial endógeno do Arquipélago, assumem particular destaque as seguintes acções e empreendimentos, quer ao nível normativo e institucional, quer ao nível dos meios que proporcionem o aumento da competitividade:

MEDIDAS DE ENQUADRAMENTO - DIPLOMAS LEGAIS

PRIORIDADES DA POLÍTICA SECTORIAL

PRINCIPAIS EMPREENDIMENTOS/REALIZAÇÕES

Indústria e artesanato

Comércio

AUMENTAR OS NÍVEIS DE EFICIÊNCIA DOS EQUIPAMENTOS E DAS INFRA-ESTRUTURAS DE DESENVOLVIMENTO

Transportes terrestres

Transportes marítimos

Como principais empreendimentos/realizações destacam-se:

Conclusão do Plano Director do Porto de Ponta Delgada;

Conclusão do Reordenamento do Saco do Porto de Ponta Delgada;

Construção do Terminal de Passageiros de Vila do Porto;

Ampliação do Porto da Calheta;

Consolidação da Cabeça do Molhe do Porto de S. Roque do Pico;

Conclusão dos projectos e início de construção dos Núcleos de Recreio de Santa Maria, S. Jorge, Graciosa e Flores;

Conclusão das Marinas de Angra do Heroísmo e da Horta.

Transportes aéreos

Como medidas prioritárias, ter-se-ão:

Desenvolvimento de planos directores aeroportuários;

Ampliação do aeroporto e aerogare do Pico;

Aquisição de equipamentos aeroportuários com vista à melhoria da operacionalidade dos aeródromos e aerogares.

Energia

Ciência e tecnologia

VALORIZAR E AUMENTAR OS NÍVEIS DE PROTECÇÃO DA SOCIEDADE AÇORIANA

Educação

O Plano de Investimentos na área da Educação enquadra-se na política e objectivos traçados na Carta Escolar da Região aprovada em Conselho do Governo em 6 de Janeiro de 2000.

As prioridades de investimento para 2002 definem-se nesta ordem:

Garantir a satisfação dos compromissos já assumidos;

Continuar a política de actualização e adaptação do parque escolar ao longo das linhas estratégicas definidas na Carta Escolar.

Perspectiva-se, para este ano, a conclusão das obras de construção das seguintes Escolas:

Escola Secundária da Lagoa;

EB/JI da Carreirinha;

EB/JI do Pico da Urze;

Reformulação da Rede Escolar do Topo e Santo Antão (EB 1,23/JI do Topo).

Espera-se ainda a conclusão das obras de grande reparação e ampliação das EB/JI de Flamengos, EB/JI da Matriz/Conceição na Horta; EB 1,2,3/JI dos Biscoitos, EB 2,3 Canto da Maia, EB 2, 3/S de São Roque do Pico e EB 3/S das Laranjeiras.

Perspectiva-se ainda o arranque da empreitada de construção da EB 2,3/EA de Angra do Heroísmo e das obras de ampliação e adaptação ao ensino secundário da EB 2, 3/S do Nordeste.

Juventude e emprego e formação profissional

Saúde

Como principais empreendimentos/realizações destacam-se:

Iniciar os trabalhos com vista à construção do novo Hospital de Angra do Heroísmo - aquisição de terrenos e estudos técnicos;

Iniciar os trabalhos de ampliação do Centro de Saúde da Madalena - serviços de apoio administrativo e remodelação do Centro de Saúde da Calheta;

Concluir as obras da Unidade de Saúde da Lagoa, incluindo a ampliação, a ampliação/remodelação do Centro de Saúde da Povoação e os blocos de gabinetes no Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo;

Concluir o apetrechamento, como previsto inicialmente, para o Hospital do Divino Espírito Santo.

Solidariedade e Segurança Social

INFÂNCIA E JUVENTUDE

APOIO ÀS PESSOAS IDOSAS E SUAS FAMÍLIAS

APOIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Instalação de serviços

Protecção Civil

PROMOVER A SUSTENTABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO E DA QUALIDADE DE VIDA

Ambiente

MEDIDAS DE ENQUADRAMENTO

Ordenamento do Território/Recursos Hídricos

Reforma do quadro normativo e institucional de gestão da água (regime de planeamento, regime jurídico do domínio hídrico, regime económico-financeiro e modelo de gestão). Esta revisão resultará do programa de implementação do Plano Regional da Água (plano sectorial) e incorporará as linhas orientadoras e programáticas definidas em diversas directivas comunitárias, entre as quais merece destaque a Directiva Quadro sobre a Politica da Água.

Conservação da Natureza

Adaptação às especificidades regionais dos seguintes diplomas nacionais:

Decreto-Lei n.º 93/90 de 19 de Março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 213/92, de 12 de Outubro, que estabelece o regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional;

Decreto-Lei n.º 565/99, de 21 de Dezembro, que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas da flora e da fauna.

Revisão de diplomas regionais:

Decreto Legislativo Regional n.º 21/93/A, de 23 de Dezembro, que adapta à Região Autónoma dos Açores o regime jurídico estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro (Rede Nacional de Áreas Protegidas) - revisão do diploma e preparação da reclassificação das áreas protegidas da Região Autónoma dos Açores.

Qualidade Ambiental

PRIORIDADES

Ordenamento do Território/Recursos Hídricos

Conservação da Natureza

Qualidade Ambiental

Promoção Ambiental

PRINCIPAIS EMPREENDIMENTOS

Ordenamento do Território/Recursos Hídricos

Conservação da Natureza

Paisagem Protegida da Vinha do Pico;

Reserva Natural da Montanha do Pico;

Paisagem Protegida do Monte da Guia, entre outros.

Qualidade Ambiental

Cultura

A geografia, social e cultural da Região define-se pela diversidade e impõe a necessidade de gerir com equilíbrio actividades de cariz profissional e de cariz amador. Por outro lado, há que atentar em motivações e objectivos diferenciados no plano da produção e da recepção das actividades artísticas, salientando-se como pertinente o delineamento de uma estratégia de formação dos públicos. Deste modo, torna-se premente uma aturada ponderação quando é esboçado o contorno de um universo cultural de poliédricas formulações nos planos da expressão e da comunicação, posto que engloba elementos tradicionais e inovadores, aspectos intelectualizados e populares, modos para-industriais e parametrizações patrimoniais.

Lato sensu, a cultura é dinâmica, contribui para a mudança, facilita a participação, encoraja a criação individual e grupal, proporciona acessibilidades aos bens espirituais e incentiva as virtualidades da identidade e da sociabilidade.

Ao apoiar as diferentes tipologias da actividade cultural, forja-se um instrumento precioso para a coesão social, para o desenvolvimento e encorajamento de centros de interesse, para o aprofundamento de competências e de qualificações, para a dinamização do comércio e do turismo.

A vida associativa nos Açores é um rico, complexo e dinâmico factor de desenvolvimento sócio-cultural - as actividades teatrais, musicais, etnográficas e folclóricas, e as produções nas áreas das artes plásticas, da música e da literatura, são, por um lado, constrangidas com frequência pelo consumismo da industrialização, e, por outro lado, são animadas por um espírito de empenho voluntarioso, competindo e convivendo honrosamente com o profissionalismo e com os denominados grandes eventos. E tudo isto, afinal, depende, em quase exclusividade, dos apoios do Governo Regional.

No âmbito da defesa e valorização do património arquitectónico e cultural, para além dos aspectos de preservação, estabelecem-se objectivos de revitalização, de dinamização e de animação dos equipamentos culturais, proporcionando a inventiva e a fruição artística, facilitando a pesquisa e o estudo, satisfazendo exigências e correspondendo a satisfações das populações, acompanhando os benefícios das novas tecnologias, contribuindo para uma sólida convivialidade, sustentando o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Por isso, ganha realce o projecto da Rede de Leitura Pública, com a consolidação do projecto da Biblioteca Pública de Ponta Delgada, com o incremento da instalação da Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo e com o lançamento do projecto da Biblioteca Pública da Horta, intentando-se, no âmbito da rede, instaurar equipamentos polinucleados em todas as ilhas, aliando as componentes informativa, formativa e comunicacional - não só através dos fundos bibliográficos mas também através dos acervos museológicos e documentais.

Daí o reforço de verbas que vão permitir a implementação de uma política de arquivos coesa, coerente e integrada, que contemple também os fotogramas e os fonogramas.

No aspecto da revitalização museológica, releva-se o papel dos serviços educativos dessas instituições, como modo de aliciamento de públicos e como processo de cumprimento dos seus objectivos primordiais.

Finalmente, destaca-se o início da recuperação e de adaptação do Palacete do Comendador Silveira e Paulo e a continuidade do projecto de salvaguarda e dinamização do património baleeiro.

Desporto

Os principais empreendimentos em 2002 serão:

Arranjos do Pavilhão Desportivo da Horta;

Conclusão do arrelvamento do campo de treinos do Estádio João Paulo II;

Início dos arranjos exteriores do Complexo Desportivo do Lajedo e das Laranjeiras;

Organização do 2.º Congresso do Desporto Açoriano e da Gala do Desporto Regional.

Habitação

Comunicação social

AUMENTAR A EFICIÊNCIA DA GESTÃO PÚBLICA E INSTITUCIONAL

Cooperação Externa

A intervenção no âmbito da cooperação externa orientar-se-á de acordo com dois vectores: um primeiro relativo à cooperação inter-regional e o segundo dirigido para a problemática da emigração e da repatriação.

COOPERAÇÃO INTER-REGIONAL

EMIGRAÇÃO E REPATRIADOS

MELHORAR O FUNCIONAMENTO E IMAGEM DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Administração Regional e Local

III - INVESTIMENTO PÚBLICO

1 - Investimento Público

O investimento público para 2002 não se esgota nas dotações do Plano Regional. Com efeito, terá de ter-se em consideração as despesas de investimento programadas pelo sector público empresarial e organismos autónomos e ainda os montantes de fundos comunitários e nacionais não contemplados na programação do Plano Regional.

Assim, em termos globais está prevista uma despesa pública de investimento para 2002 na ordem dos 400,4 milhões de euros.

Investimento Público - 2002

... Milhões de euros

Plano Regional ... 246,5

Fundos e Organismos Autónomos ... 46,1

Empresas Públicas Regionais ... 38,3

Fundos Comunitários e Nacionais extra-Plano ... 69,5

Total ... 400,4

1.1 - DOTAÇÃO DO PLANO REGIONAL 2002

O montante de despesa pública de investimento programada no Plano Anual de 2002 ascende a um montante de 246498461 euros (49,4 milhões de contos).

A maior parcela do Plano, correspondente a esforço de investimento consagrado à «Dinamização do Crescimento e da Competitividade da Economia Açoriana», atinge os 75,2 milhões de euros (15,1 milhões de contos), e engloba as intervenções pelos sectores agrícola, das pescas, do turismo, da indústria e artesanato e dos serviços, incluindo também o programa consagrado aos apoios financeiros ao investimento privado.

Ao nível das infra-estruturas de desenvolvimento, no Plano de 2002 está programado um valor de cerca de 50,8 milhões de euros (cerca de 10,2 milhões de contos), verbas previstas para aplicação nos sectores dos transportes (rodoviários, marítimos e aéreos), da ciência e tecnologia, da energia e em equipamentos públicos.

Para as intervenções visando a valorização do capital humano e a protecção social, integrando sectores como a educação, saúde, juventude e emprego, solidariedade social e protecção civil, está programado um montante de investimento de 41,8 milhões de euros (8,4 milhões de contos).

Quanto à programação orientada para a sustentabilidade do crescimento e a qualidade de vida das populações, está afecta uma dotação de 34,3 milhões de euros (6,9 milhões de contos), a afectar pelos sectores do ambiente, da cultura, do desporto, da habitação e da comunicação social.

A programação deste Plano destinada ao sector público e institucional, a despender na reestruturação do sector público empresarial, na cooperação externa, na modernização da administração regional na cooperação com a administração local e ainda para os subsistemas de planeamento regional e financeiro, atinge os 14,1 milhões de euros (2,8 milhões de contos).

Decorrente ainda dos compromissos assumidos em matéria de recuperação dos efeitos das intempéries e do sismo de 1998, está consignada uma verba de 30,2 milhões de euros (6,1 milhões de contos).

PLANO 2002 - Dotações

(ver quadro no documento original)

Plano 2002 - Desagregação por entidade proponente

(ver quadro no documento original)

Plano 2002 - Desagregação sectorial por objectivos

(ver quadro no documento original)

1.2 - EMPRESAS PÚBLICAS, FUNDOS E ORGANISMOS AUTÓNOMOS

Sector Público Empresarial

O sector público empresarial regional, designadamente as empresas EDA, SATA e LOTAÇOR, tem programado para 2002 uma despesa agregada de investimento de 38278784 euros, parte da qual beneficiará de co-financiamento de fundos estruturais do 3.º Quadro Comunitário de Apoio.

Sector Público Empresarial

Investimento para 2002

... Euros

EDA ... 34432553

SATA ... 2334873

LOTAÇOR ... 1511358

Total ... 38278784

EMPRESA DE ELECTRICIDADE DO AÇORES (EDA)

O Programa de Investimentos da EDA previsto para 2002 ascende, a 34432553 euros e resultou das perspectivas de evolução da procura de energia eléctrica com implicação directa no aumento da capacidade dos centros produtores, no aproveitamento de recursos endógenos, nomeadamente energia eólica, na construção de novas Subestações e linhas de transporte e ainda na remodelação e ampliação de diversas redes de baixa tensão.

Assim, os principais investimentos que decorrerão em 2002, em cada uma das ilhas, são os seguintes:

Santa Maria

São Miguel

Terceira

Graciosa

São Jorge

Pico

Faial

Flores

Corvo

Outros

SATA AIR AÇORES

A SATA Air Açores apresenta um Plano de Investimento para o ano 2002 com um total de investimento de 2334873 euros, que se reparte por aquisições de:

Material placa;

Software/Hardware.

LOTAÇOR, E. P.

O Plano de Investimento da LOTAÇOR, E. P. para o ano 2002 é de 1511358 euros, que serão investidos em:

Lotas e instalações;

Casa de Aprestos.

Fundos e organismos autónomos

JUNTA AUTÓNOMA DO PORTO DE PONTA DELGADA

O Plano de Investimento, para o ano 2002, da Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada, prevê investimentos na ordem dos 11503990 euros, que se repartirão por:

Obras em infra-estruturas no Porto de Ponta Delgada;

Obras em infra-estruturas no Porto de Vila do Porto;

Obras em infra-estruturas na Marina Pêro de Teive;

Empreitada de ordenamento do sector das pescas no Saco do Porto de Ponta Delgada;

Empreitada de protecção da Boca da Marina Pêro de Teive;

Empreitada no terminal para Ferries em Vila do Porto;

Aquisição de uma grua portuária;

Aquisição de uma lancha para pilotos;

Aquisição de equipamento de combate à poluição.

JUNTA AUTÓNOMA DO PORTO DE ANGRA DO HEROÍSMO

O Plano de Investimento, para o ano de 2002, da Junta Autónoma do Porto de Angra do Heroísmo, prevê investimentos na ordem dos 20381740 euros, que se repartirão em duas grandes áreas: Construção e Equipamentos:

1 - Construção:

Emissário de Angra do Heroísmo;

Edifícios e arranjos exteriores da Marina de Angra do Heroísmo;

Gare de Passageiros da Praia da Vitória;

Plano Integrado da Baía de Angra do Heroísmo;

Núcleo de Pescas e Recreio da Graciosa.

2 - Equipamento:

Grua da Praia da Vitória;

Equipamento de poluição Terceira/Graciosa;

Dois Reach-Stakers para a Praia da Vitória;

Um Reach-Staker para a Graciosa;

Uma lancha de pilotos;

Três empilhadores pequenos para a Praia da Vitória;

Dois empilhadores pequenos para a Graciosa;

Um rebocador.

JUNTA AUTÓNOMA DO PORTO DA HORTA

O Plano de Investimentos, para o ano de 2002, da Junta Autónoma do Porto da Horta, prevê investimentos na ordem dos 12718453 euros, que se repartirão por:

Reabilitação do molhe do porto comercial de São Roque do Pico.

Reabilitação e ampliação do molhe do porto comercial e melhoria das condições de operacionalidade do porto da Calheta.

Reordenamento das envolventes à bacia sul da marina da Horta, incluindo a ampliação do Clube Naval;

Construção de armazém polivalente do porto das Lajes das Flores;

Aquisição de um rebocador;

Equipamentos de combate à poluição marinha e luta contra incêndios;

Equipamento portuário. Compra de 2 Reach Stackers.

FUNDO REGIONAL DE ABASTECIMENTO

O Plano de Investimento, para o ano 2002, do Fundo Regional de Abastecimento, prevê uma empreitada de execução de remodelação e adaptação de um imóvel, sito na Rua de S. João, 51 a 55, a serviços públicos. O referido imóvel é propriedade do Fundo Regional de Abastecimento, sendo o valor base do concurso de 498798 euros.

FUNDO REGIONAL DE ACÇÃO CULTURAL

O Plano de Investimento, para o ano 2002, do Fundo Regional de Acção Cultural, prevê um investimento de 1062440 euros, que se repartirão por financiamento das actividades culturais da Direcção Regional da Cultura, apoios no âmbito do Decreto Legislativo Regional n.º 22/97/A e Portaria n.º 9/2000/A e outros.

2 - III Quadro Comunitário de Apoio

O período de execução deste Plano coincide exclusivamente com a vigência do 3.º Quadro Comunitário de Apoio. Com efeito, o Quadro Comunitário precedente compreendia um período para aprovações de candidaturas que terminou a 31 de Dezembro de 1999, estendendo-se até ao final de 2001 o processo de apuramento final de despesas e respectiva conclusão material dos projectos aprovados no âmbito dos respectivos programas operacionais e iniciativas comunitárias.

Assim, os principais instrumentos de co-financiamento comunitário do investimento público a considerar durante o ano de 2002 são o Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA), que se constitui como o principal instrumento de enquadramento do co-financiamento comunitário da política de desenvolvimento regional e que integra os quatro fundos estruturais (FEDER, FSE, FEOGA-O e IFOP), o INTERREG III, iniciativa lançada pela Comissão Europeia, em que a Região Autónoma dos Açores participa, o Fundo de Coesão, instrumento comunitário para os sectores ambiental e dos transportes, e ainda o Plano de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores (PDRu).

O ponto de situação a seguir explicitado por cada uma destas intervenções, reporta-se à data de elaboração deste Plano, ou seja, primeiros dias de Setembro de 2001.

PRODESA

O Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA), aprovado pela Comissão Europeia em 28 de Julho de 2000, tem como objectivos genéricos contribuir decisivamente para o desenvolvimento equilibrado e sustentável das actividades económicas, do emprego e dos recursos humanos e ainda para a correcção de assimetrias económicas, sociais e territoriais existentes.

Para o período da sua vigência está programado um investimento global de 252 milhões de contos, a que corresponde uma despesa pública programada de 220 milhões de contos, prevendo-se uma contribuição comunitária de 171 milhões de contos. Deste montante de co-financiamento dos fundos estruturais, o FEDER representa cerca de 69%, o FEOGA-O 16%, o FSE 12% e o IFOP cerca de 3%.

Apesar de este programa cobrir o período a partir de 2000, em termos práticos, devido aos condicionalismos que envolveram toda a negociação do Quadro Comunitário de Apoio, só a partir de Setembro de 2000 se pode dar início à execução de parte do programa, ficando algumas medidas a aguardar resultado de negociações de carácter horizontal entre a Comissão e as autoridades nacionais. O ponto de situação que a seguir se apresenta compreende os últimos 11 meses completos de execução, estando a informação aqui prestada reportada à primeira quinzena de Setembro de 2001.

O PRODESA está estruturado em 5 eixos prioritários de intervenção, os quais incluem diversas medidas que contemplam diversos domínios de intervenção. Assim, o Eixo Prioritário n.º 1 - Melhorar a Competitividade Regional contempla o apoio comunitário ao investimento público nos domínios das acessibilidades, ao nível das redes viária, portuária e aeroportuária, em infra-estruturas e equipamentos de educação, de desporto, de cultura, de saúde e ainda os relacionados com a protecção civil.

As medidas neste eixo são co-financiadas pelo fundo estrutural FEDER, sendo os departamentos do governo regional e, em situações especiais, outras entidades de carácter público, que promovem o mesmo tipo de investimentos, os beneficiários das comparticipações comunitárias.

Neste eixo estão aprovados um conjunto de 50 projectos, a que corresponde uma despesa pública de investimento de cerca de 115,9 milhões de euros (23,2 milhões de contos), sendo este valor co-financiado pelo FEDER a uma taxa de 85%.

O Eixo Prioritário n.º 2 - Modernizar a Base Produtiva Tradicional desenvolve-se através de medidas apoiadas pelos fundos estruturais FEOGA-O, no âmbito do sector rural, e pelo IFOP, no que concerne aos investimentos no sector das pescas, incluindo-se em ambos os sectores os apoios financeiros às actividades transformadoras e de comercialização associadas. São várias as vertentes de intervenção, desde a modernização das estruturas fundiárias e o reordenamento do espaço rural, a melhoria da rede de infra-estruturas de apoio às explorações agrícolas, a modernização da rede regional de abate, a valorização dos espaços e dos recursos florestais, o espaço natural e o património rural até, no âmbito específico da fileira da pesca, à valorização dos recursos marinhos, à modernização da frota de pesca e o apoio às acções conducentes ao ajustamento do esforço de pesca.

No domínio do sector agrícola existe um conjunto apreciável de projectos aprovados, desde alguns com natureza estruturante para o sector e com elevada expressão financeira até um conjunto muito alargado de pequenos projectos promovidos por um leque alargado de produtores. Assim, à data de Setembro de 2001, estão aprovados 1924 projectos nas duas medidas co-financiadas pelo FEOGA-O, que representam um investimento elegível de 38,7 milhões de euros (7,8 milhões de contos), com uma comparticipação comunitária de 29,3 milhões de euros (5,9 milhões de contos).

Estando em fase final de preparação (Setembro de 2001) os instrumentos legais e outros que permitem enquadrar as candidaturas no âmbito do sector das pescas, prevê-se ainda que no último trimestre sejam aprovados um pacote de candidaturas relativas às medidas co-financiadas pelo IFOP.

O Eixo Prioritário n.º 3 - Promover o Desenvolvimento Sustentado engloba intervenções nos sectores estratégicos, fora da base económica tradicional, potenciando o esforço nos domínios do sector do turismo e serviços correlacionados, da ciência, da tecnologia e da sociedade da informação, do emprego e da qualificação profissional, do ordenamento do território e no âmbito da sustentabilidade ambiental.

Neste eixo são apoiadas não só as intervenções promovidas pelas autoridades públicas, como também as que resultem de parcerias com organizações representativas da sociedade civil (associações empresarias, institutos, municípios, outras) consubstanciadas em projectos que promovam a criação de condições para o desenvolvimento económico sustentado.

Neste eixo intervêm dois fundos estruturais, o FEDER e o FSE. No âmbito das medidas apoiadas pelo FEDER estão aprovadas 36 candidaturas que representam uma despesa elegível de investimento de 25,8 milhões de euros (cerca de 5,2 milhões de contos), a que corresponde um co-financiamento FEDER de 85%.

No caso específico da medida relativa ao desenvolvimento do emprego e da formação profissional, em que se procura garantir e promover melhores níveis de qualificação do factor trabalho, desenvolver os mecanismos para uma eficaz transição das escola para a vida activa e apoiar a integração de excluídos e a igualdade de oportunidades face ao mercado de trabalho, foram aprovadas 340 candidaturas apoiadas especificamente pelo Fundo Social Europeu, as quais, no seu conjunto, totalizam um custo elegível 81,3 milhões de euros (16,3 milhões de contos) e um co-financiamento FSE de 69,1 milhões de euros (13,9 milhões de contos).

O Eixo Prioritário n.º 4 - Desenvolver o Potencial Endógeno de Nível Local acolhe exclusivamente as iniciativas de investimento promovidas pelos municípios enquanto agentes privilegiados na valorização do potencial endógeno local. Neste âmbito, são co-financiados projectos relativos às áreas do saneamento básico, rede viária municipal, equipamentos educacionais e desportivos e iniciativas locais de investimento dirigidas para a animação turística, cultural e de ordenamento industrial.

Este eixo contém todos os elementos necessários à programação dos investimentos municipais, estando devidamente acautelada, através de protocolo, uma distribuição equitativa dos fundos disponíveis por cada uma das Autarquias, para além, em termos de gestão do programa, os representantes do poder local intervirem de forma muito directa no processo de selecção de projectos para aprovação.

Foram já aprovados 66 projectos promovidos por estas entidades, a que corresponde um investimento elegível de 50,8 milhões de euros (10,2 milhões de contos) e um co-financiamento FEDER de 43,2 milhões de euros, ou seja, 85% do valor da despesa pública de investimento.

O Eixo Prioritário n.º 5 - Fortalecer o Tecido Empresarial Regional compreende o co-financiamento às despesas suportadas por recursos próprios no processo de execução de sistemas de incentivos ao investimento privado em vários domínios e sectores da economia regional, para além de outras medidas onde se prevê o apoio a sectores específicos, como sejam o da energia e o dos transportes, sendo os beneficiários finais pertencentes aos sectores empresarial privado e público.

No caso particular da nova geração de sistemas de incentivos ao investimento privado, foi necessário desencadear um conjunto de procedimentos ao nível da sua notificação obrigatória à Comissão Europeia, para efeitos de cumprimento das disposições da política comum de concorrência. Assim, para a maioria dos casos este processo está concluído esperando-se ainda no corrente ano de 2001 o aumento substancial de aprovação de candidaturas de investimentos privados a esses sistemas.

Actualmente, neste eixo estão aprovados 12 projectos que representam um investimento elegível de 21,9 milhões de euros, a que está associada uma despesa pública de 17,9 milhões de euros e um co-financiamento de 9,6 milhões.

INTERREG III

A iniciativa comunitária INTERREG III está subdividida em três vertentes:

A - Cooperação Transfronteiriça (não abrange, em termos financeiros, os Açores)

B - Cooperação Transnacional;

C - Cooperação Inter-regional.

Tem por objectivo estimular um desenvolvimento harmonioso, equilibrado e sustentável do conjunto do espaço comunitário.

Quanto à vertente B, que constitui de facto a mais importante para a RAA, está subdividida por sub-regiões a que correspondem as seguintes dotações financeiras:

(ver quadro no documento original)

Na sub-região Açores/Madeira/Canárias a dotação, para além da assistência técnica, está dividida pelos seguintes eixos:

(ver quadro no documento original)

Esta vertente B do Programa, cuja taxa de comparticipação da CE é de 85%, já recebeu da Comissão a confirmação de admissibilidade e vai passar à fase de elaboração dos Complementos de Programação, estimando-se ser possível iniciar a recepção de candidaturas a partir do 1.º trimestre de 2002.

A Autoridade de Gestão compete à Região das Canárias e a de Pagamento à Região Autónoma da Madeira.

As negociações quanto à vertente C, cuja dotação financeira é de 450000 milhares de escudos, não sendo relevante para a Região e envolvendo muito menores recursos financeiros do que a B, encontram-se mais atrasadas, estando, presentemente, a ser acordado quem irá desempenhar as funções de Autoridade de Gestão e Autoridade de Pagamento.

FUNDO DE COESÃO

Em 29 de Dezembro de 2000 foi aprovado pela Comissão Europeia o primeiro projecto regional submetido a este instrumento financeiro da União Europeia, vocacionado para o apoio financeiro a projectos de investimento público, no domínio dos sectores dos Transportes e do Ambiente.

Este projecto compõe-se de três intervenções distintas, construção dos aterros sanitários de São Miguel e do Pico e uma segunda fase da construção do aterro da Terceira. Estes projectos têm uma expressão a nível de ilha e resultam de cooperação das respectivas autarquias locais.

A construção destes aterros permite uma solução apropriada para o destino final dos resíduos sólidos produzidos por cerca de 80% da população residente nos Açores, visando também o encerramento e recuperação das lixeiras existentes, dando seguimento a uma política de erradicação desta forma de deposição.

O custo total elegível para co-financiamento ascende a 17,7 milhões de euros, sendo o apoio financeiro do Fundo de Coesão de cerca de 85% do investimento.

Decorre o processo de apuramento da despesa entretanto realizada e a formulação dos respectivos pedidos de pagamento da comparticipação comunitária.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO RURAL

O Plano de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores, abreviadamente designado por PDRu, foi aprovado pela Decisão da Comissão n.º C(2001) 475, de 1 de Março, e engloba quatro intervenções: «Indemnizações Compensatórias», «Medidas Agro-Ambientais», «Reforma Antecipada» e «Florestação de Terras Agrícolas».

O Plano é financiado pelo FEOGA-Garantia, que comparticipa a despesa pública em 85%. O montante total da comparticipação do FEOGA-Garantia para o período 2000-2006 é de 122 milhões de euros (cerca de 24,5 milhões de contos).

O PDRu entrou em execução em 2000, através de um regime especial de transição das antigas «Medidas de Acompanhamento da Reforma da PAC». A nova regulamentação entrou em vigor a partir de 1 de Março de 2001, com a publicação da legislação de aplicação.

3 - Autarquias Locais

As Autarquias desempenham um papel relevante no âmbito do investimento público fomentador de condições para a melhoria das condições de vida das populações, incluindo aspectos com vista ao desenvolvimento económico dos respectivos concelhos.

O poder local detêm fortes responsabilidades ao nível da dotação de determinadas infra-estruturas e equipamentos de base, destacando-se, por exemplo, as relacionadas com o saneamento básico, incluindo a recolha, tratamento e destino final dos resíduos sólidos e com a rede viária municipal.

Através da análise dos investimentos aprovados pelo PRODESA, observa-se que aqueles dois grandes domínios de intervenção absorvem parte significativa dos recursos financeiros destinados para investimento. Mas outras áreas de investimento também têm expressão, como por exemplo, ao nível dos equipamentos de educação, cultura e desporto e também em intervenções que valorizam os respectivos concelhos na óptica de atracção de fluxos turísticos. Como as intervenções ao nível da habitação não são elegíveis a co-financiamento por fundos comunitários, esta área de intervenção não se evidencia no gráfico seguinte, embora este sector tenha também constituído prioridade para alguns municípios com problemas e carências neste domínio.

PRODESA - Investimentos das Autarquias

(ver gráfico no documento original)

A cooperação entre a administração regional e a local tem-se desenvolvido sob diversas formas, desde ao nível técnico até ao nível financeiro, no âmbito do apoio à execução do investimento promovido por estas entidades.

Com efeito, os contratos de desenvolvimento estabelecidos entre estes níveis de administração são os instrumentos de orientação do investimento autárquico, no quadro da política de desenvolvimento regional, quer no âmbito do normal desenvolvimento de intervenções no quadro das competências dos municípios, quer na promoção de projectos de investimentos no âmbito das competências da administração regional, mas que são realizados pelas autarquias.

São vários os domínios de cooperação, desde o ordenamento do território, saneamento básico, rede viária até à construção/reparação de edifícios sede das juntas de freguesia.

Com a possibilidade de as Autarquias acederem aos fundos estruturais, designadamente o FEDER, com co-financiamentos a fundo perdido actualmente na ordem dos 85% da despesa de investimento, deixou de haver lugar à comparticipação directa do Governo Regional nesses investimentos, excluindo-se a situação das construções/reabilitações de sedes de juntas de freguesia que não são elegíveis aos fundos. Actualmente, a cooperação passa mais pela comparticipação financeira indirecta, ou seja, bonificação de juros resultantes de empréstimos contraídos pelos municípios, na parte não coberta pela comparticipação dos fundos comunitários.

Este instrumento de cooperação com as Autarquias viabilizou, desde 1995, cerca de 130 projectos de investimento, promovidos pela quase totalidade das Câmaras, com custos unitários que vão desde algumas dezenas de milhar de contos, até aos que rondam uma despesa de cerca de 1 milhão de contos. Em termos agregados, estes 130 projectos totalizam um investimento de 28 milhões de contos, parte financiada pelo FEDER, tendo as Autarquias contraído empréstimos junto das entidades bancárias no valor de 4,2 milhões de contos para efeitos de complemento da cobertura financeira do investimento. O Governo Regional, através dos contratos de cooperação assegura o pagamento de cerca de 70% dos juros resultantes desses empréstimos.

A distribuição por Autarquia dos valores dos empréstimos contraídos é a seguinte:

(ver gráfico no documento original)

IV - DESENVOLVIMENTO DA PROGRAMAÇÃO

O Plano para 2002 adopta, naturalmente, a estrutura do Plano a Médio Prazo 2001-2004, traduzindo-se em 33 programas, que integram 109 projectos, compreendendo 479 acções.

O desenvolvimento da programação que a seguir se apresenta, incluindo a informação financeira dos anexos, contém toda a programação financeira e material deste Plano, tomando por base o nível mais elevado de desagregação (acção).

Agricultura

Objectivos sectoriais:

Abastecimento de água às explorações agrícolas;

Matadouro industrial da Ilha Terceira;

Medidas agro-ambientais;

Promoção de produtos açorianos;

Caminhos rurais.

(ver quadro no documento original)

1 Fomento agrícola - 16458450 euros.

1.1 Infra-estruturas Agrícolas - 3095877 euros.

(ver quadro no documento original)

1.2 Sanidade Animal e Vegetal - 3920555 euros.

(ver quadro no documento original)

1.3 Modernizar as Explorações Agro-pecuárias - 2436882 euros.

(ver quadro no documento original)

1.4 Reduzir Custos de Exploração Agrícola - 7005136 euros.

(ver quadro no documento original)

2 Apoio à Transformação e Comercialização dos Produtos Agro-Pecuários - 13793216 euros.

2.1 Transformação e Comercialização - 13793216 euros.

(ver quadro no documento original)

3 Diversificação Agrícola - 3635537 euros.

3.1 Diversificação da Produção Agrícola - 2421665 euros.

(ver quadro no documento original)

3.2 Formação e Informação - 166101 euros.

(ver quadro no documento original)

3.3 Renovação e Reestruturação das Empresas Agrícolas - 989411 euros.

(ver quadro no documento original)

3.4 Intervenção Específica em Rabo de Peixe - Agricultura - 58360 euros.

(ver quadro no documento original)

4 Desenvolvimento Florestal - 5106623 euros.

4.1 Fomento e Gestão dos Recursos Florestais - 1000090 euros.

(ver quadro no documento original)

4.2 Infra-estruturas e Equipamentos Florestais - 3441705 euros.

(ver quadro no documento original)

4.3 Uso Múltiplo da Floresta - 664828 euros.

(ver quadro no documento original)

Pescas

Objectivos Sectoriais:

Fiscalização e inspecção;

Cooperação com entidades nacionais e internacionais;

Portos de Sta. Maria e S. Miguel;

Portos da Terceira, Graciosa e S. Jorge;

Portos do Pico.

(ver quadro no documento original)

5 Estruturas de Apoio à Actividade da Pesca - 3178228 euros.

5.1 Inspecção e Gestão - 1622475 euros.

(ver quadro no documento original)

5.2 Estruturas Portuárias - 1455993 euros.

(ver quadro no documento original)

5.2 Intervenção Específica em Rabo de Peixe - Pescas - 99760 euros.

(ver quadro no documento original)

6 Modernização das Pescas - 2274531 euros.

6.1 Frota - 877899 euros.

(ver quadro no documento original)

6.2 Transformação, Comercialização e Cooperação Externa - 1022534 euros.

(ver quadro no documento original)

6.3 Recursos Humanos - 374098 euros.

(ver quadro no documento original)

Turismo

Objectivos Sectoriais:

Aumentar a procura;

Melhorar e aumentar os meios de informação turística;

Aumentar a estadia média;

Aumentar o gasto médio por turista;

Criar estruturas que permitam diversificar a oferta;

Promover e/ou apoiar iniciativas que melhorem a qualidade do serviço prestado.

(ver quadro no documento original)

7 Desenvolvimento do Turismo - 8512397 euros.

7.1 Promoção Turística - 6863869 euros.

(ver quadro no documento original)

7.2 Oferta e Animação Turísticas - 1072416 euros.

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