Lei n.º 107-A/2003 — Grandes Opções do Plano para 2004

Tipo Lei
Publicação 2003-12-31
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 5

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2004

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Prevê-se a concretização das seguintes medidas e acções:

ENERGIA

Continua a existir uma forte dependência energética do exterior, centrada nos derivados de petróleo, uma vez que a Região não dispõe de recursos energéticos fósseis. Por outro lado, as tradicionais alternativas para a substituição dos produtos petrolíferos, como o carvão, o gás natural ou a energia nuclear, não são viáveis para a Região, em virtude da pequena dimensão do seu sistema energético.

Os recursos energéticos regionais com maior expressão para o balanço energético regional são a hidroelectricidade e a biomassa florestal, que é utilizada essencialmente para a produção de calor nos sectores residencial e industrial.

De igual modo, a energia eólica e solar, apesar de apresentarem ainda pouca expressão, são recursos de considerável importância entre as fontes energéticas renováveis disponíveis na Madeira.

Deste modo, é objectivo da política energética regional desenvolver estudos e projectos com vista à redução da dependência energética do exterior através da valorização dos recursos energéticos locais e da utilização racional da energia, bem como à melhoria do ambiente e qualidade de vida, através de soluções inovadoras de produção e utilização energéticas.

A cooperação com outras regiões da União Europeia, alicerçada em programas comunitários que co-financiam estudos e projectos enquadráveis na perspectiva atrás exposta, tem sido um dos instrumentos mais adequados ao desenvolvimento de uma dinâmica regional assinalável no domínio energético e suas interfaces com o ambiente e a qualidade de vida.

Consideram-se como objectivos prioritários:

Prevê-se a concretização das seguintes medidas e acções:

TURISMO

A aprovação do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma da Madeira (POT) constituiu uma das medidas mais relevantes para o sector turístico da Região.

O POT define a estratégia de desenvolvimento turístico da Região e o modelo territorial a adoptar, orientando os investimentos públicos e privados, garantindo o equilíbrio na distribuição territorial da oferta turística e promovendo um melhor aproveitamento e valorização dos recursos humanos, culturais e naturais.

Assim, importa relevar que o referido Plano estabelece limites e, principalmente, ritmos de crescimento da oferta de alojamento turístico, bem como valores para a sua distribuição territorial.

Os objectivos prioritários para o sector impõem um crescimento sustentável do turismo, articulado com o desenvolvimento global da Região e a preservação da tradicional diferenciação e qualificação da Madeira como destino turístico.

Por outro lado, haverá que responder, com adequação e eficácia, ao aumento da capacidade da oferta de alojamento verificado nos últimos anos e à melhoria das condições de acessibilidade ao destino em consequência do funcionamento, em pleno, do Aeroporto Internacional da Madeira.

Assim, salientam-se como objectivos estratégicos:

Neste âmbito, no sector do Turismo, serão desenvolvidas as seguintes medidas:

TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

ACESSIBILIDADES INTERNAS

No domínio das acessibilidades internas as acções e medidas previstas têm por objectivo a melhoria da mobilidade intra-regional, através da construção de novas vias de comunicação entre os principais centros urbanos e melhoria do nível de serviço nas ligações já existentes e de um melhor funcionamento do sistema de transportes terrestres.

Dadas as características e especificidades da Região Autónoma da Madeira, sobretudo em termos de orografia, a existência de elevados padrões de mobilidade é fundamental no processo em curso de desenvolvimento sustentado.

Assim, é imprescindível a existência de um sistema de transportes eficiente, na medida em que constitui um factor decisivo na criação de oportunidades para promover os equilíbrios espaciais sobre o território e fomentar o pleno aproveitamento dos recursos e a criação de emprego e a consequente melhoria das condições de vida e bem-estar das populações.

Apesar do significativo esforço de investimento que tem sido desenvolvido nos últimos anos, a rede viária actualmente em serviço denota, ainda, alguns constrangimentos decorrentes essencialmente dos seguintes factores:

Assim, relativamente à construção/beneficiação das infra-estruturas rodoviárias, prevê-se um conjunto de intervenções de natureza diversa, embora complementares, designadamente, a construção de novas acessibilidades, a criação de variantes aos principais centros urbanos, a diversificação e modernização da rede viária principal e complementar e a requalificação da rede existente em termos de sinalização e segurança, de forma a permitir atingir os seguintes objectivos:

A consciência da necessidade de aprofundamento e consolidação de um sistema de transportes terrestres, devidamente adaptado à nova realidade regional, enquanto área de interesse público com imediata e relevante incidência na vida das populações e no desenvolvimento das actividades económicas, consubstancia as principais linhas de actuação a prosseguir neste sector e que são, no essencial, as seguintes:

Nesta perspectiva serão implementadas as acções e medidas correspondentes, quer aos factores produtivos afectos às deslocações por via terrestre, quer à área da viação considerada na sua generalidade.

No que concerne aos factores produtivos afectos às deslocações por via terrestre, importa referir, nomeadamente:

Em matéria de viação, considerada na generalidade, salienta-se:

ACESSIBILIDADES EXTERNAS

As acessibilidades externas, dadas as condições de insularidade e ultraperiferia da Região, constituem um factor fundamental para o seu desenvolvimento. Neste âmbito, destacam-se as intervenções conducentes à melhoria da operacionalidade das infra-estruturas que asseguram a ligação da Região ao exterior - Aeroporto da Madeira e de Porto Santo e Portos do Funchal, de Porto Santo e do Caniçal.

Salientam-se como principais linhas de actuação sectorial:

O sistema de transportes marítimos e as infra-estruturas portuárias a eles associadas assumem um papel fundamental em termos de garantia do abastecimento da Região, em condições adequadas de segurança, regularidade e qualidade.

Neste domínio, os investimentos a desenvolver inserem-se no âmbito do reordenamento do sistema portuário da Região, actualmente em curso, assente numa política de especialização portuária, e concorrem para os seguintes objectivos:

No âmbito das "Infra-estruturas Aeroportuárias/Sistema de Transportes Aéreos", destaca-se, em termos dos grandes princípios base de actuação:

COMÉRCIO, ABASTECIMENTO E DEFESA DO CONSUMIDOR

O sector do comércio tem um peso preponderante na economia regional, quer ao nível do seu contributo para a formação do PIB regional, quer em termos da ocupação da população activa, mas caracteriza-se por uma fraca produtividade das empresas, aliada a problemas de gestão das mesmas.

Este sector enfrenta actualmente uma nova realidade, resultante da implantação de novas unidades comerciais, com tipificação diferente da que era habitual na Região, nomeadamente das grandes superfícies. Por outro lado, tem-se assistido, nos últimos anos, ao desenvolvimento de formas inovadoras de comércio, como é o caso do franchising, venda por catálogo, venda directa, televenda, bem como a especialização de estabelecimentos comerciais.

Esta nova realidade obrigou as empresas comerciais de pequena e média dimensão a um esforço acrescido de modernização e de reforço dos seus factores de competitividade, que passam pela melhoria da qualidade, redução de custos, formação profissional, adopção de novos conceitos no fornecimento de serviços e por projectos de urbanismo comercial.

Na sequência dos apoios que têm sido atribuídos à actividade comercial nos últimos anos, assistiu-se à revitalização do comércio regional. Contudo, os esforços que até agora foram feitos são manifestamente insuficientes e constata-se a necessidade de desenvolver mais acções. A manutenção deste tipo de apoios e o incentivo às actividades mobilizadoras das estruturas associativas junto das empresas são fundamentais para que efectivamente se proceda ao reforço da competitividade do sector do comércio.

A orientação estratégica do Governo Regional em promover a qualidade, quer ao nível das estruturas, quer ao nível de programas de dinamização da qualidade, tem resultado num acréscimo da procura dos respectivos serviços.

O Laboratório de Metrologia da Madeira, estrutura fundamental para a promoção da qualidade industrial, tem vindo a intensificar a prestação de uma variedade de serviços ao nível da metrologia legal.

Constituem objectivos prioritários:

As principais medidas a implementar são as seguintes:

EDUCAÇÃO

Constituem objectivos deste Sector:

Dentro das medidas e acções a desenvolver, destacam-se:

EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EMPREGO E TRABALHO

Deste modo, os objectivos das políticas de emprego e de trabalho a prosseguir na Região são os seguintes:

Os objectivos enunciados visam a criação de condições para a manutenção do pleno emprego e para a melhoria da qualidade do emprego e do trabalho, conseguidos através da intensificação das políticas seguidas até à presente data. Em termos de instrumentos a desenvolver, salientam-se as seguintes medidas:

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Para a dinâmica empreendida na área da formação profissional têm contribuído em grande medida os apoios do Fundo Social Europeu, bem como uma cada vez maior sensibilização para a importância da formação, tanto a nível dos activos, como factor decisivo para o aumento da capacidade produtiva e da própria estabilidade de emprego, como também por uma maior procura de opções profissionalizantes, especialmente por parte dos jovens.

Têm sido promovidos, nomeadamente, uma maior articulação entre os sistemas educativo e formativo, o apoio às acções de carácter qualificante, reforçando a componente de formação em contexto de trabalho e promovendo um maior envolvimento das empresas no acolhimento e acompanhamento aos formandos, o apoio e acompanhamento de projectos que combatam os fenómenos de exclusão social, a introdução de mecanismos de reforço da credibilidade do Sistema de Formação e o estabelecimento de protocolos e parcerias com entidades regionais e nacionais.

Deste modo, constituem objectivos prioritários em matéria de formação profissional:

No que concerne às medidas de carácter legislativo, institucional e outras a tomar, são de relevar:

CULTURA

No âmbito deste Sector têm sido concretizadas acções de valorização do património histórico-cultural, de divulgação e apoio à actividade artística e cultural e de apoio ao estudo e divulgação da história e cultura madeirenses e à melhoria dos serviços de bibliotecas e arquivo.

Como objectivos prioritários salientam-se:

Salientam-se, como principais medidas a implementar:

Em termos estratégicos, a política em curso privilegiará, nomeadamente o reforço das identidades culturais (património, música tradicional, história e literatura insular), o apoio à descentralização (reestruturar e apoiar financeiramente os grupos e associações que são vectores de dinamização cultural junto das populações), a ligação a organismos e institutos nacionais do sector, de carácter privado ou tutelados pelo Ministério da Cultura, uma correcta articulação com as autarquias (defesa do património, dinamização e promoção da cultura local), um reforço das ligações com as comunidades madeirenses no mundo, apoiando as visitas de agentes e grupos culturais para actuação junto dos emigrantes e fornecendo às Casas da Madeira diverso material de cultura, e um relacionamento de confiança e rigor com os agentes, grupos e instituições da sociedade civil, designadamente com associações já constituídas nesta área e com instituições religiosas (cooperação na salvaguarda do património).

SAÚDE

O sector da Saúde na Região Autónoma da Madeira tem conhecido ao longo dos últimos anos alterações importantes em diversas áreas, nomeadamente ao nível das infra-estruturas, dos equipamentos, da oferta de serviços, dos recursos humanos empregues e da acessibilidade aos cuidados.

Constituem medidas prioritárias para este sector:

SEGURANÇA SOCIAL

As medidas e os programas de política social que vêm sendo desenvolvidos na Região têm-se constituído como instrumentos de respostas adequados às necessidades detectadas.

Todavia, a complexidade do tecido social regional, a evolução demográfica e as novas dinâmicas sociais colocam novos e exigentes desafios às políticas de protecção e integração social.

Os fenómenos da exclusão social e da pobreza assumem contornos complexos, estando longe da sua erradicação global, e o modelo de intervenção que se pretende passa por uma troca de experiências e de saberes, pela realização de um trabalho conjunto, interdisciplinar e interdepartamental, e pela criação e desenvolvimento de parcerias, que visam, em última instância, a coesão social e o bem-estar de todos os cidadãos.

Constitui, portanto, o grande objectivo do sistema de segurança social regional, a criação de um espaço socialmente coeso e capaz de gerir oportunidades de inclusão e desenvolvimento para todos os seus cidadãos.

Assim, o sector da segurança social procurará orientar-se por linhas de actuação que acompanhem esta visão geral de bem-estar social, as quais terão a sua tradução, nomeadamente, nas seguintes medidas e acções:

HABITAÇÃO E URBANISMO

HABITAÇÃO

A resolução dos problemas habitacionais é uma das principais prioridades das políticas sociais do Governo Regional, com importância consagrada e reforçada nas dotações que os sucessivos orçamentos regionais vêm afectando a este sector de intervenção.

O Governo Regional vai prosseguir e reforçar os seus programas e investimentos no sector da habitação, nomeadamente com a construção de fogos para arrendamento social e para venda a preços sociais (habitação económica) e com os apoios às cooperativas de habitação e à recuperação e aquisição de casa própria.

Paralelamente, o Governo Regional vai prosseguir a sua política habitacional complementar, alternativa à habitação social, reforçando as condições para que as famílias pertencentes a segmentos de rendimento intermédio resolvam, com ajuda pública, o seu problema habitacional, no sentido de adquirir, construir ou arrendar habitação e de criar condições de habitabilidade através da reabilitação da habitação.

Na sequência da política sectorial desenvolvida, e para a concretização destes objectivos, prosseguir-se-á a concretização das seguintes medidas:

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO

A promoção do ordenamento territorial visa o desenvolvimento harmonioso e sustentado da Região.

Neste sentido, importa garantir a todo o espaço regional determinados padrões de qualidade de vida e de qualidade ambiental, generalizando o acesso qualificado da população aos equipamentos e serviços colectivos.

Neste domínio, destacam-se como principais medidas de política sectorial a desenvolver:

DEFESA E PROTECÇÃO DO AMBIENTE

As actuações em matéria ambiental inserem-se na estratégia de prossecução dos grandes objectivos definidos no Plano Regional de Política do Ambiente que são:

SANEAMENTO BÁSICO AMBIENTAL

Uma das grandes vertentes da gestão ambiental é constituída pelo domínio do saneamento básico ambiental que contempla importantes infra-estruturas básicas nas áreas de resíduos sólidos, dos resíduos especiais, das águas residuais e do abastecimento de água.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

No domínio dos recursos hídricos têm sido realizados vultuosos investimentos em infra-estruturas, com o objectivo de assegurar um abastecimento regular, contínuo e eficiente aos utilizadores.

As maiores obras realizadas ou em curso subordinam-se a uma lógica se interligação das origens com vista a optimizar a satisfação das necessidades de abastecimento público, regadio e produção de energia eléctrica.

O Plano Regional da Água da Madeira, irá permitir o desenvolvimento de uma política integrada, no tempo e no espaço, dos recursos hídricos disponíveis constituindo um instrumento que facultará as bases para a gestão deste recurso e dará enquadramento e coerência aos investimentos regionais a realizar neste domínio. Obedece a uma perspectiva de racionalização de consumos, valorização e preservação destes recursos, de garantia da qualidade ambiental e sustentabilidade económica dos sectores públicos relacionados com o domínio hídrico. Este plano está integrado no Plano Nacional da Água dando cumprimento às disposições legais em matéria de águas de abastecimento público e residuais em particular no que respeita às imposições insertas na Directiva Quadro da Água.

ÁGUAS RESIDUAIS

Ao longo dos últimos anos têm sido concretizadas importantes intervenções nos sistemas de destino final das águas residuais dos aglomerados mais populosos da ilha da Madeira, em conformidade com as normas vigentes, de forma a preservar a qualidade do meio receptor que é o mar.

O desenvolvimento das acessibilidades e das redes de abastecimento de água, que beneficiam a quase totalidade dos aglomerados populacionais, veio introduzir maior exigência no que respeita a drenagem, tratamento e destino final de águas residuais.

As intervenções previstas no sentido de colmatar as carências no sector, no domínio do tratamento e destino final, têm em conta esta tendência e a necessidade de dar cumprimento à Directiva n.º 91/271/CEE. O Governo Regional prevê implementar, até 2006, soluções de tratamento de águas residuais em todos os concelhos, num esforço a desenvolver em parceria com os municípios, a quem cabe a responsabilidade pela construção e exploração das redes.

As imposições comunitárias nesta matéria implicam que, até 2005, todos os aglomerados com mais de 10.000 habitantes deverão estar dotados de sistemas de tratamento secundário de águas residuais.

Esta exigência obriga à reformulação de alguns sistemas existentes.

RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

Nesta área pode dizer-se que a Madeira vive uma verdadeira revolução que permitirá criar condições consentâneas com o processo de desenvolvimento em curso.

Na RAM a produção de resíduos sólidos tem vindo a aumentar de forma significativa no passado recente, em resultado, nomeadamente, da melhoria das condições de vida da população e do seu carácter insular, que implica o recurso à importação de um grande volume de produtos embalados.

Os objectivos prioritários sectoriais visados com as intervenções a desenvolver são os de proporcionar uma gestão eficiente e ambientalmente adequada dos resíduos, através da implementação de um sistema integrado de tratamento e valorização, incluindo soluções de tratamento e deposição de resíduos, tecnologicamente testadas e verificando exigentes requisitos de qualidade ambiental.

As medidas de política sectorial a implementar inserem-se no quadro dos princípios orientadores do PERRAM - Plano Estratégico de Resíduos da RAM e consistem basicamente em:

RESÍDUOS INDUSTRIAIS BANAIS

Os resíduos enquadrados nesta categoria (inertes de desaterro e inertes de demolições - entulhos) continuarão a merecer particular atenção pelo Governo Regional. De facto, mantém-se como objectivo o aumento da capacidade de resposta nesta área e o reforço da acção preventiva e de controlo de comportamentos desviantes a que ainda se assiste.

Os resíduos de demolições passarão a ser reciclados de modo a obter-se britas de diferente dimensão, areia e pó, o que contribuirá para evitar procedimentos irregulares e lesivos da qualidade ambiental.

Para além disso constitui uma alternativa importante à extracção de inertes na Região.

RESÍDUOS ESPECIAIS

Neste domínio, constitui objectivo prioritário a definição de um modelo de gestão para os resíduos especiais e em assegurar o transporte, entre a Região e o Continente, dos resíduos recicláveis e de outros que careçam de tratamento e ou destino final adequado.

As acções a desenvolver são as seguintes:

DEFESA E PROTECÇÃO DO AMBIENTE

QUALIDADE DO AMBIENTE

As acções nesta área de intervenção derivam, essencialmente, da necessidade de sustentar a gestão ambiental num conjunto de indicadores de qualidade ambiental, incluindo os descritores relativos às componentes ar, água, ruído e biodiversidade, entre outros.

No âmbito desta linha de acção, dar-se-á continuidade a algumas iniciativas já em curso e serão lançadas outras, que foram, entretanto, estruturadas tecnicamente, de que são exemplo:

Conservação da Natureza e Gestão dos Espaços Naturais

A Região Autónoma da Madeira possui uma diversidade de habitats e de espécies que urge conservar, salvaguardando-as para o futuro. A necessidade de preservar o património natural e cultural levou à criação de diversas áreas protegidas na Região. Algumas dessas áreas compreendem ecossistemas reconhecidos internacionalmente, de que são exemplos: a floresta Laurissilva que é detentora do galardão da UNESCO como património natural, além de ser reserva biogenética do Conselho da Europa; a Reserva Natural das Ilhas Desertas, detentora da classificação de reserva biogenética do Conselho da Europa para áreas protegidas e a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, já detentora do diploma europeu e candidata a Património Natural Mundial da UNESCO.

A riqueza e importância deste património biológico obrigam-nos a continuar o trabalho de preservação e de conservação da natureza, que tem sido desenvolvido na RAM, trabalho este que é compatível com a salvaguarda dos interesses socioeconómicos, desde que haja uma actuação de forma sustentada e sustentável. Outra perspectiva estratégica para este sector é a de manter a paisagem como um recurso económico e factor de desenvolvimento das populações locais, dado que esta constitui um dos principais atractivos da Região.

As acções previstas inserem-se na estratégia de conservação da natureza estabelecida para o arquipélago da Madeira, sendo as linhas de actuação prioritária, essencialmente, as seguintes:

As intervenções neste domínio envolvem as seguintes actuações concertadas:

EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO AMBIENTAL

Neste domínio será dada continuidade a importantes projectos, nomeadamente os seguintes:

REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL

Inserem-se neste domínio as actividades orientadas para a valorização da paisagem, prevenção de riscos e requalificação de espaços degradados, a par da actividade regular de acompanhamento de intervenções susceptíveis de induzir impactes negativos no território.

Das acções a desenvolver destacam-se as seguintes:

INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

As acções desenvolvidas no âmbito da "Investigação e Desenvolvimento Tecnológico", visam essencialmente dar continuidade à aquisição de equipamentos e à melhoria das estruturas existentes, assim como projectar novos espaços, por forma a que as novas tecnologias promovam, com maior eficácia, a cooperação e a internacionalização empresariais.

No âmbito deste sector, preconiza-se o desenvolvimento de centros de competência e de liderança científica e tecnológica, devidamente articulados entre si e com o tecido económico-social, num quadro de redes de ciência e tecnologia, inovação e cooperação.

São as seguintes as principais medidas e acções a desenvolver:

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REGIONAL

O acelerado desenvolvimento económico da Região Autónoma da Madeira, associado à sua inserção no amplo espaço da União Europeia e aos desafios decorrentes do fenómeno da globalização, constituem factores que determinam a necessidade de desenvolver e aprofundar a modernização da Administração Pública Regional.

O Governo Regional propõe-se, para o sector da Administração Pública, atingir os seguintes grandes objectivos:

Para alcançar estes objectivos, está previsto implementar as seguintes medidas e acções:

APOIOS AO SECTOR EMPRESARIAL

O tecido empresarial da Região Autónoma da Madeira ainda revela grandes insuficiências em matéria de produtividade e de competitividade, sobretudo quando comparado com a média da União Europeia, pelo que se deverá continuar a incentivar o investimento produtivo, promovendo a criação, expansão e modernização do tecido empresarial, tendo em vista a dinamização da base produtiva regional. As potencialidades e fragilidades do sistema produtivo regional terão de ser ultrapassadas para que se alcancem os níveis de competitividade necessários para defrontar uma concorrência externa e interna acrescida, no âmbito de uma União Europeia voltada para um alargamento futuro aos restantes Países da Europa.

A globalização das economias resulta numa rápida evolução tecnológica e em alterações nos padrões de consumo, o que vai implicar ajustamentos significativos ao processo produtivo que importa promover, por forma a que as empresas se tornem competitivas no futuro.

No âmbito da orientação da criação de condições que, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável e de coesão interna, visem o reforço da capacidade de afirmação da economia regional em áreas de especialização estratégicas, onde possam ser criadas vantagens comparativas, o Governo Regional da Madeira apresenta como objectivos prioritários:

Prevê-se a concretização das seguintes medidas e acções:

APOIOS AO DESENVOLVIMENTO LOCAL

Ultrapassada a fase em que foi necessário satisfazer as necessidades da população em infra-estruturas básicas, os apoios do Governo Regional ao desenvolvimento local visam a implementação de uma política centrada na resolução dos problemas que atingem as zonas geográfica e economicamente mais desfavorecidas através da realização de projectos que, simultaneamente, sejam viáveis do ponto de vista financeiro e apresentem um lucro social elevado.

É intenção o desenvolvimento de várias medidas e acções, por forma a atingir um conjunto de objectivos, dos quais se destacam:

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