Lei n.º 30-B/2000 — Grandes Opções do Plano para 2001

Tipo Lei
Publicação 2000-12-29
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 7

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2001

Histórico de alterações JSON API

Infra-estruturas desportivas:

EURO 2004:

Medicina Desportiva:

Relações externas:

4.ª OPÇÃO - REFORÇAR A COESÃO SOCIAL AVANÇANDO COM UMA NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS

SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

As medidas previstas nas GOP2000 foram durante o corrente ano largamente executadas ou encontram-se em fase adiantada de execução.

Assim, a Lei de Bases da Solidariedade e da Segurança Social, consagrando, no essencial, os princípios orientadores propostos pelo Governo, foi aprovada na Assembleia da República.

Deu-se continuidade à política de aumento de pensões, traduzida na aplicação do princípio da diferenciação positiva, através da actualização ordinária para 2000, com aumentos claramente acima da inflação - pensão social +5,9%, pensões mínimas do regime geral +4,3% e +4,1%, pensão dos trabalhadores agrícolas (RESSAA) +4,5%. Deu-se ainda início ao processo de actualização extraordinária das pensões de velhice e de invalidez do regime especial de segurança social das actividades agrícolas (RESSAA), tendo sido efectuada a primeira fase desta actualização em 1 de Julho 2000, com um aumento de10,9%, estando a segunda fase prevista para Julho de 2001, a qual, em conjunto com a actualização ordinária para 2001, permitirá garantir uma pensão a estes trabalhadores não inferior a 32300$00.

No que respeita à continuação da reforma institucional do sistema de solidariedade e segurança social, foram dados passos significativos com a criação do Instituto de Solidariedade e Segurança Social (ISSS), que agregará as competências operativas do sistema de solidariedade e segurança social, antes dispersas por várias instituições, possibilitando assim uma desconcentração eficaz, tendo também em conta a reformulação do actual sistema de informação. A criação do ISSS, em conjunto com a alteração da estrutura interna do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e a criação das suas delegações distritais, bem como a consolidação dos instrumentos que possibilitam ao Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social prosseguir a sua missão, fecham a primeira fase do ciclo que permite a existência do novo modelo organizativo da solidariedade e segurança social.

No âmbito do combate à fraude e evasão contributiva, bem como ao acesso indevido às prestações intensificou-se a intervenção com o a elaboração e lançamento do Plano Nacional de Prevenção da Fraude e Evasão Contributivas e Prestacionais, em Março de 2000. Este Plano envolveu acções de curto prazo, cujos resultados foram anunciados em Maio de 2000, bem como objectivos de médio prazo.

Em cumprimento das medidas planeadas para o curto prazo, realizaram-se acções nacionais de sensibilização e de fiscalização/verificação a contribuintes e beneficiários, em matéria de não declaração de contribuições ou não pagamento atempado, de prestações como os subsídios de doença e desemprego e ainda de Rendimento Mínimo Garantido, em que se pretendeu medir a dimensão da fraude, avaliar a eficácia do combate e reverter a cultura de impunidade favorável ao incumprimento. Estas acções envolveram o contacto com cerca de 190000 beneficiários e 11500 contribuintes.

Dos vários objectivos de Médio Prazo previstos, destacam-se:

No que concerne à recuperação e prevenção da dívida à segurança social, foram criadas as condições que permitem aumentar a capacidade e a autonomia da segurança social na cobrança coerciva através da criação de secções de processo executivo da segurança social, tal como consagradas no artº. 38º da Lei nº. 3B/2000 de 4/4 que, conjuntamente com criação das já referidas delegações distritais do IGFSS permitirão, por um lado conferir maior celeridade aos respectivos processos de execução relativos a contribuintes incumpridores e, por outro, prevenir a constituição de novas dívidas pelo acompanhamento da situação dos contribuintes através do gestor de contribuintes.

Está em fase de plena execução o Plano Nacional de Lojas de Solidariedade e Segurança Social, com a instalação de cerca de quatro dezenas de Lojas, o que permitirá melhorar sensivelmente o atendimento ao cidadão.

O esforço de capitalização que tem vindo a ser realizado na segurança social permitirá que no final de 2000 o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social atinja os 600 milhões de contos.

Este esforço, até agora conseguido através de melhor eficiência do sistema e da conjuntura económica, bem como do cumprimento das responsabilidades do Orçamento de Estado no financiamento da segurança social, está claramente definido na nova Lei de Bases da Solidariedade e da Segurança Social. Assim, esta Lei consagra, no que respeita ao regime financeiro da segurança social, a conjugação de técnicas de repartição e de capitalização, por forma a ajustar-se à alteração das condições económicas, sociais e demográficas e ainda, para além de outras disposições sobre o financiamento da segurança social, pela aplicação num fundo de reserva, a ser gerido em regime de capitalização, dos saldos anuais do subsistema previdencial, das receitas resultantes da alienação de património, dos ganhos obtidos das aplicações financeiras e de uma parcela entre 2 a 4% das cotizações da dos trabalhadores, até que aquele fundo assegure a cobertura das despesas previsíveis com pensões, por um período mínimo de dois anos.

Na área da solidariedade e acção social são diversificadas e numerosas as iniciativas em curso.

Assim, está em curso a fase de consolidação da rede social em quarenta concelhos, para alargamento posterior aos restantes, de modo a constituir, numa óptica de desenvolvimento local, o fórum privilegiado de diálogo, proposição e acompanhamento das iniciativas sociais a cargo dos diversos parceiros.

Foi apresentado publicamente o estudo global de análise da informação constante da Carta Social, cujos resultados já começaram a ser utilizados na elaboração do PIDDAC 2001. O estudo revela o esforço feito não apenas em termos de crescimento da rede, mas também em termos do lançamento de respostas inovadoras, de carácter integrado e próximo das necessidades concretas dos cidadãos mais carenciados, que tem vindo a ser seguido.

Com vista a melhorar a qualidade de funcionamento dos equipamentos sociais está em curso o Programa Avô que prevê, nomeadamente a futura certificação da qualidade dos Lares para Idosos e a inclusão de dotação específica (já em 2001) no PIDDAC.

Prosseguiu a expansão e diversificação da rede de serviços e equipamentos sociais, com especial ênfase na área de resposta às crianças em risco e à 1ª infância, tendo sido aprovado o Plano Creches 2000 que prevê a duplicação da capacidade instalada.

Prosseguiram todos os programas e medidas de combate à pobreza e exclusão social, de que se destacam, entre outros, o Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza e o Programa Integrar.

No âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho de Ministros da União Europeia promoveram-se com assinalável relevo e importância estratégica, todos os eventos previstos nas GOP 2000.

Na sequência da Cimeira de Lisboa e dos trabalhos do Grupo de Alto Nível por ela lançado, foram iniciados os trabalhos para o lançamento de um Programa de Acção Nacional contra a pobreza, enquadrado por um processo de coordenação aberta na Europa nesse domínio de política.

Medidas a implementar em 2001

De um vasto e diversificado conjunto de objectivos e iniciativas a alcançar e levar a cabo em 2001 relevam, na área da Segurança Social, as seguintes:

Para além do amplo processo legislativo que concretizará as grandes orientações da nova Lei de Bases o processo de gestão reformista do Sistema de Solidariedade e Segurança Social prosseguirá, ainda, através de um conjunto alargado de outras medidas de política:

Na área da Solidariedade e Acção Social, de entre as numerosas e diversas iniciativas que continuarão a ser desenvolvidas e alargadas a favor das diversas populações-alvo, ressaltam, pela sua prioridade e impacto as que visam:

Principais investimentos em 2001

O programa de investimentos do âmbito do MTS incluídos em PIDDAC atinge um valor de 43 milhões de contos (entre auto-financiamento, fundos comunitários e OE), que se distribuem entre equipamentos sociais (quase metade), desenvolvimento da rede de centros de formação, modernização administrativa e incentivos à criação de micro-empresas.

Na área dos equipamentos sociais as prioridades são atribuídas às respostas dirigidas à 1ª infância (creches), crianças em risco, deficientes, população idosa e portadores de uma dependência (temporária ou definitiva), sendo de assinalar a introdução de um novo programa visando a melhoria da qualidade de funcionamento dos estabelecimentos (nomeadamente Lares para Idosos).

Na área da modernização administrativa prossegue o esforço na área de informática e intensifica-se o investimento na melhoria das condições de funcionamento dos serviços e de acolhimento e atendimento dos utentes.

No contexto do Quadro Comunitário de Apoio para 2000-2006, e no que se prende ao Fundo Social Europeu - instrumento decisivo para a prevenção e luta contra o desemprego, para o desenvolvimento dos recursos humanos e integração social no mercado de trabalho - encontra-se previsto um montante global, para o período de programação, de 932 milhões de contos.

Os grandes objectivos de intervenção da área do emprego, formação e desenvolvimento social desenvolvem-se através do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social, das medidas desta mesma área desconcentradas regionalmente e do Programa de Iniciativa Comunitária Equal.

SAÚDE

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

Em 2000 o Governo promoveu e concretizou um vasto conjunto de medidas fundamentais para a realização, a prazo, de um objectivo consensual: que os portugueses disponham de um sistema de saúde com uma capacidade efectiva de resposta às suas necessidades, assente num sistema de qualidade e, naturalmente eficiente na utilização dos recursos.

As novas etapas da reforma da Saúde estão naturalmente enquadradas por uma estratégia global que permite: reforçar os princípios da universalidade, generalidade e equidade que enformam o Serviço Nacional de Saúde, centrando-o de forma inequívoca no cidadão e tornando-o, simultânea e progressivamente, mais eficiente e eficaz.

As medidas e acções lançadas ou concretizadas neste primeiro ano de legislatura foram determinadas por um conjunto de objectivos prioritários:

Constituem exemplos das intervenções consideradas prioritárias neste primeiro ano:

Acesso a Cuidados de Saúde:

Prevenção da Doença e Promoção e Protecção da Saúde:

Organização e Gestão dos Serviços de Saúde:

Política do Medicamento:

Recursos Humanos:

Medidas de política para 2001

No ano 2001, mantendo-se as opções estratégicas e os objectivos do primeiro ano da legislatura, não só se consolidarão as intervenções já iniciadas como será concretizado um vasto conjunto de acção e medidas com produção de efeitos no próprio ano e a médio prazo.

Promoção do Acesso a Cuidados de Saúde de Qualidade:

Prevenção da Doença e Promoção e Protecção da Saúde:

Serviços de Saúde:

Recursos Humanos:

POLÍTICA CONTRA A DROGA E A TOXICODEPENDÊNCIA

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

A Estratégia Nacional de Luta contra a Droga, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministro n.º 46/99, de 22 de abril, e as novas competências e atribuições cometidas ao IPDT, através do Decreto-Lei n.º 90/2000, de 18 de Maio, são instrumentos fundamentais que contribuem para a definição da política de Drogas a levar a cabo pela Administração Pública e Sociedade Civil.

O ano 2000, constitui-se ainda como um ano de viragem na política de Drogas. Com efeito, discutiram-se publicamente várias propostas no sentido de clarificar o novo enfoque paradigmático da toxicodependência. O toxicodependente passa pela primeira vez a ser primacialmente encarado não como um criminoso mas como um doente. Esta opção implica mudanças de atitudes e mentalidades conducentes à inclusão social do toxicodependente, podendo marcar o início do fim do processo de estigmatização a que tem sido votados.

O Decreto n.º 25/VIII que define o regime jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, bem como a protecção sanitária e social das pessoas que consomem tais substâncias sem prescrição médica, foi discutido e aprovado pela Assembleia da República, estando em programação a sua implementação para o ano 2001. Esta nova Lei da Droga irá proporcionar aos toxicodependentes uma estrutura de apoio e orientação para o tratamento, através do trabalho a desenvolver pelas "Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência", em estreita articulação com os serviços públicos e privados devidamente credenciados para proporcionar programas de tratamento.

A extinção do Projecto Vida a 18 de Agosto de 2000 e a integração das suas actividades no IPDT, constituiu um passo em frente na definição de um modelo simplificado de coordenação da política interdepartamental, como estava previsto na Estratégia Nacional de Luta Contra a Droga.

Medidas de política para 2001

Além da coordenação da política nacional de drogas, está em curso para o ano 2001, a implementação do Plano Nacional de Luta Contra a Droga, de onde decorre um conjunto de acções de prevenção primária, que será reforçada, e reinserção social em diversos domínios da toxicodependência, bem como a implementação de um sistema de informação sobre o fenómeno da droga e da toxicodependência.

Os Núcleos de Coordenação Distrital do Projecto Vida, agora integrados no IPDT, irão contar, para o reforço das suas actividades, com mais recursos materiais e humanos, constituindo-se assim como um pilar essencial de uma Rede Nacional de Prevenção Primária, a qual deverá contar com o empenho das autarquias locais e das organizações da sociedade civil.

5ª OPÇÃO - CRIAR CONDIÇÕES PARA UMA ECONOMIA MODERNA E COMPETITIVA

FINANÇAS

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

Política orçamental

A construção de uma economia moderna e competitiva ao serviço do desenvolvimento e do emprego, necessária para o sucesso da transição para a sociedade de conhecimento, exige mudanças sistémicas a vários níveis da sociedade portuguesa indutoras de rápidos ganhos da produtividade e da qualificação e competências dos trabalhadores portugueses. As políticas estruturais e as políticas microeconómicas têm, assim, um enfoque centrado no lado da oferta, essencial para aumentar a taxa potencial de crescimento económico, a produtividade e o emprego.

Os efeitos destas mudanças estruturais dependem, contudo, da envolvente macroeconómica. Assim, a política orçamental manterá a orientação de consolidar e aprofundar a estabilidade macroeconómica, no quadro do Pacto de Estabilidade e de Crescimento, conducente à aceleração do crescimento do investimento produtivo e do reforço dos ganhos de competitividade.

O compromisso central da política orçamental é a redução gradual e sustentada do défice orçamental e a consolidação das Finanças Públicas. A actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento para o período 2000-2004, aprovada pelo Conselho Ecofin de 13 de Março do corrente ano, fixou as metas para a política orçamental, as privatizações e as políticas estruturais até 2004.

As metas macroeconómicas fixadas no OE2000 deverão ser, com a excepção do objectivo inflação, atingidas. A taxa de crescimento económico deverá situar-se nos 3,3 por cento, a taxa de desemprego nos 4 por cento com o emprego total a crescer mais de um por cento e o défice global das Administrações Públicas deverá reduzir-se para 1,5 por cento do PIB.

As medidas fiscais adoptadas para o corrente ano contribuíram para melhorar a equidade entre os cidadãos e o desenvolvimento da competitividade das empresas nacionais. No que respeita à equidade, um verdadeiro Pacto de Justiça Fiscal exige o alargamento da base tributável, a intensificação do combate à evasão e fraude fiscais e a diminuição do esforço fiscal dos contribuintes cumpridores. O combate contra a evasão e fraude fiscais é uma das vertentes fundamentais do alargamento da base tributária, de eliminação de injustiças que decorrem da incorrecta distribuição da carga tributária sobre diferentes categorias de rendimentos assim como distorções de concorrência entre empresas cumpridoras e não cumpridoras. O incremento da fiscalização externa e a reforma dos serviços de administração tributária, acompanhados de uma constante melhoria dos instrumentos normativos e uma aplicação cuidada dos já existentes, serão instrumentos fundamentais no referido combate.

O outro pilar da política fiscal - a promoção da competitividade - agirá no sentido da captação do investimento e criação de emprego, redireccionando os benefícios fiscais numa óptica de incentivos, selectivos e temporários, para áreas-chave como a inovação tecnológica, o ambiente, a investigação e desenvolvimento e o investimento com efeitos estruturantes na economia nacional. O reforço da competitividade e internacionalização da economia portuguesa foi prosseguido por via da continuação da política de negociação de convenções para evitar a dupla tributação.

O Orçamento do Estado de 2000 inclui as seguintes medidas aprovadas pela Assembleia da República:

Ao nível da Reforma Fiscal, 2000 foi um ano em que se racionalizou a tributação por via da redução das taxas liberatórias e das categorias, se implementou a declaração de todos os rendimentos auferidos na declaração fiscal, e se sistematizou, num quadro de maior uniformidade e racionalidade, o sistema de deduções, abatimentos e benefícios fiscais. No dia 30 de Junho, o Governo apresentou à Assembleia da República uma proposta de lei de aprofundamento da reforma fiscal do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) que prevê o desagravamento fiscal dos contribuintes. Esta iniciativa legislativa estabelece as linhas fundamentais de reforma da tributação do rendimento das pessoas singulares e apresenta novas medidas para garantir o combate eficaz à evasão e à fraude fiscais. Uma das alterações constantes é o desagravamento significativo das taxas e escalões de rendimento. Esta reforma do IRS insere-se num contexto coerente de alteração do sistema fiscal português, prevendo-se a apresentação, ainda no ano 2000, de novas propostas de lei que visam consubstanciar a reforma da tributação do rendimento das pessoas colectivas, do regime das infracções tributárias e da tributação do património.

Em termos do programa de privatizações, o encaixe obtido, no primeiro semestre de 2000, foi de cerca de 87 milhões de contos, valor que resulta da privatização de 11% da GALP, prevendo-se, até ao final do ano um encaixe adicional de cerca de 430 a 450 milhões de contos atribuíveis à privatização de 20% da EDP - Electricidade de Portugal, S. A.

Medidas a implementar em 2001

O novo regime da Política Económica

Na segunda metade dos anos 90, a entrada de Portugal no clube fundador do Euro constituiu o grande desígnio nacional, traduzindo-se o mesmo numa política económica conducente ao cumprimento - gradual e equilibrado - dos critérios fixados no Tratado da União Europeia, a qual não apenas garantiu o cumprimento - e posterior consolidação - nominal dos critérios de finanças públicas e de evolução dos preços, como augurou alcançar taxas de crescimento económico superiores às da média comunitária.

O sucesso alcançado permite, hoje, a Portugal encarar com redobrado fôlego e determinação o desafio da convergência estrutural da economia portuguesa com as economias mais desenvolvidas da União Europeia, de forma a alcançar padrões de vida semelhantes aos mais elevados verificados no espaço europeu.

Este processo de catching up, cujo barómetro por excelência é a ratio da taxa de crescimento económico nacional com a taxa de crescimento económico média comunitária, exige um elevado esforço de evolução qualitativa nacional, nomeadamente em termos da produtividade e da qualificação média dos trabalhadores portugueses, da qualidade das infra-estruturas, do ordenamento do território e do sistema jurídico-institucional

Neste novo enquadramento - definido pela vivência num novo regime económico, associado à entrada na União Económica e Monetária, e pela consagração de um novo desígnio nacional - é fundamental uma adequada reorientação do perfil da política económica, cujo cerne se deve agora centrar sobre políticas do lado da oferta que permitam aumentar o potencial de crescimento da economia, a produtividade e o emprego, designadamente políticas estruturais e microeconómicas.

As políticas orçamental e fiscal, assumindo novas dimensões no quadro global da política económica, continuam a desempenhar papel fundamental ao nível da consolidação e aprofundamento da estabilidade macroeconómica, nomeadamente das finanças públicas, bem como na criação de condições de competitividade, empresarial e nacional, acrescida, e na promoção da equidade social dos cidadãos.

A política de rendimentos procurará, com base no crescimento sustentado da produtividade - associada a alterações da estrutura produtiva e a ganhos de produtividade nos sectores tradicionais - a aproximação progressiva dos salários médios reais aos níveis salariais europeus.

A política monetária e cambial do Euro, para o conjunto da UEM, conduzida pelo Banco Central Europeu, exige uma adequada articulação das políticas económicas nacionais, de modo a assegurar a estabilidade de preços e o crescimento do investimento, da economia e do emprego.

Neste cenário, o compromisso central da política orçamental portuguesa tem sido, e continuará a ser, a redução gradual e sustentada do défice orçamental e a consolidação das finanças públicas, tendo em consideração a respectiva sustentabilidade no longo prazo.

No quadro do novo regime da política económica descrito, bem como na sequência da evolução recente das finanças públicas, designadamente do bem sucedido esforço de controlo e consolidação orçamental, a adequada prossecução de uma política orçamental de rigor, reorientada qualitativamente, apresenta-se como fundamental, quer em termos de sustentabilidade futura das finanças públicas, quer em termos da prossecução dos objectivos de estabilidade macroeconómica e de convergência real face aos países europeus mais desenvolvidos.

Neste âmbito, destaquem-se as grandes linhas de orientação da política orçamental para a corrente Legislatura e, mais particularmente, para o ano 2001:

As metas orçamentais e para a dívida pública, constantes no Programa de Estabilidade e Crescimento 2000-2004, consubstanciam-se na redução gradual do défice global do sector Público Administrativo para 1,1 por cento do PIB em 2001; e na redução da dívida pública em percentagem do PIB, para 55,2 por cento em 2001.

Em termos dos subsectores do SPA, os objectivos são a redução gradual e sustentada do défice da Administração Central, a manutenção do equilíbrio orçamental da Administração Regional e Local e a continuação da verificação de excedentes orçamentais ao nível da Segurança Social, os quais deverão ser aplicados em fundos de estabilização financeira de forma a acautelar os encargos financeiros decorrentes do envelhecimento demográfico e da maturação do sistema.

No quadro da redução da dívida pública, destaque para a importância das receitas de privatizações, cujo programa para o biénio Junho 2000 - Junho 2002 foi aprovado em Resolução de Conselho de Ministros. Assim, a vaga de fundo de privatização gradual e estratégica do Sector Empresarial do Estado deverá prosseguir, abrangendo os sectores energético (electricidade, gás e petróleo), industrial (pasta e papel) e de transportes (aéreos e ferroviários, bem como infra-estruturas aeroportuárias e rodoviárias). A receita média anual prevista é de cerca de 400 milhões de contos.

ECONOMIA

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

As economias modernas caracterizam-se, em grande medida, pelo seu grau de empenhamento na aceleração das transformações económicas e sociais, tais como a globalização, a alteração nas regras da concorrência, as alterações no relacionamento entre produtores e fornecedores, a revolução nas tecnologias da informação, das telecomunicações e do audiovisual, a forte redução no ciclo de vida dos produtos, a crescente preocupação com o ambiente, a cada vez maior procura de "produtos personalizados" ou a rapidez na mutação dos gostos. Estas transformações têm vindo a provocar um conjunto de alterações muito significativas no comportamento evolutivo e no perfil de ajustamento dos diversos sectores da economia, alterando o panorama e o paradigma competitivos.

Face aos desafios que este novo contexto envolve, a política económica visa essencialmente o crescimento da produtividade e o reforço da competitividade das empresas, a ritmos superiores à média europeia.

Neste enquadramento, o Ministério da Economia, impondo como pré-condição a não descontinuidade entre quadros comunitários, concebeu e implementou um instrumento poderoso, a partir da revisão global e integral dos sistemas de incentivos às empresas, com o objectivo de ajustar a natureza dos apoios às suas efectivas necessidades, o Programa Operacional da Economia (POE).

Trata-se de um programa que encara a competitividade sob uma tripla valência instrumental, nomeadamente apoiando a modernização e internacionalização, a envolvente da empresa e a cooperação.

O POE apresenta algumas características verdadeiramente inovadoras, é transversal em termos sectoriais, valoriza especialmente a renovação da capacidade empresarial, premiando o empreendedorismo, e aposta claramente nos vectores da "nova economia".

Na realidade trata-se de um programa inovador quanto à organização, não só, por via da criação dos gabinetes do investidor de atendimento universal, acesso via internet e atendimento telefónico centralizado, mas sobretudo porque o POE será um sistema mais aberto e transparente para as empresas já que o formato digital permitirá que os promotores acompanhem "on-line" o andamento do seu processo de candidatura.

O POE permitirá terem acesso sectores tão diversos como sejam o comércio e serviços, o turismo, os transportes, a indústria, a energia e a construção. Refira-se que para além de existirem um conjunto de sectores que vêm a sua posição reforçada no POE, como é o caso do Comércio, do Turismo e da Construção, existem novos sectores que têm, pela primeira vez, acesso aos fundos estruturais como acontece com os transportes.

Em termos sectoriais os grandes objectivos consagrados no POE para a intervenção nas empresas, desdobram-se em diversos objectivos específicos, nomeadamente:

Outras medidas desenvolvidas pelo Ministério da Economia durante 2000

Relativas à promoção da competitividade das empresas e melhoramento da envolvente empresarial:

Concorrência:

Qualidade:

Formação dos recursos humanos e qualificação às empresas

Das inúmeras iniciativas desenvolvidas pelo Ministério nesta área, realçam-se:

Áreas de energia/ambiente:

Desburocratizar e modernizar o aparelho do Estado:

Informação qualificada às empresas:

Relativas ao aproveitamento de novas oportunidades de desenvolvimento:

Medidas sectoriais desenvolvidas durante 2000:

Na Indústria:

No Comércio e Serviços:

No Turismo:

No Sector Energético:

Medidas a implementar EM 2001

As medidas de política, no âmbito da Economia, podem consubstanciar-se em duas vertentes: as de carácter horizontal, para reforço das condições gerais de competitividade empresarial e as de carácter sectorial, intervindo em factores específicos de modernização e estruturação dos diversos sectores e empresas. Este tipo de medidas que procura reforçar as condições gerais de competitividade empresarial apoia-se numa estratégia de desenvolvimento económico de médio prazo, cujas linhas de orientação estão subjacentes nos três eixos prioritários de actuação, consagrados no Programa Operacional da Economia.

Na definição desta estratégia foram considerados diversos vectores como o ambiente concorrencial determinado pelo mercado interno e pela introdução do euro, a evolução tecnológica e ainda que o sucesso da economia portuguesa será determinado pelo sucesso competitivo das suas empresas.

Assim, as prioridades do investimento deverão situar-se ao nível da contrapartida nacional que complementa os fundos comunitários.

No que respeita ao POE, para além da boa execução anual, essencial face ao cumprimento dos novos regulamentos enquadradores, pretende-se uma maior eficiência e eficácia face aos anteriores sistemas de incentivos a empresas, premiando o sucesso empresarial e promovendo a selectividade, favorecendo assim a excelência, por forma a que cada vez mais empresas portuguesas actuem no mercado global.

Deverá ainda referir-se outras medidas, em áreas específicas, determinantes para a competitividade empresarial, nomeadamente nas áreas da:

Concorrência:

Propriedade Industrial:

Qualidade:

Medidas a implementar de carácter sectorial

Na Indústria

Os resultados já alcançados em algumas áreas de intervenção, permitem perspectivar o equacionamento de novas acções, nomeadamente no tocante a iniciativas públicas, tendo em vista não só consolidar e aprofundar intervenções realizadas no âmbito do Pedip II, mas também conceber actuações que incorporem novas dimensões estratégicas relevantes ao desempenho da actividade industrial.

Neste particular, deverão merecer especial atenção os seguintes domínios:

No Comércio e Serviços:

Intensificar diversas formas de actuação visando um acréscimo de produtividade e de competitividade das empresas portuguesas, contemplando todos os sectores de actividade, de entre os quais o do comércio e serviços. É neste sector - de entre as formas de actuação sobre áreas estratégicas para o desenvolvimento - que atentas as profundas e bruscas transformações do mercado se pretendem implementar as seguintes medidas principais:

No Turismo:

A política de turismo para o ano 2001, manterá as orientações estratégicas assentes nos princípios de desenvolvimento sustentável subjacentes à aposta na qualidade, através da requalificação progressiva da oferta e da atenuação dos desequilíbrios endógenos e exógenos do próprio sector.

A correcção das deficiências e dos desequilíbrios ainda existentes na estruturação da oferta, quer a nível físico que no plano dos recursos humanos, a qualificação do nível médio da procura e a atenuação da sua incidência sazonal, bem como a menor dependência em relação aos operadores turísticos internacionais, constituem objectivos primordiais. O desenvolvimento do turismo interno nas suas várias vertentes, a optimização dos quadros legislativo e financeiro de enquadramento e o contributo para o reforço da estrutura empresarial, incluem-se igualmente no leque de opções estratégicas de actuação prioritária.

A nível das medidas previstas, podem-se apontar:

Na Energia:

As medidas de política energética a adoptar não poderão ser alheias às que são desenvolvidas no seio da União Europeia, devendo prosseguir-se um conjunto de iniciativas que estão enquadradas por aquelas, mas que de forma subsidiária contribuem para corrigir os desequilíbrios estruturais do País na área da energia, relativamente à União Europeia, e que são as seguintes:

AGRICULTURA E PESCAS

Agricultura

A estratégia de desenvolvimento agrícola e rural a prosseguir nos próximos anos tem como objectivo geral central incentivar uma sólida aliança entre a agricultura, enquanto actividade produtiva moderna e competitiva, e o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais nas vertentes ambiental, económica e social. A agricultura e desenvolvimento rural contribuirão assim para além da criação de condições para uma economia moderna e competitiva (5ª opção), para potenciar o território português como factor de bem-estar dos cidadãos e de competitividade da economia (6ª opção).

Para prosseguir estes objectivos, existem actualmente vários instrumentos de política agrícola e de desenvolvimento rural (vd. pontos seguintes). A mobilização destes instrumentos de política será realizada de modo articulado e coerente de modo a potenciar as suas sinergias e complementaridades.

Com este enquadramento estratégico prosseguem-se os seguintes objectivos específicos: (1) reforço da competitividade das actividades e fileiras agro-florestais, (2) incentivo à multifuncionalidade das explorações agrícolas, (3) promoção da qualidade e inovação da produção agro-florestal e agro-rural, (4) valorização do potencial específico e diversificação económica dos territórios rurais, (5) melhoria das condições de vida, de trabalho e do rendimento dos agricultores e das populações rurais e (6) reforço da organização e iniciativa dos agricultores e outros agentes do desenvolvimento rural.

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

As medidas legislativas, regulamentares e organizacionais que estavam previstas implementar em 2000, para além de em grande número, são de natureza e enquadramento diversos, pelo que foram agrupadas em três tipos. O primeiro associado à implementação dos novos instrumentos programáticos de apoio à agricultura e desenvolvimento rural para o período 2000-2006 (Programas operacionais do QCA III, Plano e Iniciativa Comunitária de Desenvolvimento Rural), o segundo ligado à adaptação e transposição do quadro das OCM's e o terceiro dizendo respeito a medidas nacionais.

Relativamente ao primeiro grupo trata-se de medidas programadas até ao ano 2006 pelo que terão um impacto decisivo para o futuro da agricultura e do desenvolvimento rural. Durante o ano de 2000 verificou-se a negociação final e aprovação do QCA III para Portugal, estando já definida a programação financeira global relativa a cada um dos programas referidos e aprovados os programas e medidas do QCA III (2000-2006).

Estes instrumentos são:

Tratando-se do ano de arranque, foi importante ter-se procedido, em simultâneo com a conclusão da negociação para aprovação final dos vários programas do QCA e do Plano de Desenvolvimento Rural, à implementação da orgânica de gestão, acompanhamento e controlo dos diversos instrumentos de programação bem como à preparação da legislação necessária à operacionalização de todas as medidas, baseada nos complementos de programação respectivos por forma a que se pudessem iniciar as candidaturas durante o ano 2000.

Relativamente ao LEADER + já foi recebida a comunicação da Comissão aos Estados-Membros, onde constam as orientações e a dotação financeira indicativa para o período 2000-2006, estando actualmente em preparação a candidatura nacional (programa operacional de iniciativa comunitária) que definirá entre outros aspectos a área do país objecto da intervenção, a sua caracterização, a sua compatibilização com outras medidas, as grandes linhas de intervenção e os critérios de selecção das associações.

No que respeita ao segundo grupo de medidas ou instrumentos de política previstas nas GOP 2000, que são o quadro regulamentar e apoios das Organizações Comuns de Mercado (OCM's), o destaque vai para:

No terceiro grupo de medidas previstas verificou-se nomeadamente:

Finalmente há que destacar o facto do PAMAF (1994-1999) ter atingido uma taxa global de execução relativamente ao total programado de 87% em Junho de 2000, estando garantidas as condições para completar a sua plena execução em 2001.

Medidas a implementar em 2001

Em 2001 serão asseguradas as medidas legislativas, regulamentares e organizacionais necessárias à aplicação concertada e eficaz dos instrumentos de apoio programáticos, que, como foi referido, desempenharão papel decisivo na política agrícola e de desenvolvimento rural dos próximos anos.

De entre as várias medidas que estarão em vigor há que destacar, dentro do programa Agro, a Modernização, Reconversão e Diversificação das Explorações (med. 1), a Transformação e Comercialização de Produtos Agrícolas (med. 2), a Gestão Sustentável das Florestas (med. 3) e a Gestão e Infra-estruturas Hidroagrícolas (med. 4), que, em conjunto, representam mais de 80% da despesa pública prevista neste programa, apresentando as duas primeiras medidas efeitos mais elevados no reforço da competitividade e as outras no objectivo da valorização do potencial e diversificação económica dos territórios rurais.

O programa Ruris terá efeitos elevados no objectivo da multifuncionalidade das explorações, enquanto a medida Agris e o LEADER+ apresentam efeitos mais acentuados no objectivo de valorização do potencial e diversificação económica dos territórios rurais.

Por outro lado, está prevista a implementação de medidas relacionadas com a adaptação do quadro regulamentar e apoios das OCM's e outras medidas nacionais mais específicas que são, nomeadamente:

Principais investimentos em 2001

As principais despesas em 2001 com investimentos e desenvolvimento na área da agricultura e desenvolvimento rural resultam na sua maior parte dos programas com co-financiamento comunitário, que representam 91% da despesa pública.

A parte do Financiamento Nacional dirigida aos programas co-financiados é, contudo, inferior, correspondendo a 75% do PIDDAC Agricultura e Desenvolvimento Rural.

A síntese dessa informação está contida no quadro seguinte:

(ver quadro no documento original)

Os programas e medidas correspondentes ao III Quadro Comunitário de Apoio representam a principal parcela do PIDDAC Agricultura e Desenvolvimento Rural (Capº 50-FN), com 31%, destacando-se o Agro (17%), e as medidas Agris (9,5%).

Os programas no âmbito do II Quadro Comunitário de Apoio representam 18%, o novo programa Ruris, 17%, e, ainda dentro dos instrumentos co-financiados, as Medidas Veterinárias pesam 5% das despesas de investimentos e desenvolvimento da agricultura e desenvolvimento rural.

Das medidas exclusivamente nacionais, com um peso de 25%, destaca-se o SIPAC (17%).

As despesas de investimento destinadas à modernização das explorações agrícolas, ao apoio à transformação e comercialização e ao desenvolvimento da floresta, contidas no PAMAF (do QCA II), no Agro e na Agris, têm um importante efeito alavanca em relação ao investimento privado, fundamental para relançar o investimento agrícola indispensável à criação de condições para enfrentar a nova fase da política agrícola, iniciado com a Agenda 2000, com aprofundamentos ainda incertos face às negociações no âmbito da Organização Mundial de Comércio e do eventual alargamento da União Europeia.

Também decisivos no mesmo sentido serão os investimentos a executar pela Administração Pública, nomeadamente, no incentivo ao regadio, na investigação, na formação profissional, na criação de infra-estruturas formativas e tecnológicas, nas medidas veterinárias e na segurança alimentar.

Pescas

O objectivo estratégico para o sector das pescas, para o horizonte temporal 2000-2006, é o reforço da competitividade do sector e a melhoria da qualidade dos produtos da pesca, através da renovação das estruturas produtivas e dos tecidos empresarial e laboral, bem como a perenidade da actividade, a garantir mediante o equilíbrio entre o esforço de pesca praticado e os recursos disponíveis. O sector contribuirá, assim, para criar condições para uma economia moderna e competitiva (5ª opção).

A concretizarão daquele objectivo integra as seguintes linhas estratégicas: (1) Reforçar a competitividade e fortalecer o tecido económico dos três subsectores básicos: a pesca, a aquicultura e a indústria transformadora, (2) manter uma exploração sustentada dos recursos da pesca e desenvolver fontes alternativas de abastecimento do pescado, (3) potenciar um melhor conhecimento e capacidade profissional e empresarial dos profissionais do sector e das suas organizações, de forma a que se assumam como agentes fundamentais no processo de desenvolvimento, (4) fomentar a diversificação das actividades das comunidades piscatórias e reforçar o protagonismo das comunidades tradicionalmente dependentes da pesca, através de medidas que permitam fortalecer o segmento da pequena pesca costeira e (5) valorizar o potencial científico do sector orientando e apoiando as actividades de I&D que permitam um maior envolvimento da investigação no tecido produtivo, e um melhor conhecimento da ZEE.

Balanço das medidas definidas nas GOP 2000

Relativamente a Marrocos, os armadores e pescadores afectados pela imobilização temporária estão a beneficiar de apoios financeiros na expectativa da conclusão de um novo acordo; quanto às negociações com a Gronelândia, a posição portuguesa foi a mais firme na defesa da possibilidade de utilização das quotas subutilizadas, sendo o único Estado Membro a não votar favoravelmente o mandato de negociação.

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