Lei n.º 109-A/2001 — Grandes Opções do Plano para 2002

Tipo Lei
Publicação 2001-12-27
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 13

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2002

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A importância das novas tecnologias de informação e comunicação impõe a sua rápida integração nos sistemas de ensino e formação, no sentido de dotar a generalidade da população de competências básicas nesta área, tendo em conta a importância da literacia digital para a empregabilidade e para o exercício pleno da cidadania. As questões da sociedade da informação têm um carácter transversal em toda a estratégia de aprendizagem ao longo da vida e para a generalização da literacia digital concorrem todas as formas de aprendizagem formal, não-formal e informal.

Ao mesmo tempo, as Tecnologias de Informação e Comunicação assumem um papel relevante enquanto instrumento, influenciando de forma determinante a inovação ao nível das metodologias de ensino e da formatação dos conteúdos. A sua utilização sistemática no ensino e formação estimula a aprendizagem não formal e informal e contribui também para a disseminação da literacia digital.

Mais do que em qualquer outra área crítica para o desenvolvimento, verifica-se uma natureza marcadamente dual da população portuguesa no que refere ao nível das suas qualificações. Os níveis de participação na educação e formação da população portuguesa em idade escolar situam-se hoje praticamente ao nível da média europeia, enquanto que entre a população adulta dos grupos etários mais elevados se verificam situações extremas de sub-instrução, em resultado de défices acumulados de escolarização. Este dualismo da população no que se refere ao nível de instrução adquirido, justifica a prioridade atribuída à educação e formação de adultos no quadro da Estratégia de Aprendizagem ao Longo da Vida em Portugal.

Por outro lado, Portugal apresenta também um contraste intra-geracional, na medida em que existe actualmente, a par de percursos de escolarização com frequência do ensino superior idênticos em volume aos dos parceiros europeus - um conjunto de outros jovens que abandona a escola antes de completar a escolaridade obrigatória.

De facto, os níveis de habilitação da população adulta (25-59 anos) em Portugal apresentam-se a grande distância do nível médio dos países da União Europeia, pese embora a evolução positiva que tem vindo a observar-se. Enquanto que, em Portugal, cerca de 78% da população deste grupo etário detinha, em 1999, o 3º ciclo do ensino básico, cerca de 12% o secundário e 10% o superior, a média da UE era de 35,8%, 43% e 21%, respectivamente.

Contudo, quando consideramos os jovens, a situação apresenta-se completamente diferente e mais próxima da média comunitária. A taxa de participação dos jovens no sistema educativo era em 1998 de 52,9% (50,3% para os homens e 55,4% para as mulheres); este indicador atingia os 60,6% na União Europeia, em 1997.

Não obstante esta evolução favorável na escolarização relativamente à situação em décadas anteriores, no final dos anos 90 persistem ainda como vulnerabilidades na situação educativa portuguesa:

Também no que se refere à população empregada, a análise cruzada das qualificações e das habilitações continua a evidenciar um baixo nível de habilitações literárias a todos os níveis, situação que se constata igualmente nos desempregados, o que indicia dificuldades quanto a uma rápida reconversão profissional dos activos.

Esta estrutura de qualificações relaciona-se com o padrão de especialização produtiva da economia portuguesa, sendo hoje aceite pelo Governo e pelos parceiros sociais a importância da aprendizagem ao longo da vida para a modernização do sistema produtivo nacional e para o objectivo de recuperação do atraso estrutural, conforme foi reconhecido no âmbito do Acordo sobre Política de Emprego, Mercado de Trabalho, Educação e Formação recentemente assinado.

Na sua dimensão de quadro global de referência prospectiva e estratégica, a Aprendizagem ao Longo da Vida surge na sociedade portuguesa articulada em torno das seguintes ideias-chave:

Neste contexto, a definição de uma estratégia nacional para a aprendizagem ao longo da vida deve ter em conta a diversidade de situações e de públicos a abranger e preconizar formas de intervenção diversificadas, envolvendo diferentes actores, e assentando designadamente nos seguintes pressupostos:

Tendo em conta estes pressupostos e a situação de partida a nível nacional, os grandes objectivos da estratégia nacional de aprendizagem ao longo da vida são os seguintes:

FORMAÇÃO E EMPREGO

Comportamento do Mercado de Emprego no Primeiro Semestre de 2001

O mercado de emprego em Portugal continuou a revelar um comportamento globalmente positivo no primeiro semestre de 2001, em relação a idêntico período do ano anterior. As taxas de actividade (51,6%) e de emprego (68,7%) atingiram os valores mais elevados dos últimos quatro anos e a taxa de desemprego situou-se nos 3,9% no segundo trimestre do período em análise.

A população activa continuou a crescer (1,7%), com variações homólogas mais altas para as mulheres (2,2%) do que para os homens (1,4%), tal como vem sendo habitual. Apenas os activos jovens (15 a 24 anos) mantiveram um andamento decrescente (-0,7%), mas a uma taxa muito inferior à de idênticos períodos dos anos anteriores em resultado do aumento dos activos jovens entre o segundo trimestre de 2000 e de 2001. A taxa de actividade evoluiu positivamente (+0,7 pontos percentuais, em relação ao semestre homólogo), excepto no que se refere à da população com mais de 54 anos que registou uma ligeira quebra (-0,2 pontos percentuais), contrariando a tendência crescente que se vinha observando em períodos anteriores.

O emprego manteve uma trajectória ascendente (1,8%), com um ritmo de crescimento um pouco mais intenso para as mulheres (1,9%) do que para os homens (1,7%). No caso particular do emprego dos jovens observou-se uma descida (-1,1% no primeiro semestre de 2000/primeiro semestre de 2001), mas unicamente em resultado de idêntico comportamento no primeiro trimestre do ano (-2,4%, contra +0,3% no segundo trimestre).

O andamento da taxa de emprego foi, em geral, favorável, exceptuando-se a do grupo dos 55 aos 64 anos que registou um pequeno decréscimo (-0,2 pontos percentuais), rompendo a tendência crescente observada em idêntico semestre dos anos anteriores. Assinala-se que Portugal já detém, no semestre em análise, taxas de emprego (68,7% no total, 61% nas mulheres e 51,2% no grupo dos 55-64 anos) superiores às acordadas na Cimeira de Estocolmo, para Janeiro de 2005 (67% e 57%, respectivamente, para a taxa global e para a feminina) e para 2010 no que concerne ao escalão dos 55 aos 64 anos (50%).

Todos os grandes sectores de actividade contribuíram para o crescimento do emprego no primeiro semestre de 2001, excepto a Construção, cujos efectivos se reduziram (-1,6%), depois de, nos anos anteriores, terem registado os mais fortes acréscimos. Nos Serviços (2%), os maiores aumentos pertenceram aos "Transportes, Armazenagem e Comunicações" (7%), às "Actividades Imobiliárias e Serviços Prestados às Empresas" (6,3%), ao "Comércio e Reparação" (4,1%) e à "Educação" (3,1%).

O emprego dos profissionais de mais baixas e médias qualificações manteve, no semestre em análise, um crescimento homólogo (1,7%) superior ao do conjunto dos detentores das qualificações mais altas (1,2%), comportamento que está ligado a uma estrutura produtiva onde ainda predominam os sectores de forte intensidade de trabalho e níveis de qualificação e de instrução pouco elevados. No entanto, merece realce o dinamismo revelado pelo andamento do emprego dos especialistas das profissões intelectuais e científicas, cujos efectivos cresceram 4,7%.

O trabalho por conta de outrem (+1,7% no semestre) deixou de ser, no segundo trimestre do ano, o principal impulsionador do crescimento do emprego total, tendo o trabalho por conta própria (t.c.p) rompido com o seu comportamento decrescente dos últimos anos, com um aumento (3,2% no semestre) superior ao dos t.c.o. Essa inversão de tendência foi, ainda, mais intensa nos trabalhadores por conta própria sem pessoal ao serviço (3,9%) (ver nota 1). Ao contrário do registado em anos anteriores, os contratos permanentes aumentaram a ritmo superior (2,0%) ao dos contratos não permanentes (0,8%), o que foi observado nos dois primeiros trimestres do ano e reflecte, em parte, as acções empreendidas para controlar e eliminar abusos no recurso à contratação a prazo e aos falsos recibos verdes. O emprego a tempo completo cresceu a uma menor taxa (1,6% em termos homólogos) que o emprego a tempo parcial (3,2%), observando-se uma tendência inversa no caso das mulheres (respectivamente 2,1% e 0,7%).

(nota 1) Salienta-se, no entanto, que no segundo trimestre de 2001 que os valores das categorias "Trabalhador por conta própria sem pessoal ao serviço" e "Trabalhadores familiares não remunerados e outros" sofreram os efeitos de reclassificações de determinadas situações, classificadas na primeira categoria.

Embora a população empregada tenha crescido a uma taxa ligeiramente superior à da população activa e o volume de desemprego tenha diminuído do primeiro para o segundo trimestre de 2001 (6,6%), o número de pessoas desempregadas no primeiro semestre de 2001 (210,4 mil) passou a ser superior ao observado no semestre homólogo de 2000 (208,3 mil). Este comportamento homólogo ascendente deveu-se unicamente ao desemprego feminino (7%), já que o masculino se reduziu em 6,6%. De referir que o aumento do desemprego das mulheres deu-se no quadro de um significativo acréscimo do emprego feminino (superior ao dos homens), mas que não foi suficiente para absorver a entrada crescente das mulheres no mercado de trabalho. A taxa de desemprego global do primeiro semestre de 2001 manteve-se ao mesmo nível da observada no mesmo período de 2000, 4,1%, com uma redução na dos homens (de 3,3% para 3%) e um aumento na das mulheres (de 5% para 5,3%). Enquanto, em termos homólogos, a taxa de desemprego dos adultos se manteve inalterável para os de idade compreendida entre os 25 e os 54 anos (3,5%) e se reduziu de 0,3 pontos percentuais para os de mais de 54 anos (2% no primeiro semestre 2001), a dos jovens aumentou em 0,3 p.p. (9,1% no primeiro semestre e 8,8% no segundo trimestre).

O desemprego de longa duração (13 e mais meses) reduziu-se de 3,6% entre o primeiro semestre de 2000 e o de 2001, sendo a quebra ainda mais relevante para o desemprego de muita longa duração (25 e + meses), 10,3%, contrariando assim o comportamento desfavorável observado no ano anterior.

Os dados do desemprego registado no IEFP, entre Janeiro e Junho de 2001, relativamente ao mesmo período do ano anterior, continuaram a revelar uma tendência decrescente (-1,3). Os desempregados registados por um período igual ou maior do que 12 meses (-3,3%) e os jovens (-5,3%) continuaram a apresentar as quebras mais importantes, por comparação com a taxa de variação do desemprego total, o que reflecte também a influência da estratégia adoptada no Plano Nacional de Emprego, que se traduz numa actuação precoce para reduzir o desemprego destas duas categorias. Esta actuação, que actualmente já cobre todo o território do Continente, consiste na oferta de uma nova oportunidade a todos os desempregados antes de atingirem 6 meses de desemprego, no caso dos jovens, e 12 meses de desemprego, no caso dos adultos, sob a forma de emprego, formação, reconversão, experiência profissional ou outra medida de empregabilidade. Esta metodologia tem vindo a ser gradualmente estendida aos desempregados de longa duração. As ofertas de emprego por preencher existentes nos Centros de Emprego, que tinham revelado uma tendência ascendente, apontando para alguns estrangulamentos no mercado de trabalho, começaram a baixar a partir do quarto trimestre de 2000, em relação aos períodos homólogos.

As vagas detectadas através do Inquérito ao Emprego Estruturado indiciaram uma subida, até Janeiro de 2001, em termos homólogos. De referir que a ofertas por satisfazer registadas no IEFP continuam a concentrar-se em profissões de baixas ou médias qualificações. Por sua vez, a informação disponibilizada pelo Inquérito ao Emprego Estruturado mostrou que as actividades com maior número de vagas eram os Hotéis e Restaurantes, a Construção e o Comércio a Retalho e Reparações. De salientar que têm sido precisamente estas actividades que recorreram mais intensamente aos trabalhadores imigrantes, cuja importância tem vindo a crescer, se bem que a respectiva proporção no mercado de trabalho português esteja longe de atingir os valores verificados no conjunto da União Europeia.

Nos últimos anos, a distribuição dos trabalhadores estrangeiros, por nacionalidade, sofreu alterações importantes, com a entrada de um volume muito significativo de nacionais da Europa de Leste. A maioria destes trabalhadores encontrava-se em situação irregular, o que teria feito aumentar o número de imigrantes ilegais no País, que já antes atingia algum significado, pese embora as legalizações extraordinárias de 1992/93 e de 1996. O Decreto-Lei n.º 4/2001, de 10/1, alterou a legislação relativa à entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional. Este diploma desencadeou um processo de regularização da permanência em território nacional, ainda em curso, ainda em curso, o que aliado ao desenvolvimento conjunto dos mecanismos necessários à satisfação das ofertas de emprego que não possam ser satisfeitas a nível nacional ou comunitário, irá permitir regularizar a situação de um significativo segmento do mercado de trabalho e favorecer a integração económica e social destes trabalhadores.

Os indicadores existentes sobre o comportamento dos mercados de trabalho regionais, apontam para uma evolução positiva, entre os primeiros semestres de 2000 e 2001, na generalidade das regiões. Se a nível de NUT II, se medir a coesão regional do mercado de trabalho pelo coeficiente de variação das taxas de desemprego das sete regiões em torno da média, observa-se uma redução das assimetrias regionais de 1999 (38,3%) para 2000 (36,6%), tendência esta que se manteve do primeiro semestre de 2000 (35,8%) para o mesmo período de 2001 (35,1%). Continua a ser o Alentejo a região com a mais alta taxa de desemprego (5,7%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (5,3%), e os Açores (2,4%), a região Centro (2,6) e a Madeira (2,7%) as que detêm menores valores. Contudo, tanto as taxas de actividade, como a relação emprego/população, têm vindo a aumentar a sua dispersão ao nível regional analisado, encontrando-se as mais baixas taxas de actividade nos Açores (41,3%) , Madeira (45,9%) e Alentejo (46,2%) e as mais elevadas no Centro (57,9%) e na região Norte (52%). A posição relativa das sete regiões em termos da relação emprego/população é idêntica à detida em termos da participação da população na actividade económica, sendo a da Madeira (44,7%) maior que a do Alentejo (43,5%).

É de salientar, no entanto, a convergência entre a taxa de desemprego no Alentejo e no país. Enquanto a primeira desceu de 8,1% em 1998 para 5,5 no 2º trimestre de 2001, a segunda passou, em idêntico período, de 5% para 3,9%, o que significa que houve uma substancial aproximação da taxa de desemprego no Alentejo à média nacional.

Os valores do salário mínimo nacional foram actualizados em 7,2% e 5%, respectivamente para o Serviço Doméstico (320,7 euros mensais) e para os restantes sectores (334,2 euros), com início de produção de efeitos a 1 de Janeiro de 2001. O seu ritmo de crescimento nominal intensificou-se face aos últimos anos e traduziu-se num acréscimo do seu valor real.

No primeiro semestre de 2001 a negociação salarial registou um forte dinamismo, estimando-se que as tabelas que foram actualizadas nesse período abrangeram 898,3 mil trabalhadores (617,8 mil no primeiro trimestre de 2000) e consignaram uma aumento médio anualizado dos salários convencionais de 4%, taxa esta que é superior às de idênticos semestres dos anos imediatamente anteriores. Nota-se, ainda, que um número muito significativo dessas tabelas actualizaram outras que detinham um alto grau de desajustamento temporal. Por sua vez, os ganhos médios efectivos da "Indústria e Electricidade, Gás e Água" cresceram, em valores nominais, de 5,3% de Janeiro a Junho de 2001 em relação ao período homólogo de 2000, o que significou uma desaceleração em comparação com o mesmo período do ano 2000 (6,2%). A esse acréscimo nominal dos ganhos médios terá correspondido um pequeno aumento dos seus valores reais no período em análise (0,6%), sendo, contudo, inferior ao acréscimo da produtividade média por trabalhador do conjunto desses sectores.

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2000/2001

O desempenho da política de emprego, considerado a partir do balanço da execução do Plano Nacional de Emprego, revelou-se globalmente positivo, com destaque em particular para a evolução das taxas de emprego e de desemprego e da execução das medidas activas, cuja taxa de cobertura dos desempregados inscritos ultrapassou em 2000 a meta europeia dos 20%.

As mulheres continuaram a ser as principais beneficiárias das medidas activas, representando cerca de 65% do total, o que denota o esforço do Serviço Público de Emprego no sentido de melhorar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho e consequentemente reduzir a diferença entre as taxas de desemprego masculinas e femininas.

Também as metodologias INSERJOVEM e REAGE apresentaram evoluções favoráveis ao nível dos indicadores de input e output, num quadro de continuação da sua expansão territorial e consequente aumento do público-alvo.

O combate ao trabalho ilegal, enquadrado numa perspectiva de melhoria de qualidade do emprego, proporcionou a regularização de muitas situações de trabalho clandestino, nomeadamente de trabalhadores estrangeiros que estão igualmente a ser objecto de um processo de regularização da sua situação de permanência no território nacional, no âmbito da política de imigração.

Foi igualmente elaborada e publicada a regulamentação dos apoios financeiros ao emprego e formação profissional no âmbito do QCA III, designadamente no que respeita a medidas do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social.

Em Fevereiro de 2001, foi assinado pelo Governo e os Parceiros Sociais o Acordo sobre Política de Emprego, Mercado de Trabalho, Educação e Formação, no qual se acorda um conjunto de objectivos, medidas e metas integradas nas seguintes áreas:

No âmbito das prioridades de acção previstas na estratégia de médio prazo contida nas GOP 2000, tiveram particular desenvolvimento em 2000/2001 as medidas que a seguir se referem.

Dentro das políticas activas de emprego com vista à elevação da empregabilidade dos desempregados destaca-se, nomeadamente:

No âmbito do desenvolvimento da estratégia nacional de Aprendizagem ao Longo da Vida, salienta-se:

No âmbito da territorialização da gestão das políticas de emprego salienta-se:

Em 2001 irão ser, ainda, executados os seguintes compromissos assumidos no contexto do Acordo sobre Política de Emprego, Mercado de Trabalho, Educação e Formação, cuja coordenação depende directamente da competência do Ministério do Trabalho e da Solidariedade:

No campo da igualdade de oportunidades de "género", em particular no que respeita à igualdade de oportunidades no trabalho e no emprego, foi instituída a obrigação de elaboração de um Relatório Anual sobre a Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres, a enviar pelo Governo à Assembleia da República (Lei n.º 10/01 de 21 de Maio). Por outro lado, para além da transversalidade que assume a temática da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres nos pilares do PNE - Empregabilidade, Espírito Empresarial e Adaptabilidade - medidas específicas a esta temática são tomadas no último pilar, relativo à Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres.

Quanto à conciliação entre a vida familiar e a vida profissional, na perspectiva da protecção da maternidade e paternidade, foi revista a legislação complementar respeitante à protecção social nas situações de licenças e de faltas ao trabalho (Decreto-Lei n.º 77/00 de 9 de Maio) e a referente à protecção no trabalho (Decreto-Lei n.º 230/00 de 23 de Setembro). Foi apresentada uma Proposta de Lei pelo Governo ao Parlamento que torna irrenunciável o direito à licença por paternidade.

Por deliberação do Conselho de Ministros de 8 de Março de 2001, será elaborado até Setembro próximo o II Plano Nacional para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (2001-2006), o qual deverá ser aprovado até ao final de 2001.

Na perspectiva de prosseguir um contrato para a mudança, promover a qualidade de emprego e a qualidade de vida, salienta-se a celebração do Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade, em 9/02/01, entre o Governo e todos os Parceiros Sociais, encontrando-se em negociação o Acordo sobre Organização do Trabalho, Salários e Produtividade.

Foram, ainda, executadas neste domínio as seguintes acções de natureza legislativa e outra:

O combate ao trabalho ilegal levou à regularização de muitas situações de trabalho clandestino, nomeadamente de trabalhadores estrangeiros. Para além dessa actividade geral, foram analisadas, em 2000, as situações de 15543 contratos a termo, 2786 em situação ilegal, tendo sido imediatamente regularizada a situação de 2205 trabalhadores. Também a acção preventiva e inspectiva em termos de Segurança e Saúde no Trabalho, que priorizou em 2000 o sector da Construção - por motivos ligados ao significativo aumento do volume de obras, a pressão sobre os prazos e o aumento da afectação de mão-de-obra não familiarizada com a actividade - e levou a uma diminuição da sinistralidade, resultado especialmente relevante face ao significativo aumento dos efectivos do sector. Observou-se, ainda, um aumento da acção inspectiva sobre o trabalho de menores (1462, 4736 e 5620 visitas, respectivamente, em 1997, 1999 e 2000) para além de um melhor direccionamento, o que levou a um maior grau de precisão e eficácia.

Ainda em 2001, serão implementados os seguintes compromissos assumidos no âmbito do Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade, que dependem directamente das competências do Ministério do Trabalho e da Solidariedade:

PRINCIPAIS LINHAS DE ACÇÃO PARA 2002

Embora se esteja perante uma situação globalmente positiva ao nível dos indicadores quantitativos do mercado de emprego, que deixa Portugal numa situação favorável quando comparado com os outros Estados-Membros da União Europeia, são exigentes os desafios postos a Portugal, nomeadamente quanto à consecução dos objectivos transversais a atingir (taxas de emprego, aprendizagem ao longo da vida, etc.), dadas as vulnerabilidades estruturais da economia e da sociedade portuguesa, traduzidas tanto em termos de produtividade e de competitividade, como de coesão social. Assim, as metas quantitativas fixadas para as taxas de emprego, num caminhar para uma sociedade da inovação e do conhecimento, impõem a Portugal uma atenção especial na gestão das reestruturações sectoriais e empresariais (em curso e potenciais) e no desenvolvimento quantitativo e qualitativo do sector dos serviços.

Em simultâneo, desenhou-se, a partir de 2001, um novo ciclo para a política de emprego, abrangendo um conjunto de áreas prioritárias, transversalmente abrangidas pelas ideias de qualidade, responsabilidade e rigor:

Estas áreas prioritárias consagram, a nível nacional, as linhas fundamentais da Estratégia Europeia do Emprego, após a sua revisão na sequência das conclusões da Cimeira de Lisboa, designadamente as contempladas nos novos objectivos horizontais - pleno emprego, qualidade no emprego, aprendizagem ao longo da vida, envolvimento dos Parceiros Sociais e articulação entre políticas sectoriais.

Um primeiro eixo de intervenção - no plano da qualidade do emprego e do rigor - situa-se a nível da regulação do mercado de trabalho e aí serão prioritários o combate ao trabalho ilegal - nomeadamente o trabalho clandestino, o trabalho infantil e os falsos recibos verdes - e uma maior atenção à problemática dos contratos a prazo, numa tripla abordagem de aprofundamento do conhecimento sobre a realidade efectiva neste campo - nomeadamente quanto à sua composição e aos seus efeitos - de reforço das acções de fiscalização e de criação de incentivos à passagem do contrato a prazo para o contrato sem prazo.

A conciliação entre a modernização do tecido empresarial e a adopção de medidas visando a melhoria das condições de higiene e segurança, a difusão e o fomento de uma cultura de riscos profissionais, partilhada por empregadores e trabalhadores e a diminuição do número de acidentes de trabalho e de doença profissionais são objectivos do Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade, assinado em 2001 e no qual se consagra um conjunto de medidas igualmente determinantes para a melhoria da qualidade do emprego. Também o estimulo à negociação de novas temáticas que contribuam para a inovação e modernização da sociedade portuguesa, com mais e melhores empregos e coesão social, é uma linha de importância fulcral neste primeiro eixo.

Um segundo eixo centra-se nas questões da qualificação, em particular no âmbito da formação contínua e da educação e formação de adultos, enquadradas numa estratégia integrada de aprendizagem ao longo da vida, estruturada em torno dos seguintes objectivos:

Esta estratégia pressupõe o envolvimento de um leque alargado de actores na sua operacionalização e integra um conjunto de medidas concertadas com os Parceiros Sociais e inscritas no Acordo de Política de Emprego, Mercado de Trabalho, Educação e Formação, algumas já em execução e outras em fase de implementação.

O desenvolvimento de um sistema de formação contínua, de modo permanente e sustentado, por forma a que todos os trabalhadores tenham um número mínimo de 20 horas de formação certificada por ano em 2003, e de 35 horas em 2006 constitui um objectivo no âmbito do referido acordo, cujas condições de realização deverão ser acordadas no Conselho Consultivo Nacional de Formação Profissional.

Um terceiro eixo focaliza-se no recentramento das políticas activas na promoção da empregabilidade, com vista a combater os desajustamentos no mercado de trabalho, em complementaridade com as políticas de protecção social e de luta contra a pobreza, em articulação com o Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI).

MEDIDAS DE POLÍTICA MAIS RELEVANTES

No âmbito da empregabilidade

No âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida (algumas destas acções são compromissos assumidos no âmbito do Acordo sobre Política de Emprego, Mercado de Trabalho, Educação e Formação):

No âmbito da qualidade do emprego, salienta-se a concretização de medidas previstas no Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e combate à Sinistralidade:

PRINCIPAIS INVESTIMENTOS EM 2002

O PIDDAC - 2002 na área da Formação e Emprego, no âmbito do MTS atinge 70,1 milhões de Euros (entre auto-financiamento, OE e fundos comunitários).

Os programas que sustentam o investimento a realizar são os constantes do PIDDAC - 2001, sem prejuízo de pontualmente se verificarem alterações de evolução, de modo a adequá-los às opções e prioridades assumidas de acordo com o objectivo global de contribuir para uma melhor funcionalidade e custo benefício dos sistemas sob tutela do MTS.

Quanto aos Grupos de Programas importará realçar:

CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2000/2001

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

As Dotações Orçamentais para C&T foram reforçadas, em conformidade com as prioridades definidas e com a prática seguida pelo Governo desde 1995. Desde 1999 que as dotações orçamentais para C&T (129 milhões de contos) representam 2% do Orçamento do Estado, tendo atingido em 2001 o valor de 156 milhões de contos.

Prossegui-se o esforço de consolidação e desenvolvimento do sistema de observação do SC&T nacional. Em 2000, foi realizada nova operação do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) e divulgados os resultados relativos às estatísticas oficiais de C&T. O reforço do sistema de observação tem também sido concretizado através da produção de outros indicadores de C&T.

Foi criado um Registo Nacional de teses de doutoramento em curso (nova série), e preparada a revisão da legislação relativa aos registos de doutoramento.

Com o objectivo reforçar as formas de coordenação em matéria de C&T entrou em actividade o Gabinete de coordenação da Política C&T, tendo sido realizadas reuniões de coordenação com os Laboratórios do Estado; com os Laboratórios Associados, com as outras unidades de I&D e com as Empresas com maior despesa em actividades de I&D em 1999.

No que respeita ao financiamento de Projectos de Investigação Científica e Desenvolvimento em todos os domínios científicos, foram lançados concursos de forma regular bem como concursos para apoio de Projectos de Investigação em Áreas de Intervenção Específica (Toxicodependência, CERN, ESO). Em 2000 estavam em curso mais de 2200 projectos envolvendo verbas da ordem dos 42 milhões de contos.

Foram também lançados concursos para atribuição de bolsas no âmbito dos Programas de Formação Avançada, no país e no estrangeiro. Nos últimos 3 anos o número de doutoramentos realizados aumentou 25%. São correntemente financiadas cerca de 4000 bolsas de investigação, das quais cerca de 2000 são de doutoramento.

Em 1999/2000 foi realizada nova avaliação externa e independente das Unidades de Investigação. Actualmente são financiadas plurianualmente cerca de 340 unidades de investigação, de todas as áreas científicas, envolvendo um financiamento anual da ordem dos 6 milhões de contos.

Foi reforçada e desenvolvida a cooperação científica internacional. No primeiro semestre de 2000 foram tomadas diversas iniciativas que cumpriram integralmente o programa proposto para a Presidência Portuguesa, a saber, a dinamização da Ciência e Tecnologia Europeias e reforço da sua prioridade política e, no domínio da Sociedade de Informação, estímulo para o desenvolvimento acelerado da política coordenada e global, contribuindo para tornar a Europa o espaço mais avançado na economia mundial do conhecimento e da informação. Desde então, Portugal tem participado activamente na criação do Espaço Europeu de Investigação e nas discussões para a elaboração do 6º PQ de IDT, bem como na implementação do Plano de Acção e-Europe 2002.

No plano bilateral foi reforçada e intensificada a cooperação não só no plano europeu mas também com a Índia, China, Macau e Marrocos. No plano multilateral, destaque para a adesão de Portugal ao ESO e para o reforço da participação portuguesa nas Organizações Científicas Internacionais, nomeadamente ao nível da ESA, bem como a participação de Portugal no Projecto "Computing Grid" do CERN, de grande importância estratégica para o sector.

Lançaram-se as bases de uma política da atracção de investimento estrangeiro de base tecnológica, mandatando-se diversos membros do Governo para dinamizarem uma política de investimento estrangeiro intensivo em tecnologia e determinado-se a elaboração de um plano de acção destinado à concretização daquele objectivo (Resolução do Conselho de Ministros nº 56/2001, de 25 de Maio).

Os resultados do IPCTN-99 revelaram um aumento de cerca de 15%, da despesa em I&D do sector empresas, entre 1997 e 1999.

Em 2001 foi revisto o regime de incentivo fiscal ao investimento em investigação e desenvolvimento tecnológico. Nos últimos anos foram apoiados, através da Agência de Inovação cerca de 230 projectos promovidos por empresas e envolvendo instituições científicas. Foi recentemente lançado um novo concurso para apoio a projectos de investigação em consórcio entre empresas e instituições científicas.

Tendo também como objectivo o incremento da I&D empresarial, foi adoptada a Resolução do Conselho de Ministros nº 54/2001, de 24 de Maio que determina que os representantes do accionista Estado nas empresas públicas, nas empresas participadas e nas entidades públicas empresariais devem actuar no sentido de contribuir para o reforço da respectiva actividade de investigação científica e desenvolvimento tecnológico.

Foram aprovados em 2000 quatro Laboratórios Associados de grande dimensão, envolvendo oito instituições de investigação: 1 - Centro de Neurociências de Coimbra (CNC), em parceria com a Associação de Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI) - Coimbra; 2 - Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) - Porto em parceria com o Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) - Porto; 3 - Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP); 4 - Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) - Oeiras, em parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET).

No âmbito do Programa de Apoio à Reforma dos Laboratórios do Estado foram assinados protocolos entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e os Laboratórios do Estado - IGM, IH, IM, INIA, IPIMAR, ITN - referente a projectos estruturantes que envolvem uma clarificação das missões destes laboratórios, o recrutamento de jovens investigadores doutorados e o reforço da autonomia e capacidade de gestão administrativa e financeira das equipas de projecto.

Para o lançamento da generalização e massificação das relações de índole científica e técnica entre empresas e instituições de investigação, designadamente entre instituições do ensino superior e empresas, está em curso um inventário das relações efectivas entre as empresas e instituições de investigação com base nos dados disponíveis na Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Observatório das Ciências e das Tecnologias, Agência de Inovação e nas bases de informação dos concursos dos Programas Quadro de Investigação e Desenvolvimento (IV e V) da União Europeia. Está também em curso um estudo relativo à mobilidade entre os sectores público e privado na área científica e tecnológica que procura, nomeadamente, averiguar soluções de direito comparado nesta matéria susceptíveis de aplicação a Portugal.

Os Programas de Formação Avançada foram revistos por forma a constituir um estímulo efectivo à inserção profissional de investigadores doutorados nos Laboratórios Associados, nas Unidades de Investigação, nos Laboratórios do Estado e nas empresas, tendo em vista também favorecer a mobilidade entre instituições, o mérito e os resultados alcançados, o desenvolvimento de carreiras e a atracção de investigadores residentes no estrangeiro.

Para apoiar a inserção de doutorados portugueses residentes no estrangeiro no sistema científico e tecnológico nacional, foi criado o Gabinete de Apoio à Inserção no País de Doutorados Residentes no Estrangeiro (na FCT) que disponibiliza informações sobre as instituições de investigação portuguesas e as correspondentes oportunidades de inserção, medeia contactos com essas instituições e comparticipa em despesas de viagem e de instalação em Portugal.

Foi aprovada a Resolução do Conselho de Ministros nº 24/2001, de 1 de Março que determina a criação de um sítio específico na Internet destinado à promoção de emprego científico e tecnológico, no qual serão publicitados todos os concursos para lugares de investigação em instituições públicas e, em geral, todos as restantes ofertas de emprego dessa natureza por parte de instituições públicas que devam ser objecto de publicitação em Diário da República. A título facultativo, este sítio pode ser utilizado para publicitação de ofertas de emprego científico e tecnológico de instituições privadas. Este sítio do emprego científico entrou já em funcionamento a título experimental.

É lançado em 2001, por concurso público, o programa nacional de reequipamento científico estimulando-se a criação de uma rede coerente de equipamentos associados a centros de competência e a prática institucionalizada de partilha de recursos.

Para o lançamento da Biblioteca Nacional de C&T em Rede foi realizado um levantamento, em todas as bibliotecas científicas (nos Laboratórios do Estado, Universidades e Instituições Científicas), dos principais periódicos científicos. Foram iniciadas as negociações com o ISI (Institute for Scientific Information) tendo em vista a concretização de uma assinatura colectiva da Web of Science, plataforma indispensável à assinatura e acesso a revistas científicas através da Internet.

Procedeu-se, na sequência da Resolução do Conselho de Ministros nº 65/2001, de 6 de Junho ao levantamento das capacidades técnicas e científicas necessárias ao funcionamento eficaz e à avaliação dos sistemas de minimização de riscos públicos, à verificação da disponibilidade actual daquelas, à determinação da capacidade operacional da sua incorporação em rotinas de certificação e controlo e à definição institucional do seu desenvolvimento, inquirindo-se para tal um conjunto significativo de organismos.

Sob a responsabilidade do Ministério da Ciência e da Tecnologia e em articulação com o Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna procedeu-se a uma averiguação científica dos riscos associados à utilização de urânio empobrecido em munições nos Balcãs, cujo relatório final foi tornado público.

O MCT, em coordenação com outros ministérios, foi responsável pela representação de Portugal em Hannover. A construção do Pavilhão de Portugal, obra relevante da arquitectura portuguesa, e a sua posterior reimplantação em Portugal, assim como a concretização de um programa cultural e científico abrangente foram marcos dessa representação.

Em 2000/2001 foi lançada a 5ª edição do concurso de projectos Ciência Viva - Ensino Experimental das Ciências nas Escolas tendo-se apoiado mais de 1200 projectos em escolas dos ensinos básico e secundário. Em Maio de 2001, realizou-se também o 5º Fórum Ciência Viva que reuniu professores e alunos envolvidos em cerca de 300 projectos de educação científica.

O Programa Ocupação Científica de Jovens nas Férias, que promove e apoia a realização de estágios de jovens do ensino secundário em instituições de investigação e em espaços de divulgação, em 2001 abrangeu 700 alunos, 56 instituições científicas e mais de 200 investigadores para o acompanhamento dos estágios.

Foram reforçados os programas em curso visando a melhoria da articulação entre o sistema científico e o sistema de ensino, o desenvolvimento de acções de sensibilização, divulgação e de educação científica não formal, a participação da população nas práticas e nos debates de ciência (de que são exemplo: o programa geminação Escolas-Instituições Científicas, a Geologia no Verão, a Astronomia no Verão e a Biologia no Verão, os ciclos de colóquios A Ciência tal qual se faz, as actividades do Pavilhão do Conhecimento e a dinamização dos centros de ciência interactivos, através de exposições temáticas). Prosseguem as acções de planeamento e implementação de novos centros Ciência Viva de que se destacam os Centros Ciência Viva da Amadora e de Vila do Conde.

SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

Foi criada, em, 2000 a Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação (RCM nº 114/2000, de 18 de Agosto).

Foram elaborados e divulgados relatórios de acompanhamento da implementação do Plano de Acção Europeu eEurope 2000 e da Iniciativa Internet (criada pela RCM nº110/2000, de 22 de Agosto).

Procedeu-se à criação de um Sistema de Informação Estatística para acompanhamento dos desenvolvimentos no domínio da Sociedade da Informação, designadamente no que respeita à definição de periodicidade e requisitos técnico-metodológicos para actualização de dados sobre o uso das TIC, ao lançamento de novos inquéritos a indivíduos, empresas, administração pública e famílias e à recolha e tratamento de dados estatísticos em fontes secundárias: ensino superior, actividade económica, emprego e infra-estrutura.

Foi aprovado em Fevereiro de 2001 o Decreto-Lei que cria o Diploma de Competências Básicas em Tecnologias de Informação, o qual foi já objecto de regulamentação.

Em 2001, no âmbito do Programa Operacional para a Sociedade da Informação será, ainda, lançado concurso público tendo em vista a generalização do programa Cidades Digitais de forma a estimular o uso extensivo das tecnologias de informação e de comunicação como instrumentos de desenvolvimento social, cultural e económico.

Como formas de estímulo à generalização do acesso às tecnologias da informação foi adoptado o regime do mecenato para a sociedade da informação (Lei 30-G/2000, de 29 de Dezembro), que prevê um tratamento fiscal favorável das doações de material informático feitas pelos sujeitos passivos da relação de imposto a certo tipo de entidades. A mesma lei introduziu um regime de amortização antecipada do mesmo tipo de equipamento quando doado a essas entidades. Na mesma linha, foram adoptados o Decreto-lei nº 153/2001, de 7 de Maio, que estabelece regras em matéria de alienação a título gratuito de equipamento informático pelos organismos da administração central, no quadro dos respectivos processos de reequipamento e actualização de material informático.

Desde Fevereiro de 2001 que se encontra aberto concurso para a criação de Espaços Internet de acesso público em todos os municípios do país, estando aprovados, no Verão de 2001, cerca de uma centena de novos Espaços Internet. Trata-se da criação de uma das mais importantes redes de acessibilidade à Internet em Portugal, já que os Espaços Internet estão abertos em horário alargado, dotados de monitores especializados para apoio e formação básicos e em que o acesso à Internet é gratuito. Os espaços Internet permitirão também o acesso a cidadãos com necessidades especiais.

Foi aberto, no âmbito do Programa Operacional para a Sociedade da Informação, um concurso para financiamento de projectos de produção ou disponibilização de conteúdos portugueses de interesse público, em formato digital.

A Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação, desencadeou, em Julho de 2001, um concurso para avaliação dos sites na Internet de organismos integrados na administração directa e indirecta do Estado (Resolução do Conselho de Ministros nº 22/2001, de 27 de Fevereiro). O objectivo desta avaliação é a produção de recomendações tendentes ao aperfeiçoamento e melhoria da qualidade das páginas avaliadas, bem como a divulgação de boas práticas.

Na sequência da Resolução do Conselho de Ministros nº 143/2000, de 27 de Setembro que definiu medidas dirigidas à generalização da prática de aquisição de bens e serviços por via electrónica pela Administração Pública, e tendo em vista a preparação da legislação a adoptar, foi promovida a realização de um estudo que fosse susceptível de fundamentar as escolhas a fazer e que tivesse em conta a experiência internacional na matéria, o qual foi submetido a consulta e discussão públicas. Está em curso o estudo de gestão técnico que permitirá definir o modo operacional de entrada em funcionamento do novo regime.

Em Setembro de 2001 encontravam-se ligadas à Internet 8874 escolas dos ensinos básico e secundário. Até ao final do ano estarão ligadas todas as escolas do país.

MEDIDAS A IMPLEMENTAR EM 2002

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Portugal é hoje um dos países da União Europeia em maior crescimento científico, ou mesmo, nalguns indicadores, aquele onde se regista o maior crescimento científico de toda a Europa.

Fruto de uma política de investimento e qualificação persistente, este resultado mostra que estamos assim, de facto, a superar rapidamente o nosso atraso científico face a países mais desenvolvidos.

As opções de política científica e tecnológica são necessariamente de médio prazo e os seus instrumentos inscrevem-se eles também numa duração mais longa que o calendário anual, especialmente no caso português, onde o desenvolvimento científico abre caminho para a superação de atrasos estruturais e requer políticas consistentes de formação qualificada de novos recursos humanos, de internacionalização e reforço da qualidade, de enraizamento da ciência e da cultura científica e tecnológica no tecido social e económico.

Não se repetirão por isso as linhas programáticas e as acções definidas no programa de governo ou no programa de desenvolvimento científico e tecnológico do país para o período 2000-2006 do QCA III. Registam-se apenas as medidas e acções com maior incidência ou a lançar em 2002, sendo certo que a definição, periodicamente aferida, de metas intercalares facilita o acompanhamento de um programa de médio prazo.

Em paralelo, e pela primeira vez, tornar-se-ão disponíveis as fichas de realização das medidas inscritas nas GOP 2001.

Assim, e de forma prioritária em 2002:

Para a concretização destes objectivos prioritários serão, em especial desenvolvidas as seguintes medidas e programas:

SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

A estreita articulação entre políticas científicas e tecnológicas e políticas de estímulo ao desenvolvimento de uma sociedade da informação e do conhecimento é uma marca distintiva e uma mais-valia nacional.

O Programa do Governo define com precisão as opções da política de desenvolvimento da sociedade da informação. O III QCA dedica a essas opções uma prioridade inteiramente nova, designadamente através de um programa operacional específico para a Sociedade da Informação. O Programa Portugal Digital, e muito especialmente a Iniciativa Internet, assim como a iniciativa europeia "eEuropa2002" formam os principais eixos estratégicos de acção para cuja concretização o Programa Operacional contribui em primeira linha. Embora ambiciosos e exigentes, os objectivos definidos têm calendários de execução de vários anos e combinam políticas públicas com o estímulo ao funcionamento dos mercados e à iniciativa da sociedade. A escolha de acções a concretizar ou a iniciar em 2002 é assim essencialmente indicativa e não dispensa a consideração e análise do conjunto dos programas e iniciativas em que se insere e, muito especialmente, o que já em 2001 pôde ser concretizado e de que são exemplos a entrada em funcionamento regular da Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação e do seu Secretariado Executivo, a produção e divulgação regulares de indicadores de aferição do cumprimento das metas estabelecidas, a elaboração de estudos e trabalhos de avaliação; o quadro regulamentar de certificação de competências em tecnologias de informação; o desenvolvimento da execução do Programa Operacional para a Sociedade da Informação e em particular a difusão das tecnologias de informação na administração pública (programa Estado Aberto), a criação de Espaços Internet em todo o país, o lançamento do programa Conteúdos.pt dirigido à disponibilização na Internet de conteúdos portugueses ou ainda a conclusão da ligação à Internet, através da RCTS, de todas as escolas.

Neste contexto, e designadamente em 2002:

POLÍTICA DE JUVENTUDE

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2001

Foram lançados em 2001 os seguintes programas com o objectivo de:

A execução do Programa Juventude - aprovado durante a Presidência Portuguesa da União Europeia - foi largamente dinamizada em 2001, ano em que se ultrapassou - em número de projectos aprovados e de jovens envolvidos - os valores alcançados no âmbito dos anteriores programas congéneres, SVE e JPE.

O objectivo programático de desenvolver políticas que contribuam para a inserção social de jovens em risco, concretizou-se pelo significativo incremento na execução dos programas "Clubus" - pela abertura de 2 novos Clubus e até final do ano de um terceiro - e "Sem Fronteiras" onde aumentou o número de jovens carenciados a quem foi proporcionado ter acesso a férias de qualidade.

Em 2001 iniciaram-se os processos conducentes:

E concluíram-se:

O objectivo de reforço da capacidade de intervenção e de afirmação do associativismo juvenil na sociedade portuguesa determinou a elaboração e apresentação na Assembleia da República de uma proposta de Lei de Bases do Associativismo Juvenil, que visa criar um quadro jurídico claro para as associações juvenis.

Em 2001 assistiu-se, como programado, à dinamização e execução do Sistema de Apoio a Jovens Empresários, SAJE 2000, tendo sido também lançadas experiências piloto de promoção do empreendorismo.

MEDIDAS A IMPLEMENTAR EM 2002

DESPORTO

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2001

No âmbito do subsistema do Desporto de Alto Rendimento

No âmbito do Desporto Informal

No âmbito da Medicina Desportiva

No âmbito das infra-estruturas

No âmbito do associativismo, formação e estudos

No âmbito das relações externas

No âmbito da documentação e informação

MEDIDAS A IMPLEMENTAR EM 2002

Será aprovado o Plano Estratégico de Desenvolvimento para o Desporto, para o quadriénio 2002-2006, onde se articularão as intervenções do MJD nos diferentes subsistemas desportivos.

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