Lei n.º 109-A/2001 — Grandes Opções do Plano para 2002

Tipo Lei
Publicação 2001-12-27
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 13

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2002

Histórico de alterações JSON API

Assim e no âmbito do subsistema do Desporto de Alto Rendimento:

No âmbito do Desporto para Todos

No âmbito da Medicina Desportiva

No âmbito das infra-estruturas

No âmbito do associativismo, formação e estudos

No âmbito das relações externas

No âmbito da documentação e informação

4ª OPÇÃO - REFORÇAR A COESÃO SOCIAL AVANÇANDO COM UMA NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS

SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2001

A generalidade das medidas previstas nas GOP 2001 apresentam um nível de realização elevado ou encontram-se em fase adiantada de execução.

A aprovação da nova Lei de Bases do Sistema de Solidariedade e Segurança Social deu lugar a um processo gradual e progressivo de regulamentação legislativa cujo ponto da situação actual se apresenta no capítulo II. 5 - Reforma da Segurança Social, apoiado num conjunto de princípios inovadores definidos na lei, tendo em vista:

Ao mesmo tempo foi dada continuidade à política de aumento de pensões, apoiada nos princípios da diferenciação positiva, a favor dos mais pobres e no respeito pelo esforço contributivo dos pensionistas enquanto beneficiários activos.

No que respeita à reforma institucional do Sistema de Solidariedade e Segurança Social foram definidos objectivos de eficácia, justiça e adequação às novas exigências decorrentes da evolução tecnológica. Com a criação do Instituto de Solidariedade e Segurança Social e com a definição da sua estrutura orgânica e da estrutura tipo dos Centros Distritais de Solidariedade e Segurança Social consolidam-se as condições para que o desempenho dos serviços seja mais célere e mais próximo dos cidadãos.

Na vertente institucional consagrou-se um novo modelo de organização concebido em três níveis: nacional, com responsabilidades de gestão e coordenação estratégica do sistema; regional, com funções de planeamento e fiscalização, e distrital, com vocação operativa, garantindo com este modelo a introdução de maior eficácia e eficiência na gestão global.

A implementação do Plano Nacional de Lojas de Solidariedade e Segurança Social constitui um referencial na melhoria do acolhimento e atendimento dos utentes. Conjuntamente com a planificação dos Centros Territoriais, que correspondem a unidades operacionais do Subsistema de Protecção Social de Cidadania mais próximas dos Cidadãos, criaram-se condições para a desconcentração de competências e responsabilidades, assegurando a necessária aproximação do sistema ao cidadão, no respeito pelos objectivos e princípios do Sistema de Solidariedade e Segurança Social.

Intensificou-se o processo de reformulação do novo Sistema de Informação da Solidariedade e Segurança Social, regulamentando-se a adesão dos contribuintes às novas funcionalidades para declaração e pagamento de contribuições à Segurança Social por transmissão electrónica de dados. O desenvolvimento desta medida, para além de facilitar o cumprimento das obrigações contributivas, procurou também garantir o sucesso da transição para o euro. Até ao final do corrente ano estão previstas alterações significativas no tratamento e exploração de informação necessária à gestão do sistema.

Está ainda prevista a centralização e automatização da leitura das declarações de remunerações num Centro de Leitura Óptica que reduzirá o tempo de certificação das obrigações e do consequente pagamento de prestações e permitirá uma reconversão de alguns milhares de funcionários.

No âmbito do combate à fraude e evasão contributiva, foram desenvolvidas diversas acções de fiscalização directa às empresas, orientadas para sectores particulares da actividade económica, visando o apuramento de irregularidades como sejam as remunerações simuladas em pagamentos de ajudas de custo.

Foi ainda desenvolvido o programa "horizontes 2000", que teve como objectivo a inserção de beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido, em idade activa, mas que prosseguiu, como consequência directa, uma acção de controlo sobre todos os que recusaram emprego/formação. As acções desenvolvidas permitiram quer a detecção das irregularidades, quer a confirmação de todos os dados necessários à manutenção das prestações. Desenvolveram-se também acções de verificação de beneficiários de subsídio de doença e de controlo da atribuição da prestação de desemprego, em colaboração com o IEFP, através das quais se procurou medir a dimensão da fraude e reverter a cultura de impunidade favorável ao incumprimento.

Foram, neste âmbito, criadas novas condições institucionais de promoção do rigor e da responsabilidade, nomeadamente através da centralização e informatização dos processos de convocação de desempregados, o que permite reduzir para apenas um mês o processo que conduz à cessação da prestação, e da nova aplicação informática que possibilita o cruzamento regular e sistemático a nível nacional dos dados distritais sobre remunerações e prestação de desemprego da Segurança Social e destes com os dados relativos aos desempregados inscritos no IEFP. Serão, ainda em 2001, iniciadas operações mensais de cruzamento destas bases de dados, de modo a promover diminuição das possibilidades de fraude nesta matéria.

Também até ao final de 2001, serão intensificados os níveis de controle e fiscalização da atribuição das prestações de desemprego e doença. Nomeadamente, proceder-se-á ao aumento das acções de fiscalização inteligente, direccionadas para situações que em acções anteriores foi detectada maior propensão para a fraude, incluindo o controle médico até ao final do ano de todos os beneficiários do subsídio de doença, bem como a uma intensificação dos níveis de acompanhamento dos desempregados subsidiados do IEFP, aumentando as convocatórias mensais para 60.000 todos os meses.

Foi intensificado o esforço de recuperação da dívida à Segurança Social, através de um acompanhamento mais próximo dos contribuintes com vista a diminuir o tempo de resposta do sistema às situações de incumprimento da obrigação contributiva. Neste âmbito, foram criadas as condições que permitem aumentar a capacidade e a autonomia da Segurança Social na cobrança coerciva através da criação de secções de processo executivo da segurança social que, conjuntamente com a criação das delegações distritais do IGFSS permitirão, por um lado, conferir maior celeridade aos respectivos processos de execução relativos a contribuintes incumpridores e, por outro, prevenir a constituição de novas dívidas pelo acompanhamento da situação dos contribuintes através do gestor de contribuintes.

Em estreita articulação com o incremento da responsabilização do Orçamento de Estado no financiamento das políticas de génese solidária, foi aumentado o esforço de capitalização na segurança social, que resultou num aumento substancial dos capitais geridos no quadro do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, cujos activos continuam a sofrer um incremento bastante elevado.

No âmbito específico das acções de intervenções sociais, de entre as numerosas e diversificadas iniciativas, salientam-se de seguida as prioritárias.

Decorreram diversos processos de fiscalização das IPSS e, sobretudo, de entidades com fins lucrativos, que conduziram ao encerramento de alguns equipamentos e à introdução de melhorias ao nível da resposta social de outros, aumentando-se o nível de qualidade dos serviços prestados.

No quadro da estratégia europeia de Luta contra a pobreza e a exclusão social, foi elaborado o Plano Nacional de Acção para a Inclusão, correspondendo a um desafio comum à escala Europeia, tendo como objectivos promover a participação no emprego e o acesso de todos aos recursos, aos direitos, aos bens e serviços, prevenir os riscos de exclusão, actuar a favor dos mais vulneráveis, mobilizar o conjunto dos intervenientes.

No que respeita ao desenvolvimento das medidas e programas de prevenção e de intervenção, em muitos casos reparadores, mas também com a componente preventiva, direccionadas a crianças e jovens, destacam-se as seguintes medidas:

Na área do envelhecimento e dependência, manteve-se a afirmação da política para os idosos, nomeadamente:

Na área do apoio social à toxicodependência, as medidas de política social dirigiram-se, maioritariamente, para a:

Institucionalmente, prosseguiu-se o alargamento da cobertura nacional através de redes sociais de incidência concelhia.

MEDIDAS A IMPLEMENTAR EM 2002

Os resultados já alcançados permitem perspectivar o equacionamento de novas intervenções com particular relevância para a continuação da regulamentação da Lei de Bases da Segurança Social, no respeito pelos princípios do reforço da coesão social e da sustentabilidade financeira da segurança social.

Assim, no âmbito do Subsistema de Protecção Social de Cidadania

No âmbito do Subsistema de Protecção à Família

No âmbito do Subsistema Previdencial

No âmbito dos Regimes Complementares

O processo de gestão reformista prosseguirá, ainda, através de um conjunto alargado de outras medidas de política. Assim, no combate à fraude e evasão contributiva e ao acesso indevido às prestações, de entre os novos instrumentos e meios disponibilizados, destacam-se as intervenções seguintes:

Mantendo-se as opções estratégicas e os objectivos definidos para 2001, de um vasto e diversificado conjunto de objectivos, constituem exemplos de intervenções prioritárias, na área das prestações de previdência, apoio à família e pensões:

Na área da Solidariedade e Acção Social, de entre as numerosas iniciativas para 2002, as linhas de acção passam pela reforma dos sistemas de protecção social, pelas medidas previstas no PNAI, desenvolvimento dos equipamentos e serviços sociais, adequação dos serviços e instituições básicas, iniciativas de desenvolvimento integrado em territórios urbanos e rurais, tendo como metas:

Ainda nesta área desenvolver-se-ão e alargar-se-ão, prioritariamente, as iniciativas destinadas às diferentes populações-alvo, e que tenham por objectivo:

Na área da modernização administrativa, de entre as iniciativas tendentes à melhoria das condições de funcionamento dos serviços, destacam-se as seguintes medidas:

PRINCIPAIS INVESTIMENTOS EM 2002

O PIDDAC - 2002 na área da Solidariedade e Segurança Social, no âmbito do MTS atinge 119,4 milhões de Euros (entre auto-financiamento, OE e fundos comunitários).

Os programas que sustentam o investimento a realizar são os constantes do PIDDAC - 2001, sem prejuízo de pontualmente se verificarem alterações de evolução, de modo a adequá-los às opções e prioridades assumidas de acordo com o objectivo global de contribuir para uma melhor funcionalidade e custo benefício dos sistemas sob tutela do MTS.

Quanto aos Grupos de Programas importará realçar:

Importa realçar que, no cumprimento do disposto na Lei de Bases da Segurança Social, todo o investimento nacional em equipamentos sociais passa a ser suportado pelo OE.

REFORMA DA SEGURANÇA SOCIAL

O sistema público da segurança social acumulou, ao longo do tempo, problemas estruturais, designadamente insuficiência quanto aos níveis de protecção social (nomeadamente no que se refere à protecção assegurada pelos regimes de pensões), défices de equidade quanto ao modo de realização dessa protecção, défices de eficácia e eficiência na organização e gestão, e necessidade de prevenir as tensões financeiras determinantes de riscos de dificuldade financeira a médio e longo prazos (sustentabilidade financeira).

Foi com base, fundamentalmente, no propósito de combater este quadro de ineficiência que o processo de reforma da Segurança Social passou a representar um imperativo político irrecusável e inadiável, dando lugar, depois de vários estádios institucionais, à publicação da Lei 17/2000, de 8 de Agosto, aprovando as Bases Gerais do Sistema de Solidariedade e Segurança Social.

No ano de 2001 foram dados alguns passos no processo de regulamentação da nova Lei de Bases, com o desenvolvimento de algumas medidas de apoio:

No domínio da participação

No domínio do financiamento

No domínio do quadro legal de pensões

No domínio do sistema de informação

Outras áreas relevantes

SAÚDE

A política de saúde é uma das principais políticas sociais. Beneficia e contribui para uma sociedade livre, inclusiva e solidária. Pode constituir um poderoso instrumento para o reforço da coesão social e para a melhoria do bem-estar individual e colectivo. É, cada vez mais, considerada como factor de desenvolvimento socioeconómico e técnico-científico, gerador de riqueza, e não como mera fonte de despesa a reduzir a todo o custo. Nesta perspectiva, o défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se pretende corrigir através de um conjunto de intervenções e medidas adiante enumeradas, deve ser abordado numa perspectiva de melhoria da qualidade da despesa e de redução do desperdício. É nesta linha estratégica que se inserem o reforço das práticas de contratualização interna e externa, sedimentadas numa lógica de elaboração e negociação de orçamentos-programa, a reorganização da farmácia hospitalar e o desenvolvimento de novas medidas e modelos de gestão empresarial no SNS.

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2000/2001

Em 2000 e 2001 o Governo deu continuidade à concretização de medidas para a realização, a prazo, de um objectivo consensual: que os portugueses disponham de um sistema de saúde com uma capacidade efectiva de resposta às suas necessidades, assente num sistema de qualidade e eficiente na utilização dos recursos.

Esta actuação contribuiu para a reforma da saúde, orientando-se por uma estratégia global que visa reforçar os princípios da universalidade, generalidade e equidade que enformam o Serviço Nacional de Saúde (SNS), centrando-o no cidadão e tornando-o, simultânea e progressivamente, mais eficiente e eficaz.

As medidas e acções concretizadas neste período foram determinadas por um conjunto de objectivos prioritários:

Constituem exemplos de intervenções neste período:

Acesso a Cuidados de Saúde

Humanização

Melhoria da Qualidade

Prevenção da Doença e Promoção e Protecção da Saúde

Organização e Gestão dos Serviços de Saúde:

Política do Medicamento

Recursos Humanos

PRINCIPAIS LINHAS DE ACÇÃO PARA 2002

As opções da Saúde para 2002 obedecem às orientações estratégicas gerais do Governo para o aperfeiçoamento do sistema de saúde, tornando-o mais sensível aos problemas, às necessidades e às expectativas dos cidadãos e da sociedade, prosseguindo como linhas de orientação essenciais: o primado das intervenções educativas, preventivas e de promoção da saúde; a orientação para o utente, em especial quando em situação de doença e de maior fragilidade; a transparência e responsabilidade perante a sociedade quanto ao modo de aplicação dos recursos e aos resultados e efeitos conseguidos.

Muitas das acções previstas pressupõem uma estreita colaboração intersectorial já que a maior parte dos determinantes da saúde ultrapassa o âmbito restrito deste sector. No que respeita à adopção de medidas estruturais, dar-se-á prioridade àquelas que facilitem a reconfiguração progressiva do sistema de saúde e, em especial, do seu núcleo fundamental - o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Destacam-se para 2002 seis opções estratégicas:

Em cada uma destas áreas será desenvolvido um conjunto de intervenções em estreita interligação com a política de investimento do Estado (PIDDAC 2002), combinando o financiamento público nacional com o financiamento comunitário previsto no 3.º Quadro Comunitário de Apoio (QCA III) e iniciando experiências de parcerias com a Administração Local e os sectores social e privado.

De igual modo será desenvolvido um conjunto articulado de medidas para racionalizar toda a estrutura e funcionamento do Ministério da Saúde, bem como para o desenvolvimento planeado do sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde. São exemplos os Planos Directores Regionais de Saúde, a montagem de um dispositivo para a actualização permanente da Carta de Equipamentos de Saúde e a promoção de estudos, incluindo análises comparativas, da utilização das capacidades instaladas em equipamentos e pessoal, em especial no que respeita aos respectivos desempenhos, custos e resultados alcançados. Neste último caso terão especial protagonismo as Agências de Contratualização de Serviços de Saúde, para além de estudos a solicitar a entidades externas, nomeadamente centros de investigação universitários.

Assim, são de realçar em cada uma das opções enumeradas:

Ampliar os ganhos em saúde dos portugueses

Dar prioridade às acções de promoção da saúde e de prevenção das doenças, incentivando a adopção de estilos de vida saudáveis, de forma a diminuir, no futuro, a procura de cuidados de saúde. A obtenção de ganhos em saúde será avaliada, sempre que possível, de modo objectivo e quantificado em termos de: maior esperança de vida; menos mortes prematuras; menos casos de doenças evitáveis; menos complicações de doenças; menos incapacidades, menor sofrimento e melhor qualidade de vida relacionada com a saúde.

Reforçar os instrumentos de intervenção em saúde pública

Dar prioridade à promoção da saúde e à prevenção da doença

Intervir em problemas de saúde prioritários

Intervir em grupos de maior vulnerabilidade em saúde

Melhorar a qualidade e a segurança de bens e produtos relevantes para a saúde

Proteger o ambiente e reduzir os riscos para a saúde decorrentes do funcionamento das unidades de saúde

Melhorar as respostas dos serviços de saúde

Previsão:

Previsão:

Melhorar as estatísticas e informação sectorial, objectivando os ganhos em saúde

Aumentar a confiança dos cidadãos no SNS e a auto-estima dos seus profissionais

Intervenção em duas vertentes:

Ampliar a equidade no acesso aos cuidados

Humanizar, acolher, cuidar

Avaliar, reconhecer e premiar o mérito e a qualidade dos profissionais

Melhorar as condições de trabalho e a realização profissional

Prevenir desempenhos negativos e conflitos de interesses e irregularidades

Melhorar a qualidade da despesa e combater o desperdício

Promover a boa aplicação dos recursos financeiros destinados à Saúde, com o mínimo desperdício possível, atribuindo mais responsabilidades a quem gera os gastos, o que implica também reduzir as práticas de comando centralista, sem efeitos práticos no terreno.

Simplificar a orgânica central do Ministério da Saúde e reforçar a capacidade técnica e operativa dos órgãos regionais

Reforçar a articulação do PIDDAC da Saúde com o QCA III (Saúde XXI e intervenções regionalmente desconcentradas da Saúde)

Garantir a racionalidade na instalação de equipamentos de saúde

Aumentar o controlo e a transparência orçamental

Reforçar as práticas de contratualização

Política do medicamento

Reorganizar a farmácia hospitalar

Racionalizar o uso dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica

Promover a modernização administrativa e a melhoria da gestão no Ministério da Saúde

Modificar a organização e a cultura administrativa e de gestão dos órgãos e estabelecimentos do Ministério da Saúde e do SNS, promovendo modalidades empresariais de serviço público, orientadas para o bem comum.

Promover uma gestão descentralizada e participada do Serviço Nacional de Saúde

Avaliar e desenvolver iniciativas e modelos de gestão empresarial, tanto nos hospitais como em cuidados de saúde primários

Preparar o Futuro

Concretizar iniciativas e medidas estruturantes indispensáveis para renovar e transformar progressivamente a configuração e funcionamento do sistema de saúde e do SNS, a médio e longo prazo, sem criar rupturas a curto prazo.

Investir na formação dos profissionais do SNS

Redefinir a estratégia de investigação em saúde

Equacionar novos modelos de afectação de recursos financeiros no SNS

Promover a instalação e o uso generalizado de tecnologias de informação e comunicação (TIC)

Adoptar a Qualidade em Saúde como caminho para a afirmação competitiva do sector no contexto Europeu

Cooperar com outros países no domínio da saúde, em especial com os de língua oficial portuguesa

Responder perante a sociedade civil e incentivar o exercício da cidadania na saúde

Incentivar atitudes e práticas de responsabilização, abertura e transparência do SNS e dos seus estabelecimentos perante a sociedade e, ao mesmo tempo, promover o exercício responsável da cidadania na saúde, através da criação de processos e mecanismos de efectiva representação e representatividade dos utentes, proporcionando o diálogo e mecanismos de controlo e facilitando o papel do Estado na regulação e garantia do bom funcionamento do SNS e do sistema de saúde como um todo.

Promover o exercício responsável da cidadania na saúde

Desenvolver formas de participação dos cidadãos e autarquias nas agências de contratualização

Lançamento do Portal do Ministério da Saúde

SNS - GESTÃO DESCENTRALIZADA E PARTICIPADA

Descentralização e participação são eixos fundamentais da política do SNS (artigo 64º, nº 4 da Constituição)

Num Ministério que dispõe de cinco administrações regionais de saúde (ARS) e de quase duas dezenas de coordenadores de sub-regiões, a descentralização dos serviços passa pelo aprofundamento da sua capacidade de intervenção, fazendo deslocar para as regiões, sub-regiões e unidades de saúde as competências que possam ser prosseguidas com mais qualidade e eficácia em ambiente de maior proximidade aos cidadãos; a assunção das competências a nível das regiões é a forma de garantir decisões mais eficazes, assegurando o próprio processo de tomada de decisão.

Nesta perspectiva, inserem-se as medidas de reorganização dos serviços do Ministério, a saber:

Os objectivos enunciados deverão ser alcançados através de medidas reorganizativas, da criação de novas relações hierárquico-funcionais, evitando, sempre que possível, o aumento dos efectivos; o refrescamento de efectivos, a ocorrer, revestirá um carácter incidental e nunca directamente relacionado com a reformulação do modelo de organização e funcionamento.

A participação traduz-se no reforço dos mecanismos de diálogo e audição da comunidade, interessando-a na gestão e funcionamento dos serviços de saúde.

Para a concretização deste exercício de cultura cívica e transparência administrativa, adoptar-se-ão acções concretas e em particular:

POLÍTICA CONTRA A DROGA E A TOXICODEPENDÊNCIA

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2001

Em 2001 prosseguiu-se o reforço da articulação e coordenação interdepartamental da política nacional de luta contra a droga, tal como dispõe o Plano Nacional de Luta contra a Droga e a Toxicodependência, merecendo particular destaque a consolidação do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência (IPDT), a aprovação de legislação de enquadramento - Regime Geral das Políticas de Prevenção e Redução de Riscos e Minimização de Danos de Danos, com ampla participação da sociedade civil, a aprovação dos 30 Objectivos na Luta Contra a Droga e a Toxicodependência e do Plano de Acção Nacional; a instalação e normal entrada em funcionamento das 18 Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência, no que representa uma efectiva mudança de paradigma em que a Toxicodependência é entendida como uma doença e, portanto, o toxicodependente deixa de ser tratado, pelo simples facto do consumo, como um criminoso.

Ainda no âmbito dos diplomas de enquadramento foi colocado a discussão pública o Regime Geral da Política de Prevenção Primária das Toxicodependências, a apresentar à Assembleia da República.

Registou-se o alargamento do apoio a projectos de prevenção articulados numa matriz municipal, articulando esforços e recursos e melhorando sinergias para a criação de uma Rede Nacional de Prevenção Primária, Redução de Riscos e Minimização de Danos. Alargou-se a rede de tratamento público e a utilização de terapias de substituição e consolidou-se o Programa VIDA-Emprego cujo dinamismo permitiu integrar respostas diferenciadas aos problemas da formação e reinserção social. No domínio da investigação, desenvolveram-se parcerias inovadoras envolvendo Serviços Públicos e Universidades, visando um melhor conhecimento da realidade e uma melhor fundamentação das medidas de política para o Horizonte de 2004.

O combate ao tráfico evidenciou uma melhor articulação de esforços e acções entre as forças policiais com resultados inigualáveis em termos de quantidade de drogas apreendidas.

PRINCIPAIS LINHAS DE ACÇÃO PARA 2002

A acção do Governo visará o reforço da coesão social, contribuindo para a dinamização geral de uma nova geração de políticas sociais.

Ao executar a Estratégia Nacional de Luta Contra a Droga e a Toxicodependência, no ano 2002, o Governo continuará a integrar na sua acção primordial o desenvolvimento do Plano da Acção Nacional de Luta Contra a Droga e aToxicodependência - Horizonte 2004.

A prevenção primária continuará a ser a área prioritária de intervenção do governo, quer directamente quer através da mobilização das entidades e organizações da sociedade civil, no seguimento do disposto no Plano de Acção Nacional de Luta Contra a Droga e Toxicodependência (PAN) e dos 30 Objectivos prioritários oportunamente aprovados para esta área.

Neste sentido pretende-se o envolvimento de toda a comunidade, desde a promoção de planos concelhios em todo o país, com um grande envolvimento das autarquias,, passando pelo reforço da intervenção no meio escolar e em meio familiar, pela educação para a saúde através da despistagem precoce de problemas relacionados com o consumo de tabaco, álcool, medicamentos e drogas ilícitas, pela prevenção em meio laboral e no rastreio e sensibilização relativo a doenças infecto-contagiosas em meio prisional e, ainda, pela mobilização das forças de segurança.

O tratamento será outra área prioritária, no seguimento do lema "Mais vale tratar que punir" e no entendimento de que o toxicodependente é, no essencial, um doente. Assim promover-se-á o aumento da acessibilidade do tratamento, consolidando-se as estruturas vocacionadas para o efeito, elevando a sua qualidade através de sistemática avaliação de condições de funcionamento e de monitorização de resultados, tanto para as estruturas públicas como para as contratualizadas.

A rede pública de Centros de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) será reforçada, avançando-se para o aumento efectivo dos serviços de desintoxicação, intensificando-se a capacidade pública de tratamento de substituição e aumentando significativamente o número de Centros de Saúde participantes na execução de terapias de substituição e a sua adesão, bem como de serviços hospitalares, a protocolos de intervenção no rastreio e tratamento da população toxicodependente.

Até ao fim de 2002 todos os estabelecimentos prisionais deverão ver reforçadas as estruturas e equipas pluridisciplinares de saúde.

Colhendo os ensinamentos de experiências de outros países será promovida a acessibilidade dos toxicodependentes a outras valências de tratamento, procurando-se respostas terapêuticas que dêem resposta aos novos padrões de consumo.

Será, portanto, prosseguida a estruturação de circuitos terapêuticos que impliquem o envolvimento de todo o sistema nacional de saúde no tratamento a toxicodependentes, tendo também em consideração a necessidade e conveniência de actuar ao nível do diagnóstico precoce e perante o surgimento de novos problemas colocados pelo aparecimento das drogas sintéticas.

Intimamente ligado ao tratamento prosseguir-se-á uma política de redução de riscos e minimização de danos, visando prevenir o risco de propagação de doenças infecto-contagiosas e prevenir a marginalização social e a delinquência associada, procurando criar as condições para a motivação de toxicodependentes para programas de tratamento.

A criação de uma rede primária de redução de riscos e o início da estruturação de uma rede secundária insere-se neste ponto da política, tendo como objectivos diminuir o número de mortes relacionadas com o consumo de drogas, diminuir as práticas de consumo problemáticas e procurando suster e inverter a tendência de contaminação de toxicodependentes por HIV, hepatites e tuberculose. Estas políticas serão estendidas aos toxicodependentes reclusos.

A reabilitação e reinserção social é o corolário lógico do tratamento, pelo que os programas existentes, com particular incidência e centralidade do programa o Vida-Emprego, serão consolidados, garantindo-se o seu financiamento sustentado no tempo, a reformulação aconselhada pela avaliação feita dos resultados e a inclusão de novas valências que permitam a prevenção de desinserção de toxicodependentes ou ex-toxicodependentes empregados.

Será também reforçada a rede de apartamentos de reinserção destinados a toxicodependentes em reabilitação, sobretudo pela contratualização.

A intervenção no domínio da oferta continuará a ser um denominador comum da actuação das forças e serviços de segurança. O reforço da articulação e concentração de esforços e meios, que tão positivos resultados tem vindo a produzir, deverá permitir reduzir a disponibilidade de drogas ilícitas e, também desse modo, a redução da criminalidade associada.

A actuação ao nível legislativo, o reforço das condições tecnológicas e dos meios de vigilância à distância, o estreitamento da cooperação internacional, o reforço do policiamento de proximidade, a articulação com as autarquias são medidas que se prosseguirão.

O combate ao branqueamento de capitais, na complexidade que tal implica em face da globalização e da sofisticação do crime internacional organizado, não será descurado, através, nomeadamente, da agilização do acesso à informação bancária e de melhor articulação com policias e agências internacionais.

Há ainda que melhorar as condições de investigação, informação estatística e avaliação das políticas na área da droga e da toxicodependência, para um melhor conhecimento da realidade e a definição de estratégias de prevenção, tratamento e reinserção mais adequadas às necessidades da população toxicodependente.

5ª OPÇÃO - CRIAR CONDIÇÕES PARA UMA ECONOMIA MODERNA E COMPETITIVA

ENQUADRAMENTO EUROPEU

BALANÇO DA ACTUAÇÃO EM 2000/2001

Portugal participa activamente no processo de construção europeia. A dinâmica iniciada no Conselho Europeu de Lisboa deu novos passos no Conselho da Primavera em Estocolmo. A estratégia de Lisboa de reformas económicas e reforço da coesão social tem sido reafirmada, nomeadamente na modernização do mercado de trabalho e da protecção social. De acordo com as Conclusões do Conselho Europeu de Gotemburgo, o Conselho ECOFIN aprovou as Orientações Gerais da Política Económica que contêm um conjunto de recomendações específicas para Portugal nas áreas da política económica e das reformas estruturais.

I - Assuntos Europeus

Estocolmo: a sequência do Processo de Lisboa...

Na Cimeira de Lisboa em Março de 2000, os Chefes de Estado e de Governo dos quinze Estados Membros da UE decidiram adoptar como objectivo estratégico da União para a próxima década: o de tornar a UE na economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo, capaz de garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com maior coesão social.

O Conselho Europeu de Estocolmo, realizado em Março de 2001, deu sequência ao Processo de Lisboa, confirmando e aprofundando os objectivos então definidos, decidindo que as Cimeiras da Primavera passariam a ser o culminar do processo de coordenação das políticas económica e social europeias, de molde a assegurar o envolvimento dos Estados Membros na avaliação da implementação da estratégia de Lisboa ao mais alto nível político.

Neste contexto, o Conselho Europeu abordou o desafio demográfico do envelhecimento da população, que se traduz na diminuição, cada vez mais acentuada, do número de pessoas em idade activa; debateu formas de criar mais e melhores empregos, acelerar a reforma económica, modernizar o modelo social europeu e dominar as novas tecnologias; definiu as linhas estratégicas para as Orientações Gerais das Políticas Económicas, com vista a alcançar um crescimento sustentável e um enquadramento macroeconómico estável; decidiu aperfeiçoar os procedimentos, por forma a que a reunião da Primavera do Conselho Europeu se torne o centro da revisão anual das questões económicas e sociais; e decidiu desenvolver formas de associar activamente os países candidatos aos objectivos e procedimentos da Estratégia de Lisboa. Estes objectivos foram, tal como em Lisboa, calendarizados, situação que revela o empenho dos Estados Membros e das instituições da UE na sua concretização.

Entre os vários trabalhos a realizar, com diferentes prazos de concretização, destacam-se aqueles a serem desenvolvidos para o próximo Conselho Europeu da Primavera, a realizar em Barcelona, em 2002:

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