Decreto-Lei n.º 224/2001 — Aprova a Lei Orgânica das Comissões de Coordenação Regional (CCR)
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
1 ato modificativo · 2003-05-23, Decreto-Lei n.º 104/2003 — Extingue as comissões de coordenação regionais e as direcções …
Aprova a Lei Orgânica das Comissões de Coordenação Regional (CCR)
Artigo 33.º — Serviços
1 - A Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT) compreende os seguintes serviços centrais:
Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento;
Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos;
Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação;
Departamento de Gestão Administrativa e Financeira.
2 - Funcionam na dependência directa do presidente da CCRLVT a Divisão de Sistemas de Informação Regional e de Apoio Técnico e o Centro de Documentação e Informação.
3 - São serviços desconcentrados da CCRLVT os núcleos de apoio regional.
Artigo 34.º — Competências do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
Ao Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento (DRPP), dirigido por um director de serviços, compete realizar estudos e dinamizar planos, programas e projectos que se traduzam em documentos e iniciativas nos domínios da prospectiva e planeamento regional, da programação de investimento público, bem como de monitorização e avaliação das políticas públicas de desenvolvimento regional e respectivos instrumentos de financiamento, com especial destaque para o PIDDAC e para o POR.
Artigo 35.º — Estrutura do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
1 - O DRPP compreende:
A Divisão de Estudos e Prospectiva;
A Divisão de Planeamento Regional.
2 - À Divisão de Estudos e Prospectiva (DEP) compete:
Identificar tendências na economia regional, com destaque para as que se referem à produção, à qualificação de recursos humanos, ao emprego, ao investimento e à dinâmica de desenvolvimento sectorial;
Acompanhar e caracterizar tendências de evolução política, institucional e estratégica da região, com relevância para a sua inserção económica nacional;
Analisar e caracterizar a evolução de sectores de actividade, com especial destaque para a dinâmica de especialização e competitividade da economia regional, com a participação dos agentes económicos envolvidos;
Elaborar estudos de âmbito regional, com vista ao conhecimento pormenorizado da realidade existente, no âmbito dos principais sectores de actividade e na perspectiva de um maior e melhor aproveitamento de recursos endógenos;
Realizar os estudos necessários à formulação de estratégias de desenvolvimento regional e propor os critérios e prioridades para a aplicação das respectivas medidas e instrumentos.
3 - À Divisão de Planeamento Regional (DPR) compete:
Colaborar na elaboração de planos nacionais e regionais, em ligação com a orgânica de planeamento, designadamente no que se refere ao programa nacional da política de ordenamento do território e aos planos regionais de ordenamento do território;
Elaborar os programas operacionais de desenvolvimento;
Analisar o grau de concretização dos objectivos do PDR, com referência a horizontes temporais previamente definidos;
Identificar e propor acções no âmbito dos sectores económicos com incidência no desenvolvimento regional e no quadro de preparação das medidas de política regional e dos planos anuais, estabelecendo as ligações e articulações adequadas;
Fomentar a coordenação e compatibilização intersectorial no âmbito da região, estabelecendo as ligações com os organismos e serviços sectoriais de âmbito nacional, regional e sub-regional;
Acompanhar a evolução económica e social da região, através de indicadores adequados de monitorização e da realização de estudos específicos, em articulação com outras entidades vocacionadas para o efeito;
Preparar, acompanhar e avaliar os instrumentos de financiamento das políticas públicas de desenvolvimento regional.
Artigo 36.º — Competências do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
Ao Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos (DRGPP), dirigido por um director de serviços, compete efectuar a divulgação e garantir a coordenação, gestão e acompanhamento e avaliação dos programas regionais, assegurando a sua coerência com o PDR, bem como apoiar a gestão, o acompanhamento e a avaliação das iniciativas comunitárias com incidência na região.
Artigo 37.º — Estrutura do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
1 - O DRGPP compreende:
A Divisão de Coordenação de Programas e Projectos;
A Divisão de Acompanhamento e Avaliação.
2 - À Divisão de Coordenação de Programas e Projectos (DCPP) compete:
Coordenar o processo de organização e gestão de programas de investimento público de âmbito regional;
Coordenar o processo de avaliação de programas de acção ou de candidaturas a programas de investimento público;
Desenvolver ou colaborar na realização de estudos que permitam definir esquemas de intervenção sob a modalidade de programas que se possam enquadrar em formas institucionais específicas;
Colaborar na concepção e na elaboração de programas e projectos de investimento público da responsabilidade da administração central ou da administração local, quando por aquela apoiados, procurando assegurar a sua coerência e compatibilização;
Avaliar, dar parecer e participar na aprovação de projectos de investimento de âmbito regional;
Analisar e dar parecer sobre o interesse regional dos projectos de investimento candidatos aos fundos estruturais, quando localizados na área de actuação da CCRLVT, em conformidade com o regulamento nacional.
3 - À Divisão de Acompanhamento e Avaliação (DAA) compete:
Recolher e organizar toda a informação necessária ao acompanhamento físico e financeiro dos planos e programas de desenvolvimento regional;
Avaliar o impacto e os efeitos dos planos e programas em curso sobre o desenvolvimento económico;
Elaborar e divulgar normas, metodologias e procedimentos relacionados com o acompanhamento técnico e físico de programas e projectos;
Colaborar na definição de metodologias e indicadores de avaliação dos programas e projectos de investimento público;
Proceder ao acompanhamento físico e financeiro de projectos de investimento, nomeadamente através de indicadores de realização;
Acompanhar a aplicação de iniciativas comunitárias na região.
Artigo 38.º — Competências do Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação
Ao Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação (DPDRC), dirigido por um director de serviços, compete contribuir para a promoção do desenvolvimento regional, designadamente através da dinamização de iniciativas e projectos integrados de desenvolvimento socioeconómico regional e da promoção de parcerias inter-regionais orientadas para o desenvolvimento de projectos de cooperação com outras regiões, valorizando a intervenção dos diversos agentes regionais, incumbindo-lhe, para tal:
Contribuir para a promoção do desenvolvimento regional, designadamente através da dinamização de iniciativas e projectos integrados de desenvolvimento socioeconómico regional;
Acompanhar os principais temas em discussão no seio da União Europeia, com especial relevo para os que tenham reflexos directos sobre a economia regional;
Fomentar a parceria e participação dos agentes da região na formulação das políticas regionais de desenvolvimento;
Participar na dinamização e promoção das parcerias necessárias à concretização de projectos, nomeadamente os de carácter estruturante para a região;
Colaborar na concepção e coordenação de programas específicos de cooperação técnica e financeira com os municípios ou de protocolos a realizar com outras entidades sectoriais e regionais;
Proceder à divulgação das regras comunitárias e, especialmente, das normas e procedimentos de acesso aos fundos comunitários;
Organizar eventos com vista à promoção da região e divulgação do seu potencial;
Desenvolver acções de cooperação ao nível nacional e internacional;
Conceber, animar e gerir iniciativas e parcerias para a cooperação inter-regional e transnacional orientadas para o desenvolvimento de projectos de cooperação com outras regiões do País e da Europa;
Dinamizar a cooperação activa entre os actores de desenvolvimento, tendo em vista a execução partilhada de programas, projectos e iniciativas para o desenvolvimento regional;
Assegurar a participação regional nas instituições europeias de cooperação inter-regional bem como a representação da CCRLVT nos órgãos de gestão e acompanhamento de programas com incidência regional;
Coordenar o apoio técnico às iniciativas de cooperação inter-regional e transnacional com interesse para os actores e agentes locais;
Propor a participação e participar em associações e organismos nacionais e internacionais com interesse para o planeamento, o desenvolvimento regional e o apoio às autarquias locais.
Artigo 39.º — Competências do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
Ao Departamento de Gestão Administrativa e Financeira (DGAF), dirigido por um administrador, equiparado a director de serviços para todos os efeitos legais, compete assegurar as tarefas de gestão administrativa e financeira da CCRLVT.
Artigo 40.º — Estrutura do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
1 - O DGAF compreende:
A Divisão de Gestão Financeira e de Controlo Orçamental;
A Divisão de Recursos Humanos e Administração.
2 - À Divisão de Gestão Financeira e de Controlo Orçamental compete:
Apoiar o conselho administrativo na preparação dos orçamentos privativos da CCRLVT e de grupos de trabalho, projectos ou serviços dela dependentes ou aos quais a CCRLVT preste serviço;
Exercer o controlo orçamental global e sectorial, com vista ao acompanhamento atempado da evolução orçamental e à adopção de medidas adequadas à gestão integrada dos recursos financeiros;
Acompanhar a execução financeira dos vários programas e projectos;
Organizar e manter uma contabilidade analítica que permita o adequado controlo de custos e sua imputação a cada um dos projectos e acções anualmente programados;
Assegurar a elaboração e a execução dos instrumentos de gestão financeira da CCRLVT e dos gabinetes de apoio técnico;
Elaborar estudos sobre a situação financeira da CCRLVT;
Elaborar a conta de gerência;
Estudar a racionalização dos circuitos de funcionamento nas áreas da despesa e da receita.
3 - A Divisão de Gestão Financeira e de Controlo Orçamental compreende:
A Secção de Contabilidade;
A Secção de Economato e Património;
A Tesouraria.
4 - À Secção de Contabilidade compete:
Proceder à elaboração dos projectos de orçamentos da CCRLVT e promover as necessárias alterações orçamentais;
Elaborar e organizar a conta de gerência a enviar ao Tribunal de Contas e manter organizado o arquivo de toda a documentação das gerências anteriores;
Elaborar os documentos justificativos de requisição de fundos;
Organizar e gerir os documentos relativos à realização e pagamento de despesas, bem como à liquidação e cobrança de receitas, de acordo com as regras orçamentais;
Elaborar os balancetes mensais e outros documentos contabilísticos financeiros para acompanhamento e controlo da execução orçamental;
Efectuar a reconciliação das contas bancárias;
Assegurar a constituição, reconstituição e liquidação de fundos de maneio do orçamento.
5 - À Secção de Economato e Património compete:
Coordenar as actividades relativas à aquisição, compra e arrendamento de instalações, equipamentos e serviços e às obras de adaptação, reparação e conservação dos bens móveis e imóveis da CCRLVT;
Executar os procedimentos para aquisição de bens e serviços e assegurar o planeamento e controlo das existências dos bens consumíveis;
Organizar e manter actualizado o cadastro e inventário dos bens móveis e imóveis que constituem o património da CCRLVT e providenciar pela sua manutenção e segurança;
Assegurar a gestão de todo o património afecto à CCRLVT, zelando pela sua conservação e manutenção;
Preparar, realizar e gerir os contratos de fornecimentos de serviços, designadamente de aluguer e de assistência técnica;
Promover os procedimentos necessários à aquisição de bens e serviços, designadamente de segurança e limpeza;
Elaborar mapas de inventários com as respectivas amortizações com vista à contabilidade patrimonial;
Assegurar a gestão do parque automóvel afecto à CCRLVT.
6 - À Tesouraria, coordenada por um tesoureiro, compete:
Arrecadar as receitas;
Liquidar despesas devidamente autorizadas;
Proceder a registos obrigatórios de modo a possibilitar a conferência diária dos fundos em cofre e em depósito;
Manter actualizados os registos necessários à elaboração do mapa de tesouraria integrante da conta de gerência.
7 - À Divisão de Recursos Humanos e Administração compete:
Colaborar na definição e execução da política de pessoal, bem como proceder à adopção de instrumentos de gestão de recursos humanos;
Desenvolver as acções necessárias ao recrutamento e selecção do pessoal;
Colaborar na política de formação de pessoal, bem como elaborar e executar, em articulação com os demais serviços, o plano anual de formação dos recursos humanos da CCRLVT;
Elaborar o balanço social.
8 - A Divisão de Recursos Humanos e Administração compreende:
A Secção de Pessoal;
A Secção de Expediente e Arquivo.
9 - À Secção de Pessoal compete:
Aplicar os instrumentos de avaliação do pessoal;
Proceder à inscrição dos funcionários e agentes na Caixa Geral de Aposentações, acompanhar os respectivos processos de aposentação, bem como proceder à inscrição dos funcionários e agentes na ADSE e promover o pagamento dos respectivos subsídios;
Desenvolver as acções necessárias ao controlo da assiduidade do pessoal;
Recolher os elementos necessários à elaboração do balanço social;
Assegurar as tarefas necessárias ao processamento dos vencimentos e à efectivação dos diferentes descontos, bem como atribuir os benefícios sociais a que os funcionários e agentes tenham direito.
10 - À Secção de Expediente e Arquivo compete:
Assegurar a recepção, classificação, registo, encaminhamento e distribuição de toda a documentação recebida e expedida pela CCRLVT e gerir o respectivo arquivo;
Assegurar a divulgação, pelos serviços, das normas internas e demais directrizes de carácter genérico;
Realizar o expediente relativo à publicação no Diário da República dos actos que careçam de publicação oficial.
Artigo 41.º — Divisão de Sistemas de Informação Regional e de Apoio Técnico
À Divisão de Sistemas de Informação Regional e de Apoio Técnico (DSIRAT), dirigida por um chefe de divisão, compete:
Desenvolver as acções necessárias à constituição de base de dados, sistemas de informação e de indicadores regionais e sub-regionais de apoio ao desenvolvimento económico e social e à actuação da CCRLVT e de outras entidades públicas, privadas e associativas;
Constituir sistemas de informação oficial, designadamente de natureza estatística e cartográfica, em estreita articulação com as entidades responsáveis pela sua produção ou detentoras de direitos sobre a mesma, em particular o Instituto Nacional de Estatística;
Manter um levantamento actualizado de toda a informação existente e necessária à construção dos sistemas de informação regionais;
Desenvolver metodologias e processos de monitorização, designadamente através dos observatórios de desenvolvimento económico e social;
Contribuir para a harmonização e articulação dos sistemas de informação com entidades públicas ou através de parcerias;
Estudar e propor os princípios e regras aplicáveis às relações institucionais no âmbito dos sistemas de informação regionais e zelar pela sua aplicação;
Desenvolver e apoiar acções de divulgação dos sistemas de informação e de monitorização regionais, designadamente mediante a utilização dos meios de informação disponíveis;
Coordenar a definição e execução da política informática da CCRLVT, designadamente no que se refere à concepção e desenvolvimento de aplicações, à gestão dos recursos informáticos e à formação e monitorização especializadas;
Coordenar a elaboração do plano de actividades e do orçamento e acompanhar e avaliar a respectiva execução;
Assegurar a elaboração do relatório de actividades;
Apoiar a presidência nas tarefas relativas à coordenação dos gabinetes de apoio técnico;
Desenvolver as metodologias e a aplicação de instrumentos que promovam o permanente aperfeiçoamento da gestão da CCRLVT e da eficácia das suas actividades;
Coordenar as acções de comunicação e imagem.
Artigo 42.º — Centro de Documentação e Informação
Ao Centro de Documentação e Informação (CDI), dirigido por um chefe de divisão, compete:
Recolher, manter actualizada, tratar e difundir toda a documentação nacional e estrangeira, independentemente do suporte e meio transmissor, com interesse para a CCRLVT ou para o público em geral;
Manter actualizada a biblioteca da CCRLVT e gerir a base de dados bibliográfica, por forma a mantê-la adequada às necessidades dos utilizadores e aos objectivos da CCRLVT;
Proceder à difusão interna e externa da base de dados bibliográfica;
Proceder à aquisição ou à permuta de documentação com interesse para a CCRLVT;
Participar na edição e distribuição de documentos e publicações da CCRLVT;
Cooperar com outras unidades de documentação na prossecução dos objectivos comuns.
Artigo 43.º — Núcleos de apoio regional
1 - Aos núcleos de apoio regional, dirigidos por um chefe de divisão, compete, nas respectivas áreas geográficas de actuação, coadjuvar os serviços centrais da CCR na prossecução das suas atribuições e apoiar as respectivas actividades.
2 - A CCRLVT compreende os seguintes núcleos de apoio regional:
Núcleo do Oeste;
Núcleo do Vale do Tejo.
3 - Cada núcleo dispõe de uma secção de apoio administrativo.
4 - A área de actuação dos núcleos de apoio regional é definida por despacho do Ministro do Planeamento.
SECÇÃO IV — Comissão de Coordenação da Região do Alentejo
Artigo 44.º — Serviços
1 - A Comissão de Coordenação da Região do Alentejo (CCRALT) compreende os seguintes serviços centrais:
Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento;
Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos;
Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação;
Departamento de Gestão Administrativa e Financeira.
2 - Funcionam na dependência do presidente da CCRALT a Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação e o Centro de Documentação e Informação.
3 - São serviços desconcentrados da CCRALT os núcleos de apoio regional.
Artigo 45.º — Competências do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
Ao Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento (DRPP), dirigido por um director de serviços, compete realizar estudos e dinamizar planos, programas e projectos que se traduzam em documentos e iniciativas nos domínios da prospectiva e planeamento regional, da programação de investimento público, bem como de monitorização e avaliação das políticas públicas de desenvolvimento regional e respectivos instrumentos de financiamento, com especial destaque para o PIDDAC e para o POR.
Artigo 46.º — Estrutura do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
1 - O DRPP compreende:
A Divisão de Estudos, Prospectiva e Planeamento Regional;
A Divisão do Investimento Público Regional.
2 - À Divisão de Estudos, Prospectiva e Planeamento Regional (DEPPR) compete:
Desenvolver metodologias e modelos para a construção de cenários de evolução do desenvolvimento regional;
Assegurar a compatibilização dos objectivos e das estratégias do desenvolvimento regional com os objectivos e as estratégias nacionais;
Proceder à avaliação sistemática de cenários e contribuir para a fundamentação das grandes linhas da estratégia e da política de desenvolvimento regional;
Realizar estudos e dinamizar parcerias com os agentes regionais do processo de desenvolvimento com vista à dinamização da capacidade prospectiva da região;
Conceber e desenvolver metodologias e instrumentos que promovam a articulação intersectorial;
Elaborar a proposta de PDR, em articulação com os serviços regionais sectoriais, as autarquias locais e os agentes económicos e sociais regionais, assegurando a sua coerência e compatibilização com as orientações nacionais e comunitárias para o desenvolvimento regional, e colaborar na preparação de outros programas regionais de desenvolvimento;
Assegurar a função de observatório permanente do desenvolvimento económico e social no espaço regional, em articulação com os demais serviços com competências na matéria;
Contribuir para o desenvolvimento das vocações e especializações produtivas do território, atenuar as assimetrias intra-regionais e valorizar as especializações territoriais;
Acompanhar a elaboração de planos regionais de ordenamento e participar na elaboração de outros instrumentos de ordenamento do território;
Contribuir para a consolidação do sistema urbano, como elemento estruturante do desenvolvimento regional;
Avaliar o impacto regional dos planos e programas de desenvolvimento, em articulação com o Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos.
3 - À Divisão do Investimento Público Regional (DIPR) compete:
Definir, em estreita articulação com os serviços regionais, os objectivos e as estratégias do investimento público na região;
Articular, à escala regional, a elaboração do PIDDAC e assegurar o acompanhamento e monitorização da sua execução, em colaboração com o Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos e em estreita articulação com os serviços sectoriais;
Proceder à análise dos impactos regionais dos investimentos públicos.
Artigo 47.º — Competências do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
Ao Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos (DRGPP), dirigido por um director de serviços, compete efectuar a divulgação e garantir a coordenação, gestão e acompanhamento e avaliação dos programas regionais assegurando a sua coerência com o PDR, bem como apoiar a gestão, o acompanhamento e a avaliação das iniciativas comunitárias com incidência na região.
Artigo 48.º — Estrutura do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
1 - O DRGPP compreende:
A Divisão de Coordenação de Programas e Projectos;
A Divisão de Acompanhamento e Avaliação.
2 - À Divisão de Coordenação de Programas e Projectos (DCPP) compete:
Apoiar tecnicamente a gestão dos programas regionais ou com impacto na região e assegurar a sua coerência com o PDR;
Colaborar na definição de normas e procedimentos referentes à gestão, ao acompanhamento e à avaliação dos programas regionais e das iniciativas comunitárias;
Assegurar a divulgação dos programas regionais;
Fomentar iniciativas e promover candidaturas de projectos;
Apoiar a promoção de iniciativas de desenvolvimento local.
3 - À Divisão de Acompanhamento e Avaliação (DAA) compete:
Desenvolver, coordenar e gerir os sistemas de acompanhamento e de avaliação dos programas regionais e das iniciativas comunitárias;
Acompanhar e avaliar a eficácia dos programas regionais face aos objectivos quantificados que os integram;
Assegurar o acompanhamento físico dos projectos inseridos em programas geridos pela CCRALT, bem como de outros que lhe venham a ser atribuídos;
Colaborar na preparação do PDR e de outros programas regionais de investimento público.
Artigo 49.º — Competências do Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação
Ao Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação (DPDRC), dirigido por um director de serviços, compete contribuir para a promoção do desenvolvimento regional, designadamente através da dinamização de iniciativas e projectos integrados de desenvolvimento socioeconómico regional e da promoção de parcerias inter-regionais orientadas para o desenvolvimento de projectos de cooperação com outras regiões, valorizando a intervenção dos diversos agentes regionais, incumbindo-lhe, para tal:
Apoiar e dinamizar acções de promoção do espaço regional, promovendo a colaboração dos agentes económicos, sociais e culturais;
Participar em redes de parcerias europeias para o desenvolvimento regional;
Fomentar a inovação e o intercâmbio económico, social e cultural no âmbito da cooperação transfronteiriça e inter-regional;
Identificar oportunidades de promoção externa;
Assegurar o apoio técnico à participação da CCRALT em instituições ou fora para a cooperação representativos de espaços regionais europeus;
Desenvolver parcerias intra-regionais com vista ao desenvolvimento de projectos de cooperação com outras regiões do País e da Europa;
Fomentar o surgimento de quadros de referência e estruturas operativas de cooperação inter-regional, valorizando a intervenção dos agentes regionais;
Desenvolver acções no âmbito da integração da região no espaço transfronteiriço e europeu;
Potenciar a presença de agentes regionais à escala europeia, como forma de liderar iniciativas dinamizadoras do desenvolvimento económico e social da região;
Induzir a cooperação dos agentes regionais com o exterior em domínios como a inovação, a transferência tecnológica, a internacionalização das actividades e o estabelecimento de redes.
Artigo 50.º — Competências do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
Ao Departamento de Gestão Administrativa e Financeira (DGAF), dirigido por um administrador, equiparado a director de serviços para todos os efeitos legais, compete assegurar as tarefas de gestão administrativa e financeira da CCRALT.
Artigo 51.º — Estrutura do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
1 - O DGAF compreende:
A Divisão de Gestão de Recursos Humanos e Apoio Administrativo;
A Divisão de Gestão Financeira e Patrimonial.
2 - À Divisão de Gestão de Recursos Humanos e Apoio Administrativo (DGRHAA) compete:
Elaborar o plano anual de formação e dinamizar a organização de acções de formação e de aperfeiçoamento profissional do pessoal;
Conceber e gerir o sistema integrado que permita o acompanhamento da função de recursos humanos;
Assegurar a gestão e administração do pessoal;
Proceder, em articulação com os serviços, à correcta afectação dos recursos humanos;
Assegurar o apoio logístico e administrativo dos serviços;
Assegurar a função de expediente e a organização e gestão do arquivo geral.
3 - A DGRHAA compreende:
A Secção de Administração de Pessoal;
A Secção de Expediente e Arquivo.
4 - À Secção de Administração de Pessoal compete:
Assegurar o processamento das remunerações e outros abonos do pessoal, bem como proceder à liquidação dos respectivos descontos;
Manter actualizado o cadastro individual do pessoal;
Preparar os procedimentos relativos à atribuição das classificações de serviço;
Proceder ao registo de assiduidade e antiguidade de pessoal;
Informar os pedidos de concessão de férias e licenças;
Coordenar as actividades do pessoal auxiliar;
Fornecer os dados para o balanço social.
5 - À Secção de Expediente e Arquivo compete:
Assegurar a recepção, classificação, registo, encaminhamento e distribuição de toda a documentação recebida e expedida pela CCRALT e gerir o respectivo arquivo;
Assegurar a divulgação, pelos serviços, das normas internas e demais directrizes de carácter genérico;
Realizar o expediente relativo à publicação no Diário da República dos actos que careçam de publicação oficial.
6 - À Divisão de Gestão Financeira e Patrimonial (DGFP) compete:
Preparar, executar e controlar o orçamento;
Assegurar os procedimentos contabílisticos necessários à atempada gestão financeira, suportada numa contabilidade analítica;
Proceder à aquisição de bens e serviços;
Desencadear os procedimentos necessários à compra, arrendamento ou realização de obras nas instalações;
Organizar e elaborar a conta de gerência;
Manter actualizado o inventário;
Proceder à realização dos pagamentos decorrentes das suas actividades e da execução de programas regionais;
Preparar a proposta de PIDDAC da CCRALT, em estreita articulação com a Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação e em colaboração com os restantes serviços e acompanhar a sua execução financeira.
7 - A DGFP compreende:
A Secção de Contabilidade;
A Secção de Aprovisionamento e Património;
A Tesouraria.
8 - À Secção de Contabilidade compete:
Proceder à elaboração dos projectos de orçamentos da CCRALT e promover as necessárias alterações orçamentais;
Elaborar e organizar a conta de gerência a enviar ao Tribunal de Contas e manter organizado o arquivo de toda a documentação das gerências anteriores;
Elaborar os documentos justificativos de requisição de fundos;
Organizar e gerir os documentos relativos à realização e pagamento de despesas, bem como à liquidação e cobrança de receitas, de acordo com as regras orçamentais;
Elaborar os balancetes mensais e outros documentos contabilísticos financeiros para acompanhamento e controlo da execução orçamental;
Efectuar a reconciliação das contas bancárias;
Assegurar a constituição, reconstituição e liquidação de fundos de maneio do orçamento.
9 - À Secção de Aprovisionamento e Património compete:
Executar os procedimentos para aquisição de bens e serviços e assegurar o planeamento e controlo das existências dos bens consumíveis;
Organizar e manter actualizado o cadastro e inventário dos bens móveis e imóveis que constituem o património da CCRALT e providenciar pela sua manutenção e segurança;
Assegurar a gestão de todo o património afecto à CCRALT, zelando pela sua conservação e manutenção;
Preparar, realizar e gerir os contratos de fornecimento de serviços, designadamente de aluguer e de assistência técnica;
Elaborar mapas de inventários com as respectivas amortizações com vista à contabilidade patrimonial;
Assegurar a gestão do parque automóvel afecto à CCRALT.
10 - À Tesouraria, coordenada por um tesoureiro, compete:
Arrecadar as receitas;
Liquidar despesas devidamente autorizadas;
Proceder a registos obrigatórios de modo a possibilitar a conferência diária dos fundos em cofre e em depósitos;
Manter actualizados os registos necessários à elaboração do mapa de tesouraria integrante da conta de gerência.
Artigo 52.º — Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação
1 - À Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação (DATSI) compete:
Estudar e propor as medidas organizacionais necessárias a assegurar a eficácia e a eficiência da CCRALT, tendo presente os princípios da inovação e da modernização administrativa;
Coordenar e gerir o sistema de informação técnica e assegurar a disponibilização de informação ao exterior, na perspectiva de uma administração aberta e atenta à inovação;
Assegurar a articulação regional com o Sistema Estatístico Nacional, promovendo a pertinente disponibilização de informação para o desenvolvimento regional;
Estruturar e gerir as bases de dados de natureza horizontal;
Prestar assessoria jurídica aos órgãos e serviços da CCRALT;
Assegurar a elaboração do plano de actividades e acompanhar a respectiva execução;
Assegurar a elaboração do relatório de actividades;
Desenvolver metodologias que promovam o controlo de gestão e a análise da eficácia e da eficiência das actividades desenvolvidas;
Colaborar na preparação da proposta de PIDDAC da CCRALT e acompanhar a sua execução física e financeira;
Propor a definição da política informática e desenvolver as acções conducentes à sua concretização;
Assegurar a administração dos recursos informáticos e as respectivas funções de segurança;
Apoiar os serviços na análise e concepção das suas aplicações específicas, assegurando o respectivo desenvolvimento;
Apoiar os utilizadores na exploração dos equipamentos, do software de utilização geral e da integração em redes de informação.
Artigo 53.º — Centro de Documentação e Informação
Ao Centro de Documentação e Informação (CDI), dirigido por um chefe de divisão, compete:
Recolher, manter actualizada, tratar e difundir toda a documentação nacional e estrangeira, independentemente do suporte e meio transmissor, com interesse para a CCRALT ou para o público em geral;
Promover a aquisição ou a permuta de documentação com interesse para a CCRALT;
Manter actualizada e gerir a base de dados bibliográfica por forma a mantê-la adequada às necessidades dos utilizadores e aos objectivos da CCRALT, promovendo a sua difusão interna e externa;
Assegurar a actividade editorial e a reprodução de documentos e publicações;
Cooperar com outras unidades de documentação na prossecução dos objectivos comuns;
Assegurar a ligação da CCRALT aos seus parceiros regionais e nacionais, mediante disponibilização de informação, estabelecendo os necessários canais de comunicação.
Artigo 54.º — Núcleos de apoio regional
1 - Aos núcleos de apoio regional, dirigidos por um chefe de divisão, compete prosseguir, no âmbito distrital, as competências genéricas de natureza executiva da CCRALT, constituindo-se como estruturas operativas sub-regionais de dinamização e acompanhamento do processo de desenvolvimento regional e de acompanhamento da gestão do QCA III.
2 - A CCRALT dispõe dos seguintes núcleos de apoio regional:
Núcleo de Beja;
Núcleo de Portalegre;
Núcleo do Litoral Alentejano.
3 - Cada núcleo dispõe de uma secção de apoio administrativo.
4 - A área de actuação dos núcleos de apoio regional é definida por despacho do Ministro do Planeamento, mantendo-se até lá a área de actuação existente à data da entrada em vigor do presente diploma.
SECÇÃO V — Comissão de Coordenação da Região do Algarve
Artigo 55.º — Serviços
1 - A Comissão de Coordenação da Região do Algarve (CCRALG) compreende os seguintes serviços centrais:
Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento;
Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos;
Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação;
Departamento de Gestão Administrativa e Financeira.
2 - Funcionam na dependência directa do presidente da CCRALG a Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação e o Centro de Documentação e Informação.
3 - São serviços desconcentrados da CCRALG os núcleos de apoio regional.
Artigo 56.º — Competências do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
Ao Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento (DRPP), dirigido por um director de serviços, compete realizar estudos e dinamizar planos, programas e projectos que se traduzam em documentos e iniciativas nos domínios da prospectiva e planeamento regional, da programação de investimento público, bem como de monitorização e avaliação das políticas públicas de desenvolvimento regional e respectivos instrumentos de financiamento, com especial destaque para o PIDDAC e para o POR.
Artigo 57.º — Estrutura do Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento
1 - O DRPP compreende:
A Divisão de Planeamento;
A Divisão de Estudos Regionais.
2 - À Divisão de Planeamento (DP) compete:
Proceder aos estudos e desenvolver actividades no domínio do planeamento do desenvolvimento regional e local, nomeadamente participar nos trabalhos de preparação dos planos e programas nacionais e sectoriais;
Propor a aplicação à Região do Algarve das grandes linhas de estratégia de desenvolvimento nacional integrando as políticas sectoriais e espaciais e acompanhar a aplicação da mesma e da competitividade regional;
Colaborar na preparação do PIDDAC, ao nível regional, e proceder ao acompanhamento da execução financeira e física e à avaliação dos programas e projectos da administração central com incidência regional;
Desenvolver as actividades técnicas necessárias à formulação, acompanhamento e avaliação dos efeitos da execução da política de desenvolvimento regional, promovendo as adequadas articulações internas e externas à CCRALG;
Analisar o impacto regional da política macroeconómica e das políticas sectoriais de desenvolvimento, bem como as repercussões ao nível regional das políticas comunitárias.
3 - À Divisão de Estudos Regionais (DER) compete:
Elaborar estudos de âmbito regional, com vista ao conhecimento pormenorizado da realidade existente, no âmbito dos principais sectores de actividade e na perspectiva de um maior e melhor aproveitamento dos recursos endógenos;
Realizar os estudos necessários à elaboração e reformulação periódica da política de desenvolvimento regional e propor os critérios e prioridades para a aplicação das respectivas medidas e instrumentos;
Desenvolver os estudos e actividades técnicas necessários à manutenção de um trabalho prospectivo sobre a organização territorial das actividades socioeconómicas;
Desenvolver estudos metodológicos para a definição dos critérios de programação dos investimentos públicos e de formas organizativas de gestão;
Colaborar com os organismos responsáveis pela estatística e cartografia nacionais na recolha e tratamento da respectiva informação, mantendo actualizada uma base de dados macroeconómicos e regionais que permita a caracterização socioeconómica da região e a análise comparativa nacional e internacional.
Artigo 58.º — Competências do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
Ao Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos (DRGPP), dirigido por um director de serviços, compete efectuar a divulgação e garantir a coordenação, gestão e acompanhamento e avaliação dos programas regionais assegurando a sua coerência com o PDR, bem como apoiar a gestão, o acompanhamento e a avaliação das iniciativas comunitárias com incidência na região.
Artigo 59.º — Estrutura do Departamento Regional de Gestão de Programas e Projectos
1 - O DRGPP compreende:
A Divisão de Gestão e Acompanhamento;
A Divisão de Controlo e Avaliação.
2 - À Divisão de Gestão e Acompanhamento (DGA) compete:
Analisar e dar parecer, quando solicitado, sobre o interesse regional de projectos de investimento;
Acompanhar os processos de instrução e aprovação das candidaturas dos programas nacionais e comunitários e proceder à gestão financeira dos financiamentos;
Organizar, manter actualizada e preparar para divulgação a informação necessária à gestão e acompanhamento relativa aos projectos financiados por programas nacionais e comunitários geridos pela CCRALG;
Apoiar tecnicamente o exercício das competências da CCRALG em matéria de gestão e acompanhamento global do Programa Operacional do Algarve;
Coordenar a preparação dos relatórios de execução e acompanhamento do POR;
Acompanhar o processo de transferências financeiras comunitárias e nacionais para os vários executores dos programas da responsabilidade da CCRALG;
Apoiar o exercício das competências da CCRALG no que respeita à participação nos órgãos de gestão de programas comunitários.
3 - À Divisão de Controlo e Avaliação (DCA) compete:
Participar na avaliação dos resultados físicos do POR e colaborar com os serviços com competência na avaliação do impacto dos mesmos;
Colaborar na concepção e divulgação da metodologia de avaliação dos programas de investimento público co-financiados pelos fundos estruturais comunitários;
Proceder à avaliação, designadamente através de meios externos, do impacto e da eficiência do POR;
Acompanhar e promover a adopção de medidas e acções necessárias à eficácia dos controlos nacionais e comunitários no que respeita aos projectos co-financiados pelo FEDER, garantindo o seu cumprimento;
Realizar acções de controlo e de avaliação das acções financiadas por fundos comunitários;
Recolher, tratar e divulgar a informação referente às acções financiadas pelos fundos comunitários na região, procedendo à análise comparativa das várias intervenções no contexto nacional e regional.
Artigo 60.º — Competências do Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação
Ao Departamento de Promoção do Desenvolvimento Regional e da Cooperação (DPDRC), dirigido por um director de serviços, compete contribuir para a promoção do desenvolvimento regional, designadamente através da dinamização de iniciativas e projectos integrados de desenvolvimento socioeconómico regional e da promoção de parcerias inter-regionais orientadas para o desenvolvimento de projectos de cooperação com outras regiões, valorizando a intervenção dos diversos agentes regionais, incumbindo-lhe, para tal:
Realizar o trabalho técnico necessário à concepção e à implementação de acções e projectos decorrentes da estratégia de desenvolvimento regional;
Fomentar a implementação e o acompanhamento das acções integradas de base territorial;
Participar na dinamização e promoção das parcerias necessárias à concretização de projectos, nomeadamente os de carácter estruturante para a região;
Desenvolver e acompanhar as acções de aproveitamento do potencial endógeno e de desenvolvimento local;
Colaborar na concepção e coordenação de programas específicos de cooperação técnica e financeira com os municípios ou de protocolos a realizar com outras entidades sectoriais e regionais;
Desenvolver e acompanhar novas formas de organização e de engenharia financeira para a concretização de acções de desenvolvimento regional e local;
Recolher e manter actualizados dados sobre intenções de projectos autárquicos ou outros de promoção do desenvolvimento regional, apoiando a escolha das fontes de financiamento mais adequadas;
Participar na elaboração e coordenação dos programas de desenvolvimento transfronteiriço;
Apoiar a coordenação das actividades a desenvolver no âmbito da comunidade de trabalho Algarve-Andaluzia, dando suporte ao funcionamento dos seus órgãos e à elaboração dos respectivos planos e relatórios de actividades;
Identificar, dinamizar e instruir projectos de interesse comum destinados ao apoio de actividades dos agentes económicos e de dinamização de múltiplas formas de cooperação transfronteiriça quer no domínio empresarial quer no domínio da intensificação de intercâmbios científicos, sociais e culturais;
Celebrar protocolos de cooperação inter-regional que permitam uma melhor optimização dos apoios comunitários, coordenar os grupos de trabalho daí resultantes, bem como acompanhar a preparação dos seus planos e relatórios de actividades;
Assegurar a participação em organizações representativas de interesses de cooperação transnacional, nomeadamente nas áreas geográficas atlântica, mediterrânica e do Norte de África, divulgar pelos agentes regionais e coordenar os programas de cooperação inter-regional a desenvolver nas mesmas;
Fomentar parcerias de cooperação inter-regional através da criação de redes de informação e apoiar tecnicamente a participação da CCRALG nos órgãos de gestão dos programas da área da cooperação.
Artigo 61.º — Competências do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
Ao Departamento de Gestão Administrativa e Financeira (DGAF), dirigido por um administrador, equiparado a director de serviços para todos os efeitos legais, compete assegurar as tarefas de gestão administrativa e financeira da CCRALG.
Artigo 62.º — Estrutura do Departamento de Gestão Administrativa e Financeira
1 - O DGAF compreende:
A Divisão de Gestão de Recursos Humanos e Apoio Administrativo;
A Divisão de Gestão Financeira e Patrimonial.
2 - À Divisão de Gestão de Recursos Humanos e Apoio Administrativo (DGRHAA) compete:
Elaborar o plano anual de formação e dinamizar a organização de acções de formação e de aperfeiçoamento profissional do pessoal;
Conceber e gerir o sistema integrado que permita o acompanhamento da função de recursos humanos;
Assegurar a gestão e administração do pessoal;
Promover, em articulação com os serviços, a correcta afectação dos recursos humanos;
Assegurar o apoio logístico e administrativo dos serviços;
Assegurar a função de expediente e a organização e gestão do arquivo geral;
Elaborar o balanço social.
3 - A DGRHAA compreende:
A Secção de Administração de Pessoal;
A Secção de Expediente e Arquivo.
4 - À Secção de Administração de Pessoal compete:
Assegurar o processamento das remunerações e outros abonos do pessoal, bem como proceder à liquidação dos respectivos descontos;
Manter actualizado o cadastro individual do pessoal;
Preparar os procedimentos relativos à atribuição das classificações de serviço;
Proceder ao registo de assiduidade e antiguidade de pessoal;
Informar os pedidos de concessão de férias e licenças;
Coordenar as actividades do pessoal auxiliar;
Fornecer os dados para o balanço social.
5 - À Secção de Expediente e Arquivo compete:
Assegurar a recepção, a classificação, o registo, o encaminhamento e a distribuição de toda a documentação recebida e expedida pela CCRALG e gerir o respectivo arquivo;
Assegurar a divulgação, pelos serviços, das normas internas e demais directrizes de carácter genérico;
Realizar o expediente relativo à publicação no Diário da República dos actos que careçam de publicação oficial.
6 - À Divisão de Gestão Financeira e Patrimonial (DGFP) compete:
Preparar, executar e controlar o orçamento;
Assegurar os procedimentos contabilísticos necessários à atempada gestão financeira, suportada numa contabilidade analítica;
Proceder à aquisição de bens e serviços;
Desencadear os procedimentos necessários à compra, arrendamento ou realização de obras nas instalações;
Organizar e elaborar a conta de gerência;
Manter actualizado o inventário;
Proceder à realização dos pagamentos decorrentes das suas actividades e da execução de programas regionais;
Preparar a proposta de PIDDAC da CCRALG, em colaboração com os restantes serviços, e acompanhar a sua execução financeira.
7 - A DGFP compreende:
A Secção de Contabilidade;
A Secção de Aprovisionamento e Património;
A Tesouraria.
8 - À Secção de Contabilidade compete:
Proceder à elaboração dos projectos de orçamentos da CCRALG e promover as necessárias alterações orçamentais;
Elaborar e organizar a conta de gerência a enviar ao Tribunal de Contas e manter organizado o arquivo de toda a documentação das gerências anteriores;
Elaborar os documentos justificativos de requisição de fundos;
Organizar e gerir os documentos relativos à realização e pagamento de despesas, bem como à liquidação e cobrança de receitas, de acordo com as regras orçamentais;
Elaborar os balancetes mensais e outros documentos contabilísticos financeiros para acompanhamento e controlo da execução orçamental;
Efectuar a reconciliação das contas bancárias;
Assegurar a constituição, reconstituição e liquidação de fundos de maneio do orçamento.
9 - À Secção de Património e Aprovisionamento compete:
Executar os procedimentos para aquisição de bens e serviços e assegurar o planeamento e controlo das existências dos bens consumíveis;
Organizar e manter actualizado o cadastro e inventário dos bens móveis e imóveis que constituem o património da CCRALG e providenciar pela sua manutenção e segurança;
Assegurar a gestão de todo o património afecto à CCRALG, zelando pela sua conservação e manutenção;
Preparar, realizar e gerir os contratos de fornecimentos de serviços, designadamente de aluguer e de assistência técnica;
Elaborar mapas de inventários com as respectivas amortizações com vista à contabilidade patrimonial;
Assegurar a gestão do parque automóvel afecto à CCRALG.
10 - À Tesouraria, coordenada por um tesoureiro, compete:
Arrecadar as receitas;
Liquidar despesas devidamente autorizadas;
Proceder a registos obrigatórios de modo a possibilitar a conferência diária dos fundos em cofre e em depósito;
Manter actualizados os registos necessários à elaboração do mapa de tesouraria integrante da conta de gerência.
Artigo 63.º — Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação
À Divisão de Apoio Técnico e Sistemas de Informação (DATSI) compete:
Coordenar e gerir o sistema de informação técnica e assegurar a disponibilização de informação ao exterior, na perspectiva de uma administração aberta e atenta à inovação;
Assegurar a articulação regional com o Sistema Estatístico Nacional, promovendo a pertinente disponibilização de informação para o desenvolvimento regional;
Estruturar e gerir as bases de dados de natureza horizontal;
Assegurar a elaboração do plano de actividades e acompanhar a respectiva execução;
Assegurar a elaboração do relatório de actividades;
Desenvolver metodologias que promovam o controlo de gestão e a análise da eficácia e da eficiência das actividades desenvolvidas;
Colaborar na preparação da proposta de PIDDAC da CCRALG e acompanhar a sua execução física e financeira;
Propor a definição da política informática e desenvolver as acções conducentes à sua concretização;
Assegurar a administração dos recursos informáticos e as respectivas funções de segurança;
Apoiar os serviços na análise e concepção das suas aplicações específicas, assegurando o respectivo desenvolvimento;
Apoiar os utilizadores na exploração dos equipamentos, do software de utilização geral e da integração em redes de informação.
Artigo 64.º — Centro de Documentação e Informação
Ao Centro de Documentação e Informação (CDI), dirigido por um chefe de divisão, compete:
Recolher, manter actualizada, tratar e difundir toda a documentação nacional e estrangeira, independentemente do suporte e meio transmissor, com interesse para a CCRALG ou para o público em geral;
Manter actualizada a biblioteca e gerir a base de dados bibliográfica, por forma a mantê-la adequada às necessidades dos utilizadores e aos objectivos da CCRALG;
Proceder à difusão interna e externa da base de dados bibliográfica;
Proceder à aquisição ou à permuta de documentação com interesse para a CCRALG;
Participar na edição e distribuição de documentos e publicações da CCRALG;
Cooperar com outras unidades de documentação na prossecução dos objectivos comuns.
Artigo 65.º — Núcleos de apoio regional
1 - Ao núcleo de apoio regional, dirigido por um chefe de divisão, compete prosseguir no âmbito distrital as competências genéricas de natureza executiva da CCR, constituindo-se como estrutura operativa sub-regional de dinamização e acompanhamento do processo de desenvolvimento regional.
2 - A CCRALG compreende o Núcleo de Apoio Regional de Faro, o qual dispõe de uma secção de apoio administrativo.
3 - A área de actuação do núcleo de apoio regional mencionado no número anterior é definida por despacho do Ministro do Planeamento.
CAPÍTULO IV — Pessoal
Artigo 66.º — Quadro de pessoal
1 - As CCR dispõem do quadro de pessoal dirigente constante dos mapas I a V anexos ao presente diploma e que dele fazem parte integrante.
2 - O quadro do restante pessoal das CCR será aprovado por portaria conjunta dos Ministros das Finanças, do Planeamento e da Reforma do Estado e da Administração Pública.
CAPÍTULO V — Disposições transitórias e finais
Artigo 67.º — Transição de pessoal
1 - A transição do pessoal das CCR para o novo quadro de pessoal a que se refere o n.º 2 do artigo anterior efectua-se, mediante lista nominativa aprovada pelo Ministro do Planeamento e publicada no Diário da República, para a mesma carreira, categoria e escalão que o funcionário já possui.
2 - Os chefes de repartição são reclassificados de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 404-A/98, de 18 de Dezembro, na redacção da Lei n.º 44/99, de 11 de Junho.
Artigo 68.º — Direcções regionais de administração local
1 - De acordo com o estabelecido no diploma que aprova a lei orgânica do Ministério do Planeamento, até à entrada em vigor do diploma que estabeleça a orgânica dos serviços desconcentrados da administração autárquica, as actuais direcções regionais de administração autárquica (DRAA), com a estrutura e competências que resultam dos números e artigo seguintes, mantêm-se integradas na estrutura das CCR, passando a designar-se direcções regionais da administração local (DRAL), apoiando as autarquias locais, designadamente, nos domínios jurídico, económico, financeiro, técnico, dos recursos humanos e da formação e modernização administrativa autárquica e dos equipamentos associativo e religioso, funcionando na dependência conjunta do Ministro do Planeamento e do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, sem prejuízo de caber ao segundo a orientação política.
2 - As DRAL são unidades vocacionadas para o apoio às autarquias locais, cabendo-lhes desenvolver actividades no sentido de:
Sistematizar dados e análises que visem caracterizar a realidade autárquica e identificar questões cuja necessidade de esclarecimento generalizado se revele conveniente;
Cooperar com os serviços desconcentrados regionais, em áreas que se prendam com as atribuições e competências das autarquias locais, promovendo mecanismos que contribuam para uma melhoria das ligações entre a administração central e a administração local;
Desenvolver programas de consultadoria em matérias específicas da administração local, nomeadamente no tocante ao apoio jurídico, finanças locais, recursos humanos, modernização administrativa e cooperação técnica e financeira;
Articular-se com a Direcção-Geral das Autarquias Locais e com o Centro de Estudos e Formação Autárquica, nas áreas de intersecção ou convergência de competências;
Colaborar com os GAT, tendo em vista conjugar esforços e potenciar as respectivas capacidades de intervenção, quanto à assessoria técnica aos municípios.
3 - Às DRAL compete:
A consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por eventuais incorreções resultantes da transcrição do original para este formato.
Este texto é publicado ao abrigo das condições de reutilização do próprio DRE, não ao abrigo de uma licença Legalize nem de domínio público.
DRE
Acesso universal e gratuito ao Diário da República, nos termos do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 83/2016, de 16 de dezembro, que abrange a impressão, o arquivo, a pesquisa e o livre acesso ao conteúdo dos atos publicados, em formatos eletrónicos de acesso aberto; e do regime de dados abertos da Lei n.º 68/2021, de 26 de agosto. A edição eletrónica é a que faz fé (eli:legal_value = official).