Lei n.º 107-A/2003 — Grandes Opções do Plano para 2004

Tipo Lei
Publicação 2003-12-31
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 5

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2004

Histórico de alterações JSON API

TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS

O documento que se apresenta foi conduzido pelos princípios orientadores do Programa do XV Governo Constitucional e das Grandes Opções do Plano 2003-2006.

No entendimento de que o Estado não deve absorver funções que outras entidades públicas e não públicas possam gerir com mais eficácia, que o Estado deve reforçar a sua função reguladora com o firme propósito de optimização da aplicação dos recursos públicos, que devem ser acauteladas criteriosamente a conservação e segurança dos equipamentos públicos.

As opções de política económica e social para 2004 que se apresentam pretendem responder aos objectivos de integração de Portugal num sistema de ligações transeuropeias no âmbito dos diferentes modos de transporte; contribuir através do investimento em infra-estruturas para o crescimento e desenvolvimento económico; com as Autoridades Metropolitanas de Transporte (Lisboa e Porto) fazer a coordenação e integração dos transportes ao nível do planeamento, concepção e operação de redes de transporte e de sistema tarifário nas áreas metropolitanas respectivas; racionalização de estruturas através da reestruturação de entidades com competências redundantes; integrar os grandes projectos num quadro de compatibilização com as linhas fundamentais das políticas de ordenamento do território, do turismo, preservação ambiental no atento de uma mobilidade sustentável (em conformidade com o Plano Nacional para as Alterações Climáticas) e de preservação do património histórico-cultural.

TRANSPORTES

Balanço da Execução de Medidas Previstas para 2002-2003

De natureza transversal

Transportes Ferroviários

Redes de Metropolitano

Transportes Rodoviários

No que se refere ao balanço dos investimentos realizados em 2002-2003, evidenciam-se:

Transportes Ferroviários

Rede Ferroviária Nacional:

Rede Ferroviária Suburbana de Lisboa e Porto

Na Área Metropolitana de Lisboa:

Na Área Metropolitana do Porto:

Outras intervenções

Material Circulante

Prosseguiu o plano da CP de aquisição/modernização de material circulante a afectar aos serviços nacionais e regionais, nomeadamente:

Redes de Metropolitano

Metropolitano de Lisboa

Metro do Porto

Metro Sul do Tejo

Transportes Rodoviários

Outros Investimentos

Medidas de Política a Concretizar em 2004

As principais linhas de acção para 2004 no sector dos transportes terrestres centrar-se-ão na:

De natureza transversal

Transportes Ferroviários

Transportes Rodoviários

. nova lei-quadro sobre passageiros e mercadorias;

. proposta de legislação e sua regulamentação relativa aos certificados de aptidão profissional;

. conclusão da revisão do RTA/Nova legislação da organização do mercado do transporte regular de passageiros;

. normas de concepção de infra-estruturas e equipamentos.

. criação e desenvolvimento de instrumentos de planeamento, designadamente de um Sistema de Informação Geográfica;

. novos sistemas integrados de bilhética.

Principais Investimentos em 2004

Os investimentos previstos para 2004 integram-se nos objectivos traçados nas GOP 2003/2006 e estão enquadrados na Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentado (ENDS), no Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) e no Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes (POAT) do QCA III.

De natureza transversal

Transportes Ferroviários

Rede Ferroviária Nacional

Eixo Braga- Faro

. Entroncamento-Albergaria, ao nível da via, construção civil, telecomunicações, sinalização e passagens desniveladas;

. Quintans-Ovar (conclusão);

. Azambuja-Vale de Santarém e Mato de Miranda-Entroncamento (início).

Linha da Beira Baixa

Rede Ferroviária Suburbana de Lisboa e Porto

Na Área Metropolitana de Lisboa

No Eixo Ferroviário Norte/Sul e Barreiro/Pinhal Novo/Setúbal:

Na Área Metropolitana do Porto

Outras intervenções:

Material Circulante:

Prossecução do plano da CP de aquisição / modernização de Material Circulante a afectar aos serviços nacionais e regionais, nomeadamente:

Redes de Metropolitano

Metropolitano de Lisboa

Metro do Porto

Metro Sul do Tejo

Metro do Mondego

Transportes Rodoviários

No âmbito da melhoria da qualidade e segurança dos sistemas e serviços de transportes públicos:

Outros Investimentos

OBRAS PÚBLICAS

Balanço da Execução das Medidas Previstas para 2002-2003

Sector Rodoviário

Estas alterações traduzem uma melhoria das condições da ocupação do solo e do ordenamento do território, tendo sempre subjacente a minimização dos impactes ambientais, o interesse público e das populações em particular, para além de permitirem optimizar a gestão da rede rodoviária nacional;

Estas alterações traduzem uma melhoria das condições da ocupação do solo e do ordenamento do território, tendo sempre subjacente a minimização dos impactes ambientais, o interesse público e das populações em particular, para além de permitirem optimizar a gestão da rede rodoviária nacional;

Transporte Aéreo

Aeroportos

Sector Marítimo-Portuário

Na consolidação do quadro legislativo e institucional do sector, factos com maior relevo

Medidas de Política a Concretizar em 2004

As principais linhas de acção para 2004 no sector das obras públicas incidirão na:

Sector Rodoviário

Em matéria de infra-estruturas rodoviárias, será prosseguido o processo de reestruturação e consolidação do IEP iniciado em 2002, reavaliando-se o sistema de financiamento do investimento que é considerado desadequado, sublinhando-se na actividade a desenvolver os aspectos relacionados com segurança e manutenção:

Sector Aeroportuário

Sector marítimo-portuário

No sector dos transportes marítimos e portos as grandes linhas orientadoras da acção e das políticas a desenvolver traduzem-se nos objectivos seguintes:

Sector portuário

Sector de transportes marítimos

Nota final no âmbito do Sector das Obras Públicas e Transportes

Sublinhar o balanço altamente favorável para Portugal, no que refere ao número de Projectos Prioritários apresentados pelo nosso país e que foram aceites na totalidade pelo Grupo de Alto Nível sobre as Redes Transeuropeias de Transporte, no relatório apresentado sob a presidência do excomissário Europeu dos Transportes, Karel van Miert a 30 de Junho de 2003.

O "Relatório Van Miert" tem uma importância decisiva, na medida em que servirá de base de trabalho à proposta de revisão das orientações comunitárias para o desenvolvimento das Redes Transeuropeias de Transporte, incluindo a Lista de Projectos Prioritários (os que estarão em melhores condições para beneficiar dos apoios financeiros da União Europeia, em particular da Linha Orçamental das Redes Transeuropeias, do Fundo de Coesão e de outros instrumentos financeiros comunitários que entretanto deverão ser criados para impulsionar o desenvolvimento das Redes), que a Comissão Europeia apresentará até ao final de 2003.

O Grupo de Alto Nível apreciou um conjunto de mais de uma centena de propostas (apresentadas pelos 27 Estados e pela Comissão Europeia) abrangendo a proposta apresentada apenas um conjunto de 18 Projectos Prioritários, de âmbito transnacional e envolvendo todos os modos de transporte.

Portugal viu contempladas as 4 propostas apresentadas, 100%, no cômputo dos 18 projectos prioritários escolhidos.

Os Projectos Prioritários em que Portugal está envolvido são os seguintes:

Inclui a Auto-estrada da Europa Ocidental, que cobre Arco Atlântico, desde a Península Ibérica até ao Mar do Norte e o Mar da Irlanda.

Consiste na ligação ferroviária de alta velocidade da Península Ibérica a França, com dois ramos a norte e a sul dos Pirinéus, que permitirão a conexão com as linhas de Alta Velocidade do centro e norte da Europa. Inclui a ligação Lisboa/Porto-Madrid.

Abrange as restantes linhas novas de alta velocidade com bitola europeia ou as linhas adaptadas com dupla bitola na Península Ibérica. Inclui a ligação Porto-Vigo.

Trata-se de completar e alargar o Projecto Prioritário nº 8 da Lista de Essen/Dublin (único projecto dessa lista que abrangia o território nacional), com um conjunto muito diversificado de investimentos em infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias (nomeadamente o aeroporto da OTA), em território português e espanhol, ao longo de três corredores multimodais estruturantes das ligações de Portugal com Espanha e o resto da Europa (Corredor Irún/Portugal, Corredor Galaico-Português, Corredor Sudoeste Ibérico).

A Rede Nacional de Alta Velocidade avançará decisivamente, de forma a potenciar o desenvolvimento estratégico de todo o noroeste atlântico nacional e espanhol, e a integrar este importante eixo populacional e económico no grande espaço europeu, em sintonia com os objectivos das Redes Transeuropeias de Transportes.

Assim, serão definidos, para acordo com Espanha, as prioridades de traçado dos corredores transversal e atlântico, em função dos estudos de viabilidade técnica e financeira, de impacto socioeconómico e ambiental, e de forma a numa óptica de médio e longo prazo, satisfazer as necessidades da procura de passageiros e mercadorias, assumindo a necessidade de progressiva adaptação da bitola ibérica em bitola europeia nas principais vias ferroviárias nacionais.

SISTEMA ESTATÍSTICO

Balanço da Execução de Medidas Previstas para 2002-2003

O ano de 2003 está a ser marcado, no plano da execução das actividades estatísticas, pelo cumprimento das obrigações nacionais assumidas no âmbito do Plano de Acção da UEM, em particular no que se refere às Contas Nacionais trimestrais, e por alguns progressos na compilação de Indicadores Estruturais que integram os Relatórios de Síntese anuais da Comissão Europeia. Salientam-se, ainda, as iniciativas em curso no âmbito do aproveitamento progressivo de actos administrativos para fins estatísticos.

Medidas de Política a Concretizar em 2004

O ano de 2003 traduziu o início de um novo ciclo de planeamento em que são estabelecidos objectivos de aprofundamento do Sistema Estatístico Nacional alicerçados num conjunto de opções que reflectem o resultado de um exercício inovador, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística em articulação com o Conselho Superior de Estatística e que se materializa nas "Linhas Gerais de Actividade Estatística Nacional para o período 2003 a 2007". As grandes opções para o período 2003-2007 estruturam-se em função da consolidação dos quatro eixos de desenvolvimento estratégico:

Assim, na prossecução desses objectivos, será dada particular relevância a iniciativas relacionadas com o incremento da coerência e integração dos produtos estatísticos oficiais e o reforço da função coordenadora do sistema.

No domínio da coordenação externa do sistema serão tomadas medidas que permitam materializar a nova política de delegação de competências do INE.

3ª Opção - INVESTIR NA QUALIFICAÇÃO DOS PORTUGUESES

EDUCAÇÃO

Balanço da Execução das Medidas Previstas para 2002-2003

Criação de estabelecimentos de educação pré-escolar, para entrarem em funcionamento no ano escolar de 2002-2003; Portaria nº 1394/2002 de 26 de Outubro, DR, I-B Série, nº 248, de 26 de Outubro de 2002.

Consubstanciada na publicação da Lei de Avaliação do Ensino Não Superior; Lei 31/2002 de 20 de Dezembro; na Política de Agrupamentos numa lógica de verticalização, facilitando a integração e desenvolvimento dos projectos educativos, na publicação do Decreto-Lei 7/2003 de 20 de Dezembro relativo às cartas Educativas e aos Conselhos Municipais de Educação, na política de descentralização.

Criação do Estatuto do Aluno do Ensino não Superior (Lei nº 30/2002, de 20 de Dezembro de 2002) tendo em vista promover a assiduidade, a integração dos alunos na escola, o cumprimento da escolaridade obrigatória, o sucesso escolar e educativo bem como fazer salientar a responsabilidade de todos os membros da comunidade educativa pela salvaguarda do direito à educação. Lançamento da Reforma do Ensino Recorrente e integração da Educação com a Formação.

Revisão curricular dos ensinos científico-humanístico e ensino tecnológico, ensino profissional, ensino especial, ensino de Português no estrangeiro, ensino recorrente e ensino artístico, de maneira a aumentar a qualidade das aprendizagens, combater o insucesso e abandono escolares, responder aos desafios da sociedade de informação, articular as políticas de educação e formação e a cumprir o objectivo de alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos. O DL será concluído até ao final do mês de Setembro.

Foram extintas as provas globais do 10º e 11º anos, enquanto instrumentos de avaliação obrigatórios, alterando-se assim o processo de avaliação dos alunos do ensino secundário (Despacho Normativo 11/2003 de 3 de Março). Instituição dos exames Obrigatórios do 9º Ano (Português e Matemática).

Foram elaborados diversos estudos pela Comissão para a Promoção do Ensino da Matemática e das Ciências que permitirão anunciar a implementação imediata de medidas no ano lectivo 2003-2004 e seguintes.

A Revisão Curricular do Ensino Secundário consagra um modelo coerente de formações tecnológicas de nível secundário, a partir de ofertas articuladas de ensino tecnológico e profissional, englobando também a formação ao longo da vida, com vista à consolidação de um novo equilíbrio entre a oferta de ensino secundário geral e a oferta de ensino secundário tecnológico e profissional.

Como medidas preparatórias foram iniciadas negociações tendo em vista a assinatura de uma nova convenção com os Editores (UEP e APEL) com vista ao lançamento das bases de aplicação deste sistema, tendo sido já adoptadas medidas concretas no âmbito da regulamentação dos preços. Ainda durante o ano de 2003 será publicada a 1ª avaliação dos manuais escolares.

A necessidade de ver assegurado sob forma de apoio socioeducativo destinado a alunos do ensino básico pertencentes a agregados familiares carenciados justificou a criação do sistema de empréstimo de longa duração de manuais escolares. Esta medida reforça a consciencialização do valor do livro e a necessidade do seu reaproveitamento, responsabilizando todos os intervenientes no processo.

A publicação do Estatuto do Aluno do Ensino Não Superior (Lei 30/2002 de 20 de Dezembro) visa também responder à necessidade generalizadamente sentida de adequação às mudanças de ordem social e cultural registadas na sociedade portuguesa que projectam na escola responsabilidades acrescidas, nomeadamente em matéria de disciplina, entendendo-se a autoridade dos professores como pilar estruturante da vivência escolar e das boas aprendizagens. O procedimento disciplinar foi redesenhado, tornando-se mais dinâmico e eficaz.

A formação de docentes é uma das medidas de integração técnico-pedagógica para o ensino das TIC com o objectivo de desenvolver nos docentes e outros agentes competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação que conduzirão à introdução das mesmas no processo de ensino-aprendizagem A formação de docentes equaciona-se a dois níveis: formação no âmbito da gestão e manutenção de sistemas informáticos e formação em temáticas específicas previstas no programa desta disciplina. Revisão do estatuto da carreira docente - lançamento de iniciativas de formação a partir da plataforma de e-learning. Lançamento do Banco de Recursos Educativos e do portal ALFANET.

Foi publicada a Lei nº 31/2002, de 20 de Dezembro de 2002 que regulamenta o "Sistema de Avaliação da Educação e do Ensino não Superior".

Foi publicado o DL nº 7/2003, de 15 de Janeiro. Trata-se de um normativo que, para além de clarificar as competências das autarquias na área da Educação, cria condições para o seu correcto exercício, numa lógica de racionalização dos recursos. Tal é patente sobretudo no que diz respeito ao ordenamento da rede de ofertas educativas e à articulação de intervenções proporcionada pelos conselhos municipais de educação. É ainda de realçar a possibilidade, prevista no artigo 28º, de remeter para as autarquias a gestão de todo o pessoal não docente das escolas (aspecto que se pretende concretizar no âmbito da revisão do estatuto deste pessoal, já em curso). Refira-se, por fim, que o DL nº 7/2003 aposta num modelo de descentralização que concilia uma feição universal com uma feição contratual, reconhecendo a diversidade de situações existentes de concelho para concelho.

Foi lançado já para as regiões do Alentejo e Algarve o programa PER EB1 - Programa Especial de Reordenamento da Rede de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, articulando as competências de planeamento das Câmaras Municipais com as intervenções das Direcções Regionais de Educação, das Comissões de Coordenação Regional mediante protocolos de colaboração estabelecidos entre este Ministério e o Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente. O Programa PER EB1 deverá ainda ser alargado às regiões Norte e Centro.

No âmbito do reordenamento da Rede Escolar, e para elaboração das Cartas Educativas as câmaras Municipais efectuam o levantamento das necessidades e, recorrendo a financiamento da intervenção Operacional da Educação, é assegurado o necessário reapetrechamento das escolas do 1º Ciclo.

Está em elaboração o novo regime da Autonomia, Gestão e Financiamento das Escolas. Pretende-se criar condições para uma gestão mais profissional (evitando as perversidades actualmente visíveis, inerentes a um modelo que repercute no interior das escolas interesses políticos e corporativos), promover a celebração de contratos de desenvolvimento dos projectos educativos das escolas, fixando objectivos, avaliando o seu cumprimento, responsabilizando a gestão, premiando o sucesso e apoiando a superação das dificuldades objectivas, e tornar mais transparente o financiamento público das escolas, quer pela contratualização, quer pela definição de rácios e indicadores de gestão (abrindo a porta para uma mais adequada complementaridade das redes estatal e não estatal).

Foi já apresentado o Documento Orientador do Desenvolvimento do Desporto Escolar - "Jogar pelo Futuro - Medidas e Metas para a Década", definindo-se as suas três grandes finalidades: a promoção da saúde, o desenvolvimento da cidadania, e a formação de Candidatos a Bons Praticantes de Desporto.

Concretização do sistema de informação de gestão e de controlo de gestão das escolas, de forma a padronizar os actos de gestão, assegurar o controlo dos mesmos e a comunicação on-line da informação necessária à avaliação dos resultados do Sistema Educativo.

Encontra-se em curso o processo de definição do Caderno de Encargos para aquisição do material necessário ao apetrechamento das salas onde serão leccionadas as TIC bem como a definição do respectivo modelo de funcionamento.

Medidas de Política a Concretizar em 2004

Apenas em determinados momentos do século XX em Portugal, a Educação foi pensada, em termos de organização e de funcionamento, como um sistema, não tendo tido, até meados da década de oitenta, senão reformas sectoriais. A Proposta de Lei de Bases da Educação, apresentada em 2003 pretende levar a cabo uma reforma estrutural do sistema educativo.

Esta Proposta de Lei, a implementar em 2004, define como missão fundamental proporcionar a cada pessoa os meios para o desenvolvimento de todo o seu potencial, de modo a contribuir para a sua realização pessoal e social.

Consagra-se assim a opção estratégica deste governo de promover a integração coerente e progressiva do ensino e da formação profissional, convergindo a educação escolar, extra-escolar e a formação na ideia da aprendizagem ao longo da vida.

Entende-se como princípio organizativo fundamental, no rigoroso respeito pelo texto constitucional, a estruturação de uma rede de estabelecimentos de serviço público de educação visando satisfazer as necessidades de toda a população.

Promove-se a integração progressiva dos serviços de creche com a educação pré-escolar, convergindo para a ideia de uma educação infantil. Define-se a educação escolar de nível básico, secundário e superior, em função das suas competências e objectivos, visando a criação de uma identidade própria de cada um desses níveis, destacando o primado da sequencialidade e coerência dos trajectos escolares através do princípio da verticalização dos projectos educativos das escolas.

Prolonga-se e amplia-se o modelo de escolaridade obrigatória, aumentando-se a mesma de 9 para 12 anos, reorientando-a para uma visão integrada do ensino e da formação vocacional.

Criam-se assim os instrumentos para uma maior descentralização e autonomia das escolas, valorizando-se os seus projectos educativos, destacando-se os princípios da eficiência e eficácia na gestão dos recursos públicos, sempre sujeitos ao primado da qualidade pedagógica e científica.

Considerando-se estes princípios fundamentais, os objectivos a prosseguir são:

No 1º Ciclo do Ensino Básico

Reforma para o Novo Ensino Secundário

. Gestão escolar;

. TIC;

. Ensino da matemática e das ciências.

Inovação Educacional

Manuais Escolares

Reforma do Ensino Especial

Ensino do Português no Estrangeiro

Novo regime de Autonomia, Financiamento e Gestão das escolas

Agrupamentos

Rede Pré-escolar

Avaliação do Sistema Educativo

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

Estatuto da Carreira do Pessoal Não Docente

CIÊNCIA E ENSINO SUPERIOR

Balanço da Execução das Medidas Previstas para 2002-2003

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