Lei n.º 107-A/2003 — Grandes Opções do Plano para 2004

Tipo Lei
Publicação 2003-12-31
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Assembleia da República
Fonte DRE
artigos 5

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Grandes Opções do Plano para 2004

Histórico de alterações JSON API

A concretização legislativa de tal desiderato materializou-se no D. L. n.º 26/2003, de 7 de Fevereiro;

Medidas de Política a Concretizar em 2004

A acção do Governo na área do Ensino Superior e da Ciência assenta nos seguintes princípios gerais:

ENSINO SUPERIOR

As profundas transformações ocorridas nas últimas décadas no Sistema Nacional de Ensino Superior, nomeadamente o aumento exponencial da frequência, o acentuado crescimento das instalações, a considerável diversificação de programas de formação, bem como a abertura do sistema ao sector particular e cooperativo, põem problemas que exigem uma cuidada atenção e orientação políticas em termos globais, sem prejuízo da autonomia própria das instituições de Ensino Superior.

Neste quadro, a acção a desenvolver pelo Governo, que passou inicialmente pela aprovação de uma nova Lei de Desenvolvimento e da Qualidade do Ensino Superior, centrar-se-á principalmente em torno dos seguintes quatro eixos estratégicos:

A assunção destes eixos prioritários implica que se adoptem várias medidas, em articulação com os princípios gerais enunciados.

Reforço da Qualidade do Ensino Superior

Um sistema de ensino superior sólido, exigente em termos de desempenho e resultados alcançados, bem ordenado e gerido com eficácia, é um factor indispensável ao prosseguimento dos objectivos de modernização e desenvolvimento do País e de correcção das assimetrias regionais, passando pela:

Universalização do Ensino Superior

O Sistema Nacional de Ensino Superior tem de ser, cada vez mais, acessível a todos os cidadãos, jovens ou não, que tenham as capacidades intelectuais adequadas, assim como aberto à comunidade internacional de acordo com as prioridades estratégicas do País, pelo que a intervenção pública privilegiará as seguintes áreas:

Obtenção de Sinergias entre os Diferentes Subsistemas de Ensino Superior

As diferentes unidades dos subsistemas do Ensino Superior - universitário e politécnico, público e privado - devem articular-se numa perspectiva sistémica de aproveitamento das respectivas potencialidades, sem, contudo, perderem a sua individualidade própria, força estimuladora da promoção da qualidade e da capacidade criadora. Assim, serão:

Ligação do Ensino Superior às Necessidades da Sociedade e do Sistema Produtivo

A relevância social do Ensino Superior é hoje uma obrigação que deve estar sempre presente nos programas e metodologias de formação e nas estratégias de desenvolvimento das instituições de Ensino Superior, de modo a gerar-se um clima de permanente aferição das suas actividades formativas, nomeadamente através da resposta dada às reais necessidades da sociedade, e em especial às do sector produtivo.

Neste sentido, estabelecem-se os seguintes domínios para intervenção:

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

A Ciência e a Tecnologia assumem hoje em dia uma função central no desenvolvimento económico, social e cultural de qualquer país. Com efeito, não é possível pensar em desenvolvimento sustentável sem um progresso claro da C&T.

O estádio de desenvolvimento que se regista em Portugal no domínio da C&T exige uma particular intervenção do Governo visando alcançar desempenhos comparáveis com os da média exibida pelo conjunto dos nossos parceiros europeus.

Reconhece-se, apesar dos progressos verificados nas últimas décadas, ser essencial alargar o esforço nacional de investigação científica e tecnológica. Neste quadro, a acção a desenvolver pelo Governo centrar-se-á principalmente em torno dos seguintes cinco eixos estratégicos:

A assunção destes eixos prioritários implica um conjunto alargado de intervenções, baseadas no aproveitamento de um vasto leque de sinergias potenciais, visando, em última análise, o incremento do nível e qualidade de vida dos portugueses.

Reforço das Competências em Investigação da Comunidade Científica e Tecnológica Nacional e Sustentabilidade do Sistema Científico e Tecnológico Nacional

O Sistema Científico e Tecnológico Nacional, entendido como o conjunto de todas as entidades públicas e privadas que, de algum modo, exercem actividades na cadeia de produção, absorção, aplicação e difusão dos conhecimentos científicos e tecnológicos, carece de estímulos e da disponibilização sustentada de meios humanos e materiais. Neste sentido serão vectores chave de actuação:

Sustentação e Reforço da Capacidade Nacional de Produção de Conhecimento

A missão da política nacional de ciência e tecnologia implica o envolvimento articulado dos sectores produtores do conhecimento nas grandes linhas dessa política. Em consonância com este eixo, serão adoptadas as seguintes orientações essenciais:

Valorização da investigação, Transferência do Conhecimento e Promoção da Inovação

A particular experiência de explosão do conhecimento disponível associado a uma valorização crescente do mesmo, contextualizada no processo de inovação, ao qual corresponde um evidente encurtamento do designado tempo tecnológico, obrigam a que as políticas públicas enquadrem intervenções compaginadas com tais factos, o que exige no plano nacional:

Reforço e Optimização das Capacidades Estratégica e Operacional do Aparelho Institucional de C&T

Tendo presente o papel específico do MCES no âmbito da intervenção operacional do aparelho institucional de C&T, considera-se como, igualmente, decisivo:

Reforço das Culturas Científica, Tecnológica e de Inovação

Para que a qualificação e valorização do capital humano de um país produza os efeitos desejados, é necessário alcançar elevados graus de consciencialização social acerca da verdadeira importância da ciência, da tecnologia e da inovação no bem-estar das populações. Assim, é cada vez mais urgente que a sociedade assuma, no devido plano, a importância daquelas nos domínios da vida social cultural e económica, pelo que se considera de importância crucial o:

TRABALHO E FORMAÇÃO

Balanço da Execução das Medidas Previstas para 2002-2003

No âmbito das medidas previstas nas GOP, tiveram particular desenvolvimento em 2002/2003 as seguintes linhas de acção:

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

No âmbito da articulação entre os Ministérios da Segurança Social e do Trabalho (MSST) e da Educação (ME):

No quadro das medidas de apoio à qualificação profissional de activos e de adultos desempregados:

Com o fim de se fazer face à conjuntura económica difícil e ao comportamento desfavorável do mercado de emprego, procedeu-se:

No contexto do desenvolvimento e racionalização dos sistemas e estruturas de formação:

No que respeita ao reforço da qualidade da formação:

SEGURANÇA NO TRABALHO

No plano da prevenção dos riscos profissionais e do combate à sinistralidade, a nova estratégia comunitária de Segurança e Saúde no Trabalho (2002-2006), o Acordo de Concertação Social sobre HSST e o Plano Nacional de Acção para a Prevenção, orientam, a acção do Governo. Assim, destaca-se:

Ainda, no plano legislativo, sobre segurança no trabalho, foi preparada a revisão global da legislação sobre segurança e saúde no trabalho no sector da construção (Decreto-Lei n.º 155/95, de 1 de Julho). Com esta revisão dá-se execução a uma das medidas previstas no Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade, que tem por objectivo melhorar a prevenção de riscos profissionais num dos sectores de actividade em que a sinistralidade laboral é mais elevada.

No contexto da legislação laboral, salienta-se, em 2003, a proposta de lei do novo Código do Trabalho.

No âmbito das medidas a implementar em 2003, destacam-se as seguintes normas previstas no novo Código do Trabalho:

Plano para Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil

No domínio do Trabalho infantil, salienta-se:

Eficácia Social das Políticas de Emprego

No quadro do acompanhamento e avaliação, destaca-se:

No domínio das tecnologias da informação no âmbito das intervenções na área do emprego, destacam-se:

No âmbito do desenvolvimento das políticas activas de apoio à transição dos jovens para a vida activa, salienta-se:

No quadro de uma intervenção precoce no combate ao desemprego de jovens e do DLD:

No domínio da intervenção junto dos públicos desfavorecidos:

No domínio da Promoção de Emprego das Pessoas Portadoras de Deficiência:

No domínio da intervenção no mercado de emprego e da gestão da oferta e da procura de emprego:

No domínio da territorialização das políticas de emprego, salienta-se:

No domínio da modernização dos Serviços Públicos de Emprego, destacam-se:

No contexto da inovação organizacional, salienta-se:

Medidas de Política a Implementar em 2004

A Estratégia Europeia de Emprego consubstancia um conjunto de orientações e de prioridades estabelecidas a nível da União Europeia e a nível nacional nos domínios do trabalho e do emprego, cuja concretização tem de ser equacionada no actual contexto nacional e europeu, em especial com os grandes desafios que se colocam à economia portuguesa, no curto e no médio prazo. Assim, as linhas de acção a desenvolver prioritariamente em 2004 devem considerar a promoção da qualidade do emprego e das condições de protecção do trabalho, a adequação da legislação laboral às novas necessidades da organização do trabalho e ao reforço da produtividade e da competitividade da economia nacional, bem como o reforço das políticas activas de emprego devidamente articuladas com adequadas medidas de protecção no desemprego.

Naturalmente que a execução bem sucedida destas linhas de acção pressupõe o conhecimento rigoroso das estruturas nacionais existentes no plano do emprego, onde subsistem ainda algumas debilidades que carecem de ser superadas a fim de concretizar efectivamente os objectivos nacionais e europeus já assumidos.

O desenvolvimento destas linhas de acção pressupõe o envolvimento de um leque alargado de agentes na sua operacionalização e a concertação alargada com os Parceiros Sociais.

Portugal encontra-se pois perante um elenco de desafios extremamente exigentes, pelo que os grandes objectivos do Governo em matéria de política de trabalho e de emprego compreendem o desenvolvimento de iniciativas políticas e legislativas nas áreas da formação profissional, da segurança, saúde e higiene no trabalho e na eficácia social das políticas de emprego.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

No âmbito da articulação entre os Ministérios da Segurança Social e do Trabalho e da Educação:

No quadro das medidas de apoio à qualificação profissional de activos e de adultos desempregados:

No contexto do desenvolvimento e racionalização dos sistemas e estruturas de formação:

No que respeita ao reforço da qualidade da formação, prevê-se o desenvolvimento e consolidação de:

SEGURANÇA NO TRABALHO

No âmbito da segurança no trabalho, a nova estratégia comunitária de Segurança e Saúde no Trabalho (2002-2006), o Acordo de Concertação Social sobre Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho, bem como o Plano Nacional de Acção para a Prevenção, consagram importantes linhas de orientação que o Governo pretende prosseguir nesta matéria, cuja importância no contexto social e laboral é inquestionável e que por isso deve ser objecto de acções continuadas, progressivas e sustentadas, pelo que entre as principais medidas destacam-se:

Legislação laboral

Neste contexto, o Governo introduziu alterações na legislação laboral, tendo sido aprovado na Assembleia República o Código do Trabalho, cuja regulamentação deve concretizar no seguinte sentido:

Em paralelo continuarão a ser desenvolvidas iniciativas no plano político e legislativo ao nível do Plano Nacional de Combate à Exploração do Trabalho Infantil, o qual será dotado com os meios humanos necessários à sua efectiva execução.

Eficácia Social das Políticas de Emprego

Neste contexto específico, importa dar continuidade à sistematização, simplificação e racionalização de todos os programas e medidas activas de emprego, bem como ao processo de modernização dos serviços públicos de emprego numa lógica de proximidade das pessoas, de adequação e ajustamento dos programas e das medidas existentes às necessidades do mercado de trabalho nacional e regional.

No quadro do acompanhamento e avaliação:

No domínio das tecnologias de informação:

No âmbito do desenvolvimento de políticas activas de apoio à transição dos jovens para a vida activa:

No quadro de uma intervenção precoce no combate ao desemprego de jovens e dos Desempregados de Longa Duração:

No domínio da intervenção junto dos públicos desfavorecidos:

No domínio da Promoção do Emprego das Pessoas Portadoras de Deficiência:

No domínio da intervenção no mercado de emprego e da gestão da oferta e da procura de emprego:

No domínio da promoção da qualidade no emprego:

. destaque das necessidades e potencialidades dos jovens e adultos que recorrem aos Centros de Emprego e a consequente definição das respostas mais adequadas e eficazes quanto à inserção profissional daquelas pessoas;

. potenciação das políticas activas de emprego através da organização ou dinamização de respostas, nomeadamente no que se refere à recolha activa de ofertas de emprego, ao apoio à criação do próprio emprego, dinamizando a capacidade de empreendimento, ao desenvolvimento de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências.

No domínio da territorialização das políticas de emprego:

. prosseguimento da execução do Plano Regional de Emprego para o Alentejo

. execução e desenvolvimento do Programa de Emprego para a Área Metropolitana do Porto recentemente aprovado;

. dinamização do Plano Regional de Emprego para Trás-os-Montes e Alto Douro;

. implementação dos Planos de Intervenção Prioritária no domínio do Emprego para a Beira Interior e para a Península de Setúbal.

No domínio da modernização dos Serviços Públicos de Emprego:

No contexto da inovação organizacional:

CULTURA

A política cultural desempenha um papel central e transversal no conjunto de todas as políticas sectoriais. Por esse motivo, o Governo tem, como objectivos prioritários no âmbito deste sector, a promoção do primado da Pessoa, dos direitos humanos e da cidadania, bem como da identidade cultural da comunidade nacional e do desenvolvimento humano integral e da qualidade de vida.

Dando cumprimento ao Programa do Governo, o Ministério da Cultura continuará a prosseguir os seguintes grandes objectivos:

A fim de contribuir para a elaboração das Grandes Opções do Plano para 2004, apresenta-se o presente documento, que contém um balanço das principais actividades desenvolvidas em 2003, bem como as principais medidas de actuação para 2004 relativamente aos diversos organismos e serviços do Ministério da Cultura.

Balanço da Execução das Medidas Previstas para 2002-2003

Secretaria-Geral

Fundo de Fomento Cultural

PATRIMÓNIO

Instituto Português do Património Arquitectónico

Instituto Português de Arqueologia

MUSEUS

Instituto Português de Museus

CONSERVAÇÃO E RESTAURO

Instituto Português de Conservação e Restauro

ARQUIVOS NACIONAIS

Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo

Modernização e adaptação dos arquivos à sociedade de informação

Apoio à modernização e organização de arquivos da Administração Pública e Particulares

Salvaguarda, preservação e valorização do património arquivístico

Divulgação e dinamização do património arquivístico

Renovação dos Arquivos Distritais

Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais - PARAM

COIMBRA, CAPITAL NACIONAL DA CULTURA 2003

CINEMA, AUDIOVISUAL E MULTIMÉDIA

Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia

Apoio à produção e exibição cinematográfica

Transcrição de obras para DVD

Promoção e divulgação de festivais nacionais

Ensino e formação profissional em diversas instituições

Participação em programas internacionais

Outros

Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema

BIBLIOTECAS, LIVROS E LEITURA

Biblioteca Nacional

Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

Promoção do Livro

Apoio à criação literária

Apoio à edição

Comercialização do livro

Promoção da leitura

Divulgação do autor e do livro português no estrangeiro

Programa da Rede de Bibliotecas Públicas

Cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa para o sector do livro

ARTES DO ESPECTÁCULO

Teatro Nacional de S. Carlos

Teatro Nacional D. Maria II

A consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por eventuais incorreções resultantes da transcrição do original para este formato.

Este texto é publicado ao abrigo das condições de reutilização do próprio DRE, não ao abrigo de uma licença Legalize nem de domínio público. DRE
Acesso universal e gratuito ao Diário da República, nos termos do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 83/2016, de 16 de dezembro, que abrange a impressão, o arquivo, a pesquisa e o livre acesso ao conteúdo dos atos publicados, em formatos eletrónicos de acesso aberto; e do regime de dados abertos da Lei n.º 68/2021, de 26 de agosto. A edição eletrónica é a que faz fé (eli:legal_value = official).