Decreto Regulamentar n.º 10/2015 — Aprova a orgânica da Marinha
Aprova a orgânica da Marinha
A preparação, o aprontamento e a sustentação das forças e meios da componente operacional do sistema de forças;
Garantir o cumprimento das missões que sejam atribuídas pelo CEMGFA à Marinha e de outras missões reguladas por legislação própria;
A análise, a experimentação, o desenvolvimento e a atualização das instruções, padrões e procedimentos táticos e operativos;
O exercício das funções de autoridade de controlo operacional de submarinos e de coordenador das áreas nacionais de exercício de submarinos.
Artigo 61.º — Competências
1 - Ao CN compete:
Assegurar o exercício das incumbências previstas no artigo anterior;
Garantir a análise, a experimentação, o desenvolvimento e a atualização das instruções, padrões e procedimentos táticos e operativos;
Exercer o comando de nível operacional das forças e unidades operacionais envolvidas em operações e atividades no domínio das ciências e técnicas do mar;
Garantir a cooperação e aconselhamento naval da navegação, sem prejuízo da competência da Autoridade Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo, dos órgãos e serviços da AMN e de outras entidades com competências neste domínio.
2 - No âmbito da alínea b) do n.º 1, e sem prejuízo do disposto no artigo 14.º da Lei n.º 34/2006, de 28 de julho, o CN assegura, nos termos da lei e do direito internacional:
O exercício da autoridade do Estado nas zonas marítimas sob soberania ou jurisdição nacional e no alto-mar;
A realização de atividades no domínio das ciências e técnicas do mar.
3 - O CN mantém o Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM) permanentemente informado das forças e meios empenhados e do desenvolvimento e resultados das respetivas operações, através da partilha, em rede, da informação dos sistemas de comando e controlo da Marinha.
4 - Para efeitos de apoio ao exercício do comando por parte do CEMGFA e por sua determinação, o CN é colocado, pelo CEMA, na dependência direta do CEMGFA e relaciona-se diretamente com o CCOM, atuando de acordo com as modalidades de comando e controlo a definir caso a caso pelo CEMGFA.
Artigo 62.º — Estrutura
1 - O CN compreende:
O Comandante Naval;
O 2.º Comandante Naval;
O Estado-Maior;
Os órgãos de apoio.
2 - Na direta dependência do Comandante Naval, funcionam:
Os comandos de zona marítima (CZM);
A Flotilha;
O Comando do Corpo de Fuzileiros (CCF);
As forças, unidades e destacamentos operacionais atribuídos;
Os centros da componente operacional do sistema de forças;
A Base Naval de Lisboa (BNL).
Artigo 63.º — Comandante Naval
1 - Ao Comandante Naval compete:
Dirigir e controlar a atividade dos comandos operacionais e de outros órgãos na sua dependência;
Exercer o comando das forças e unidades operacionais atribuídas ao CN;
Preparar, aprontar e sustentar as forças e meios da componente operacional do sistema de forças;
Definir os requisitos de treino e os padrões de prontidão a satisfazer pelas forças e unidades operacionais e pelos centros da componente operacional do sistema de forças;
Planear e conduzir o treino de forças navais;
Planear, organizar, dirigir e controlar a atividade da componente operacional do sistema de forças, conduzindo as operações em conformidade com as diretivas superiores;
Promulgar planos, diretivas, ordens e instruções de operações das forças e unidades operacionais e dos centros da componente operacional do sistema de forças que lhe estão subordinados;
Apoiar o CEMA no cumprimento das missões que lhe sejam atribuídas pelo CEMGFA;
Estabelecer as orientações para a atuação dos órgãos do CN, aprovar o plano de atividades setorial e assegurar a elaboração do respetivo relatório;
Controlar e avaliar a execução do plano de atividades, a concretização dos objetivos definidos e a utilização dos recursos disponibilizados, por parte dos órgãos do CN;
Assegurar a participação nos projetos de elaboração e alteração de atos legislativos e regulamentos administrativos sobre as matérias da sua competência;
Propor, para aprovação, os regulamentos internos dos órgãos na sua dependência;
Definir as atividades de inspeção a realizar nas UEO, no âmbito das suas competências;
Promover e participar em iniciativas de IDI, na sua área de responsabilidade, em coordenação com os demais órgãos com competências naquele âmbito;
Assegurar, no seu âmbito, as atividades relacionadas com o processo de gestão estratégica;
Exercer as competências que, nas áreas administrativa, financeira e logística, lhe sejam delegadas.
2 - (Revogado.)
3 - O Comandante Naval é um vice-almirante, na direta dependência do CEMA.
Artigo 64.º — 2.º Comandante Naval
1 - O 2.º CN exerce as competências que lhe forem delegadas e assegura a suplência do CN, nas suas ausências e impedimentos.
2 - (Revogado.)
3 - (Revogado.)
Artigo 65.º — Estado-Maior
1 - O Estado-Maior do CN é um órgão de estudo e apoio do Comandante Naval para o planeamento, conceção e condução da atividade operacional da responsabilidade do CN.
2 - Ao Estado-Maior do CN compete:
Elaborar e propor planos, diretivas, ordens e instruções de operações e garantir a sua transmissão aos comandos, forças e unidades operacionais e centros da componente operacional do sistema de forças subordinadas;
Assegurar o acompanhamento das operações em curso, mantendo o Comandante Naval informado da situação operacional;
Elaborar estudos relativos às operações navais e propor a respetiva doutrina;
Estudar, propor e promover a observância dos requisitos de treino e padrões de prontidão das forças e meios da componente operacional do sistema de forças.
3 - O Chefe do Estado-Maior do CN encontra-se na direta dependência do Comandante Naval.
Artigo 66.º — Órgãos de apoio
Aos órgãos de apoio compete assegurar as atividades relacionadas com o apoio administrativo e logístico inerente ao funcionamento do CN.
Artigo 67.º — Comandos de zona marítima
1 - Os CZM têm por missão apoiar o exercício do comando por parte do Comandante Naval.
2 - Aos CZM compete, designadamente:
Assegurar, nos espaços marítimos, a execução das atividades a que se refere a alínea a) do n.º 2 do artigo 61.º;
Assegurar o funcionamento dos centros de coordenação de busca e salvamento marítimo existentes no seu âmbito, coordenar as ações relativas a acidentes ocorridos com navios ou embarcações e disponibilizar unidades operacionais para busca e salvamento;
Assegurar a articulação, a nível regional, com as outras autoridades públicas que intervêm, em razão da matéria, no espaço marítimo sob soberania ou jurisdição nacional, tendo em vista garantir a atuação cooperativa entre as forças e unidades operacionais, e os meios dessas autoridades públicas sem prejuízo das competências do CCOM, do Comando Operacional dos Açores (COA) e do Comando Operacional da Madeira (COM).
3 - São CZM:
O Comando da Zona Marítima dos Açores;
O Comando da Zona Marítima da Madeira;
O Comando da Zona Marítima do Norte;
O Comando da Zona Marítima do Centro;
O Comando da Zona Marítima do Sul.
4 - Para o exercício do comando e controlo das forças e unidades operacionais, os CZM são apoiados por postos de comando, que se encontram na sua dependência.
5 - Os comandantes de zona marítima podem acumular com as funções de chefe de departamento marítimo, na estrutura da AMN, nos termos do n.º 13 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 185/2014, de 29 de dezembro, na sua redação atual.
6 - Os comandantes das zonas marítimas asseguram, ao seu nível e nos termos da lei, a ligação com as forças e serviços de segurança e proteção civil, em coordenação com o CN e com os comandos operacionais das áreas em que se inserem.
7 - Os CZM são apoiados pelos respetivos estados-maiores.
8 - Os comandantes de zona marítima têm os postos de comodoro, nos Açores, e de capitão-de-mar-e-guerra, nas restantes zonas marítimas, e estão na direta dependência do Comandante Naval.
9 - Sem prejuízo das modalidades de comando e controlo a definir pelo CEMGFA para a condução de operações militares, os comandantes de zona marítima dos Açores e da Madeira relacionam-se, respetivamente, com o COA e o COM, os quais exercem autoridade de coordenação na prossecução da sua missão e atribuições, mantendo, para este âmbito, uma ligação permanente, através da partilha, em rede, da informação dos sistemas de comando e controlo da Marinha, que permita assegurar um conhecimento situacional da prontidão e empenhamento das forças e meios da componente operacional do sistema de forças sediados ou destacados para a respetiva região autónoma.
10 - Os comandos de zona marítima dos Açores e da Madeira apoiam, respetivamente, o COA e o COM, de acordo com as respetivas capacidades instaladas, designadamente no âmbito administrativo-logístico, de manutenção dos sistemas de comunicação e informação, de segurança das instalações e no controlo das respetivas servidões militares, quando existam.
Capítulo V — Órgãos de conselho
Secção I — Disposição geral
Artigo 68.º — Órgãos de conselho
1 - Os órgãos de conselho destinam-se a apoiar as decisões do CEMA em assuntos especiais e importantes na preparação, disciplina e administração da Marinha.
2 - São órgãos de conselho do CEMA:
O Conselho do Almirantado (CA);
O Conselho Superior de Disciplina da Armada (CSDA);
A Junta Médica de Revisão da Armada (JMRA).
3 - (Revogado);
4 -(Revogado);
Secção II — Conselho do Almirantado
Artigo 69.º — Natureza
O CA, que corresponde ao Conselho Superior da Marinha, é o órgão máximo de consulta do CEMA.
Artigo 70.º — Missão
O CA tem por missão emitir parecer sobre todos os atos a praticar pelo CEMA que, nos termos da lei, careçam da sua prévia audição, e sobre quaisquer outros assuntos que o CEMA considere necessário ouvir o CA.
Artigo 71.º — Competências
1 - Ao CA compete:
Pronunciar-se, nos termos da lei, sobre a nomeação e exoneração do CEMA;
Submeter a Conselho de Chefes de Estado-Maior (CCEM), através do CEMA interino, os nomes dos vice-almirantes que preencham as condições legais para o cargo de CEMA;
Emitir parecer sobre:
A escolha dos oficiais a propor ao CCEM para a promoção a vice-almirante, a contra-almirante e a comodoro;
ii) A definição dos quadros especiais de oficiais, sargentos e praças dos quadros permanentes da Marinha;
iii) A decisão da não satisfação das condições gerais de promoção previstas no Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR);
iv) A escolha dos oficiais a nomear para a frequência do Curso de Promoção a Oficial General ou de cursos equiparados;
A promoção por distinção de militares da Marinha.
2 - Ao CA compete ainda emitir parecer sobre quaisquer outros assuntos, sempre que, para o efeito, for solicitado pelo CEMA.
Artigo 72.º — Composição
1 - O CA é composto pelo CEMA, que preside, e por todos os vice-almirantes no ativo.
2 - Nas reuniões do CA podem ainda participar, sem direito a voto, outros oficiais habilitados para o tratamento dos assuntos em agenda, a convocar pelo CEMA.
Artigo 73.º — Funcionamento
1 - O CA reúne por convocação do CEMA.
2 - O CA reúne em sessão plenária:
Para os efeitos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 71.º;
Para emitir parecer sobre a escolha dos oficiais a propor ao CCEM para a promoção a vice-almirante;
Para emitir parecer sobre a escolha dos oficiais a propor ao CCEM para a promoção a contra-almirante e a comodoro;
Quando o CEMA considerar adequado.
3 - O CA reúne em sessão restrita para tratar as matérias não referidas no número anterior.
4 - O CEMA designa, por despacho, os membros do CA que devam participar nas reuniões em sessão restrita.
5 - O CA é secretariado pelo SCEMA, que assiste às reuniões referidas nas alíneas a), c), e d) do n.º 2.
6 - O CA é secretariado pelo membro presente de menor antiguidade, no caso referido na alínea b) do n.º 2.
7 - O apoio administrativo ao CA é assegurado pelo EMA.
8 - O regimento do CA é aprovado por despacho do CEMA.
Capítulo VI — Juntas médicas da Marinha
Artigo 74.º — Juntas médicas da Marinha
1 - As juntas médicas da Marinha (JMM) são órgãos técnicos de consulta destinados a pronunciar-se sobre a aptidão física e psíquica do pessoal militar, militarizado e civil da Marinha e dos respetivos candidatos.
2 - São JMM:
A JRC;
As juntas de saúde dos comandos (JSC);
A JSN;
A JMRA.
3 - O regimento das JMM é aprovado por despacho do CEMA.
4 - O apoio administrativo às JRC, JSN e JMRA é assegurado por uma secretaria e arquivo comuns, que funcionam na dependência da JSN.
Artigo 75.º — Dependência
A JRC funciona com caráter permanente na direta dependência do Diretor de Pessoal.
Artigo 76.º — Competências
À JRC compete, relativamente aos militares e militarizados da Marinha, aos candidatos civis e aos civis do MPCM, apreciar a aptidão física e psíquica para:
Admissão nas diversas formas de prestação de serviço efetivo;
Concurso para mudança de categoria;
Reclassificação profissional;
Frequência de cursos de especialização cujas condições de acesso assim o determinem.
Artigo 77.º — Composição
1 - A JRC é composta por um presidente e dois vogais, nomeados com caráter permanente pelo Diretor de Pessoal.
2 - O Diretor de Pessoal nomeia ainda o suplente do presidente e o suplente de cada um dos vogais, com caráter permanente.
3 - Os presidentes, efetivo e suplente, são oficiais da classe de médicos navais.
4 - Os vogais podem ser oficiais da classe de médicos navais.
5 - O vogal mais moderno que estiver presente na sessão desempenha as funções de secretário da JRC.
6 - Sempre que for considerado conveniente para o funcionamento da JRC, podem ser nomeados oficiais médicos especialistas, como vogais adjuntos, sem direito a voto.
7 - Funciona ainda na JRC o Gabinete de Avaliação da Condição Física e Psíquica (GACFP).
Artigo 78.º — Decisão
A decisão a proferir sobre os pareceres emitidos pela JRC compete:
Ao Superintendente do Pessoal, quando se trate de oficiais ou de candidatos à categoria de oficial, podendo delegar no Diretor de Pessoal todas ou algumas dessas competências;
Ao Diretor de Pessoal, nos restantes casos.
Artigo 79.º — Organização dos processos
Os processos dos militares a serem apreciados pela JRC são organizados pelos serviços de saúde da unidade ou da entidade que prestar apoio ao órgão ou serviço onde o militar se encontra colocado, sendo, nos restantes casos, organizados pela repartição da DP incumbida do recrutamento e seleção.
Artigo 80.º — Dispensa de apresentação à Junta de Recrutamento e Classificação
O Presidente da JRC pode dispensar da apresentação à Junta o pessoal que lhe não possa ser presente por motivos imperiosos, se aquela o julgar dispensável.
Artigo 81.º — Gabinete de Avaliação da Condição Física e Psíquica
O GACFP assegura a execução dos testes e das inspeções médicas previstas no plano individual de classificação, bem como o registo do respetivo resultado, propondo a correspondente classificação.
Artigo 82.º — Constituição das juntas
1 - As JSC podem ser constituídas nos comandos ou nas forças e unidades navais fora da área do continente.
2 - Nos comandos cujos efetivos o justifiquem, a constituição das respetivas JSC pode ter caráter permanente, tendo, nos restantes casos, caráter eventual.
3 - As JSC de forças ou unidades navais apenas são constituídas quando não puderem ser utilizadas as JSC.
4 - Para efeitos do disposto nos n.os 1 e 3, uma reunião acidental de navios pode ser considerada como força naval.
5 - As JSC são identificadas pelo nome do respetivo comando, força ou unidade.
Artigo 83.º — Competências
1 - Às JSC compete:
Julgar da aptidão física e psíquica dos militares da Marinha, para efeitos de promoção, nos casos em que essa aptidão tenha de ser verificada por junta médica, quando fora da área do continente;
Propor a concessão de licença para tratamento ou convalescença a militares e civis da Marinha, a ser usada na área do respetivo comando;
Propor o regresso ao continente do pessoal militar ou civil que sofra de doença prolongada ou de doença grave que não possa ser tratada com os recursos locais, ou quando haja perigo iminente para a sua vida no local onde presta serviço;
Propor a apresentação à JSN de pessoal militar da Marinha, quando se trate de casos da exclusiva competência dessa Junta;
Julgar da aptidão física e psíquica de pessoal do MPCM que indicie perturbação física ou psíquica;
Propor a apresentação de pessoal do MPCM à junta competente, para efeitos de incapacidade para o serviço.
2 - A licença referida na alínea b) do número anterior pode ser concedida até 60 dias, no que se refere aos militares, ou até 30 dias, prorrogáveis, no que aos civis diz respeito, nos termos da lei em vigor.
3 - O pessoal referido na alínea c) do n.º 1 deve ser presente à JSN logo após a chegada ao continente.
Artigo 84.º — Composição
1 - A composição das JSC é a seguinte:
Havendo três ou mais oficiais da classe de médicos navais, o presidente é o oficial médico mais antigo e os vogais são os dois oficiais que se lhe seguirem em antiguidade, desempenhando as funções de secretário o mais moderno;
Havendo apenas dois oficiais da classe de médicos navais, o Presidente é o 2.º comandante, o oficial imediato mais antigo da força ou o oficial imediato da unidade naval, conforme aplicável, ou um oficial superior de qualquer classe e os vogais são os dois oficiais médicos, necessariamente mais modernos que o Presidente, desempenhando as funções de secretário o mais moderno;
Havendo apenas um oficial da classe de médicos navais, as juntas constituem-se nos termos da alínea anterior, mas só com Presidente e vogal secretário, se não houver possibilidade de incluir um outro médico, de preferência militar;
Não havendo oficial da classe de médicos navais, as juntas constituem-se nos termos da alínea anterior, sendo os vogais médicos de preferência militares.
2 - No caso de ser apreciada a aptidão física ou psíquica de pessoal do MPCM, o funcionário pode indicar um médico, militar ou civil, que participa na sessão da junta durante o período de apreciação.
3 - A constituição das JSC e a nomeação dos respetivos membros são da competência do comandante do comando, força ou unidade naval onde funciona a junta, devendo ser comunicadas à DP e à DS, para conhecimento.
Artigo 85.º — Apresentação às juntas de saúde dos comandos
A apresentação do pessoal militar ou civil da Marinha às JSC é promovida pelo comandante, diretor ou chefe dos órgãos ou serviços onde aquele pessoal presta serviço, por sua iniciativa ou mediante proposta do chefe do serviço de saúde respetivo.
Artigo 86.º — Decisão
A decisão a proferir sobre os pareceres emitidos pela JSC compete:
Ao CEMA, quando da decisão possam resultar despesas de caráter eventual, podendo a decisão ser tomada, em caso de urgência, pelo comandante do comando, força ou unidade naval, que deve submetê-la a confirmação posterior;
Ao comandante do comando, da força ou da unidade, nos restantes casos.
Artigo 87.º — Dependência
A JSN funciona com caráter permanente na direta dependência do Superintendente do Pessoal.
Artigo 88.º — Competências
À JSN compete, relativamente aos militares, militarizados da Marinha e civis do MPCM:
Apreciar a aptidão física e psíquica para o exercício das funções relativas ao posto, classe e ou categoria profissional;
Emitir parecer sobre propostas de evacuação para o continente efetuadas pelas JSC;
Emitir parecer sobre propostas de observação e tratamento fora do sistema de saúde militar, quando, por impossibilidade deste, possa resultar um significativo prejuízo na prontidão operacional do pessoal;
Emitir parecer sobre acidentes ocorridos em serviço e propor, quando aplicável, a atribuição do grau de desvalorização na capacidade geral de ganho para o trabalho correspondente às sequelas identificadas;
Emitir parecer sobre propostas de «Participação Obrigatória/Parecer Clínico» no caso de suspeição de doença profissional, no sentido da sua apresentação à entidade com competência para a sua classificação;
Propor a apresentação do pessoal à junta médica competente, para efeitos de confirmação da incapacidade para o serviço;
Analisar os processos de apreciação periódica da aptidão física e psíquica, particularmente no que respeita ao controlo sobre os problemas de saúde identificados.
Artigo 89.º — Composição
1 - A JSN é composta por um presidente e dois vogais, nomeados, com caráter permanente, pelo Superintendente do Pessoal.
2 - O Superintendente do Pessoal nomeia ainda o suplente do Presidente e o suplente de cada um dos vogais, com caráter permanente.
3 - Os presidentes, efetivo e suplente, são oficiais da classe de médicos navais.
4 - Os vogais são oficiais da classe de médicos navais e sempre mais modernos que o Presidente.
5 - O vogal mais moderno que estiver presente na sessão desempenha as funções de secretário da JSN.
6 - No caso de ser apreciada a aptidão física ou psíquica de pessoal do MPCM, o funcionário pode indicar um médico, militar ou civil, que participa na sessão da Junta durante o período de apreciação.
Artigo 90.º — Apresentação à Junta de Saúde Naval
1 - A apresentação do pessoal à JSN pode ser promovida:
Pelas respetivas repartições da DP;
Pelos comandantes, diretores ou chefes dos órgãos ou serviços onde prestam serviço os indivíduos a ser apreciados, por sua iniciativa ou por proposta do chefe do serviço de saúde respetivo;
Pelo Hospital das Forças Armadas, para os indivíduos aqui hospitalizados ou em tratamento;
Pelas JSC e pela JRC.
2 - A JSN pode solicitar todos os elementos relativos ao processo de recrutamento, classificação e seleção do militar, militarizado e ou civil em apreciação, sempre que considere pertinente para a apreciação da aptidão física e psíquica para o serviço, no sentido de esclarecer as condições de aptidão à data da sua admissão à Marinha.
Artigo 91.º — Decisão
A decisão a proferir sobre os pareceres emitidos pela JSN compete:
Ao CEMA, no caso de militares da Marinha, em que a verificação da aptidão física e psíquica para promoção implique a pronuncia por junta médica e o militar se encontre em serviço na área do continente, para a prestação de serviço na situação de efetividade de serviço e ainda no caso do pessoal do MPCM, que tenha que ser proposto à competente junta para efeitos de confirmação da incapacidade para o serviço, podendo delegar no Superintendente do Pessoal todas ou algumas dessas competências;
Ao Superintendente do Pessoal, nos restantes casos, o qual pode delegar no Diretor de Pessoal todas ou algumas das competências relativas a todo o pessoal militar e civil, excluindo oficiais generais.
Artigo 92.º — Natureza
A JMRA é um órgão de conselho do CEMA.
Artigo 93.º — Missão
A JMRA tem por missão estudar e emitir parecer sobre os recursos relativos às decisões das entidades competentes, baseadas em pareceres emitidos por outras juntas médicas da Armada.
Artigo 94.º — Competências
À JMRA compete:
Estudar e emitir parecer sobre os recursos relativos às decisões das entidades competentes, baseadas em pareceres emitidos pelas JRC, JSC e JSN;
Emitir parecer sobre a não satisfação das condições gerais de promoção, nos termos do EMFAR.
Artigo 95.º — Composição
1 - A JMRA tem a seguinte composição:
O Presidente;
Dois vogais nomeados com caráter permanente;
Dois vogais nomeados com caráter eventual e em conformidade com os casos em apreciação.
2 - O Presidente da JMRA é um oficial general, na situação de reserva.
3 - Os vogais são oficiais da classe de médicos navais.
4 - O vogal mais moderno presente na sessão da JMRA desempenha as funções de secretário.
5 - Os membros da JMRA são nomeados por despacho do CEMA.
Artigo 96.º — Impedimento temporário
Quando se verifique o impedimento temporário dos vogais, nomeados com caráter permanente, o CEMA pode designar, por despacho, outros oficiais da classe de médicos navais em sua substituição.
Artigo 97.º — Participação e audições
1 - Nas sessões da JMRA em que forem apreciados os recursos de pessoal da Marinha, pode participar, durante o período de apreciação, o médico assistente, militar ou civil, indicado pelo recorrente.
2 - A JMRA pode ainda ouvir, a título de esclarecimento, outros médicos especialistas de reconhecida competência.
Artigo 98.º — Pareceres
Os pareceres da JMRA estão sujeitos a homologação do CEMA.
Artigo 99.º — Apoio administrativo
O apoio administrativo às JRC, JSN e JMRA é assegurado por uma secretaria e arquivo comuns, que funcionam na dependência da JSN.
Artigo 100.º — Gabinete de Estudos
1 - Ao Gabinete de Estudos (GE) compete:
Elaborar os estudos necessários à identificação e validação dos critérios a utilizar pela JSN na apreciação da aptidão para o serviço, e pela JRC, no processo de classificação individual, tendo por base os perfis funcionais definidos superiormente, propondo a sua alteração sempre que necessário;
Elaborar relatórios e estatísticas de saúde, em contexto de vigilância epidemiológica, particularmente dos problemas de saúde com potencial impacto negativo na gestão do pessoal e no acompanhamento médico sanitário dos militares, militarizados e civis da Marinha.
2 - O GE funciona na dependência da JSN e apoia a JRC.
Capítulo VII — Órgão de inspeção
Artigo 101.º — Natureza
A Inspeção-Geral da Marinha (IGM) é o órgão de inspeção da Marinha.
Artigo 102.º — Missão
A IGM tem por missão apoiar o CEMA no exercício da função de controlo e avaliação, designadamente através da realização de inspeções e auditorias.
Artigo 103.º — Competências
1 - À IGM compete:
Executar as atividades de auditoria e inspeção na Marinha;
Elaborar diretivas, planos, estudos, propostas, informações e pareceres relativos à atividade inspetiva na Marinha;
Contribuir para a elaboração, atualização e implementação da doutrina no domínio das atividades de auditoria e inspeção na Marinha;
Contribuir para o controlo interno na Marinha;
Acompanhar e avaliar o cumprimento das normas legais em vigor e das determinações do CEMA;
Coordenar, acompanhar e colaborar nas inspeções e auditorias efetuadas por entidades externas;
Auditar e inspecionar as UEO e os processos da Marinha;
Assegurar a análise da documentação produzida no âmbito das atividades de auditoria e inspeção, interna e externa, e acompanhar a implementação das recomendações resultantes, propondo, no aplicável, medidas com aplicabilidade transversal que visem a melhoria da eficiência do sistema de controlo interno;
Coordenar e apoiar o exercício do contraditório relativo a atividades de inspeção e auditoria desenvolvidas por entidades externas;
Efetuar a administração funcional dos sistemas de informação de apoio à atividade inspetiva;
(Revogada.)
(Revogada.)
(Revogada.)
2 - No exercício das suas competências, a IGM articula-se com entidades externas com competências no domínio da auditoria e inspeção, designadamente a Inspeção-Geral da Defesa Nacional (IGDN), com a qual coopera e partilha informação, nomeadamente no âmbito das boas práticas de auditoria e de gestão adotadas, garantindo a racionalidade, complementaridade e sinergia das intervenções.
Artigo 104.º — Estrutura
1 - A IGM compreende:
O Inspetor-Geral;
O Departamento de Organização e Processos (DOP);
O Departamento de Segurança, Saúde no Trabalho e Ambiente (DSSTA).
2 - (Revogado.)
Artigo 105.º — Inspetor-Geral da Marinha
1 - Ao inspetor-geral da Marinha compete:
Administrar a IGM;
Colaborar, nas atividades relacionadas com o processo de gestão estratégica, no seu âmbito;
Informar o CEMA sobre os resultados das atividades de auditoria e inspeção desenvolvidas, designadamente quanto ao eventual impacto no cumprimento da missão da Marinha;
Propor, na sequência da análise global das ações corretivas identificadas na Marinha, a adoção de soluções doutrinárias e organizacionais que assegurem melhorias na eficiência do controlo interno;
Dinamizar e acompanhar as ações de controlo e avaliação a desenvolver no domínio das atividades de auditoria e inspeção;
Colaborar na elaboração, atualização e implementação das diretivas, normas e instruções relativas às atividades de auditoria e inspeção;
Elaborar o programa anual das atividades de auditoria e inspeção, submetê-lo à aprovação do CEMA e supervisionar a sua execução;
Elaborar o planeamento de atividades anual da IGM e controlar a sua execução;
Nomear as equipas de auditoria e inspeção, no âmbito das competências da IGM;
Assegurar a participação nos projetos de elaboração e alteração de atos legislativos e regulamentos administrativos sobre as matérias da sua competência;
Assegurar a articulação da IGM com entidades externas no domínio das atividades de auditoria e inspeção, designadamente com a IGDN;
Participar em iniciativas de IDEI, na sua área de responsabilidade, em coordenação com os demais órgãos com competências naquele âmbito;
Exercer as competências que, nas áreas administrativa e financeira, lhe sejam delegadas;
(Revogada.)
(Revogada.)
(Revogada.)
(Revogada.)
(Revogada.)
2 - O inspetor-geral da Marinha dispõe de um gabinete para apoio direto, chefiado pelo chefe de departamento mais antigo, em acumulação de funções.
3 - O inspetor-geral da Marinha é um oficial general, na situação de reserva, na direta dependência do CEMA.
Artigo 106.º — Departamento de Organização e Processos
Ao DOP compete:
Conduzir a atividade da IGM no âmbito da organização e processos, através de inspeções, auditorias, fiscalizações, inquéritos, comissões de inquérito e sindicâncias, em observância das instruções do Inspetor-Geral da Marinha;
Elaborar e apresentar, nos prazos estabelecidos para o efeito, os relatórios das atividades inspetivas realizadas;
Elaborar estudos, informações e propostas no âmbito das ações de auditoria e inspeção, da sua competência, bem como no âmbito da doutrina de auditoria e inspeção;
(Revogada.)
Artigo 107.º — Departamento de Segurança, Saúde no Trabalho e Ambiente
Ao DSSTA compete:
Conduzir a atividade da IGM no âmbito da segurança militar, da SST, do ambiente, através de inspeções, auditorias, fiscalizações, inquéritos, comissões de inquérito e sindicâncias, em observância das instruções do inspetor-geral da Marinha;
Elaborar e apresentar, nos prazos estabelecidos para o efeito, os relatórios das atividades inspetivas realizadas;
Elaborar estudos, informações e propostas no âmbito das ações e da doutrina de auditoria e inspeção, da sua competência;
(Revogada.)
(Revogada.)
(Revogada.)
Capítulo VIII — Órgãos de base
Secção I — Disposição geral
Artigo 108.º — Órgãos de base
1 - Os órgãos de base têm por missão a formação, a sustentação e o apoio geral da Marinha.
2 - Os órgãos de base da Marinha compreendem:
As bases;
A Escola Naval (EN);
As ECF do SFPM;
A Flotilha;
Os órgãos de execução de serviços;
Os órgãos culturais (OC).
Secção II — Bases
Artigo 109.º — Composição
São bases da Marinha:
A BNL;
A Base de Fuzileiros (BF);
A UAICM.
Artigo 110.º — Base Naval de Lisboa
1 - A BNL é uma base da Marinha, à qual compete:
Prestar apoio logístico às unidades navais estacionadas na sua área de responsabilidade e, quando necessário, a outras unidades e serviços aí situados;
Fornecer combustíveis e outros fluidos das redes portuárias e assegurar ou promover o apoio à manobra das unidades navais;
Assegurar ou promover a conservação e manutenção dos meios portuários, das infraestruturas e de outros bens patrimoniais atribuídos;
Assegurar a captação e tratamento de água potável e promover a sua distribuição para toda a área do Alfeite;
Garantir a segurança, o policiamento e a manutenção da ordem e da disciplina na sua área de responsabilidade, excetuando as instalações e outros bens patrimoniais atribuídos a outras unidades e serviços.
2 - (Revogado.)
3 - O Comandante da BNL encontra-se na direta dependência do Comandante Naval.
4 - O Comandante da BNL é coadjuvado pelo 2.º Comandante da BNL.
5 - Nas ausências, faltas ou impedimentos do Comandante da BNL, a suplência cabe ao 2.º Comandante da BNL.
6 - (Revogado.)
Artigo 111.º — Unidade de Apoio às Instalações Centrais de Marinha
1 - À UAICM compete prestar apoio logístico e administrativo às UEO e outras entidades na sua área de responsabilidade, definidas por despacho do CEMA, bem como garantir a segurança e manutenção das respetivas instalações.
2 - Na direta dependência do Comandante da UAICM funciona a Messe de Lisboa.
3 - O Terminal Fluvial da Marinha em Lisboa é parte integrante da UAICM, devendo todas as infraestruturas e instalações aí existentes ser consideradas como pertencentes a esta unidade.
4 - O Comandante da UAICM encontra-se na direta dependência do VCEMA.
5 - O Comandante da UAICM é coadjuvado pelo 2.º Comandante da UAICM.
6 - Nas ausências, faltas ou impedimentos do Comandante da UAICM, a suplência cabe ao 2.º Comandante da UAICM.
Secção III — Escola Naval
Artigo 112.º — Escola Naval
1 - A EN é um estabelecimento de ensino superior público universitário militar, regulado por legislação própria.
2 - O Comandante da EN é um contra-almirante.
Artigo 113.º — Sistema de Formação Profissional da Marinha
1 - O SFPM organiza-se e funciona, no plano do processo formativo, através das escolas e centros de formação, com competências em áreas técnico-profissionais específicas.
2 - As normas que regulam o SFPM são aprovadas por despacho do CEMA.
Artigo 114.º — Escolas e centros de formação
1 - São escolas do SFPM:
A Escola de Fuzileiros (EF);
A Escola de Hidrografia e Oceanografia (EHO);
A Escola de Mergulhadores (EMERG);
A ETNA;
(Revogada.)
(Revogada.)
2 - São centros de formação do SFPM:
O CITAN;
O Centro de Instrução de Helicópteros;
O Centro de Instrução de Submarinos;
O Centro de Educação Física da Armada (CEFA).
3 - A estrutura e competências da EMERG e dos Centros de Instrução de Helicópteros e de Submarinos são definidas nos respetivos regulamentos internos.
4 - A estrutura e competências da EHO constam de diploma próprio.
Artigo 115.º — Escola de Tecnologias Navais
1 - A ETNA é um órgão de base, na direta dependência do superintendente do Pessoal, que integra o SFPM.
2 - A ETNA tem por missão assegurar a formação técnico-profissional dos militares da Marinha, nomeadamente a formação inicial e contínua, sem prejuízo das competências de outras entidades.
3 - À ETNA compete:
Assegurar a formação militar-naval, sociocultural e científico-tecnológica exigida para o ingresso e desempenho na categoria de praças e o desempenho das funções próprias das categorias de praças, nas diferentes classes, e emitir os respetivos certificados de formação;
Assegurar a formação militar-naval, sociocultural e científico-tecnológica exigida para o acesso ao posto de sargento-chefe e ao posto de primeiro-marinheiro;
Participar na formação, inicial e contínua, de caráter técnico-naval dos oficiais da Marinha;
Apoiar o Departamento Politécnico da Marinha (DPM) na execução dos cursos ministrados pela Unidade Politécnica Militar;
Assegurar o enquadramento administrativo e militar dos alunos dos cursos do DPM;
Contribuir para a formação técnica ou manutenção dos perfis profissionais de outro pessoal da Marinha ou de outras entidades, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores;
Participar, sempre que solicitado, na elaboração de estudos de natureza especializada e no acompanhamento dos processos técnicos ou pedagógicos no domínio da formação.
4 - (Revogado.)
Artigo 116.º — Centro Integrado de Tática e Análise Naval
1 - O CITAN é um órgão de base, na direta dependência do Comandante da Flotilha, responsável pela formação técnico-profissional, contínua, do pessoal da Marinha, nas áreas da tática e das operações navais, do aconselhamento da navegação, da fiscalização dos espaços marítimos e da operação e exploração de sistemas de comando e controlo de natureza tática e, nesse âmbito, integra o SFPM.
2 - Ao CITAN compete:
Assegurar o estudo e análise da doutrina e procedimentos associados à tática e operações navais;
Realizar ações de formação nas áreas indicadas no número anterior, de acordo com o estabelecido no SFPM;
Apoiar as operações navais;
(Revogada.)
3 - O diretor do CITAN é coadjuvado e substituído, nas suas ausências, faltas e impedimentos, pelo subdiretor do CITAN.
4 - (Revogado.)
Artigo 117.º — Centro de Educação Física da Armada
1 - O CEFA é um órgão de base, na direta dependência do diretor de Formação, que integra o SFPM.
2 - O CEFA tem por missão assegurar e promover atividades dirigidas ao desenvolvimento e manutenção da condição física do pessoal da Marinha e garantir a formação técnica nas áreas de educação física, desporto e salvamento humano no meio aquático.
3 - Ao CEFA compete:
Assegurar a formação técnica do pessoal de educação física;
Assegurar a formação aos militares da Marinha na área do salvamento humano no meio aquático;
Apoiar o treino e a avaliação do desempenho físico do pessoal atribuído às UEO da Marinha;
Organizar provas desportivas na Marinha e outras competições e atividades desportivas que lhe sejam superiormente cometidas;
Assegurar a seleção e preparação das representações da Marinha;
Apoiar o CMN no desenvolvimento de atividades na área da medicina desportiva;
Assessorar o Diretor de Formação, em tudo o que respeita às atividades de educação física e desporto desenvolvidas pelo pessoal da Marinha e no que se refere à elaboração e proposta de normativos neste domínio.
4 - (Revogado.)
Secção IV — Flotilha
Artigo 118.º — Competências
1 - A Flotilha é um órgão de base, à qual compete:
Apoiar logística e administrativamente as forças, unidades e destacamentos operacionais que lhes estejam atribuídos;
Promover a definição e a atualização dos padrões de prontidão que as unidades navais e outros meios operacionais devem satisfazer;
Conduzir o treino e a avaliação das forças, unidades e destacamentos operacionais, bem como dos centros da componente operacional do sistema de forças;
Assegurar a análise, a experimentação, o desenvolvimento e a atualização das instruções, padrões e procedimentos táticos e operativos;
Assegurar a gestão das qualificações operacionais das unidades operacionais, que lhes estejam atribuídos;
Assegurar o apoio às esquadrilhas e aos agrupamentos, que lhes estejam atribuídos;
Supervisionar o aprontamento das unidades navais e outros meios operacionais que estejam atribuídos às esquadrilhas e agrupamentos.
2 - (Revogado.)
3 - (Revogado.)
Secção V — Órgãos de execução de serviços
Artigo 119.º — Órgãos de execução de serviços
1 - São órgãos de execução de serviços:
(Revogada.)
(Revogada.)
Os laboratórios e depósitos;
(Revogada.)
Outros órgãos que realizam atividades de apoio global à gestão e atividades de apoio logístico, nomeadamente os pontos de apoio naval (PAN), os cais militares e as infraestruturas afins.
2 - Os órgãos de execução de serviços são regulados por despacho do CEMA.
Artigo 120.º — Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica
1 - O CMSH é um órgão de execução de serviços, na direta dependência do Diretor de Saúde, sem prejuízo do disposto na alínea a) do n.º 6 do artigo 2.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2015, de 20 de fevereiro.
2 - O CMSH tem por missão contribuir para o eficaz desempenho das atividades militares navais em meio subaquático e hiperbárico disponibilizando, para o efeito, apoio terapêutico adequado e assegurando, ainda, o desenvolvimento de ações de treino dos militares envolvidos em atividades operacionais.
3 - Ao CMSH compete:
Assegurar a operacionalidade dos meios humanos intervenientes em operações militares desenvolvidas em meio subaquático;
Assegurar o apoio terapêutico permanente aos acidentes resultantes da prática de ações militares navais em meio sujeito a variações da pressão ambiente hiperbárico, em atmosfera «seca» ou «húmida»;
Assegurar o apoio terapêutico às operações militares desenvolvidas em meio aéreo hipobárico;
Assegurar o treino, em câmara, do pessoal especializado em mergulho militar profundo;
Realizar testes, em câmara, ao funcionamento do equipamento de mergulho militar profundo;
Avaliar a aptidão física dos mergulhadores da Marinha;
Realizar a certificação médica dos militares em preparação para missões de natureza operacional desenvolvidas em meio hiperbárico ou disbárico e assegurar a manutenção dessa certificação no decurso das missões;
Colaborar com o SNS, através do apoio terapêutico, quer nos acidentes de mergulho, quer facultando terapêutica com oxigénio hiperbárico a doentes sofrendo de patologias médicas e cirúrgicas, utilizando a sua capacidade sobrante de atuação.
4 - A estrutura e o funcionamento do CMSH são definidos no respetivo regulamento interno.
Artigo 121.º — Centro de Medicina Naval
1 - O CMN é um órgão de execução de serviços, na direta dependência do Diretor de Saúde, que integra a estrutura de saúde operacional da Marinha.
2 - O CMN tem por missão coordenar e controlar a atividade médico-sanitária, nos âmbitos inspetivo, assistencial de ambulatório e de apoio à atividade operacional, a fim de assegurar a prontidão do pessoal da Marinha.
3 - Ao CMN compete:
Apoiar, ao nível dos cuidados de saúde primários, dos cuidados de saúde especializados e de medicina dentária adequados às necessidades das unidades apoiadas, incluindo também ao nível da fisioterapia, da radiologia básico e da colheita de análises;
Coordenar, em colaboração com os comandos das unidades, os cuidados de saúde primários e a implementação de medidas de saúde ocupacional, de medicina preventiva e de saúde pública;
Coordenar a evacuação sanitária;
Assegurar o aprontamento médico-sanitário das forças e unidades operacionais para as missões, avaliando as necessidades, planeando e propondo superiormente as estruturas de saúde, o apoio médico, e assegurando o reabastecimento sanitário necessário para o cumprimento da missão;
Proceder à implementação, nos serviços de saúde, de um sistema de informação que permita dotar a DS com os dados relevantes referentes à assistência médico-sanitária, em ambulatório.
4 - A estrutura e o funcionamento do CMN são definidos no respetivo regulamento interno.
Artigo 122.º — Laboratório de Análise Químicas
1 - O Laboratório de Análise Químicas (LAQ) é um órgão de execução de serviços, ao qual compete:
Executar a gestão técnica dos produtos químicos, em geral;
Executar as análises e ensaios químicos para o apoio às unidades navais, unidades auxiliares de Marinha e meios de ação naval, bem como a outras UEO, no âmbito das suas competências;
Efetuar o controlo de qualidade de artigos da área do abastecimento, com vista à aceitação, controlo do armazenamento ou extensão da sua vida útil;
Apoiar os outros ramos das Forças Armadas, as forças de segurança e organismos e empresas civis na caracterização e qualificação de artigos, mediante autorização superior ou conforme os protocolos em vigor.
2 - O Chefe do LAQ é um oficial ou civil com formação superior na área da química, na dependência do Diretor de Abastecimento, ao qual compete chefiar o LAQ.
3 - A estrutura e o funcionamento do LAQ são definidos no respetivo regulamento interno.
Artigo 123.º — Laboratório de Explosivos da Marinha
1 - O Laboratório de Explosivos da Marinha (LEM) é um órgão de execução de serviços, ao qual compete:
Efetuar o controlo de qualidade de munições, com vista à aceitação, controlo do armazenamento ou extensão da sua vida útil, e avaliar a estabilidade térmica, química e física de materiais energéticos;
Elaborar estudos, normas, inspeções, peritagens e pareceres técnicos sobre materiais energéticos, ou sobre a adoção de normativos e doutrina NATO;
Apoiar os outros ramos das Forças Armadas, as forças de segurança e organismos e empresas civis, na caracterização e qualificação de materiais energéticos, mediante autorização superior ou conforme os protocolos em vigor.
2 - O Diretor do LEM é um oficial superior, com formação superior na área da química e com especialização em materiais energéticos ou reconhecida experiência na área, na direta dependência do Diretor do DMNL, ao qual compete dirigir o LEM.
3 - A estrutura e o funcionamento do LEM são definidos no respetivo regulamento interno.
Artigo 124.º — Depósito de Munições NATO de Lisboa
1 - O DMNL é um órgão de execução de serviços, ao qual compete:
Assegurar a receção, armazenamento, controlo e fornecimento de munições, mísseis, torpedos, minas, explosivos e de outro material de guerra pertencentes aos países da NATO, em conformidade com os acordos celebrados e com as normas em vigor;
Providenciar os meios logísticos necessários à receção e distribuição do material à sua guarda;
Garantir a segurança do material à sua guarda;
Assegurar a condução, conservação e manutenção dos sistemas e equipamentos e a conservação e manutenção das infraestruturas, designadamente dos sistemas, equipamentos e infraestruturas constantes nos inventários NATO;
Providenciar os meios necessários para apoiar as unidades navais no embarque e desembarque de material no Cais Militar do Portinho da Costa (CMPC) e no heliporto do DMNL;
Garantir a segurança da área e infraestruturas onde o DMNL se encontra instalado, bem como do CMPC;
Assegurar o exato cumprimento das disposições legais e pareceres emitidos no âmbito das servidões militares da área de jurisdição territorial do DMNL, reportando as anomalias à DI.
2 - O DMNL apoia as operações de embarque e desembarque de combustíveis realizadas no CMPC.
3 - A capacidade de armazenagem sobrante do DMNL pode ser disponibilizada para utilização de entidades que, para o efeito, tenham celebrado protocolos com o MDN ou com a Marinha.
4 - O Diretor do DMNL encontra-se na direta dependência do Diretor de Navios.
5 - A estrutura e o funcionamento do DMNL são definidos no respetivo regulamento interno.
Artigo 125.º — Pontos de apoio naval
1 - Os PAN são órgãos de execução de serviços, aos quais compete o apoio global à gestão de atividades de apoio logístico.
2 - São PAN:
O Ponto de Apoio Naval de Troia;
O Ponto de Apoio Naval de Portimão.
Artigo 126.º — Centro de Armamento e Munições
1 - O CAM é um órgão de execução de serviços, ao qual compete:
Controlar as existências e providenciar os meios logísticos necessários à receção, distribuição e transporte de munições, mísseis, torpedos, minas, explosivos, pirotécnicos e demais material de guerra que lhe venha a ser confiado, assegurando o seu armazenamento e separação de acordo com a legislação e normas técnicas em vigor;
Controlar as existências e assegurar as atividades de armazenamento e distribuição na área do armamento portátil, armas pesadas, equipamento de infantaria e acessórios;
Garantir a segurança do material à sua guarda;
Assegurar as atividades de conservação, reparação e recuperação do armamento portátil, equipamento de infantaria e acessórios;
Garantir a segurança da área e infraestruturas onde o CAM se encontra instalado.
2 - O Diretor do CAM acumula com as funções de Diretor do DMNL, na direta dependência do Diretor de Navios.
3 - A estrutura e o funcionamento do CAM são definidos no respetivo regulamento interno.
Secção VI — Órgãos culturais
Subsecção I — Órgãos culturais
Artigo 127.º — Missão
1 - Os órgãos culturais são órgãos de base que têm por missão realizar atividades de apoio geral da Marinha no domínio do património cultural, histórico, artístico, literário e científico.
2 - São órgãos culturais:
A Academia de Marinha (AM);
A Direção Cultural da Marinha (DCM).
Artigo 128.º — Academia de Marinha
1 - A AM tem autonomia científica e funciona na direta dependência do CEMA, incumbindo-lhe promover e desenvolver os estudos e divulgar os conhecimentos relacionados com a história, as artes, as letras e as ciências e tudo o mais que diga respeito ao mar e às atividades marítimas.
2 - O Estatuto da Academia de Marinha é aprovado por portaria do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional.
3 - O regulamento interno da AM é aprovado pela Assembleia dos Académicos, promulgado pelo presidente da AM e homologado por despacho do CEMA.
Artigo 129.º — Direção Cultural da Marinha
1 - A DCM compreende:
O diretor Cultural da Marinha;
Os ONC:
O Aquário Vasco da Gama (AVG);
ii) A Banda da Armada (BA);
iii) A Biblioteca Central de Marinha (BCM);
iv) A fragata D. Fernando II e Glória (FDFG);
O Museu de Marinha (MM);
vi) O Planetário de Marinha (PM);
vii) A Revista da Armada (RA).
2 - (Revogado.)
3 - (Revogado.)
Artigo 130.º — Diretor Cultural da Marinha
1 - Ao diretor Cultural da Marinha compete:
Dirigir a DCM;
(Revogada.)
Assegurar, no seu âmbito, as atividades relacionadas com o processo de gestão estratégica;
Aconselhar o CEMA em assuntos de natureza cultural;
Propor a celebração de protocolos e parcerias de colaboração ou cooperação com entidades externas à Marinha;
Propor e implementar a doutrina no âmbito das atividades de natureza cultural e aprovar as diretivas, normas e instruções no âmbito da sua autoridade técnica;
Estabelecer as orientações para a atuação dos ONC, aprovar o plano de atividades e assegurar a elaboração do respetivo relatório;
Controlar e avaliar a execução do plano de atividades, a concretização dos objetivos definidos e a utilização dos recursos disponibilizados, relativamente aos ONC;
Propor, para aprovação, os regulamentos internos dos órgãos na sua dependência;
Assegurar a participação nos projetos de elaboração e alteração de atos legislativos e regulamentos administrativos sobre as matérias da sua competência;
Inspecionar as UEO subordinadas, no âmbito das suas competências;
Promover e participar em iniciativas de IDEI, na sua área de responsabilidade, em coordenação com os demais órgãos com competências naquele âmbito;
Exercer as competências que, nas áreas administrativa e financeira, lhe sejam delegadas.
2 - O Diretor da CCM dispõe de um gabinete para seu apoio direto.
3 - O Diretor da CCM é um oficial general, na situação de reserva, na direta dependência do CEMA.
Subsecção II — Órgãos de natureza cultural
Artigo 131.º — Aquário Vasco da Gama
1 - O AVG tem por missão assegurar a exposição e a manutenção de exemplares vivos em aquários, promover o conhecimento de ecossistemas aquáticos, conservar as coleções oceanográficas e desenvolver atividades de investigação no domínio da fauna e da flora aquáticas.
2 - Ao AVG compete:
Assegurar a conservação de espécimes aquáticos na sua exposição, para fomentar o interesse na preservação do património natural;
Promover, apoiar e realizar ações de investigação no domínio da biologia marinha e da história natural;
Recolher espécimes vivos com os meios que lhe estiverem atribuídos;
Conservar as coleções de história natural, incluindo a Coleção Oceanográfica D. Carlos I e todo o seu acervo associado, bem como as que sejam entregues a título permanente ou temporário;
Promover e executar as ações necessárias ao desenvolvimento de conhecimentos e técnicas, nos domínios da museologia das ciências naturais e da taxidermia;
Colaborar com outras instituições ligadas à aquariologia, centros de investigação e museus de história natural, estabelecendo parcerias para valorização dos conhecimentos conjuntos e das suas coleções;
Desenvolver atividades que contribuem para a sensibilização e divulgação do aquário junto do público, incluindo ações de âmbito educativo, de forma a promover o conhecimento das áreas da sua responsabilidade;
Contribuir para a sensibilização de um futuro sustentável através de atividades e parcerias com estabelecimentos de ensino, associações culturais e outras entidades no âmbito da biologia aquática;
Organizar e realizar estágios e outras ações de formação, destinados a pessoal militar ou civil, com vista ao desempenho de tarefas ou funções que interessem especificamente às atividades desenvolvidas pelo AVG ou à Marinha em geral, em articulação com a DF e sob a sua orientação técnico-pedagógica.
3 - (Revogado.)
4 - (Revogado.)
Artigo 132.º — Banda da Armada
1 - A BA tem por missão assegurar a participação no cerimonial militar da Marinha, no protocolo de Estado e em atividades de caráter cultural, no âmbito da música, na Marinha e na sociedade civil.
2 - À BA compete:
Assegurar o enquadramento musical de atos militares, designadamente juramentos de bandeira, guardas de honra e desfiles;
Assegurar a participação em atos que promovam a imagem da Marinha;
Assegurar a representação da Marinha em concertos, cerimónias e festivais militares, de âmbito nacional ou internacional;
Assegurar a execução de concertos ou outras intervenções musicais de caráter recreativo, em organismos militares ou civis;
Colaborar com a EF na formação, no âmbito musical;
Proporcionar estágios curriculares, em articulação com a DF, a estabelecimentos de ensino e outras entidades no âmbito da música e artes performativas.
3 - O apoio logístico à BA é assegurado pela UAICM.
4 - (Revogado.)
5 - (Revogado.)
Artigo 133.º — Biblioteca Central da Marinha
1 - A BCM tem por missão assegurar o tratamento e conservação do património bibliográfico e arquivístico de natureza histórica da Marinha, contribuindo para o estudo e investigação de temas relativos à Marinha e ao mar.
2 - À BCM compete:
Assegurar a guarda, conservação e restauro do património bibliográfico e arquivístico de natureza histórica da Marinha;
Fixar e difundir normas de natureza especializada, no âmbito da autoridade técnica exercida na área de Biblioteca;
Contribuir para a definição da doutrina e do normativo técnico nas áreas de arquivística e de documentação na Marinha;
Assegurar o tratamento dos seus fundos bibliográficos e documentais, produzindo instrumentos de descrição normalizados;
Promover a substituição de suporte, de fundos bibliográficos e documentais, ou de partes deles, quando julgado necessário, designadamente através de microfilmagem ou digitalização e supervisionar a sua execução, tendo em vista a preservação e salvaguarda dos originais;
Definir as condições gerais e especiais da comunicação do património bibliográfico e arquivístico sob sua responsabilidade;
Assegurar a valorização do património bibliográfico através da aquisição de obras que valorizem os fundos bibliográficos e documentais e lhes deem continuidade;
Salvaguardar, valorizar e divulgar o património arquivístico da Marinha sob sua responsabilidade, enquanto fundamento da memória coletiva e individual, e ainda como fonte de investigação científica;
Promover a incorporação, quer a título definitivo, quer a título de depósito, de outros fundos documentais, ou documentos isolados, provenientes de entidades públicas ou privadas, que tenham interesse histórico para a Marinha;
Prestar serviços de apoio à leitura e à investigação sobre temas relativos à Marinha e ao mar, através de consulta presencial ou à distância;
Promover a cooperação com instituições culturais e educativas externas à Marinha;
Promover, nas áreas de biblioteca e arquivo histórico, a coordenação entre as diversas bibliotecas da Marinha e a cooperação com o CDIACM, no âmbito da autoridade técnica exercida nas áreas de arquivística e documentação.
3 - (Revogado.)
4 - (Revogado.)
Artigo 134.º — Museu de Marinha
1 - O MM tem por missão assegurar a conservação e exposição dos objetos de valor histórico, artístico e documental do património da Marinha, ou confiados à sua guarda, que constituam documentos do passado marítimo dos portugueses e dos seus contributos para a história nacional e universal.
2 - Ao MM compete:
Executar, no aplicável, as funções museológicas estabelecidas pela legislação específica dos museus portugueses, designadamente o estudo e investigação, incorporação, inventário e documentação, conservação, segurança, interpretação e exposição e educação;
Fixar e difundir normas de natureza especializada, no âmbito da autoridade técnica exercida na área da museologia;
Promover e desenvolver ações de investigação documental histórica e científica;
Desenvolver planos de atividades didáticas e culturais;
Manter atualizada a sua exposição permanente, em consonância com a sua missão e de acordo com as boas práticas museológicas;
Promover ações de divulgação cultural, através da organização e realização de exposições temáticas temporárias e conferências que evoquem figuras e factos com interesse histórico, associados às atividades no mar, ou que possam contribuir para a divulgação e prestígio da Marinha;
Cooperar com museus congéneres e outros organismos culturais, nacionais e estrangeiros, na realização de exposições e atividades de caráter temporário com temáticas de relevo, que contribuam para evocar e enaltecer a tradição marítima portuguesa;
Assegurar a organização e manutenção do registo geral das peças de interesse histórico existentes em todas as UEO da Marinha e do respetivo estado de conservação, enquanto órgão com autoridade técnica na área de museologia;
Organizar e realizar estágios destinados a pessoal militar ou civil, com vista ao desempenho de funções ou execução de tarefas que interessem especificamente às atividades desenvolvidas pelo MM ou à Marinha em geral, em articulação com a DF e sob a sua orientação técnico-pedagógica;
Desenvolver atividades que contribuem para a sensibilização e divulgação do museu junto do público, incluindo ações de âmbito educativo, de forma a promover o conhecimento das áreas da sua responsabilidade.
3 - O MM integra polos museológicos definidos por despacho do CEMA.
4 - (Revogado.)
5 - (Revogado.)
Artigo 135.º — Planetário de Marinha
1 - O PM tem por missão assegurar a promoção do interesse pela astronomia, através da divulgação dos conhecimentos científicos relativos ao Universo, junto do público em geral e da comunidade escolar em particular.
2 - Ao PM compete:
Assegurar a realização de sessões sobre a astronomia e o Universo, englobando o mundo natural e as ciências da terra e da vida, no âmbito da programação normal e, ainda, de sessões especiais sobre outros temas, nomeadamente, espetáculos de planetário e outras manifestações culturais para o público em geral e grupos escolares;
Promover a realização de outras atividades, nomeadamente, palestras por individualidades convidadas, exposições temporárias na galeria, oficinas de astronomia e observações astronómicas;
Cooperar, sempre que possível, em iniciativas no âmbito da sua área científica e cultural, promovidas por outras entidades;
Desenvolver atividades que contribuam para a sensibilização e divulgação do PM junto do público, incluindo ações de âmbito educativo, de forma a promover o conhecimento das áreas da sua responsabilidade;
Organizar e realizar estágios e outras ações de formação, destinados a pessoal militar ou civil, com vista ao desempenho de tarefas ou funções que interessem especificamente às atividades desenvolvidas pelo PM ou à Marinha em geral, em articulação com a DF e sob a sua orientação técnico-pedagógica.
3 - Na dependência do PM funciona o Observatório Astronómico Comandante Conceição Silva, ao qual compete realizar observações astronómicas, que podem ser conduzidas por pessoal de instituições externas, ao abrigo de acordos de parceria.
4 - (Revogado.)
5 - (Revogado.)
Artigo 136.º — Revista da Armada
1 - A RA tem por missão assegurar a edição e a publicação da revista oficial da Marinha.
2 - (Revogado.)
3 - (Revogado.)
Artigo 137.º — Academia de Marinha
1 - É aprovado, em anexo II ao presente decreto regulamentar, que dele faz parte integrante, o Estatuto da Academia de Marinha (AM).
2 - O regulamento interno da AM é aprovado pela Assembleia dos Académicos, promulgado pelo Presidente da AM e homologado por despacho do CEMA.
Capítulo IX — Elementos da componente operacional do sistema de forças
Artigo 138.º — Natureza e composição
1 - Os elementos da componente operacional do sistema de forças são as forças e os meios da Marinha destinados ao cumprimento das missões de natureza operacional.
2 - Constituem elementos da componente operacional do sistema de forças, as seguintes forças e meios da Marinha:
O CCF;
As forças;
As unidades e destacamentos operacionais;
Os centros da componente operacional do sistema de forças.
Artigo 139.º — Comando do Corpo de Fuzileiros
1 - O CCF tem por missão, relativamente às forças e unidades de fuzileiros e a outras que lhe sejam atribuídas:
Aprontar e apoiar logística e administrativamente;
Conduzir o treino e a avaliação;
Assegurar a gestão das qualificações operacionais.
2 - Ao CCF compete o emprego das forças e unidades de fuzileiros e de outras que lhe sejam atribuídas para:
Assegurar a execução das atividades operacionais no âmbito da defesa local dos portos e outras instalações, do serviço de polícia naval e da representação da Marinha de natureza protocolar;
Cooperar na execução de ações de intervenção em plataformas fixas, navios e embarcações nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, visando a segurança de passageiros, tripulantes e navios, contra atos ilícitos de natureza criminosa.
3 - Ao CCF compete ainda a geração e o aprontamento das forças e unidades de fuzileiros.
4 - O CCF compreende:
O Comandante do Corpo de Fuzileiros;
Os departamentos;
Os órgãos de apoio.
5 - Encontram-se na direta dependência do Comandante do Corpo de Fuzileiros as seguintes unidades:
A EF;
A BF;
As forças e unidades de fuzileiros atribuídas.
6 - O CCF, a EF, a BF e as forças e unidades de fuzileiros constituem o Corpo de Fuzileiros.
7 - O Comandante do Corpo de Fuzileiros é um comodoro, na direta dependência do Comandante Naval.
8 - O Comandante do Corpo de Fuzileiros é coadjuvado e substituído, nas suas ausências, faltas e impedimentos, pelo 2.º Comandante do Corpo de Fuzileiros.
Artigo 140.º — Forças, unidades e destacamentos operacionais
1 - As forças e unidades operacionais são elementos da componente operacional do sistema de forças.
2 - As forças são constituídas por um comandante, um estado-maior e por unidades operacionais prontas, agrupadas sob as ordens de um mesmo comandante, e compreendem as forças navais e as forças de fuzileiros.
3 - São unidades operacionais, as unidades navais, as unidades de fuzileiros e as unidades de mergulhadores.
4 - Podem ainda ser constituídos destacamentos operacionais, compostos por militares da Marinha sob as ordens de um mesmo comandante, para realizar missões, tarefas e ações que não se enquadrem no âmbito das unidades operacionais.
5 - Encontra-se estabelecida em permanência uma força tarefa, designada por Força Naval Portuguesa, com o respetivo comandante e estado-maior e com unidades operacionais atribuídas, à qual podem ser agregadas outras unidades consoante a missão.
6 - A estrutura e competências das forças e unidades operacionais são definidas por despacho do CEMA.
7 - As designações comuns das unidades navais e que permitem identificar os seus diferentes tipos são fixadas por portaria do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional, mediante proposta do CEMA.
8 - O aumento e abate das unidades navais ao efetivo dos navios de guerra da Marinha são estabelecidos por portaria do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional.
Artigo 141.º — Centros da componente operacional do sistema de forças
1 - Os centros da componente operacional do sistema de forças encontram-se na dependência do Comandante Naval e são:
Os centros e postos de comando;
Os centros de apoio às operações.
2 - Os centros e postos de comando têm por missão apoiar o exercício do comando e controlo das forças e unidades e assegurar a coordenação com entidades exteriores à Marinha.
3 - Os centros de apoio às operações têm por missão assegurar as comunicações entre os comandos e as forças e unidades em operações, e apoiar a gestão da informação e do conhecimento, no âmbito da superioridade de informação e de decisão.
4 - No âmbito da dependência funcional e técnica a que estão sujeitos, nos termos do n.º 6 do artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 185/2014, de 29 de dezembro, os centros de apoio às operações são objeto de coordenação e apoio em matéria de edificação e manutenção das infraestruturas de base tecnológica na área das comunicações e das tecnologias da informação.
5 - O Centro de Comunicações, de Dados e de Cifra da Marinha constitui-se como autoridade técnica da Marinha para a criptografia.
Capítulo X — Órgãos regulados por legislação própria
Artigo 142.º — Órgãos regulados por legislação própria
A Marinha compreende os seguintes órgãos, regulados por legislação própria:
O Instituto Hidrográfico;
O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo.
Capítulo XI — Comissão de Direito Marítimo Internacional
Artigo 143.º — Natureza
A Comissão de Direito Marítimo Internacional (CDMI) é um órgão colegial, de natureza consultiva, que funciona na direta dependência do CEMA.
Artigo 144.º — Missão
À CDMI tem por missão estudar e emitir parecer sobre questões relativas ao direito marítimo internacional, ao direito do mar e ao direito comercial marítimo.
Artigo 145.º — Competências
À CDMI compete estudar e emitir parecer sobre as matérias conexas aos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional e alto-mar, aos seus usos e às atividades aí exercidas, designadamente no âmbito do direito internacional, do direito do mar e do direito comercial marítimo.
Artigo 146.º — Composição e funcionamento
1 - A CDMI funciona na dependência direta do CEMA e é constituída por:
Um presidente, jurista de reconhecido mérito;
Um vice-presidente, oficial general da Marinha;
Três licenciados em Direito, de reconhecido mérito nas matérias referidas no artigo anterior;
Dois representantes da Marinha, preferencialmente licenciados em Direito.
2 - A CDMI pode ainda integrar, a convite do presidente, personalidades de reconhecido mérito nas matérias objeto de determinado estudo ou parecer.
3 - O presidente, o vice-presidente e os três licenciados em Direito de reconhecido mérito são nomeados por despacho do Ministro da Defesa Nacional, sob proposta do CEMA, sendo os dois representantes da Marinha nomeados pelo CEMA.
4 - O apoio administrativo à CDMI é prestado pelo Gabinete do CEMA.
5 - O regimento da CDMI é aprovado por despacho do CEMA, mediante proposta do presidente da CDMI.
Artigo 147.º — Pareceres
1 - Os pareceres da CDMI são emitidos por determinação do CEMA, sendo por si homologados.
2 - Os membros do Governo podem solicitar ao CEMA pareceres nas matérias do âmbito do artigo 145.º, podendo os mesmos ser homologados pelo Ministro da Defesa Nacional, a solicitação do requerente.
3 - Os pareceres da CDMI, homologados, com interesse doutrinal, são publicados na 2.ª série do Diário da República, por determinação do Ministro da Defesa Nacional, sob proposta do CEMA.
Artigo 148.º — Remunerações
Os membros da CDMI referidos na alínea a) do n.º 2 do artigo 146.º recebem senhas de presença de montante a fixar por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da defesa nacional, atualizáveis cada ano de acordo com a atualização das remunerações dos trabalhadores em funções públicas.
Artigo 149.º — Apoio administrativo
O apoio administrativo à CDMI é prestado pelo Gabinete do CEMA.
Artigo 150.º — Regulamento interno da CDMI
O regulamento interno da CDMI é aprovado por despacho do CEMA, mediante proposta do Presidente da CDMI.
Capítulo XII — Disposições complementares e transitórias
Artigo 151.º — Norma complementar
As JMM podem pronunciar-se sobre a aptidão física e psíquica relativamente a outro pessoal militarizado, nos termos das orientações definidas por despacho do CEMA.
Artigo 152.º — Norma transitória
1 - O Depósito POL NATO de Lisboa fica na dependência direta do Diretor de Abastecimento até à revogação do Despacho n.º 156/MDN/93, de 23 de setembro, por ato que defina a nova dependência, o qual deve ser aprovado no prazo de 120 dias, a contar da data da entrada em vigor do presente decreto regulamentar.
2 - Os atuais titulares dos cargos de direção e administração da Academia de Marinha mantêm-se em exercício de funções, até ao termo dos respetivos mandatos.
Artigo 153.º — Organização interna
A organização interna das UEO é definida nos respetivos regulamentos internos, a aprovar por despacho do CEMA.
Artigo 154.º — Cooperação institucional
Cada um dos órgãos e serviços previstos no presente decreto regulamentar coopera e colabora com todos os serviços, organismos e órgãos do MDN, cujas atribuições e competências estejam relacionadas com a sua área de intervenção.
Artigo 155.º — Norma revogatória
São revogados:
O Decreto Regulamentar n.º 20/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 21/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 22/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 23/94, de 1 de setembro
O Decreto Regulamentar n.º 24/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 26/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 27/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 28/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 29/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 32/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 33/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 35/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 36/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 39/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 40/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 41/94, de 1 de setembro;
O Decreto Regulamentar n.º 67/94, de 23 de novembro.
Artigo 156.º — Entrada em vigor
O presente decreto regulamentar entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
A consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por eventuais incorreções resultantes da transcrição do original para este formato.
Este texto é publicado ao abrigo das condições de reutilização do próprio DRE, não ao abrigo de uma licença Legalize nem de domínio público.
DRE
Acesso universal e gratuito ao Diário da República, nos termos do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 83/2016, de 16 de dezembro, que abrange a impressão, o arquivo, a pesquisa e o livre acesso ao conteúdo dos atos publicados, em formatos eletrónicos de acesso aberto; e do regime de dados abertos da Lei n.º 68/2021, de 26 de agosto. A edição eletrónica é a que faz fé (eli:legal_value = official).