Portaria n.º 480/2025/1 — Procede à quarta alteração à Portaria n.º 247/2022, de 27 de setembro, que aprova os protocolos de distinção…
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Procede à quarta alteração à Portaria n.º 247/2022, de 27 de setembro, que aprova os protocolos de distinção, homogeneidade e estabilidade (DHE), as condições mínimas para os exames de variedades vegetais e os regulamentos técnicos a que se refere o Decreto-Lei n.º 42/2017, de 6 de abril, na sua redação atual.
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Espécies e categorias | Faculdade germinativa mínima (% de sementes puras) | Pureza específica mínima (% em peso) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) | Teor máximo, em número, de sementes de outras espécies de plantas, incluindo as sementes vermelhas de Oryza sativa, numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro iv (total por coluna) |
| Espécies e categorias | Faculdade germinativa mínima (% de sementes puras) | Pureza específica mínima (% em peso) | Outras espécies de plantas (a) | Sementes vermelhas de Oryza sativa | Outras espécies de cereais | Espécies de outras plantas diferentes de cereais | Avena fatua, Avena sterilis, Lolium temulentum | Raphanus raphanistrum e Agrostemma githago | Panicum spp. |
| 1 - Avena sativa, Avena strigosa, Hordeum vulgare, Triticum aestivum subsp. aestivum, Triticum turgidum subsp. durum, Triticum aestivum subsp. spelta: | |||||||||
| 1.1 - Pré-base e base | 85 | 99 | 4 | – | 1 (b) | 3 | 0 (c) | 1 | – |
| 1.2 - Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração | 85 (d) | 98 | 10 | – | 7 | 7 | 0 (c) | 3 | – |
| 2 - Avena nuda: | |||||||||
| 2.1 - Pré-base e base | 75 | 99 | 4 | – | 1 (b) | 3 | 0 (c) | 1 | – |
| 2.2 - Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração | 75 (d) | 98 | 10 | – | 7 | 7 | 0 (c) | 3 | – |
| 3 - Oryza sativa: | |||||||||
| 3.1 - Pré-base e base | 80 | 98 | 4 | 1 | – | – | – | – | 1 |
| 3.2 - Certificadas de 1.ª geração | 80 | 98 | 10 | 3 | – | – | – | – | 3 |
| 3.3 - Certificadas de 2.ª geração | 80 | 98 | 15 | 5 | – | – | – | – | 3 |
| 4 - Secale cereale: | |||||||||
| 4.1 - Pré-base e base | 85 | 98 | 4 | – | 1 (b) | 3 | 0 (c) | 1 | – |
| 4.2 - Certificadas | 85 | 98 | 10 | – | 7 | 7 | 0 (c) | 3 | – |
| 5 - Phalaris canariensis: | |||||||||
| 5.1 - Pré-base e base | 75 | 98 | 4 | – | 1 (b) | – | 0 (c) | – | – |
| 5.2 - Certificadas | 75 | 98 | 10 | – | 5 | – | 0 (c) | – | – |
| 6 - Sorghum spp. | 80 | 98 | 0 | – | – | – | – | – | – |
| 7 - xTriticosecale: | |||||||||
| 7.1 - Pré-base e base | 80 | 98 | 4 | – | 1 (b) | 3 | 0 (c) | 1 | – |
| 7.2 - Certificadas de 1.ª e de 2.ª geração | 80 | 98 | 10 | – | 7 | 7 | 0 (c) | 3 | – |
| 8 - Zea mays | 90 | 98 | 0 | – | – | – | – | – | – |
(a) O teor máximo de sementes referidas na coluna 4 abrange também as sementes das espécies referidas nas colunas 5 a 10.
(b) Uma segunda semente não se considera impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso estiver isenta de sementes de outras espécies de cereais.
(c) A presença de uma semente de Avena fatua, Avena sterilis ou Lolium temulentum numa amostra com o peso fixado não será considerada impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso estiver isenta de sementes dessas espécies.
(d) No caso das variedades de Hordeum vulgare (cevada nua), a faculdade germinativa mínima é reduzida para 75 % de sementes puras. A etiqueta oficial deve conter a menção «Faculdade germinativa mínima de 75 %».
4 - O peso dos lotes e das amostras para as determinações laboratoriais deve obedecer ao disposto no quadro seguinte:
QUADRO IV
Peso máximo dos lotes e peso mínimo das amostras
| 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|
| Espécies | Peso máximo de um lote (t) | Peso mínimo de uma amostra a tirar do lote (g) | Peso da amostra para determinação dos parâmetros referidos nas cols. 4 a 10 do quadro iii e na col. 2 do quadro ii (ga). |
| 1 - Avena nuda, A. sativa, A. strigosa, Hordeum vulgare, Triticum aestivum subsp. aestivum, T. turgidum subsp. durum, T. aestivum subsp. spelta, Secale cereale e xTriticosecale | 30 | 1 000 | 500 |
| 2 - Phalaris canariensis | 10 | 400 | 200 |
| 3 - Oryza sativa | 30 | 500 | 500 |
| 4 - Sorghum bicolor (L.) Moench subsp. bicolor | 30 | 900 | 900 |
| 5 - Sorghum bicolor (L.) Moench subsp. drummondii (Steud.) de Wet ex Davidse | 10 | 250 | 900 |
| 6 - Híbrídos de Sorghum bicolor (L.) Moench subsp. bicolor x Sorghum bicolor (L.) Moench subsp. drummondii (Steud.) de Wet ex Davidse | 30 | 300 | 300 |
| 7 - Zea mays, semente base de linhas puras | 40 | 250 | 250 |
| 8 - Zea mays, semente base, à exceção de linhas puras, semente certificada | 40 | 1 000 | 1 000 |
Nota. - O peso máximo do lote apenas pode ser excedido em 5 %.
5 - Condições especiais no que respeita a presença de Avena fatua:
O certificado oficial mencionado no n.º 9 do artigo 38.º só pode ser emitido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), se forem cumpridas, para o lote de semente em causa, as seguintes condições:
Se durante as inspeções oficiais de campo se verificar que a cultura está isenta de Avena fatua e se uma amostra de pelo menos 1 kg, retirada do lote, se apresentar isenta de Avena fatua quando sujeita a um exame oficial; ou
Se quando sujeita a um exame oficial, uma amostra de pelo menos 3 kg, retirada do lote, estiver isenta de Avena fatua.
ANEXO IV
[a que se referem a alínea b) do n.º 2 do artigo 23.º, o n.º 1 do artigo 24.º, a alínea a) do n.º 1 e a alínea b) do n.º 2 do artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 42/2017, de 6 de abril, na sua redação atual]
REGULAMENTO TÉCNICO DA PRODUÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE SEMENTES DE ESPÉCIES FORRAGEIRAS
PARTE A — ESPÉCIES ABRANGIDAS E CATEGORIAS DE SEMENTE
1 - O presente regulamento técnico (RT) aplica-se à produção e certificação de sementes de espécies forrageiras a admitir à comercialização, das variedades e ecótipos pertencentes aos géneros, espécies e subespécies seguintes:
1.1 - Espécies UE:
| 1 | 2 |
|---|---|
| Nomes científicos | Nomes vulgares |
| A) Poaceae (Gramineae): | |
| 1 - (x) Agrostis canina L. | Agrostis. |
| 2 - (x) Agrostis capillaris L.; (A. tenuis) Sibth | Agrostis-comum. |
| 3 - (x) Agrostis gigantea Roth | Agrostis-gigante. |
| 4 - (x) Agrostis stolonifera L. | Agrostis-branco. |
| 5 - (x) Alopecurus pratensis L. | Rabo-de-raposa. |
| 6 - (x) Arrhenatherum elatius (L.) P. Beauv. ex. J. Presl & C. Presl | Balanquinho. |
| 7 - (x) Bromus catharticus Vahl. | Azevém-aveia. |
| 8 - (x) Bromus sitchensis Trin. | Bromo. |
| 9 - Cynodon dactylon (L.) Pers. | Grama-americana. |
| 10 - (x) Dactylis glomerata L. | Panasco. |
| 11 - (x) Festuca arundinacea Schreber. | Festuca-alta. |
| 12 - Festuca filiformis Pourr. | Festuca-de-folha-fina. |
| 13 - (x) Festuca pratensis Huds. | Festuca-dos-prados. |
| 14 - (x) Festuca rubra L. | Festuca-vermelha. |
| 15 - Festuca trachyphylla (Hack.) Hack. | Festuca-de-casca-dura. |
| 16 - (x) Festuca ovina L. | Festuca-ovina. |
| 17 - (x) xFestulolium Aseh. & Graebn. | Híbridos resultantes do cruzamento de uma espécie do género Festuca com uma espécie do género Lolium. |
| 18 - (x) Lolium multiflorum Lam. | Azevém-anual (incluindo azevém Westerwold). |
| 19 - (x) Lolium perenne L. | Azevém-perene. |
| 20 - (x) Lolium x hybridum Hausskn. | Azevém-híbrido. |
| 21 - Phalaris aquatica L. | Planta de Harding. |
| 22 - (x) Phleum nodosum L. | Fléolo-pequeno. |
| 23 - (x) Phleum pratense L. | Rabo-de-gato. |
| 24 - Poa annua L. | Poa-anual. |
| 25 - (x) Poa nemoralis L. | Poa-dos-bosques. |
| 26 - (x) Poa palustris L. | Poa-dos-pântanos. |
| 27 - (x) Poa pratensis L. | Poa-dos-prados. |
| 28 - (x) Poa trivialis L. | Poa-comum. |
| 29 - (x) Trisetum flavescens (L.) P. Beauv. | Aveia-dourada. |
| B) Fabaceae (Leguminosae): | |
| 1 - Galega orientalis Lam. | Galega-forrageira. |
| 2 - Hedysarum coronarium L. | Sula. |
| 3 - (x) Lotus corniculatus L. | Cornichão. |
| 4 - (x) Lupinus albus L. | Tremoço-branco. |
| 5 - (x) Lupinus angustifolius L. | Tremoço-de-folha-estreita. |
| 6 - (x) Lupinus luteus L. | Tremocilha. |
| 7 - (x) Medicago lupulina L. | Luzerna-lupulina. |
| 8 - (x) Medicago sativa L. | Luzerna. |
| 9 - (x) Medicago × varia T. Martyn. | Luzerna-híbrida. |
| 10 - Onobrychis viciifolia Scop. | Sanfeno. |
| 11 - (x) Pisum sativum L. | Ervilha-forrageira. |
| 12 - (x) Trifolium alexandrinum L. | Bersim. |
| 13 - (x) Trifolium hybridum L. | Trevo-híbrido. |
| 14 - (x) Trifolium incarnatum L. | Trevo-encarnado. |
| 15 - (x) Trifolium pratense L. | Trevo-violeta. |
| 16 - (x) Trifolium repens L. | Trevo-branco. |
| 17 - (x) Trifolium resupinatum L. | Trevo-da-pérsia. |
| 18 - Trigonella foenum graecum L. | Fenacho. |
| 19 - (x) Vicia faba L. | Faveta. |
| 20 - Vicia pannonica Crantz. | Ervilhaca-da-panónia. |
| 21 - (x) Vicia sativa L. | Ervilhaca-vulgar. |
| 22 - (x) Vicia villosa Roth. | Ervilhaca-de-cachos-roxos. |
| 23 - Biserrula pelecinus L. | Bisserula. |
| 24 - Lathyrus cicera L. | Chícharo-bravo/chícharo-miúdo. |
| 25 - Medicago doliata Carmign. | Luzerna-doliata. |
| 26 - Medicago italica (Mill.) Fiori. | Luzerna-de-flor-achatada. |
| 27 - Medicago littoralis Rhode ex Loisel. | Luzerna-do-litoral. |
| 28 - Medicago murex Willd. | Luzerna-murex. |
| 29 - Medicago polymorpha L. | Carrapiço. |
| 30 - Medicago rugosa Desr. | Luzerna-rugosa. |
| 31 - Medicago scutellata (L.) Mill. | Luzerna-escudelada. |
| 32 - Medicago truncatula Gaertn. | Luzerna-de-barril. |
| 33 - Ornithopus compressus L. | Serradela-brava. |
| 34 - Ornithopus sativus Brot. | Serradela. |
| 35 - Trifolium fragiferum L. | Trevo-morango. |
| 36 - Trifolium glanduliferum Boiss. | Trevo-glandulífero. |
| 37 - Trifolium hirtum All. | Trevo-rosa. |
| 38 - Trifolium isthmocarpum Brot. | Trevo-istmocarpo. |
| 39 - Trifolium michelianum Savi. | Trevo-balansa. |
| 40 - Trifolium squarrosum L. | Trevo-squarroso. |
| 41 - Trifolium subterraneum L. | Trevo-subterrâneo. |
| 42 - Trifolium vesiculosum Savi. | Trevo-vesiculoso. |
| 43 - Vicia benghalensis L. | Ervilhaca-vermelha. |
| C) Espécies de outras famílias: | |
| 1 - (x) Brassica napus L. var. napobrassica (L) Rchb. | Rutabaga. |
| 2 - (x) Brassica oleracea L. convar. acephala (DC.) Alef. var. Medullosa Thell + var. viridis L. | Couve-forrageira. |
| 3 - (x) Phacelia tanacetifolia Berth. | Facélia. |
| 4 - Raphanus sativus L. var. oleiformis Pers. | Rabanete-oleaginoso. |
| 5 - Plantago lanceolata L. | Língua-de-ovelha. |
1.2 - Outras espécies:
| 1 | 2 |
|---|---|
| Nomes científicos | Nomes vulgares |
| A) Poaceae (Gramineae): | |
| 1 - Eragrostis curvula (Schrader) Nees. | Eragroste. |
| B) Fabaceae (Leguminosae): | |
| 1 - Cicer arietinum L. | Grão-de-bico (variedades forrageiras). |
| 2 - Lathyrus clymenum L. | Cizirão-de-torres. |
| 3 - Lathyrus ochrus (L.) DC. | Ervilhaca-dos-campos. |
| 4 - Lotus uliginosus Schkuhr. | Erva-coelheira. |
| 5 - Lotus tenuis Waldst. & Kit. ex Willd. | Cornichão-folha-estreita. |
| 6 - Melilotus officinalis Lam. | Meliloto. |
| 7 - Melilotus segetalis (Brot.) Ser. | Anafa. |
| 8 - Vicia ervilia L. | Gero. |
| 9 - Lathyrus sativus L. | Chícharo |
| C) Espécies de outras famílias: | |
| 1 - (Revogado.) |
2 - São admitidas à produção as seguintes categorias de semente:
Semente pré-base;
Semente base;
Semente certificada;
Semente certificada de 1.ª e 2.ª gerações: para as espécies UE apenas são admitidas às categorias de 1.ª e 2.ª gerações as espécies de Lupinus spp., Pisum sativum, Vicia spp. e Medicago sativa;
Semente comercial, sendo que a esta categoria não são admitidos lotes de sementes das espécies identificadas com (x) nos números anteriores.
3 - Para as espécies Trifolium subterrraneum, Medicago littoralis, M. polymorpha, M. rugosa, M. scutellata, M. tornata e M. truncatula, em virtude da sua capacidade de autossementeira, cujas sementes possuem períodos de dormência variáveis, e tendo em conta que pode ser difícil identificar a geração da semente produzida, pelo que nestas situações a semente obtida resulta de mistura de gerações, os lotes assim resultantes devem ser identificados por etiqueta de cor vermelha, na qual é impresso em vez da categoria a menção «Mistura de Gerações», devendo a semente obedecer aos requisitos estabelecidos para a categoria certificada.
PARTE B — CONDIÇÕES A SATISFAZER PELAS CULTURAS
1 - Origem da semente:
O agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspetor de campo da origem da semente usada na sementeira dos campos de multiplicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas.
2 - Podem ser admitidos à multiplicação, desde que previamente autorizados pela DGAV, os campos de produção nas seguintes condições:
Os campos de multiplicação de sementes de espécies de Vicia spp., Lathyrus spp. e Pisum sativum que simultaneamente tenham sido cultivados em consociação com outra espécie de fácil separação mecânica, destinadas a servir de tutor à espécie em multiplicação;
Por várias campanhas agrícolas, os campos de multiplicação de sementes de variedades de espécies vivazes, desde que anualmente sejam inscritos, submetidos a um controlo oficial e cumpram integralmente o presente RT, sendo que para as variedades híbridas destas espécies, a admissão à produção só é autorizada para duas campanhas agrícolas sucessivas.
3 - Nos campos de multiplicação admitidos à produção, e a pedido do produtor de sementes, desde que previamente autorizado pela DGAV, após concordância do obtentor da variedade, é permitido que:
Seja feita a exploração para a obtenção da forragem antes da colheita de sementes;
Seja, nas espécies Lolium multiflorum e Lolium x hybridum, realizada uma segunda colheita de semente da mesma campanha agrícola, sendo a segunda colheita de semente da categoria Certificada, quando efetuada em campos de produção de semente base.
4 - Antecedente cultural:
Não é permitido que as parcelas de terreno admitidas à produção de semente tenham sido cultivadas para produção de semente ou outra finalidade, em cultura extreme ou consociada, com espécies cujas sementes sejam difíceis de eliminar na semente a produzir, para gramíneas nos dois últimos anos e para leguminosas nos três últimos anos.
É permitido que as parcelas admitidas à produção de semente sejam cultivadas em anos sucessivos, para a produção de semente, desde que com a mesma variedade, a mesma categoria ou categorias cujas exigências sejam iguais ou inferiores, sendo que a pureza varietal deverá ser mantida em níveis satisfatórios.
QUADRO I
Espécies antecedentes interditas
| 1 | 2 |
|---|---|
| Espécie a multiplicar | Espécie antecedente interdita |
| 1 - Lolium spp., Festuca spp. e Dactylis glomerata | Lolium spp., Festuca spp. e Dactylis glomerata. |
| 2 - Phleum pratense | Phleum pratense. |
| 3 - Lotus spp., Medicago spp., Melilotus spp. e Trifolium spp. | Lotus spp., Medicago spp., Melilotus spp. e Trifolium spp. |
| 4 - Pisum sativum, Vicia spp. e Lathyrus spp. | Pisum sativum, Vicia spp. e Lathyrus spp. |
5 - Isolamento:
5.1 - Os campos de multiplicação de semente devem ser isolados da contaminação por pólen estranho, em particular para o caso de Lolium spp. de fontes de pólen de variedades do mesmo género, de acordo com o disposto quadro seguinte, a DGAV pode aceitar que estas distâncias podem não ser observadas caso exista proteção adequada contra fontes indesejáveis de pólen.
QUADRO II
Distâncias de isolamento
| 1 | < 2 ha | > 2 ha | < 2 ha | > 2 ha |
|---|---|---|---|---|
| Espécie | Semente pré-base e base - Campos com área: | Semente pré-base e base - Campos com área: | Outras categorias - Campos com área: | Outras categorias - Campos com área: |
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
| 1 - Todas as espécies, exceto de Brassica spp., Phacelia tanacetifolia, Poa pratensis (variedades apomíticas), Pisum sativum e Vicia spp. | 200 m | 100 m | 100 m | 50 m |
| 2 - Brassica spp. e Phacelia tanacetifolia | 400 m | 400 m | 200 m | 200 m |
| 3 - Vicia spp. | 50 m | 50 m | 10 m | 10 m |
| 4 - Pisum sativum | 10 m | 10 m | 4 m | 4 m |
5.2 - Para o Cicer arietinum as distâncias de isolamento são as seguintes:
Semente pré-base: 30 m;
Semente base: 10 m.
Semente certificada: 4 m.
5.3 - No caso de a cultura não se destinar a posteriores multiplicações, podem ser usadas distâncias de isolamento mais reduzidas do que as referidas no quadro ii, sendo que nestes casos deve ser indicado na etiqueta desses lotes a menção «Multiplicação não autorizada».
5.4 - Para as espécies alogâmicas, no caso em que um campo de produção de semente base e um campo de produção de semente certificada de 1.ª geração da mesma variedade sejam vizinhos, o isolamento mínimo exigido é o previsto para a semente certificada.
5.5 - Os campos de multiplicação de variedades apomíticas autogâmicas devem ser isolados de outros campos por barreiras permanentes ou um espaço suficiente que previna a mistura mecânica durante a colheita.
6 - Os campos muito acamados ou contendo infestantes em número excessivo que inviabilizem a correta inspeção de campo devem ser reprovados.
7 - Organismos nocivos:
Os campos muito infestados com Cuscuta são reprovados.
A cultura deve estar praticamente isenta de quaisquer pragas que reduzam a utilidade e a qualidade das sementes.
A cultura deve também cumprir os requisitos relativos às pragas de quarentena da União, às pragas de quarentena de zonas protegidas e às RNQP estabelecidas nos atos de execução adotados nos termos do Regulamento (UE) n.º 2016/2031, bem como as medidas adotadas nos termos do n.º 1 do artigo 30.º, do mesmo regulamento.
A presença de RNQP na cultura e respetivas categorias deve cumprir os seguintes requisitos, indicados no quadro seguinte:
QUADRO II-A
| RNQP ou sintomas causados por RNQP | Vegetais para plantação (género ou espécie) | Limiares para a produção de sementes de pré-base | Limiares para a produção de sementes de base | Limiares para a produção de sementes certificadas |
|---|---|---|---|---|
| Clavibacter michiganensis ssp. insidiosus (McCulloch 1925) Davis et al. [CORBIN]. | Medicago sativa L. | 0 % | 0 % | 0 % |
| Ditylenchus dipsaci (Kuehn) Filipjev [DITYDI]. | Medicago sativa L. | 0 % | 0 % | 0 % |
8 - Inspeções de campo:
As inspeções de campo a realizar são no número mínimo e nas épocas a seguir definidas:
Gramíneas: uma inspeção no início do espigamento;
Leguminosas: uma inspeção à floração.
9 - Pureza varietal:
9.1 - Os limites máximos de outras variedades da mesma espécie ou fora do tipo admitidas nos campos de multiplicação são os indicados no quadro seguinte:
QUADRO III
Limites máximos de presença de outras variedades da mesma espécie ou fora do tipo
| 1 | 2 | 3 |
|---|---|---|
| Espécies | Número total de plantas/ área amostragem | Número total de plantas/ área amostragem |
| Espécies | Semente base | Semente certificada |
| 1 - Poa pratensis, exceto variedades apomíticas | 1/20 m2 | 4/10 m2 |
| 2 - Poa pratensis (variedades apomíticas) | 1/20 m2 | 6/10 m2 |
| 3 - Todas as gramíneas, exceto Poa pratensis | 1/30 m2 | 1/10 m2 |
| 4 - Brassica spp. e todas as leguminosas, exceto Pisum sativum, Vicia faba | 1/30 m2 | 1/10 m2 |
9.2 - No caso de variedades de Pisum sativum e Vicia faba, os limites máximos de plantas de outras variedades ou fora do tipo, admitidas nos campos de multiplicação, são os seguintes:
Produção de semente pré-base e base: 0,3 %;
Produção de semente certificada de 1.ª geração: 1 %;
Produção de semente certificada de 2.ª geração: 2 %.
9.3 - Em relação à Poa pratensis, o número de plantas de cultura que, manifestamente, se reconheça que não estão em conformidade com a variedade não deve exceder:
Produção de semente pré-base e base: 1 por 20 m2;
Produção de semente certificada: 4 por 10 m2.
Todavia, para as variedades que são oficialmente classificadas como «variedades apomíticas monoclonadas» de acordo com os processos admitidos, é possível considerar como aceitáveis em relação às normas acima referidas nos campos de produção de sementes certificadas, um número que não exceda 6 por m2 de plantas reconhecidas como não conformes com a variedade.
9.4 - Para o Trifolium subterraneum e luzernas anuais a pureza varietal mínima deve ser:
Produção de semente pré-base e base: 99,5 %;
Produção de semente certificada se destinada a multiplicação: 98,0 %;
Produção de semente certificada: 95,0 %.
10 - Pureza específica:
A presença de plantas de outras espécies cujas sementes são difíceis de separar ou de identificar em laboratório não deve ultrapassar os seguintes limites:
10.1 - Todas as espécies de leguminosas e gramíneas, exceto Lolium:
Produção de semente pré-base e base: 1 por 30 m2;
Produção de semente certificada: 1 por 10 m2.
10.2 - Uma espécie de Lolium e xFestulolium em relação a outras espécies de Lolium e de xFestulolium:
Produção de semente pré-base e base: 1 por 50 m2;
Produção de semente certificada: 1 por 10 m2.
11 - Tendo em conta as verificações previstas nos n.os8 a 10, caso persistam dúvidas sobre a identidade varietal da semente, pode ainda ser decidido utilizar técnicas bioquímicas ou moleculares, em conformidade com métodos internacionalmente aceites.
PARTE C — CONTROLO DOS LOTES DE SEMENTE PRODUZIDA
1 - As sementes devem possuir suficiente identidade e pureza varietal, as quais devem ser prioritariamente avaliadas durante as inspeções de campo, em particular, a percentagem máxima de outras variedades da mesma espécie, ou de plantas fora do tipo, devem ser as seguintes:
Poa pratensis, variedades apomíticas monoclonadas, Brassica napus var. napobrassica, Brassica oleracea convar. acephala:
Semente pré-base e base: 0,3 %;
Semente certificada: 2 %.
Pisum sativum e Vicia faba:
Semente pré-base e base: 0,3 %;
Semente certificada de 1.ª geração: 1 %;
Semente certificada de 2.ª geração: 2 %.
2 - Organismos nocivos:
As sementes devem estar livres de insetos vivos e outros organismos nocivos suscetíveis de reduzirem o valor da semente e só podem estar presentes no mais baixo nível possível.
3 - Semente pré-base, base e certificada:
Para que sejam emitidos certificados relativos à semente certificada das categorias pré-base, base e certificada (todas as gerações) é indispensável que os lotes de sementes submetidos à certificação satisfaçam todas as prescrições regulamentares e as sementes tenham as características definidas nos quadros ie iiseguintes:
QUADRO I
Normas e tolerâncias para as categorias de semente certificada
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Espécies | Faculdade germinativa | Faculdade germinativa | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Pureza específica | Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Número máximo em sementes de outras espécies numa amostra de peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo |
| Espécies | Faculdade germinnativa mínima (% das sementes puras). | Teor máximo de sementes duras (% das sementes puras). | Semente pura (% do peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas (% em peso) | Avena fatua, Avena sterilis | Cuscuta spp. | Rumex spp. exceto Rumex acetosella e Rumex maritimus | Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo |
| Espécies | Faculdade germinnativa mínima (% das sementes puras). | Teor máximo de sementes duras (% das sementes puras). | Semente pura (% do peso) | Total | Uma única espécie | Elymus repens | Alopecurus myosuroides | Melilotus spp. | Raphanus raphanistrum | Sinapis arvensis | Avena fatua, Avena sterilis | Cuscuta spp. | Rumex spp. exceto Rumex acetosella e Rumex maritimus | Condições relativas ao teor de sementes de Lupinus spp. de outra cor e de sementes de tremoço amargo |
| A) Poaceae (Gramineae): | ||||||||||||||
| 1 - Agrostis canina | 75 (a) | – | 90 | 2,0 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 2 - Agrostis capillaris | 75 (a) | – | 90 | 2,0 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 3 - Agrostis gigantea | 80 (a) | – | 90 | 2,0 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 4 - Agrostis stolonifera | 75 (a) | – | 90 | 2,0 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 5 - Alopecurus pratensis | 70 (a) | – | 75 | 2,5 | 1,0 (f) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 6 - Arrhenatherum elatius | 75 (a) | – | 90 | 3,0 | 1,0 (f) | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 (g) | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 7 - Bromus catharticus | 75 (a) | – | 97 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 (g) | 0 (j) (k) | 10 (n) | – |
| 8 - Bromus sitchensis | 75 (a) | – | 97 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 (g) | 0 (j) (k) | 10 (n) | – |
| 9 - Cynodon dactylon | 70 (a) | – | 90 | 2,0 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 | – |
| 10 - Dactylis glomerata | 80 (a) | – | 90 | 1,5 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 11 - Eragrostis curvula | 70 | – | 97 | 0,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 (g) | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 12 - xFestulolium | 75 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 13 - Festuca arundinacea | 80 (a) | – | 95 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 14 - Festuca filiformis | 75 (a) | – | 85 | 2,0 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 15 - Festuca ovina | 75 (a) | – | 85 | 2,0 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 16 - Festuca pratensis | 80 (a) | – | 95 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 17 - Festuca rubra | 75 (a) | – | 90 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 18 - Festuca trachyphylla | 75 (a) | – | 85 | 2,0 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 19 - Lolium × hybridum | 75 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 20 - Lolium multiflorum | 75 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 21 - Lolium perenne | 80 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,5 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 22 - Phalaris aquatica | 75 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 | – |
| 23 - Phleum nodosum | 80 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (k) | 5 | – |
| 24 - Phleum pratense | 80 (a) | – | 96 | 1,5 | 1,0 | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (k) | 5 | – |
| 25 - Poa annua | 75 (a) | – | 85 | 2,0 (c) | 1,0 (c) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 5 (n) | – |
| 26 - Poa nemoralis | 75 (a) | – | 85 | 2,0 (c) | 1,0 (c) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 27 - Poa palustris | 75 (a) | – | 85 | 2,0 (c) | 1,0 (c) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 28 - Poa pratensis | 75 (a) | – | 85 | 2,0 (c) | 1,0 (c) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 29 - Poa trivialis | 75 (a) | – | 85 | 2,0 (c) | 1,0 (c) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| 30 - Trisetum flavescens | 70 (a) | – | 75 | 3,0 | 1,0 (f) | 0,3 | 0,3 | – | – | – | 0 (h) | 0 (j) (k) | 2 (n) | – |
| B) Fabaceae (Leguminosae): | ||||||||||||||
| 1 - Biserrula pelecinus | 70 (incluindo sementes duras) | – | 98 | 0,5 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 2 - Cicer arietinum | 80 | – | 98 | 0,5 | 0,3 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 | – |
| 3 - Galega orientalis | 60 (a) (b) | 40 | 97 | 2,0 | 1,5 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 (n) | – |
| 4 - Hedysarum coronarium | 75 (a) (b) | 30 | 95 | 2,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (k) | 5 | – |
| 5 - Lathyrus cicera | 80 | – | 95 | 1 | 0,5 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 20 | – |
| 6 - Lathyrus clymenum | 80 | – | 95 | 1 | 0,5 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 20 | – |
| 7 - Lathyrus ochrus | 80 | – | 95 | 1 | 0,5 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 20 | – |
| 8 - Lotus corniculatus | 75 (a) (b) | 40 | 95 | 1,8 (d) | 1,0 (d) | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 9 - Lotus tenuis | 75 | 40 | 97 | 0,5 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 10 - Lotus uliginosus | 75 | 40 | 97 | 0,5 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 11 - Lupinus albus | 80 (a) (b) | 20 | 98 | 0,5 (e) | 0,3 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | (o) (p) |
| 12 - Lupinus angustifolius | 75 (a) (b) | 20 | 98 | 0,5 (e) | 0,3 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | (o) (p) |
| 13 - Lupinus luteus | 80 (a) (b) | 20 | 98 | 0,5 (e) | 0,3 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | (o) (p) |
| 14 - Medicago ×varia | 80 (a) (b) | 40 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 15 - Medicago doliata | 70 | – | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j)(k) | 10 | – |
| 16 - Medicago italica | 70 (b) | 20 | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 17 - Medicago littoralis | 70 | – | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 18 - Medicago lupulina | 80 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 19 - Medicago murex | 70 (b) | 30 | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 20 - Medicago polymorpha | 70 (b) | 30 | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 21 - Medicago rugosa | 70 (b) | 20 | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 22 - Medicago sativa | 80 (a) (b) | 40 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 23 - Medicago scutellata | 70 | – | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 24 - Medicago truncatula | 70 | 20 | 98 | 2 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 25 - Melilotus officinalis | 80 | 40 | 97 | 1,5 | 1 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 26 - Melilotus segetalis | 75 | 40 | 95 | 1,5 | 1 | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 27 - Onobrychis viciifolia | 75 (a) (b) | 20 | 95 | 2,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (j) | 5 | – |
| 28 - Ornithopus compressus | 75 (r) | – | 90 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 29 - Ornithopus sativus | 75 (r) | – | 90 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 30 - Pisum sativum | 80 (a) | – | 98 | 0,5 | 0,3 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (j) | 5 (n) | – |
| 31 - Trifolium alexandrinum | 80 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 32 - Trifolium fragiferum | 70 | – | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 33 - Trifolium glanduliferum | 70 | 30 | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 34 - Trifolium hirtum | 70 | – | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 35 - Trifolium hybridum | 80 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 36 - Trifolium incarnatum | 75 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 37 - Trifolium michelianumbalansae | 75 (b) | 30 | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 38 - Trifolium pratense | 80 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 39 - Trifolium repens | 80 (a) (b) | 40 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 40 - Trifolium resupinatum | 80 (a) (b) | 20 | 97 | 1,5 | 1,0 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 41 - Trifolium squarrosum | 75 (b) | 20 | 97 | 1,5 | – | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (l) (m) | 10 | – |
| 42 - Trifolium subterraneum | 80 (b) | 40 | 97 | 0,5 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 43 - Trifolium vesiculosum | 70 | – | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 44 - Trigonella foenumgraecum | 80 (a) | – | 95 | 1,0 | 0,5 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (j) | 5 | – |
| 45 - Vicia benghalensis | 80 | 20 | 97(q) | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 46 - Vicia ervilia | 80 | – | 97 (q) | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 47 - Vicia faba | 80 (a) (b) | 5 | 98 | 0,5 | 0,3 | – | – | 0,3 | – | – | 0 | 0 (j) | 5 (n) | – |
| 48 - Vicia pannonica | 85 (a) (b) | 20 | 98 | 1,0 (e) | 0,5 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | – |
| 49 - Vicia sativa | 85 (a) (b) | 20 | 98 | 1,0 (e) | 0,5 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | – |
| 50 - Vicia villosa | 85 (a) (b) | 20 | 98 | 1,0 (e) | 0,5 (e) | – | – | 0,3 | – | – | 0 (i) | 0 (j) | 5 (n) | – |
| 51 - Trifolium isthmocarpum | 70 | – | 98 | 1 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 52 – Lathyrus sativus | 80 | - | 95 | 1 | 0,5 | - | - | 0,3 | - | - | 0 (i) | 0 (j) (k) | 20 | - |
| C) Espécies de outras famílias: | ||||||||||||||
| 1 - Brassica napus var. napobrassica | 80 (a) | – | 98 | 1,0 | 0,5 | – | – | – | 0,3 | 0,3 | 0 | 0 (j) (k) | 5 | – |
| 2 - Brassica oleracea convar. acephala (acephala var. medullosa + var. viridis). | 75 (a) | – | 98 | 1,0 | 0,5 | – | – | – | 0,3 | 0,3 | 0 (l) (m) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 3 - Phacelia tanacetifolia | 80 (a) | – | 96 | 1,0 | 0,5 | – | – | – | – | – | 0 | 0 (j) (k) | – | – |
| 4 - Plantago lanceolata | 75 | – | 85 | 1,5 | – | – | – | – | – | – | 0 (i) | 0 (j) (k) | 10 | – |
| 5 - Raphanus sativus var. oleiformis | 80 (a) | – | 97 | 1,0 | 0,5 | – | – | – | 0,3 | 0,3 | 0 | 0 (j) | 5 | – |
(a) As sementes frescas e sãs não germinadas depois de previamente tratadas são consideradas sementes germinadas.
(b) Até ao teor máximo indicado, as sementes duras são consideradas sementes suscetíveis de germinação.
(c) Um teor máximo total de 0,8 %, em peso, de sementes de outras espécies de Poa não é considerado impureza.
(d) Um teor máximo de 1 %, em peso, de sementes de Trifolium pratense não é considerado impureza.
(e) Um teor máximo total de 0,5 %, em peso, de sementes de Lupinus albus, Lupinus angustifolius, Lupinus luteus, Pisum sativum, Vicia faba, Vicia pannonica, Vicia sativa, Vicia villosa incluído noutra espécie correspondente não é considerado impureza.
(f) A percentagem máxima fixada, em peso, de sementes de uma só espécie não é aplicável às sementes de Poa spp.
(g) Um teor máximo total de duas sementes de Avena fatua e Avena sterilis numa amostra com o peso fixado não é considerado impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso não tiver sementes destas espécies.
(h) A presença de uma semente de Avena fatua e Avena sterilis numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra de peso igual ao dobro do fixado não contiver sementes destas espécies.
(i) A contagem das sementes de Avena fatua e Avena sterilis pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na coluna 12.
(j) A contagem das sementes de Cuscuta spp. pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na coluna 13.
(k) A presença de uma semente de Cuscuta spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com o mesmo peso não contiver sementes de Cuscuta spp.
(l) O peso da amostra para a contagem de sementes de Cuscuta spp. tem o dobro do peso fixado na coluna 4 do quadro iii para a espécie correspondente.
(m) A presença de uma semente de Cuscuta spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com um peso igual ao dobro do peso fixado não contiver sementes de Cuscuta spp.
(n) A contagem das sementes de Rumex spp. com exclusão de Rumex acetosella e Rumex maritimus pode ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na coluna 14.
(o) A percentagem em número de sementes de Lupinus spp. de outra cor não deverá ultrapassar 2 % para o tremoço amargo e 1 % para outros Lupinus spp. que não o tremoço amargo.
(p) A percentagem em número de sementes amargas nas variedades de Lupinus spp. não poderá ultrapassar 2,5 %.
(q) Um teor máximo de 6 % em peso de sementes de Vicia pannonica e Vicia villosa ou de espécies cultivadas semelhantes a uma outra espécie correspondente, não é considerado impureza.
(r) (Revogada.)
QUADRO II
Normas e tolerâncias para as sementes pré-base e base
(sem prejuízo das normas e tolerâncias indicadas no presente quadro, aplicam-se as normas e tolerâncias do quadro i)
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Espécie | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Teor máximo de sementes de outras espécies de plantas | Outras normas ou condições |
| Espécie | Total (% em peso) | Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Teor em número numa amostra do peso previsto na coluna 4 do quadro III (total por coluna) | Outras normas ou condições |
| Espécie | Total (% em peso) | Uma única espécie | Rumex spp. exceto Rumex acetosella e Rumex maritimus | Elymus repens | Alopecurus myosuroides | Melilotus spp. | Outras normas ou condições |
| A) Poaceae (Gramineae): | |||||||
| 1 - Agrostis canina | 0,3 | 20 | 1 | 1 | 1 | – | (j) |
| 2 - Agrostis capillaris | 0,3 | 20 | 1 | 1 | 1 | – | (j) |
| 3 - Agrostis gigantea | 0,3 | 20 | 1 | 1 | 1 | – | (j) |
| 4 - Agrostis stolonifera | 0,3 | 20 | 1 | 1 | 1 | – | (j) |
| 5 - Alopecurus pratensis | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 6 - Arrhenatherum elatius | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (i) (j) |
| 7 - Bromus catharticus | 0,4 | 20 | 5 | 5 | 5 | – | (j) |
| 8 - Bromus sitchensis | 0,4 | 20 | 5 | 5 | 5 | – | (j) |
| 9 - Cynodon dactylon | 0,3 | 20 (a) | 1 | 1 | 1 | – | (j) |
| 10 - Dactylis glomerata | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 11 - Eragrostis curvula | 0,3 | 20 | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 12 - xFestulolium | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 13 - Festuca arundinacea | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 14 - Festuca filiformis | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 15 - Festuca ovina | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 16 - Festuca pratensis | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 17 - Festuca rubra | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 18 - Festuca trachyphylla | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 19 - Lolium × hybridum | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 20 - Lolium multiflorum | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 21 - Lolium perenne | 0,3 | 20 (a) | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 22 - Phalaris aquatica | 0,3 | 20 | 2 | 5 | 5 | – | (j) |
| 23 - Phleum nodosum | 0,3 | 20 | 2 | 1 | 1 | – | (j) |
| 24 - Phleum pratense | 0,3 | 20 | 2 | 1 | 1 | – | (j) |
| 25 - Poa annua | 0,3 | 20 (b) | 1 | 1 | 1 | – | (f) (j) |
| 26 - Poa nemoralis | 0,3 | 20 (b) | 1 | 1 | 1 | – | (f) (j) |
| 27 - Poa palustris | 0,3 | 20 (b) | 1 | 1 | 1 | – | (f) (j) |
| 28 - Poa pratensis | 0,3 | 20 (b) | 1 | 1 | 1 | – | (f) (j) |
| 29 - Poa trivialis | 0,3 | 20 (b) | 1 | 1 | 1 | – | (f) (j) |
| 30 - Trisetum flavescens | 0,3 | 20 (c) | 1 | 1 | 1 | – | (i) (j) |
| B) Fabaceae (Leguminosae): | |||||||
| 1 - Biserrula pelecinus | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 2 - Cicer arietinum | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | – |
| 3 - Galega orientalis | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 4 - Hedysarum coronarium | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 5 - Lathyrus cicera | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (d) | – |
| 6 - Lathyrus clymenum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (d) | – |
| 7 - Lathyrus ochrus | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (d) | – |
| 8 - Lotus corniculatus | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (g) (j) |
| 9 - Lotus tenuis | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (g) (j) |
| 10 - Lotus uliginosus | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (g) (j) |
| 11 - Lupinus albus | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) (k) |
| 12 - Lupinus angustifolius | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) (k) |
| 13 - Lupinus luteus | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) (k) |
| 14 - Medicago ×varia | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 15 - Medicago doliata | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | – |
| 16 - Medicago italica | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | – |
| 17 - Medicago littoralis | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | – |
| 18 - Medicago lupulina | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 19 - Medicago murex | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | – |
| 20 - Medicago polymorpha | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 21 - Medicago rugosa | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 22 - Medicago sativa | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 23 - Medicago scutellata | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 24 - Medicago truncatula | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 25 - Melilotus officinalis | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 26 - Melilotus segetalis | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 27 - Onobrychis viciifolia | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | – |
| 28 - Ornithopus compressus | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 29 - Ornithopus sativus | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 30 - Pisum sativum | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | – |
| 31 - Trifolium alexandrinum | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 32 - Trifolium fragiferum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 33 - Trifolium glanduliferum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 34 - Trifolium hirtum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 35 - Trifolium hybridum | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 36 - Trifolium incarnatum | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 37 - Trifolium michelianum-balansae | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 38 - Trifolium pratense | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 39 - Trifolium repens | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 40 - Trifolium resupinatum | 0,3 | 20 | 3 | – | – | 0 (e) | (j) |
| 41 - Trifolium squarrosum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 42 - Trifolium subterraneum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | (j) |
| 43 - Trifolium vesiculosum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | (j) |
| 44 - Trigonella foenumgraecum | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | – |
| 45 - Vicia benghalensis | 0,3 | 20 | 5 | – | – | 0 (d) | – |
| 46 - Vicia faba | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | – |
| 47 - Vicia pannonica | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) |
| 48 - Vicia sativa | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) |
| 49 - Vicia villosa | 0,3 | 20 | 2 | – | – | 0 (d) | (h) |
| 50 - Vicia ervilia | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | – |
| 51 - Trifolium isthmocarpum | 0,3 | 20 | 5 | – | – | – | (j) |
| 52 – Lathyrus sativus | 0,3 | 20 | 5 | - | - | 0 (d) | - |
| C) Espécies de outras famílias: | |||||||
| 1 - Brassica napus var. napobrassica | 0,3 | 20 | 2 | – | – | – | (j) |
| 2 - Brassica oleracea convar. acephala (acephala var. medullosa + var. viridis) | 0,3 | 20 | – | – | – | – | (j) |
| 3 - Phacelia tanacetifolia | 0,3 | 20 | – | – | – | – | – |
| 4 - Plantago lanceolata | 0,3 | 20 | 3 | – | – | – | – |
| 5 - Raphanus sativus var. oleiformis | 0,3 | 20 | 2 | – | – | – | – |
(a) Um teor máximo total de 80 sementes de Poa spp. não é considerado impureza.
(b) A condição referida na coluna 3 não se aplica às sementes de Poa spp.; o teor máximo total de sementes de Poa spp. de uma espécie diferente da analisada não deve ultrapassar 1, numa amostra de 500 sementes.
(c) Um teor máximo total de 20 sementes de Poa spp. não é considerado impureza.
(d) A contagem de sementes de Melilotus spp. poderá ser dispensada, a não ser que haja dúvida sobre o cumprimento das normas fixadas na coluna 7.
(e) A presença de uma semente de Melilotus spp. numa amostra com o peso fixado não é considerada impureza se uma segunda amostra com o dobro do peso fixado não contiver sementes de Melilotus spp.
(f) Não se aplica a condição (c) referida no quadro i do presente RT.
(g) Não se aplica a condição (d) referida no quadro i do presente RT.
(h) Não se aplica a condição (e) referida no quadro i do presente RT.
(i) Não se aplica a condição (f) referida no quadro i do presente RT.
(j) Não se aplicam as condições (k) e (m) referidas no quadro i do presente RT.
(k) Nas variedades de Lupinus spp., a percentagem em número de sementes amargas não deverá ultrapassar 1 %.
4 - Semente comercial:
4.1 - Para as espécies admitidas à categoria semente comercial, aplicam-se as condições previstas no quadro i, sem prejuízo das normas e tolerâncias indicadas nas alíneas seguintes:
As percentagens em peso fixado para o teor máximo de sementes de outras espécies no que se refere ao total e a uma só espécie são aumentadas em 1 %;
Para a Poa annua, é admitido um teor máximo total de 10 % em peso de sementes de outras espécies de Poa;
Para espécies de Poa, à exceção da Poa annua, é admitido um teor máximo total de 3 % em peso de sementes de outras espécies de Poa;
Para o Hedysarum coronarium, é admitido um teor máximo total de 1 % em peso de sementes de espécies de Melilotus spp.;
A condição do quadro iprevista para o Lotus corniculatus não se aplica;
Para as espécies de Lupinus:
A pureza específica mínima é de 97 % do peso;
A percentagem em número de sementes de Lupinus de uma outra espécie não pode ultrapassar 4 para as variedades amargas e 2 para as variedades doces;
Para as espécies de Vicia pannonica, V. sativa e V. villosa a pureza específica mínima é de 97 % do peso;
Para Vicia spp., um teor máximo de 6 % em peso, de sementes de Vicia pannonica, V. villosa ou outras espécies cultivadas semelhantes numa outra espécies correspondentes não é considerado impureza;
Para as espécies de Lathyrus:
A pureza específica mínima é de 90 % do peso;
É admitido um teor máximo de 5 % em peso de sementes de espécies cultivadas aparentadas a uma outra espécie semelhante.
5 - O peso dos lotes e das amostras para as determinações laboratoriais devem obedecer ao disposto no quadro seguinte:
QUADRO III
Peso dos lotes e das amostras
| 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|
| Espécies | Peso máximo de um lote (t) | Peso mínimo de uma amostra a retirar de um lote (g) | Peso da amostra para as contagens nas colunas 12 a 14 do quadro I e colunas 3 a 7 do quadro II (g) |
| A) Poaceae (Gramineae): | |||
| 1 - Agrostis canina | 10 | 50 | 5 |
| 2 - Agrostis capillaris | 10 | 50 | 5 |
| 3 - Agrostis gigantea | 10 | 50 | 5 |
| 4 - Agrostis stolonifera | 10 | 50 | 5 |
| 5 - Alopecurus pratensis | 10 | 100 | 30 |
| 6 - Arrhenatherum elatius | 10 | 200 | 80 |
| 7 - Bromus catharticus | 10 | 200 | 200 |
| 8 - Bromus sitchensis | 10 | 200 | 200 |
| 9 - Cynodon dactylon | 10 | 50 | 5 |
| 10 - Dactylis glomerata | 10 | 100 | 30 |
| 11 - Festuca arundinacea | 10 | 100 | 50 |
| 12 - Festuca filiformis | 10 | 100 | 30 |
| 13 - Festuca ovina | 10 | 100 | 30 |
| 14 - Festuca pratensis | 10 | 100 | 50 |
| 15 - Festuca rubra | 10 | 100 | 30 |
| 16 - Festuca trachyphylla | 10 | 100 | 30 |
| 17 - xFestulolium | 10 | 200 | 60 |
| 18 - Lolium multiflorum | 10 | 200 | 60 |
| 19 - Lolium perenne | 10 | 200 | 60 |
| 20 - Lolium ×hybridum | 10 | 200 | 60 |
| 21 - Phalaris aquatica | 10 | 100 | 50 |
| 22 - Phleum nodosum | 10 | 50 | 10 |
| 23 - Phleum pratense | 10 | 50 | 10 |
| 24 - Poa annua | 10 | 50 | 10 |
| 25 - Poa nemoralis | 10 | 50 | 5 |
| 26 - Poa palustris | 10 | 50 | 5 |
| 27 - Poa pratensis | 10 | 50 | 5 |
| 28 - Poa trivialis | 10 | 50 | 5 |
| 29 - Eragrostis curvula | 10 | 25 | 10 |
| 30 - Trisetum flavescens | 10 | 50 | 5 |
| B) Fabaceae (Leguminosae): | |||
| 1 - Galega orientalis | 10 | 250 | 200 |
| 2 - Hedysarum coronarium: | |||
| 2.1 - Fruto | 10 | 1000 | 300 |
| 2.2 - Semente | 10 | 400 | 120 |
| 3 - Lotus corniculatus | 10 | 200 | 30 |
| 4 - Lupinus albus | 30 | 1000 | 1000 |
| 5 - Lupinus angustifolius | 30 | 1000 | 1000 |
| 6 - Lupinus luteus | 30 | 1000 | 1000 |
| 7 - Medicago lupulina | 10 | 300 | 50 |
| 8 - Medicago sativa | 10 | 300 | 50 |
| 9 - Medicago × varia | 10 | 300 | 50 |
| 10 - Onobrychis viciifolia: | |||
| 10.1 - Fruto | 10 | 600 | 600 |
| 10.2 - Semente | 10 | 400 | 400 |
| 11 - Pisum sativum | 30 | 1000 | 1000 |
| 12 - Trifolium alexandrinum | 10 | 400 | 60 |
| 13 - Trifolium hybridum | 10 | 200 | 20 |
| 14 - Trifolium incarnatum | 10 | 500 | 80 |
| 15 - Trifolium pratense | 10 | 300 | 50 |
| 16 - Trifolium repens | 10 | 200 | 20 |
| 17 - Trifolium resupinatum | 10 | 200 | 20 |
| 18 - Trigonella foenum-graecum | 10 | 500 | 450 |
| 19 - Vicia faba | 30 | 1000 | 1000 |
| 20 - Vicia pannonica | 30 | 1000 | 120 |
| 21 - Vicia sativa | 30 | 1000 | 1000 |
| 22 - Vicia villosa | 30 | 1000 | 1000 |
| 23 - Biserrula pelecinus | 10 | 30 | 3 |
| 24 - Cicer arietinum | 25 | 1000 | 1000 |
| 25 - Lathyrus cicera | 25 | 1000 | 140 |
| 26 - Lathyrus clymenum | 25 | 1000 | 140 |
| 27 - Lathyrus ochrus | 25 | 1000 | 140 |
| 28 - Lotus tenuis | 10 | 30 | 3 |
| 29 - Lotus uliginosus | 10 | 25 | 2 |
| 30 - Medicago doliata | 10 | 100 | 10 |
| 31 - Medicago italica | 10 | 100 | 10 |
| 32 - Medicago littoralis | 10 | 70 | 7 |
| 33 - Medicago murex | 10 | 50 | 5 |
| 34 - Medicago polymorpha | 10 | 70 | 7 |
| 35 - Medicago rugosa | 10 | 180 | 18 |
| 36 - Medicago scutellata | 10 | 400 | 40 |
| 37 - Medicago truncatula | 10 | 100 | 10 |
| 38 - Melilotus officinalis | 10 | 200 | 50 |
| 39 - Melilotus segetalis | 10 | 200 | 50 |
| 40 - Ornithopus compressus | 10 | 120 | 12 |
| 41 - Ornithopus sativus | 10 | 90 | 9 |
| 42 - Trifolium fragiferum | 10 | 40 | 4 |
| 43 - Trifolium glanduliferum | 10 | 20 | 2 |
| 44 - Trifolium hirtum | 10 | 70 | 7 |
| 45 - Trifolium michelianum | 10 | 25 | 2 |
| 46 - Trifolium squarrosum | 10 | 150 | 15 |
| 47 - Trifolium subterraneum | 10 | 250 | 25 |
| 48 - Trifolium vesiculosum | 10 | 100 | 3 |
| 49 - Vicia benghalensis | 20 | 1000 | 120 |
| 50 - Vicia ervilia | 30 | 1000 | 120 |
| 51 - Trifolium isthmocarpum | 10 | 100 | 3 |
| 52 – Lathyrus sativus | 25 | 1000 | 140 |
| C) Espécies de outras famílias: | |||
| 1 - Brassica napus var. napobrassica | 10 | 200 | 100 |
| 2 - Brassica oleracea convar. acephala | 10 | 200 | 100 |
| 3 - Phacelia tanacetifolia | 10 | 300 | 40 |
| 4 - Raphanus sativus var. oleiformis | 10 | 300 | 300 |
| 5 - Plantago lanceolata | 5 | 20 | 2 |
PARTE D — CERTIFICAÇÃO DE MISTURAS DE SEMENTES
1 - São admitidas a certificação e comercialização de sementes sob a forma de misturas de géneros, espécies ou variedades para uso forrageiro ou não forrageiro.
2 - É autorizada a certificação e comercialização de misturas, cujas embalagens devem ser identificadas com etiquetas oficiais de certificação de cor verde, cumprindo o disposto no anexo viiià presente portaria e de acordo com os requisitos seguintes:
Com etiquetas UE:
Se se destinarem a uso não forrageiro, as misturas podem conter sementes de espécies forrageiras, com exclusão de variedades em fase de inscrição, e sementes de espécies não forrageiras;
ii) Se se destinarem a uso forrageiro, as misturas podem conter sementes de espécies listadas nos anexos iii, iv, vie viià presente portaria como espécies UE, com exclusão de variedades de gramíneas inscritas com a indicação «uso não forrageiro» e de variedades em fase de inscrição.
Com etiquetas Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) - desde que as misturas contenham sementes de variedades pertencentes a espécies incluídas nos esquemas de certificação varietal da OCDE dos cereais, das espécies forrageiras e do trevo subterrâneo e espécies similares;
Com etiquetas nacionais: se as misturas se destinarem a uso forrageiro e a serem exclusivamente comercializadas em Portugal, podendo, neste caso, conter sementes de todas as espécies listadas nos anexos iiia vii à presente portaria, assim como sementes de outras espécies, que tenham sido autorizadas ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 41.º
3 - As misturas com composições especiais, referidas no n.º 4 do artigo 43.º, devem ser identificadas com etiquetas de produtor, as quais devem, no mínimo, indicar a data de preparação, a identificação do acondicionador de sementes e a menção «Misturas para uso especial».
4 - O peso máximo das embalagens de misturas de sementes que são compostas por sementes de dimensão inferior à do grão de trigo e por sementes de dimensão superior à do grão de trigo é de 40 kg.
5 - O peso máximo dos lotes de misturas é de 10 t, podendo ser excedido em 5 %.
6 - As embalagens, à exceção das misturas mencionadas no n.º 3, devem ser portadoras de etiquetas oficiais de cor verde, cumprindo o disposto no anexo viii à presente portaria.
PARTE E — ACONDICIONAMENTO EM PEQUENAS EMBALAGENS
1 - É autorizado o acondicionamento de semente em pequenas embalagens UE, de acordo com os seguintes requisitos:
Em «pequena embalagem UE A», ou seja, quando a embalagem contém uma mistura de sementes que não sejam destinadas a ser utilizadas como plantas forrageiras, com um peso líquido máximo de 2 kg, excluindo o peso de produtos fitofarmacêuticos granulados, substâncias de perolização ou outros aditivos sólidos;
Em «pequena embalagem UE B», ou seja, quando a embalagem contém sementes de espécies forrageiras da categoria base, certificada, comercial ou, desde que não se trate de pequenas embalagens de sementes UE A, uma mistura de sementes com peso líquido máximo de 10 kg, excluindo o peso de produtos fitofarmacêuticos granulados, substâncias de perolização ou outros aditivos sólidos.
2 - As etiquetas ou inscrições nas pequenas embalagens UE devem cumprir o disposto do anexo viiià presente portaria.
ANEXO V
[a que se referem a alínea c) do n.º 2 do artigo 23.º, o n.º 1 do artigo 24.º, a alínea a) do n.º 1 e a alínea b) do n.º 2 do artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 42/2017, de 6 de abril, na sua redação atual]
REGULAMENTO TÉCNICO DA PRODUÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE SEMENTES DE BETERRABAS
PARTE A — ESPÉCIES ABRANGIDAS E CATEGORIAS DE SEMENTE
1 - O presente regulamento técnico aplica-se à produção e certificação de sementes de beterrabas açucareiras e forrageiras da espécie Beta vulgaris L. a admitir à comercialização.
2 - São admitidas à produção as seguintes categorias de sementes:
Semente pré-base;
Semente base;
Semente certificada.
3 - São ainda consideradas as seguintes classificações de sementes:
Semente monogérmica: as sementes geneticamente monogérmicas;
Sementes de precisão: as sementes destinadas aos semeadores mecânicos de precisão e que originam uma única plântula.
PARTE B — CONDIÇÕES A SATISFAZER PELAS CULTURAS
1 - Origem da semente:
O agricultor multiplicador deve fazer prova junto do inspetor de campo da origem da semente usada na sementeira dos campos de multiplicação, devendo para o efeito conservar as etiquetas oficiais de certificação que constavam nas embalagens das sementes usadas.
2 - Antecedente cultural:
As parcelas de terreno a utilizar na produção de sementes não devem ter sido cultivadas com plantas do género Beta durante os quatro anos antecedentes e estar isentas de plantas do género considerado.
3 - Quanto ao isolamento, os campos de multiplicação de sementes devem cumprir as distâncias mínimas das fontes da polinização vizinhas constantes do quadro iseguinte.
3.1 - As distâncias indicadas podem não ser respeitadas quando exista proteção suficiente contra qualquer polinização estranha indesejável.
3.2 - Não é necessário qualquer isolamento entre culturas que utilizem o mesmo polinizador, desde que seja garantida a separação mecânica da produção obtida.
3.3 - Caso se desconheça a ploidia dos componentes, é exigida uma distância mínima de isolamento de 600 m.
QUADRO I
Distâncias de isolamento
| 1 | 2 |
|---|---|
| Espécie | Distância mínima (metros) |
| 1 - Para a produção de semente base: | |
| 1.1 - De qualquer agente de polinização do género Beta | 1000 |
| 2 - Para a produção de semente da categoria Certificada: | |
| 2.1 - De qualquer agente de polinização do género Beta, não incluído infra | 1000 |
| 2.2 - O polinizador pretendido ou um dos polinizadores pretendidos sendo diploide, de agentes polinizadores tetraploides da beterraba | 600 |
| 2.3 - O polinizador pretendido sendo exclusivamente tetraploide, de agentes polinizadores diploides do género Beta | 600 |
| 2.4 - De agentes de polinização do género Beta cuja ploidia não é conhecida | 600 |
| 2.5 - O polinizador pretendido ou um dos polinizadores pretendidos sendo diploide, de agentes de polinização diploides do género Beta | 300 |
| 2.6 - O polinizador pretendido sendo exclusivamente tetraploide, de agentes polinizadores tetraploides do género Beta | 300 |
| 2.7 - Entre dois campos de produção de sementes do género Beta em que a esterilização masculina não é utilizada | 300 |
4 - Inspeção de campo:
Os campos de produção de sementes são inspecionados ao longo do ciclo cultural, pelo menos duas vezes, uma das quais incidindo sobre as plantas jovens e a outra à floração.
5 - O estado cultural deve permitir o controlo suficiente da identidade e pureza da variedade.
6 - Pureza varietal:
Na determinação da pureza varietal o limite máximo de plantas fora de tipo é de 2 %, sendo consideradas como plantas fora de tipo as plantas pertencentes a uma outra espécie ou subespécie, os híbridos naturais com uma outra subespécie e as plantas manifestamente diferentes da variedade.
7 - Tendo em conta as verificações previstas nos n.os4 a 6, caso persistam dúvidas sobre a identidade varietal da semente, pode ainda ser decidido utilizar técnicas bioquímicas ou moleculares, em conformidade com métodos internacionalmente aceites.
PARTE C — CONTROLO DOS LOTES DE SEMENTE PRODUZIDA
1 - O peso máximo do lote a certificar é de 20 t, podendo este peso ser excedido em 5 %, ou ser composto pelo máximo de 10 000 unidades.
2 - O peso mínimo da amostra é de 500 g.
3 - Para que sejam emitidas etiquetas de certificação relativas à semente pré-base, base e certificada é indispensável que os lotes submetidos à certificação satisfaçam todas as prescrições regulamentares e as sementes tenham as características constantes do seguinte quadro:
QUADRO I
Normas e tolerâncias admitidas para todas as categorias de semente
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo de semente | Semente pura (% de peso) | Germinação mínima (% de sementes puras ou de glomérulos) | Germinação mínima (% de sementes puras ou de glomérulos) | Monogermia (% mínima em número) (a) | Monogermia (% mínima em número) (a) | Sementes de outras espécies (% máxima em peso) | Teor em água (% de peso) | Teor máximo de matéria inerte (% em peso) (b) | Teor máximo de matéria inerte (% em peso) (b) |
| Tipo de semente | Semente pura (% de peso) | Beterraba forrageira | Beterraba açucareira | Beterraba forrageira | Beterraba açucareira | Sementes de outras espécies (% máxima em peso) | Teor em água (% de peso) | Base | Certificada |
| 1 - Monogérmicas. | 97 | 73 | 80 | 90 | 90 | 0,3 | 15 | 1,0 | 0,5 |
| 2 - Precisão | 97 | 73 | 75 | 63 | 70 | 0,3 | 15 | 1,0 | 0,5 |
| 3 - Precisão com mais de 85 % de diploides | 97 | 73 | 75 | 58 | 70 | 0,3 | 15 | 1,0 | 0,5 |
| 4 - Plurigérmicas com mais de 85 % de diploides | 97 | 73 | 73 | – | – | 0,3 | 15 | – | – |
| 5 - Outras sementes | 97 | 68 | 68 | – | – | 0,3 | 15 | – | – |
(a) O número de glomérulos que originam 3 plântulas ou mais não deve ultrapassar 5 % dos glomérulos germinados.
(b) No que respeita às sementes revestidas, estas normas devem ser controladas antes de o revestimento ser efetuado, sem prejuízo do exame oficial da semente pura mínima das sementes revestidas.
4 - As sementes de beterraba não podem ser introduzidas em zonas reconhecidas como «indémicas de rizomania», a menos que a percentagem em peso da matéria inerte não ultrapasse 0,5 %.
5 - A presença de organismos nocivos que reduzam o valor de utilização das sementes é tolerada no limite mais baixo possível.
PARTE D — ACONDICIONAMENTO EM PEQUENAS EMBALAGENS
1 - É autorizado o acondicionamento de semente em pequenas embalagens UE, de acordo com os seguintes requisitos:
Pequenas embalagens UE de sementes monogérmicas ou de precisão, que não excedem os 100 000 glomérulos ou grãos, ou um peso líquido de 2,5 kg, com exclusão, se for o caso, dos produtos fitofarmacêuticos granulados, das substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos;
Pequenas embalagens UE de sementes que não sejam monogérmicas ou de precisão, que não excedem um peso líquido de 10 kg, com exclusão, se for o caso, dos produtos fitofarmacêuticos granulados, das substâncias de revestimento ou de outros aditivos sólidos.
2 - As etiquetas ou inscrições nas pequenas embalagens UE devem cumprir o disposto no anexo viiià presente portaria.
ANEXO VI
[a que se referem a alínea d) do n.º 2 do artigo 23.º, o n.º 1 do artigo 24.º, a alínea a) do n.º 1 e a alínea b) do n.º 2 do artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 42/2017, de 6 de abril, na sua redação atual]
REGULAMENTO TÉCNICO DA PRODUÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE SEMENTES DE ESPÉCIES HORTÍCOLAS
PARTE A — ESPÉCIES ABRANGIDAS E CATEGORIAS DE SEMENTE
1 - O presente regulamento técnico aplica-se à produção e certificação de sementes de espécies hortícolas a admitir à comercialização, das variedades pertencentes aos géneros e espécies seguintes:
1.1 - Lista de espécies UE:
| 1 | 2 |
|---|---|
| Nomes científicos | Nomes vulgares |
| 1 - Allium cepa L.: | |
| 1.1 - Grupo cepa | Cebola; «Echalion». |
| 1.2 - Grupo aggregatum | Chalota. |
| 2 - Allium fistulosum L. | Cebolinha-comum. |
| 3 - Allium porrum L. | Alho-porro. |
| 4 - Allium sativum L. | Alho. |
| 5 - Allium schoenoprasum L. | Cebolinho. |
| 6 - Anthriscus cerefolium (L.) Hoffm. | Cerefólio. |
| 7 - Apium graveolens L.: | |
| 7.1 - Grupo aipo | Aipo. |
| 7.2 - Grupo aipo-rábano | Aipo-rábano. |
| 8 - Asparagus officinalis L. | Espargo. |
| 9 - Beta vulgaris L. | |
| 9.1 - Grupo beterraba-vermelha | Beterraba, incluindo «Cheltenham beet». |
| 9.2 - Grupo acelga | Acelga. |
| 10 - Brassica oleracea L. | |
| 10.1 - Grupo couve-de-folhas | |
| 10.2 - Grupo couve-flor | |
| 10.3 - Grupo capitata | Couve-roxa e couve-repolho. |
| 10.4 - Grupo couve-de-bruxelas. | |
| 10.5 - Grupo couve-rábano. | |
| 10.6 - Grupo couve-lombarda | |
| 10.7 - Grupo couve-brócolo | Tipo calabrese e tipo couve-brócolo. |
| 10.8 - Grupo couve-palmeira | |
| 10.9 - Grupo tronchuda | Couve-portuguesa. |
| 11 - Brassica rapa L. | |
| 11.1 - Grupo couve-chinesa | |
| 11.2 - Grupo nabo | |
| 12 - Capsicum annuum L. | Pimento. |
| 13 - Cichorium endivia L. | Chicória-frisada; Escarola. |
| 14 - Cichorium intybus L. | |
| 14.1 - Grupo chicória «Witloof». | |
| 14.2 - Grupo chicória de folhas | Chicória com folhas largas ou chicória italiana. |
| 14.3 - Grupo chicória industrial | |
| 15 - Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. et Nakai | Melancia |
| 16 - Cucumis melo L. | Melão. |
| 17 - Cucumis sativus L. | |
| 17.1 - Grupo pepino | |
| 17.2 - Grupo pepininho | |
| 18 - Cucurbita maxima Duchesne | Abóbora-menina. |
| 19 - Cucurbita pepo L. | Abóbora-porqueira; Aboborinha. |
| 20 - Cynara cardunculus L. | |
| 20.1 - Grupo alcachofra | |
| 20.2 - Grupo cardo | |
| 21 - Daucus carota L. | Cenoura; Cenoura forrageira. |
| 22 - Foeniculum vulgare Mill | Funcho. |
| 22.1 - Grupo Azoricum | |
| 23 - Lactuca sativa L. | Alface. |
| 24 - Solanum lycopersicum L. | Tomate. |
| 25 - Petroselinum crispum (Mill.) Nyman ex A. W. Hill | Salsa. |
| 25.1 - Grupo salsa-de-folhas | |
| 25.2 - Grupo salsa-de-raiz-grossa | |
| 26 - Phaseolus coccineus L. | Feijão-escarlate. |
| 27 - Phaseolus vulgaris L. | |
| 27.1 - Grupo feijão-rasteiro | |
| 27.2 - Grupo feijão-de-trepar | |
| 28 - Pisum sativum L. (partim) | |
| 28.1 - Grupo ervilha-lisa | |
| 28.2 - Grupo ervilha-rugosa | |
| 28.3 - Grupo ervilha-torta. | |
| 29 - Raphanus sativus L. | |
| 29.1 - Grupo rabanete | |
| 29.2 - Grupo rábano | |
| 30 - Rheum rhabarbarum L. | Ruibarbo. |
| 31 - Scorzonera hispanica L. | Escorcioneira. |
| 32 - Solanum melongena L. | Beringela. |
| 33 - Spinacea oleracea L. | Espinafre. |
| 34 - Valerianella locusta (L.) Laterr. | Alface-de-cordeiro. |
| 35 - Vicia faba L. (partim) | Fava. |
| 36 - Zea mays L. (partim) | |
| 36.1 - Grupo milho-doce | |
| 36.2 - Grupo milho-pipoca | |
| 37 - Todos os híbridos das espécies e grupos referidos nos números anteriores |
1.2 - Outras espécies:
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