Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026 — Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| CAR. Comunicação Ambiental e de Risco |
| Designação |
| Comunicação Ambiental e de Risco em Fogos Rurais. Comunicação com os órgãos de comunicação social em situações operacionais e de emergência relativa a, perigo e risco, fogos de gestão, a cenários potenciais, a piores cenários |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na articulação com as populações, nomeadamente através dos órgãos de comunicação social (OCS), sejam capazes de: estabelecer protocolos de comunicação de crise; implementar planos de comunicação; promover colaboração entre entidades e agências que assegurem processos e canais de comunicação; assegurar e informar acerca de situações operacionais e de emergência, de comportamentos a adotar, das situações cenários potenciais, de pior cenário. de fogos de gestão; e de identificar, propor e implementar oportunidades de melhoria |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Saber redigir e preparar informações e apresentações públicas. |
| Conhecer e utilizar o potencial da comunicação nas várias fases da cadeia de processos, seus mecanismos de ativação |
| Conhecer as diferentes fases do ciclo de vida da comunicação de risco identificando a tipologia das mensagens a comunicar |
| Identificar dentro de cada fase da gestão de risco as mensagens chave para levar à ação do público, antecipando as necessidades de formação |
| Ajustar o plano de comunicação às especificidades de cada público-alvo (necessidades, perceções, motivações) |
| Ter capacidade para comunicar ao público e para OCS de forma clara e precisa |
| Saber preparar conferências de Imprensa e outros eventos relacionadas com os OCS |
| Desenvolver protocolos de comunicação de crise e gabinetes de comunicação de crise |
| Capacidade de formar e preparar porta-vozes |
| Capacidade de promover iniciativas de comunicação de proximidade de crise, ou seu potencial, antes, durante e pós evento. |
| Critérios de desempenho |
| Tem capacidade para recolher, tratar e preparar informação |
| Tem capacidade para preparação de comunicações de crise em vários formatos para vários públicos-alvo e OCS |
| Fazer o planeamento da comunicação para as diferentes fases da gestão de risco |
| Identificar os recursos e informação necessários para comunicar de forma eficiente |
| Tem capacidade de identificar o que deve ser comunicado e como deve ser, face aos objetivos. |
| Sabe gerir a comunicação e comunicar de forma adequada em situação de crise, efetiva ou potencial. |
| Tem capacidade de integração de negociação e de gestão de stress em situações de risco e de crise. |
| Tem resiliência, capacidade para gerir emoções em situações de stress, e empatia na comunicação |
| Condições de exercício |
| À distância, com recolha, tratamento e preparação da informação |
| Em antecipação. durante ou após eventos |
| Em teatro de operações |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| O que é a comunicação de risco: Objetivos, públicos, meios |
| O ciclo de vida da comunicação de risco: acompanha o seu congénere ciclo de gestão de risco |
| As entidades implicadas no ciclo da comunicação: qual o seu papel, responsabilidades e credibilidade |
| Fontes de informação e meios de disseminação: Entidades oficiais, população em geral, grupos de desinformação, etc. |
| Quais as perguntas que requerem informação rápida durante e após uma crise: quem; o quê; como; quando; onde; quanto; porquê. |
| Como traçar os diferentes perfis sociais para melhor desenhar as mensagens a comunicar |
| Linguagem corporal versus linguagem verbal: a necessidade de trabalhar a comunicação como um todo |
| Desenhar um plano de comunicação para futuras crises |
| Exercícios práticos |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 32 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| 8 |
| Trabalho independente (TI) |
| 7 |
| TOTAL |
| 47 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da comunicação e em particular da comunicação social, na gestão do risco e de catástrofes. |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comunicação de crise no âmbito dos incêndios rurais. |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da comunicação de crise. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comunicação de crise. |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF, CENJOR, Associação de Psicólogos. |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Brief Communication: The dark side of risk and crisis communication: legal conflicts and responsibility allocation (https://nhess.copernicus.org/articles/15/1449/2015/) |
| Comunicação de riscos em emergências de saúde pública (https://apps.who.int/iris/bitstream/hanDecreto-Leie/10665/259807/9789248550201-por.pdf) |
| Towards people-centred approaches for effective disaster risk management: Balancing rhetoric with reality (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212420915000084) |
| https://www.ics.uminho.pt/pt/Paginas/Guia-de-Comunicacao-de-Crise.aspx |
| https://training.fema.gov/hiedu/aemrc/courses/coursesunderdev/crisisandrisk.aspx |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| ENIR. Engenharia Natural associada aos Incêndios Rurais |
| Designação |
| Técnicas de intervenções de engenharia natural para minimização de impactes, estabilização e recuperação, no âmbito dos incêndios rurais. |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de intervenções no território para infraestruturação, prevenção, estabilização e recuperação de emergência no âmbito dos incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e aplicar as técnicas mais adequadas de engenharia natural e de boas práticas ambientais nas intervenções de gestão e de estabilização e recuperação de emergência para minimização de impactes ambientais: de proteção da erosão, estabilização e consolidação de encostas e margens; gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água; monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de melhoria contínua. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Princípios fundamentais para a construção, estabilização e recuperação de taludes, linhas de drenagem, linhas de água. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Rede Primária, Mosaicos de Gestão de Combustíveis, Rede Viária Fundamental. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Pontos de Água, linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar intervenções para compensação e minimização de impactes ambientais e de gestão de emergência pós-fogo, de proteção da erosão, estabilização, consolidação de encostas e margens, e gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água. |
| Critérios de desempenho |
| Conhece as técnicas de engenharia natural, os seus objetivos, materiais e técnicas de implementação. |
| Reconhecer as ferramentas e as técnicas de gestão de bacia hidrográfica assim como utilizar medições no âmbito da engenharia natural no pré e pós incêndio. |
| Identifica as situações em que devem ser previstas intervenções de engenharia natural na implementação de infraestruturas de apoio ao combate e nas intervenções preventivas de gestão de combustíveis, à escala da bacia hidrográfica, desde a simples melhoria até à reabilitação completa |
| Desenvolve o planeamento, organização e metodologia da recuperação das áreas degradadas |
| Conhece e utiliza as ferramentas para avaliação da severidade do fogo e identifica as situações com necessidade de intervenções urgentes de minimização de impactes ambientais. |
| Identifica e prioriza as situações (onde e quando), os materiais e as técnicas de engenharia natural que devem ser implementadas para minimização de impactes negativos. |
| Planeia, organiza e coordena intervenções de engenharia natural. |
| Condições de exercício |
| Identificação à distância de potenciais necessidades de intervenção de estabilização e recuperação ambiental de emergência, face à estimativa de severidade e impacte do fogo. |
| Identificação à distância de necessidades de intervenção com técnicas de engenharia natural para minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência |
| No terreno na avaliação das necessidades, e na programação, organização e implementação de medidas e de atividades de minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Identificação de necessidades de implementação de técnicas de engenharia natural para garantia de estabilidade e minimização de impactes ambientais. |
| Técnicas de engenharia natural, sua utilização potencial e materiais de intervenção. |
| Proteção da erosão e estabilização de infraestruturas, encostas, dunas e de áreas ardidas através de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural. |
| Caracterização Geomorfológica e Hidrológica de Bacias Hidrográficas. |
| A rede hidrográfica e a problemática dos incêndios. A importância do equilíbrio fluvial nos processos de erosão, transporte e deposição sedimentar. Escoamento em linhas de água (regime permanente uniforme). Conceitos de velocidade critica e declive uniforme. |
| Técnicas de Engenharia Natural para proteção e recuperação de linhas de água. Critérios de dimensionamento para açudes de pedra e madeira. Interações entre escoamentos superficiais e vegetação. Manutenção de vegetação ripária. Dimensionamento de canais naturais. Determinação de inclinações para regime uniforme e do n.º e altura de açudes de correção torrencial. Dimensionamento de açudes e de bacias de retenção. |
| Avaliação de severidade do fogo e das situações críticas de intervenção pós-emergência. |
| Projeto e implementação de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural nas intervenções preventivas e de pós emergência. |
| Execução de trabalhos práticos de engenharia natural. |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF (incluindo COTF) |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 42 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| 12 |
| Aulas tutoriais (OT) |
| 10 |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 64 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios durante as aulas e exercício prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Experiência comprovada na investigação e ensino nas áreas do impacte do fogo e da engenharia natural |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino na área do planeamento e intervenções com recursos a técnicas de engenharia natural. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino superior, ou operacional, na mitigação de impactes ambientais com recurso a técnicas de engenharia natural. |
| Requisitos para a formação. Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Materiais para as aulas práticas: EPI (motosserra); ferramenta variada (enxadas, pás, tesouras de poda); motosserra, sementes de herbáceas; plantas com torrão; fardos de palha; postes de pinheiro tratados (0,12 x 4 m); varas de ferro (0,08 x 15 cm). |
| Escavadora compacta Bobcat E45 ou equivalente (8 horas de disponibilidade). |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia sobre: |
| Aguiar, F. (2004). Vegetação ripícola em sistemas fluviais mediterrânicos. Influência dos ecossistemas envolventes. Tese de Doutoramento em Engenharia Florestal. ISA-UTL. Lisboa. |
| Aspetos críticos e medidas de estabilização de infraestruturas (rede viária, pontos de água, postos de vigia) e intervenções preventivas (gestão de combustíveis) de apoio ao combate a incêndios rurais. |
| Cardoso, A. (1998). Hidráulica Fluvial. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. |
| Chason, H. (2004). Hydraulics of open channel flow: an introduction.Elsevier. Oxford. |
| FISRWG. (1998). Stream Corridor Restoration: Principles, Processes and Practies. Federal Interagency Stream Restoration Working Group. EUA |
| Identificação de situações críticas e medidas de estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais. |
| Intervenções de engenharia natural para estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais. |
| Intervenções de engenharia natural para minimização de impacte e fragilidades nas infraestruturas e intervenções preventivas de incêndios rurais. |
| Knighton, D. (1989). Fluvial forms and processes. Edward Arnold.Londres. |
| Lencastre, A. (1991). Hidráulica geral. Hidroprojecto. Lisboa |
| Lencastre, A., & Franco, F. (2006). Lições de Hidrologia -3.ª edição Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Almada. |
| Métodos e fontes de informação para determinação e identificação da severidade do fogo. |
| Moreira, I., & Duarte, M. (2002). Comunidades vegetais aquáticas e ribeirinhas. inMoreira, I., Ferreira, M., Cortes,R., Pinto,P., Almeida, P. Ecossistemas aquáticos e ribeirinhos(pp. 3.3-3.30). Instituto da Água. Lisboa. |
| Morisawa, M. (1985). Rivers: form and process.Longman. New York. |
| Pereira, A. (2001). Guia de Requalificação e Limpeza de Linhas de Água.INAG - Direcção de Serviços de Utilizações do Domínio Hídrico. Lisboa |
| Saraiva, M., Almodovar, M., Seixas, A., Cabral, L., & Gomes, J. (1998). Recomendações para protecção e estabilização de cursos de água. Ministério do Planeamento e Administração do Território -Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais, Direcção Geral dos Recursos Naturais.Lisboa |
| Selley, R. (1982). An introduction to Sedimentology.Academic PressLondres. |
| Teiga, P. (2003). Reabilitaçõa de Ribeiras em Zonas Edificadas. Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de mestre em Engenharia do Ambiente (Hidráulica e Recursos Hídricos). Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto. Porto |
| Venti, D., Bazzurro, F., Gibelli, G., Palmeri, F., Uffreduzzi, T., & Venanzoni, R. (2003). Manuale tecnico di Ingegneria Naturalistica della Provincia di Terni.Agenzia Umbria Ricerche.Terni. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| MMA. Metodologias de Monitorização e Avaliação |
| Designação |
| Métodos e processos de monitorização e avaliação de impactos e resultados de intervenções no âmbito dos incêndios rurais |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na monitorização, avaliação e melhoria contínua desenvolvam as competências necessárias para uma correta monitorização e avaliação de resultados da aplicação de estratégias, programas, ou intervenções, com recurso a metodologias e ferramentas mais adequadas de definição de objetivos e avaliação de resultados, e que sejam capazes de propor incrementos de melhoria dos fatores em análise. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Identificar objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e de impactos |
| Dominar e aplicar métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados |
| Identificar as funcionalidades de um sistema de gestão de bases de dados relacional |
| Saber explorar e utilizar as potencialidades de software na construção e gestão de bases de dados |
| Saber aplicar a estrutura do ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) para elaborar planos de ação de correção e de melhorias contínuas |
| Organizar e apresentar relatórios de monitorização, avaliação e propostas de melhoria |
| Critérios de desempenho |
| Identifica objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e impactos que contribuam para a melhoria contínua |
| Aplica métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados adequadas aos objetivos de monitorização e avaliação |
| Explora bases de dados relacionais e retira destas as informações e indicadores necessários |
| Utiliza e explora o potencial de softwares de construção e gestão de bases de dados |
| Aplica estrutura do ciclo PDCA e desenvolve propostas de correção e melhoria |
| Apresenta relatórios de monitorização, avaliação com propostas de correção e melhoria |
| Condições de exercício |
| Em gabinete, para organização de processos, identificação, consulta, tratamento, análise de informação e produção de relatórios de monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria. |
| Em contexto real, durante as operações para recolha de informações de monitorização e avaliação |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Identificação de indicadores de monitorização e avaliação de desempenho |
| Ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) e sua análise na monitorização e avaliação de impactos no âmbito dos incêndios rurais |
| Desenho, gestão e exploração de base de dados com recurso a software |
| Métodos, instrumentos e técnicas de recolha e tratamento de bases de dados para obtenção de indicadores de monitorização e avaliação |
| Análise de indicadores e identificação de oportunidades de correção e de melhoria nos processos associados aos incêndios rurais |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação de processos de monitorização e avaliação |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante nas áreas da monitorização e avaliação de processos |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior, na área da monitorização e avaliação. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou aplicação de metodologias de monitorização e avaliação, preferencialmente aplicadas aos incêndios rurais. |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e bases de dados de incêndios rurais |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| PAC. Perfis Associados às Causas de incêndios rurais |
| Designação |
| Perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos associados às causas de incêndios rurais (incendiarismo, negligência), e sua relevância, para organização de ações dirigidas para públicos-alvo que contribuam para o seu enquadramento e mitigação |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, implementação e melhoria contínua, de programas e de campanhas de sensibilização, fiscalização, enquadramento e diminuição de ocorrências, sejam capazes, com base nos perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos identificados, de definir campanhas e ações dirigidas a públicos alvo para a diminuição de ocorrências causadas por incendiarismo e negligência. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Conhecer as caraterísticas socioeconómicas e culturais mais frequentemente associadas às causas negligentes de IR |
| Conhecer os perfis psicológicos mais frequentes associadas a causas intencionais de IR |
| Relacionar perfis identificados com causas, territórios e públicos-alvo |
| Identificar campanhas a ações potenciais de informação, sensibilização, enquadramento e fiscalização |
| Critérios de desempenho |
| Analisa as causas de incêndio e sua incidência espaço temporal e associa-as a perfis culturais, socioeconómicos, ou psicológicos |
| Identifica e propõe, estratégias para a diminuição de ocorrências negligentes e intencionais, através de ações dirigidas a públicos-alvo |
| Contribui com identificação de necessidades e propostas de melhoria para melhorar investigação e conhecimento do perfil dos causadores de incêndios por negligência e incendiarismo |
| Planeia, organiza e monitoriza, ações especificas de sensibilização, informação, enquadramento, e fiscalização para diminuição de ocorrências negligentes e intencionais, dirigidas a territórios específicos e públicos-alvo, em função da sua relevância e perfis identificados |
| Monitoriza e avalia o impacto das campanhas e ações na mitigação das causas de incêndios rurais causadas por incendiarismo e negligência |
| Condições de exercício |
| Em gabinete, para análise de informação, definição de estratégias, campanhas e ações e desenvolvimento e apresentação de propostas de melhoria contínua |
| No terreno durante a implementação de campanhas de sensibilização, informação, enquadramento e fiscalização, para monitorização e avaliação. |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Matriz de classificação das causas de incêndios rurais em Portugal |
| Uso do fogo e sua relação com fatores climáticos |
| As utilizações do fogo no território português para segundo objetivos e evolução história |
| Legislação e procedimentos em vigor para o uso do fogo em Portugal e exemplos de outros países |
| Campanhas de apoio e enquadramento ao uso fogo ao longo do tempo |
| Incendiarismo e perfis psicológicos associados |
| Perfis sócio culturais e económicos associados aos diversos uso do fogo em Portugal |
| Campanhas de sensibilização, educação e mitigação do impacto nos incêndios rurais do uso do fogo |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da sociologia e economia associada aos incêndios rurais |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante em ações dirigidas às populações para mitigação de causas de incêndios rurais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da sociologia e economia associada aos incêndios rurais |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em definição de estratégias e programas de mitigação de causas d incêndios rurais |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e bases de dados de causas de IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF, ANEPC, GNR, PJ |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp |
| Plano Nacional de Fogo Controlado. ICNF |
| Fire paradox |
| Mecanismos de Apoio às Queimadas (MARQ). AGIF |
| Centro de Estudos Judiciários (abril 2018). Crime de Incêndio Florestal |
| Sílvia A. F. (dezembro 2019) INSTITUTO UNIVERSITÁRIO EGAS MONIZ. INCÊNDIO FLORESTAL E INDICADORES DE DOENÇA MENTAL: MEDIDAS APLICADAS PELO SISTEMA DE JUSTIÇA |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AI1-ECR. Estatísticas, Causalidade e Risco |
| Designação |
| Análise da estatística, da causalidade e do risco de incêndios rurais para adequação de intervenções de mitigação às causas, à incidência e ao risco |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta ação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de programas e de campanhas para a diminuição do numero de ocorrências, da determinação das causas de incêndios e da identificação e proposta de mitigação do risco, tenham a devida capacidade para a utilização das informações e ferramentas de apoio à decisão disponíveis, de forma a conceber as estratégias de intervenção mais eficazes e eficientes e a identificar e propor possibilidades de melhoria contínua. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Conhecer a legislação em vigor relativa aos incêndios rurais e ao uso do fogo |
| Conhecer a matriz de classificação das causas e compreender a sua relação com ações de dissuasão e mitigação |
| Dominar os conceitos associados aos IR de, incidência, recorrência, intervalo de retorno, simultaneidade |
| Dominar os conceitos associados aos IR de, perigo, perigosidade, probabilidade valor e risco |
| Conhecimento dos fatores climáticos, culturais, históricos e socioeconómicas associados ao uso do fogo e suas implicações na incidência dos incêndios rurais. |
| Aceder e explorar as bases de dados de estatísticas e/ou georreferenciadas de ocorrências, de causas de incêndios rurais, do histórico de incêndios e do uso do fogo, e da ocupação do solo. |
| Relacionar causas, objetivos potenciais e impactos, com condições meteorológicas, índices meteorológicos de comportamento do fogo, capacidades de supressão e prioridades de defesa |
| Identificar condições, fatores e comportamentos de risco |
| identificar prioridades de defesa em função dos valores presentes |
| Desenvolver base de dados relacionais, analises estatísticas e dashboards de visualização usando ferramentas como o Excel, Power Pivot, Power BI, ou outras |
| Identificar, parametrizar e utilizar os fatores determinantes na análise de risco de incêndio rural |
| Criar visuais para comunicar os resultados de forma sucinta, apelativa e inteligível |
| Critérios de desempenho |
| Determina a importância dos incêndios rurais no tempo e no espaço, para diferentes escalas |
| Identifica as causas associadas aos incêndios rurais e a sua relevância, em função da escala de trabalho |
| Relaciona as causas com os objetivos potenciais e identifica prioridades de atuação para diferentes escalas territoriais |
| Tipifica situações de risco e prioridades de intervenção |
| Organiza e prepara informação de apoio para definição de estratégias e programas de intervenção no âmbito da preparação, da prevenção, de pré-supressão e da supressão de IR |
| Condições de exercício |
| Em gabinete na organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise de impacto e de melhoria |
| No terreno no acompanhamento de ações de mitigação de causas para recolha de informação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria. |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Análise estatística e das causas de incêndios rurais |
| Determinação de recorrência, intervalo de retorno, perigosidade, probabilidade, valor e risco |
| Causas de IR, objetivos potenciais associados, sua relação com perigosidade, relevância e impactos |
| Possibilidades de intervenção para mitigação de causas de incêndio. Sensibilização, informação, enquadramento, fiscalização e avisos |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área das estatísticas, causas e risco de incêndios rurais |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação das estatísticas, causas e risco de incêndios rurais |
| Docentes/Formadores |
| Docente responsável da microcredencial com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior em estatísticas, causas e risco de incêndios rurais |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em estatísticas, causas e risco de incêndios rurais |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e a bases de dados de estatísticas, causas e ocupação do solo |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF, IPMA |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Coordination R. Vélez. Defensa Contra Incêndios Forestales. Fundamentos |
| DGRF (2003). Codificação e Definição das Categorias das Causas dos Incêndios Florestais |
| Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AI2-SF. Suscetibilidade ao fogo |
| Designação |
| Suscetibilidade ao fogo de espécies e formações florestais e identificação de necessidades de estabilização ambiental |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR sejam capazes de identificar as espécies, formações e estruturas vegetais, sua importância no comportamento do fogo, na avaliação do risco, na definição de estratégias e na adaptação e recuperação pós fogo, em função da sua relevância e impactos adaptados a essas caraterísticas, identificando e propondo melhorias contínuas dessas intervenções. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Identificar as espécies, as formações e estruturas vegetais e a sua distribuição espacial em Portugal |
| Conhecer as caraterísticas da vegetação e combustíveis vegetais e sua relevância no comportamento do fogo. |
| Saber estimar cargas e continuidade de combustíveis e sua importância no comportamento do fogo |
| Domínio da classificação de modelos de combustíveis, sua importância no comportamento do fogo e sua distribuição em Portugal |
| Conhecer e identificar os impactos do fogo no solo, no ar, na água e na gestão dos territórios para diferentes objetivos |
| Conhecer os mecanismos da ecologia do fogo, da adaptação ao fogo das espécies vegetais e a sua importância na suscetibilidade ao fogo |
| Conhecer as características que determinam a resistência e a resiliência ao fogo das principais espécies florestais e formações vegetais existentes em Portugal. |
| Conhecer os fatores bióticos, abióticos e antropogénicos que influenciam a mortalidade e a regeneração pós-fogo, bem como antecipar aqueles que potencialmente causarão maior impacto em função da situação existente |
| Saber distinguir e antecipar as respostas das diferentes espécies vegetais a curto e médio prazo. |
| Saber avaliar a severidade do fogo e distingui-la da intensidade. |
| Identificar, por antecipação, face ao comportamento esperado do fogo, potenciais impactes e necessidades de recuperação ambiental de emergência, ao nível das formações vegetais, do solo e da água. |
| Saber identificar, no pós-evento, os objetivos, as prioridades e as necessidades de estabilização ambiental de emergência, e de intervenções posteriores, face aos impactes verificados ou antecipados e aos objetivos definidos. |
| Critérios de desempenho |
| Conhecer as principais espécies e formações vegetais existentes no nosso país e a sua relação com o fogo (comportamento e recuperação) |
| Estimar estrutura, carga e continuidade de combustíveis |
| Classificar os complexos de combustíveis com base nos modelos existentes e identificar influência no comportamento do fogo |
| Determinar, com base nas condições de propagação e da ocupação do solo a severidade do fogo |
| Determinar a severidade do fogo, de forma direta com base na observação da vegetação, ou de forma indireta com base nas condições de propagação e da ocupação do solo |
| Estimar a severidade e impactos diretos e indiretos do fogo, bem como necessidades de intervenções de emergência e subsequentes, para recuperação de ecossistemas e minimização de impactes ambientais, face a objetivos pré-definidos |
| Condições de exercício |
| Em gabinete na recolha, organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise de impacto e de melhoria |
| No terreno para verificação de condições, impactes e identificação de necessidades de estabilização |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Espécies e formações vegetais existentes no nosso país e sua relevância no território e no comportamento do fogo |
| Ecologia do fogo, mecanismos de adaptação ao fogo das espécies vegetais e sua implicação no comportamento e suscetibilidade ao fogo |
| Complexos e modelos de combustíveis, estrutura, estratos, inflamabilidade, combustibilidade e da sua relevância no comportamento do fogo |
| Composição e mapeamento de modelos de combustíveis e seus impactos no comportamento do fogo |
| Estratégias de mitigação do comportamento e impactos do fogo em função das espécies e complexos vegetais existentes no território |
| Intervenções ambientais de emergência e de gestão da paisagem para diminuição dos impactos do fogo e melhoria da sua futura resiliência a este elemento. |
| A gestão florestal como ferramenta para aumentar a resistência e a resiliência das árvores ao fogo e aos fatores bióticos associados |
| Impacto do fogo na composição e na estrutura das formações vegetais existentes |
| Impacto do fogo na expansão e na gestão de pragas e doenças |
| Impacto do fogo na expansão e na gestão de invasoras lenhosas |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 24 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| 10 |
| Aulas tutoriais (OT) |
| 5 |
| Outros trabalhos (O) |
| 5 |
| Trabalho independente (TI) |
| 16 |
| TOTAL |
| 60 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação nas temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior nas temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Luca et al (2008). Universidade de Coimbra. Susceptibilidade aos incêndios florestais na Região Centro de Portugal. Utilização de ferramentas SIG e de um Modelo de Redes Neuronais para ponderar os factores condicionantes. |
| Moreira, F., Catry, F., Silva, J. S., & Rego, F. (Eds.). (2010). Ecologia do fogo e gestão de áreas ardidas. Lisbon: ISAPress. |
| Silva, Joaquim Sande (Ed.). (2007). Proteger a Floresta - Incêndios, pragas e doenças (Vol. 8). Lisboa: Público/Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento/Liga para a Proteção da Natureza. |
| Verde, João (2015). Universidade de Lisboa. Wildfire susceptibility modelling in mainland Portugal. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AI3-IA. Infraestruturas de Apoio à gestão de incêndios rurais |
| Designação |
| Planeamento, implementação, manutenção e utilização de infraestruturas de apoio à gestão e supressão de incêndios rurais. Rede viária florestal, postos de vigia e pontos de água |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização, implementação ou utilização de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e implementar as técnicas mais adequadas no seu planeamento, execução, gestão e manutenção, de contribuir para a sua melhor utilização e para a melhoria contínua desses processos. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Saber identificar existências e necessidades de infraestruturas de apoio à vigilância, deteção, pré-supressão e supressão. |
| Saber planificar a localização e implementação de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais, nomeadamente de rede de postos de vigia, rede viária florestal, rede divisional e de pontos de água, de forma a assegurar a sua máxima eficiência. |
| Dominar conceitos técnicos básicos de construção de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais, nomeadamente da construção e manutenção de caminhos e barragens de terra, de forma a que as decisões de planeamento contribuam para minimização de custos, impactos e necessidades de manutenção. |
| Saber organizar e coordenação de utilização adequada das infraestruturas de apoio, no âmbito da vigilância e deteção, da pré-supressão e do apoio à supressão. |
| Critérios de desempenho |
| Conhecimento avançados de cartografia e sistemas de informação geográfica |
| Conhecimentos especializados sobre projeto e implantação de infraestruturas florestais |
| Conceitos especializados e abrangentes do efeito das infraestruturas na paisagem e sobre os recursos naturais |
| Planeamento implementação adequada e ajustada às necessidades, de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais. |
| Condições de exercício |
| Em gabinete na recolha e análise de informação, e no planeamento das intervenções de implementação e utilização |
| No terreno para coordenação, acompanhamento e verificação de implementação de implementação e utilização, identificação de necessidades de manutenção, de correção e de melhoria |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Determinação de necessidades de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais |
| Rede viária florestal (RVF) e rede de pontos de água (RPA). Classificações, tipologias e planeamento |
| Normas técnicas e funcionais relativas à classificação, cadastro, construção e manutenção da rede viária florestal e de pontos de água |
| Distribuição no território e localização mais racional de rede de postos de vigia em função da visibilidade e necessidades, em função das técnicas de deteção utilizadas, e da potencial utilização para deteção e acompanhamento de incêndios rurais |
| Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de rede viária, organizada e hierarquiza em função da utilização potencial pelas tipologias de viaturas na supressão e minimização de necessidades de manutenção |
| Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de pontos de água, adequadas às necessidades, em função das tipologias de abastecimento a prever e minimização de riscos e de necessidades de manutenção |
| O impacto da água nos caminhos de terra, sua condução e formas de mitigação de danos (valetas, drenos transversais, passagens hidráulicas e atravessamentos de linhas de água) |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do planeamento e construção de infraestruturas florestais |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou Planeamento e construção de infraestruturas florestais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do planeamento e construção de infraestruturas florestais |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos no planeamento e construção de infraestruturas florestais |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Planeamento de Ações na Rede de Infraestruturas. DGRF, abril 2007. |
| Forest Road Engeneering Guidebook. British Columbia, June 2002. |
| William Weaver, Eileen Weppner, Danny Hagans. (janeiro 2014). PACIFIC WATERSHED ASSOCIATES. MANUAL DE CAMINOS FORESTALES Y RURALES. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AI4-CF. Comportamento do Fogo |
| Designação |
| Comportamento do Fogo Rural, sua relação com condições piro meteorológicas, do combustível, da topografia, capacidades e prioridades de extinção e proteção |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação de risco, definição de estratégias, de procedimentos e organização, para a preparação, prevenção, supressão e socorro, detenham os melhores conhecimentos e capacidades de análise do comportamento do fogo em tempo real e por antecipação, através nomeadamente da utilização de ferramentas de apoio à decisão, que permitam a adoção das decisões mais adequadas em função da intensidade, severidade e potencial de expansão e das capacidades de supressão e necessidades de proteção, identificar e propor melhorias contínuas. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Saber descrever o comportamento do fogo |
| Compreender a influência das variáveis ambientais no comportamento do fogo |
| Identificar tipologias dos combustíveis, em função do tamanho, da forma do estado fenológico |
| Capacidade de adquirir e processar dados de entrada para sistemas de predição do comportamento do fogo |
| Prever e antecipar o comportamento do fogo |
| Saber identificar situações potencias de interação entre fogos, de propagação por projeções a longa distância e de comportamento extremo do fogo. |
| Relacionar o comportamento do fogo com as estratégias, táticas e técnicas, e definir os recursos necessários e adaptados às ações de supressão e proteção contra incêndios, em função do comportamento do fogo, de situações críticas e das capacidades e prioridades de supressão e/ou proteção. |
| Ajustamento da resposta às alterações do comportamento do fogo, considerando a segurança dos intervenientes e probabilidades de resolução |
| Identificar indicadores e critérios de desempenho |
| Identificar prioridades de intervenção a curto, médio e longo prazo |
| Critérios de desempenho |
| Quantifica as variáveis descritoras do comportamento do fogo (velocidade de propagação, comprimento de chama, intensidade) e distingue tipologias de propagação |
| Relaciona alterações do comportamento do fogo com as variáveis ambientais |
| Relaciona os tipos de combustíveis com o comportamento do fogo |
| Recolhe nas fontes adequadas e prepara informação no formato de entrada para utilização em sistemas preditivos de comportamento do fogo |
| Prevê comportamento do fogo e as respetivas consequências nas estratégias e táticas de supressão |
| Identifica os recursos necessários e sua organização para a supressão e proteção contra incêndios |
| Acompanha a situação e adapta estratégias e táticas às alterações registadas ou previstas |
| Prioriza intervenções com base na avaliação do risco e das capacidades de supressão, a curto, médio e longo prazo |
| Condições de exercício (contexto em que decorre a ação) |
| Em gabinete no âmbito de simulações ou de caraterização de comportamento de fogo |
| Em gabinete, face às condições de propagação (orografia, meteorologia, ocupação do solo, combustíveis, acessibilidades, etc.), para antecipação de medidas de pré-supressão ou de estratégicas de supressão, face aos riscos e ao potencial de supressão |
| Na análise de ignições ativas para determinação das condições de propagação do fogo e dos fatores determinantes |
| Em teatros de operações para determinação de comportamento esperado do fogo e apoio na definição de estratégias e táticas de supressão |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Principais fatores com influência no comportamento do fogo (Meteorologia, Orografia, Combustíveis), sua identificação, interação e preponderância nas diversas tipologias de propagação do fogo |
| Predição do comportamento do fogo versus avaliação do perigo e do risco |
| Vegetação, tipo, estrutura e carga de combustíveis e modelos de combustíveis |
| Modelos de comportamento do fogo e sua utilização. Modelos empíricos e genéricos (Europeus, Americanos, Australianos) |
| Variáveis de entrada dos modelos, fiabilidade, recolha, tratamento e utilização nos modelos |
| Tipologia de comportamento de fogo, fatores determinantes, capacidades e estratégias de supressão |
| Fatores e condições conducentes a propagação por projeções a longa distância e interação entre fogos |
| Antecipação de condições de comportamento extremo do fogo e sua predição |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 26 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| 7 |
| Outros trabalhos (O) |
| 3 |
| Trabalho independente (TI) |
| 7 |
| TOTAL |
| 43 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível >=6 PNQ. Com precedência, ou em simultâneo com AI2-SF |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do comportamento do fogo rural. |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comportamento do fogo. |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do comportamento do fogo. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comportamento do fogo. |
| Materiais, equipamentos e condições particulares |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF, ENB/ANEPC |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra. ADAI/LAETA. |
| Castellnou, M., Miralles, M., Molina, D.M. and Martinez, E.R. 2009. Patrones de Propagación de Incendios. |
| Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã, entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República. |
| Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República. |
| Cruz, M.G., Gold, J.S., Alexander, M.E., Sullivan, A.L., McCaw, W.L., & Matthews, S. 2015. A guide to rate of fire spread models for Australian vegetation. Australasian Fire and Emergency Service Authorities Council Limited and Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation. |
| Fernandes, P.M., Loureiro, C., Botelho, H. 2012. PiroPinus: a spreadsheet application to guide prescribed burning operations in maritime pine forest. Computers and Electronics in Agriculture 81: 58-61. |
| Finney, M. A. 1998. FARSITE: Fire Area Simulator-model development and evaluation. Res. Pap. RMRS-RP-4, Revised 2004. Ogden, UT: US Department of Agriculture, Forest Service, Rocky Mountain Research Station. 47 p., 4. |
| Rothermel, R. C. 1983. How to predict the spread and intensity of forest and range fires. USDA Forest Service, PMS 436-1. Ogden, UT. |
| Sullivan, A. L. 2009. WilDecreto-Leiand surface fire spread modelling, 1990–2007. 2: Empirical and quasi-empirical models. International Journal of WilDecreto-Leiand Fire, 18(4), 369-386. |
| Vários (2013). Fire Management Today 73(4), Special Issue on Crown Fires. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AI5-GFR. Gestão do Fogo Rural |
| Designação |
| Organização, estratégias, técnicas e táticas de gestão, pré-supressão, e supressão em incêndios rurais, em função do comportamento, das prioridades e da capacidade de supressão |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação do risco, definição de estratégias para a pré-supressão e para a supressão e definição de estratégias, técnicas e táticas para supressão de incêndios rurais, sejam detentores dos melhores conhecimentos e capacidades, que permitam o planeamento, ativação, coordenação e gestão dos procedimentos adequados às necessidades de GFR, e a identificar e a registar possibilidades de melhoria contínua. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Saber utilizar as ferramentas de visualização das condições meteorológicas, de índices estruturais e meteorológicos de comportamento do fogo, retirar e relacionar as informações recolhidas com o comportamento do fogo |
| Interpretar, na perspetiva de comportamento do fogo, as informações de caraterização e visualização do uso do solo, das características da paisagem, de cartografia de perigo e de risco, do histórico de incêndios e das intervenções de gestão e prevenção implementadas no território. |
| Saber estimar o comportamento do fogo face às informações existentes, identificando os fatores principais de propagação, a intensidade do fogo, os principais vetores de propagação e a sua expansão temporal e espacial |
| Identificar pontos críticos, zonas de expansão e de oportunidades de combate, em termos espaciais e temporais |
| Interpretar resultados de simuladores de comportamento do fogo e integrá-los nas decisões estratégicas e operacionais |
| Definir condições e procedimentos para classificação de fogos de gestão de combustíveis |
| Conhecer e saber definir estratégias, táticas e técnicas de supressão de incêndios rurais, com base no comportamento do fogo e nos recursos disponíveis |
| Identificar o potencial das ignições, estratégias e prioridades de intervenção, com base na situação, caraterísticas do território, comportamento do fogo, valores em risco, capacidades de supressão e simultaneidade |
| Identificar as necessidades, estratégias e táticas de pré-supressão e de supressão mais adequadas em termos espaciais e temporais, em função do comportamento expectável ou verificado do fogo, das probabilidades de êxito e da exposição ao risco por parte dos operacionais |
| Identificar, com base nas previsões e informações disponíveis, situações de comportamento extremo do fogo propensas à ocorrência de grandes incêndios e de situações complexas de supressão e socorro |
| Caraterizar e identificar situações particulares de perigo e de risco em situações extremas, define e domina os procedimentos para acionar meios de comunicação a operacionais, populações, através nomeadamente de OCS |
| Conhecer a influência nas probabilidades de reativação e de reacendimentos das condições meteorológicas, dos índices de comportamento do fogo, da orografia e dos complexos de combustíveis |
| Identificar situações potenciais, registar informações, análises, decisões estratégicas e resultados obtidos para fins de after-action review, melhoria contínua e implementação de capacidade de lições aprendidas |
| Critérios de desempenho |
| Estima, com base nas informações de apoio à decisão disponíveis, nomeadamente de provisões meteorológicas, da cartografia de risco estrutural, da orografia, de combustíveis, da ocupação do solo e do histórico de incêndios, o comportamento esperado do fogo, principais vetores de propagação e expansão |
| Identifica, no espaço e no tempo, pontos críticos de expansão de incêndios, oportunidades de supressão, e situações críticas de risco para os intervenientes, populações e património construído e natural |
| Identifica, face ao histórico e às condições, medidas especiais de vigilância, comunicação e pré-supressão |
| Identifica, por antecipação, no espaço e no tempo, com atualizações permanentes, as estratégias, prioridades e táticas de supressão e prioridades de proteção |
| Identifica, por antecipação, situações potenciais de gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis e redireciona a estratégia sempre que a situação o exigir |
| Identifica por antecipação condições meteorológicas conducentes à ocorrência de ignições por comportamentos e causas específicas e propõe limitação de atividades e comportamentos |
| Identifica antecipadamente condições extremas de perigo e de risco e propõe a adoção de medidas adequadas de comunicação a operacionais (alertas) e à população (avisos) |
| Determina as estratégias, táticas e técnicas de combate mais adequadas ao comportamento esperado do fogo e ao sucesso da supressão, com a adequada integração e complementaridade |
| Identifica prioridades das intervenções entre e Intra ocorrências |
| Identifica, por antecipação e por observação, situações extremas de comportamento de fogo que ultrapassem a capacidade de combate, analisa e decide se devem ser adotadas exclusivamente de estratégias de proteção |
| Identifica e regista situações a analisar, a evitar, a corrigir, a melhorar ou a replicar, contribuindo para a melhoria contínua e para a capacidade de lições aprendidas |
| Condições de exercício |
| Em gabinete, para definição de condições e procedimentos, com base na análise de histórico |
| Em gabinete, para avaliação de condições, acompanhamento de situação, definição de estratégias e de necessidades de intervenção |
| No terreno e em teatros de operação, para gestão de ocorrências em tempo real |
| No pós-evento, no terreno e em gabinete, para de-briefings e identificação de oportunidades de melhoria |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Informações e fontes de informação importantes para apoio à decisão em para gestão de incêndios rurais (meteorologia, índices de comportamento do fogo, uso do solo, cartografia de modelos de combustíveis, histórico de incêndios, etc.) |
| Análise de casos de estudo de incêndios rurais para identificação dos elementos determinantes no comportamento do fogo |
| Relação entre condições meteorológicas e da vegetação, causas de incêndios e possibilidades da sua mitigação |
| Identificação de pontos críticos de expansão do fogo, zonas de oportunidade de supressão e de situações críticas de defesa prioritária |
| Caraterísticas identificáveis por antecipação que determinam o comportamento do fogo e sobretudo a ocorrência de situações críticas ou extremas de comportamento do fogo |
| Organização de ações de pré-supressão especiais face ao perigo e risco |
| Possibilidades de mitigação na pré-supressão e supressão de situações críticas em incêndios rurais |
| Tipologia de propagação de incêndios e situações extremas associadas às mesmas. |
| Estratégias, táticas e técnicas de supressão a privilegiar em função do comportamento do fogo |
| Condições e aspetos a ter em consideração para a gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis |
| Identificação e análise de situações de impossibilidade de atuação na supressão e necessidade exclusiva de proteção e possibilidades de atuação |
| Gestão simultânea de ações de supressão e de proteção |
| Identificação de condições meteorológicas, da tipologia e condições dos combustíveis conducentes a necessidades especiais de rescaldo |
| Organização de ações dedicadas de identificação de pontos quentes após extinção, rescaldo e vigilância para diminuição de reativações e reacendimentos em situações de elevado potencial |
| Análise de casos de estudo de incêndios extremos e complexos para identificação de possibilidade de mitigação dos seus impactes mais graves |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ. Com precedência ou em simultâneo com AI4-CF |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área análise e gestão de incêndios |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação da análise e gestão de incêndios |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da análise e gestão de incêndios |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em análise e gestão de incêndios |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra. ADAI/LAETA. |
| Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã, entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República. |
| Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República. |
| Forestales: In: Vélez, R. (ed.). Incendios Forestales: Fundamentos y Aplicaciones. McGraw-Hill. Pp. 274–282. Finney, |
| Grillo, F.F., Castellnou, M., Molina, D.M, Martínez, E.R., and Fababú, D.D. 2008. Análisis del Incendio Forestal: planificación de la extinción, Editorial AIFEMA, Granada, Spain. 144 p. |
| Macedo, W.; Sardinha, A.. 1993. Fogos florestais. Publicações Ciência e vida, Lisboa. |
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