Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026 — Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais

Tipo Resolucao-Conselho-Ministros
Publicação 2026-05-27
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Presidência do Conselho de Ministros
Fonte DRE
artigos Não indexado

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Histórico de alterações JSON API
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
CAR. Comunicação Ambiental e de Risco
Designação
Comunicação Ambiental e de Risco em Fogos Rurais. Comunicação com os órgãos de comunicação social em situações operacionais e de emergência relativa a, perigo e risco, fogos de gestão, a cenários potenciais, a piores cenários
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na articulação com as populações, nomeadamente através dos órgãos de comunicação social (OCS), sejam capazes de: estabelecer protocolos de comunicação de crise; implementar planos de comunicação; promover colaboração entre entidades e agências que assegurem processos e canais de comunicação; assegurar e informar acerca de situações operacionais e de emergência, de comportamentos a adotar, das situações cenários potenciais, de pior cenário. de fogos de gestão; e de identificar, propor e implementar oportunidades de melhoria
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber redigir e preparar informações e apresentações públicas.
Conhecer e utilizar o potencial da comunicação nas várias fases da cadeia de processos, seus mecanismos de ativação
Conhecer as diferentes fases do ciclo de vida da comunicação de risco identificando a tipologia das mensagens a comunicar
Identificar dentro de cada fase da gestão de risco as mensagens chave para levar à ação do público, antecipando as necessidades de formação
Ajustar o plano de comunicação às especificidades de cada público-alvo (necessidades, perceções, motivações)
Ter capacidade para comunicar ao público e para OCS de forma clara e precisa
Saber preparar conferências de Imprensa e outros eventos relacionadas com os OCS
Desenvolver protocolos de comunicação de crise e gabinetes de comunicação de crise
Capacidade de formar e preparar porta-vozes
Capacidade de promover iniciativas de comunicação de proximidade de crise, ou seu potencial, antes, durante e pós evento.
Critérios de desempenho
Tem capacidade para recolher, tratar e preparar informação
Tem capacidade para preparação de comunicações de crise em vários formatos para vários públicos-alvo e OCS
Fazer o planeamento da comunicação para as diferentes fases da gestão de risco
Identificar os recursos e informação necessários para comunicar de forma eficiente
Tem capacidade de identificar o que deve ser comunicado e como deve ser, face aos objetivos.
Sabe gerir a comunicação e comunicar de forma adequada em situação de crise, efetiva ou potencial.
Tem capacidade de integração de negociação e de gestão de stress em situações de risco e de crise.
Tem resiliência, capacidade para gerir emoções em situações de stress, e empatia na comunicação
Condições de exercício
À distância, com recolha, tratamento e preparação da informação
Em antecipação. durante ou após eventos
Em teatro de operações
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
O que é a comunicação de risco: Objetivos, públicos, meios
O ciclo de vida da comunicação de risco: acompanha o seu congénere ciclo de gestão de risco
As entidades implicadas no ciclo da comunicação: qual o seu papel, responsabilidades e credibilidade
Fontes de informação e meios de disseminação: Entidades oficiais, população em geral, grupos de desinformação, etc.
Quais as perguntas que requerem informação rápida durante e após uma crise: quem; o quê; como; quando; onde; quanto; porquê.
Como traçar os diferentes perfis sociais para melhor desenhar as mensagens a comunicar
Linguagem corporal versus linguagem verbal: a necessidade de trabalhar a comunicação como um todo
Desenhar um plano de comunicação para futuras crises
Exercícios práticos
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
32
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
8
Trabalho independente (TI)
7
TOTAL
47
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da comunicação e em particular da comunicação social, na gestão do risco e de catástrofes.
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comunicação de crise no âmbito dos incêndios rurais.
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da comunicação de crise.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comunicação de crise.
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ANEPC, ICNF, CENJOR, Associação de Psicólogos.
Referenciais de formação/bibliografia
Brief Communication: The dark side of risk and crisis communication: legal conflicts and responsibility allocation (https://nhess.copernicus.org/articles/15/1449/2015/)
Comunicação de riscos em emergências de saúde pública (https://apps.who.int/iris/bitstream/hanDecreto-Leie/10665/259807/9789248550201-por.pdf)
Towards people-centred approaches for effective disaster risk management: Balancing rhetoric with reality (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212420915000084)
https://www.ics.uminho.pt/pt/Paginas/Guia-de-Comunicacao-de-Crise.aspx
https://training.fema.gov/hiedu/aemrc/courses/coursesunderdev/crisisandrisk.aspx
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
ENIR. Engenharia Natural associada aos Incêndios Rurais
Designação
Técnicas de intervenções de engenharia natural para minimização de impactes, estabilização e recuperação, no âmbito dos incêndios rurais.
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de intervenções no território para infraestruturação, prevenção, estabilização e recuperação de emergência no âmbito dos incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e aplicar as técnicas mais adequadas de engenharia natural e de boas práticas ambientais nas intervenções de gestão e de estabilização e recuperação de emergência para minimização de impactes ambientais: de proteção da erosão, estabilização e consolidação de encostas e margens; gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água; monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Princípios fundamentais para a construção, estabilização e recuperação de taludes, linhas de drenagem, linhas de água.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Rede Primária, Mosaicos de Gestão de Combustíveis, Rede Viária Fundamental.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Pontos de Água, linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água.
Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar intervenções para compensação e minimização de impactes ambientais e de gestão de emergência pós-fogo, de proteção da erosão, estabilização, consolidação de encostas e margens, e gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água.
Critérios de desempenho
Conhece as técnicas de engenharia natural, os seus objetivos, materiais e técnicas de implementação.
Reconhecer as ferramentas e as técnicas de gestão de bacia hidrográfica assim como utilizar medições no âmbito da engenharia natural no pré e pós incêndio.
Identifica as situações em que devem ser previstas intervenções de engenharia natural na implementação de infraestruturas de apoio ao combate e nas intervenções preventivas de gestão de combustíveis, à escala da bacia hidrográfica, desde a simples melhoria até à reabilitação completa
Desenvolve o planeamento, organização e metodologia da recuperação das áreas degradadas
Conhece e utiliza as ferramentas para avaliação da severidade do fogo e identifica as situações com necessidade de intervenções urgentes de minimização de impactes ambientais.
Identifica e prioriza as situações (onde e quando), os materiais e as técnicas de engenharia natural que devem ser implementadas para minimização de impactes negativos.
Planeia, organiza e coordena intervenções de engenharia natural.
Condições de exercício
Identificação à distância de potenciais necessidades de intervenção de estabilização e recuperação ambiental de emergência, face à estimativa de severidade e impacte do fogo.
Identificação à distância de necessidades de intervenção com técnicas de engenharia natural para minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência
No terreno na avaliação das necessidades, e na programação, organização e implementação de medidas e de atividades de minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Identificação de necessidades de implementação de técnicas de engenharia natural para garantia de estabilidade e minimização de impactes ambientais.
Técnicas de engenharia natural, sua utilização potencial e materiais de intervenção.
Proteção da erosão e estabilização de infraestruturas, encostas, dunas e de áreas ardidas através de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural.
Caracterização Geomorfológica e Hidrológica de Bacias Hidrográficas.
A rede hidrográfica e a problemática dos incêndios. A importância do equilíbrio fluvial nos processos de erosão, transporte e deposição sedimentar. Escoamento em linhas de água (regime permanente uniforme). Conceitos de velocidade critica e declive uniforme.
Técnicas de Engenharia Natural para proteção e recuperação de linhas de água. Critérios de dimensionamento para açudes de pedra e madeira. Interações entre escoamentos superficiais e vegetação. Manutenção de vegetação ripária. Dimensionamento de canais naturais. Determinação de inclinações para regime uniforme e do n.º e altura de açudes de correção torrencial. Dimensionamento de açudes e de bacias de retenção.
Avaliação de severidade do fogo e das situações críticas de intervenção pós-emergência.
Projeto e implementação de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural nas intervenções preventivas e de pós emergência.
Execução de trabalhos práticos de engenharia natural.
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF (incluindo COTF)
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
42
Trabalho de campo supervisionado (TC)
12
Aulas tutoriais (OT)
10
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
64
Métodos de avaliação
Execução de exercícios durante as aulas e exercício prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Experiência comprovada na investigação e ensino nas áreas do impacte do fogo e da engenharia natural
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino na área do planeamento e intervenções com recursos a técnicas de engenharia natural.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino superior, ou operacional, na mitigação de impactes ambientais com recurso a técnicas de engenharia natural.
Requisitos para a formação. Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Materiais para as aulas práticas: EPI (motosserra); ferramenta variada (enxadas, pás, tesouras de poda); motosserra, sementes de herbáceas; plantas com torrão; fardos de palha; postes de pinheiro tratados (0,12 x 4 m); varas de ferro (0,08 x 15 cm).
Escavadora compacta Bobcat E45 ou equivalente (8 horas de disponibilidade).
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia sobre:
Aguiar, F. (2004). Vegetação ripícola em sistemas fluviais mediterrânicos. Influência dos ecossistemas envolventes. Tese de Doutoramento em Engenharia Florestal. ISA-UTL. Lisboa.
Aspetos críticos e medidas de estabilização de infraestruturas (rede viária, pontos de água, postos de vigia) e intervenções preventivas (gestão de combustíveis) de apoio ao combate a incêndios rurais.
Cardoso, A. (1998). Hidráulica Fluvial. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.
Chason, H. (2004). Hydraulics of open channel flow: an introduction.Elsevier. Oxford.
FISRWG. (1998). Stream Corridor Restoration: Principles, Processes and Practies. Federal Interagency Stream Restoration Working Group. EUA
Identificação de situações críticas e medidas de estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais.
Intervenções de engenharia natural para estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais.
Intervenções de engenharia natural para minimização de impacte e fragilidades nas infraestruturas e intervenções preventivas de incêndios rurais.
Knighton, D. (1989). Fluvial forms and processes. Edward Arnold.Londres.
Lencastre, A. (1991). Hidráulica geral. Hidroprojecto. Lisboa
Lencastre, A., & Franco, F. (2006). Lições de Hidrologia -3.ª edição Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Almada.
Métodos e fontes de informação para determinação e identificação da severidade do fogo.
Moreira, I., & Duarte, M. (2002). Comunidades vegetais aquáticas e ribeirinhas. inMoreira, I., Ferreira, M., Cortes,R., Pinto,P., Almeida, P. Ecossistemas aquáticos e ribeirinhos(pp. 3.3-3.30). Instituto da Água. Lisboa.
Morisawa, M. (1985). Rivers: form and process.Longman. New York.
Pereira, A. (2001). Guia de Requalificação e Limpeza de Linhas de Água.INAG - Direcção de Serviços de Utilizações do Domínio Hídrico. Lisboa
Saraiva, M., Almodovar, M., Seixas, A., Cabral, L., & Gomes, J. (1998). Recomendações para protecção e estabilização de cursos de água. Ministério do Planeamento e Administração do Território -Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais, Direcção Geral dos Recursos Naturais.Lisboa
Selley, R. (1982). An introduction to Sedimentology.Academic PressLondres.
Teiga, P. (2003). Reabilitaçõa de Ribeiras em Zonas Edificadas. Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de mestre em Engenharia do Ambiente (Hidráulica e Recursos Hídricos). Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto. Porto
Venti, D., Bazzurro, F., Gibelli, G., Palmeri, F., Uffreduzzi, T., & Venanzoni, R. (2003). Manuale tecnico di Ingegneria Naturalistica della Provincia di Terni.Agenzia Umbria Ricerche.Terni.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
MMA. Metodologias de Monitorização e Avaliação
Designação
Métodos e processos de monitorização e avaliação de impactos e resultados de intervenções no âmbito dos incêndios rurais
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na monitorização, avaliação e melhoria contínua desenvolvam as competências necessárias para uma correta monitorização e avaliação de resultados da aplicação de estratégias, programas, ou intervenções, com recurso a metodologias e ferramentas mais adequadas de definição de objetivos e avaliação de resultados, e que sejam capazes de propor incrementos de melhoria dos fatores em análise.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Identificar objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e de impactos
Dominar e aplicar métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados
Identificar as funcionalidades de um sistema de gestão de bases de dados relacional
Saber explorar e utilizar as potencialidades de software na construção e gestão de bases de dados
Saber aplicar a estrutura do ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) para elaborar planos de ação de correção e de melhorias contínuas
Organizar e apresentar relatórios de monitorização, avaliação e propostas de melhoria
Critérios de desempenho
Identifica objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e impactos que contribuam para a melhoria contínua
Aplica métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados adequadas aos objetivos de monitorização e avaliação
Explora bases de dados relacionais e retira destas as informações e indicadores necessários
Utiliza e explora o potencial de softwares de construção e gestão de bases de dados
Aplica estrutura do ciclo PDCA e desenvolve propostas de correção e melhoria
Apresenta relatórios de monitorização, avaliação com propostas de correção e melhoria
Condições de exercício
Em gabinete, para organização de processos, identificação, consulta, tratamento, análise de informação e produção de relatórios de monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria.
Em contexto real, durante as operações para recolha de informações de monitorização e avaliação
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Identificação de indicadores de monitorização e avaliação de desempenho
Ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) e sua análise na monitorização e avaliação de impactos no âmbito dos incêndios rurais
Desenho, gestão e exploração de base de dados com recurso a software
Métodos, instrumentos e técnicas de recolha e tratamento de bases de dados para obtenção de indicadores de monitorização e avaliação
Análise de indicadores e identificação de oportunidades de correção e de melhoria nos processos associados aos incêndios rurais
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação de processos de monitorização e avaliação
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante nas áreas da monitorização e avaliação de processos
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior, na área da monitorização e avaliação.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou aplicação de metodologias de monitorização e avaliação, preferencialmente aplicadas aos incêndios rurais.
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e bases de dados de incêndios rurais
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ANEPC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
PAC. Perfis Associados às Causas de incêndios rurais
Designação
Perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos associados às causas de incêndios rurais (incendiarismo, negligência), e sua relevância, para organização de ações dirigidas para públicos-alvo que contribuam para o seu enquadramento e mitigação
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, implementação e melhoria contínua, de programas e de campanhas de sensibilização, fiscalização, enquadramento e diminuição de ocorrências, sejam capazes, com base nos perfis culturais, socioeconómicos e psicológicos identificados, de definir campanhas e ações dirigidas a públicos alvo para a diminuição de ocorrências causadas por incendiarismo e negligência.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer as caraterísticas socioeconómicas e culturais mais frequentemente associadas às causas negligentes de IR
Conhecer os perfis psicológicos mais frequentes associadas a causas intencionais de IR
Relacionar perfis identificados com causas, territórios e públicos-alvo
Identificar campanhas a ações potenciais de informação, sensibilização, enquadramento e fiscalização
Critérios de desempenho
Analisa as causas de incêndio e sua incidência espaço temporal e associa-as a perfis culturais, socioeconómicos, ou psicológicos
Identifica e propõe, estratégias para a diminuição de ocorrências negligentes e intencionais, através de ações dirigidas a públicos-alvo
Contribui com identificação de necessidades e propostas de melhoria para melhorar investigação e conhecimento do perfil dos causadores de incêndios por negligência e incendiarismo
Planeia, organiza e monitoriza, ações especificas de sensibilização, informação, enquadramento, e fiscalização para diminuição de ocorrências negligentes e intencionais, dirigidas a territórios específicos e públicos-alvo, em função da sua relevância e perfis identificados
Monitoriza e avalia o impacto das campanhas e ações na mitigação das causas de incêndios rurais causadas por incendiarismo e negligência
Condições de exercício
Em gabinete, para análise de informação, definição de estratégias, campanhas e ações e desenvolvimento e apresentação de propostas de melhoria contínua
No terreno durante a implementação de campanhas de sensibilização, informação, enquadramento e fiscalização, para monitorização e avaliação.
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Matriz de classificação das causas de incêndios rurais em Portugal
Uso do fogo e sua relação com fatores climáticos
As utilizações do fogo no território português para segundo objetivos e evolução história
Legislação e procedimentos em vigor para o uso do fogo em Portugal e exemplos de outros países
Campanhas de apoio e enquadramento ao uso fogo ao longo do tempo
Incendiarismo e perfis psicológicos associados
Perfis sócio culturais e económicos associados aos diversos uso do fogo em Portugal
Campanhas de sensibilização, educação e mitigação do impacto nos incêndios rurais do uso do fogo
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da sociologia e economia associada aos incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante em ações dirigidas às populações para mitigação de causas de incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da sociologia e economia associada aos incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em definição de estratégias e programas de mitigação de causas d incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e bases de dados de causas de IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF, ANEPC, GNR, PJ
Referenciais de formação/bibliografia
Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp
Plano Nacional de Fogo Controlado. ICNF
Fire paradox
Mecanismos de Apoio às Queimadas (MARQ). AGIF
Centro de Estudos Judiciários (abril 2018). Crime de Incêndio Florestal
Sílvia A. F. (dezembro 2019) INSTITUTO UNIVERSITÁRIO EGAS MONIZ. INCÊNDIO FLORESTAL E INDICADORES DE DOENÇA MENTAL: MEDIDAS APLICADAS PELO SISTEMA DE JUSTIÇA
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI1-ECR. Estatísticas, Causalidade e Risco
Designação
Análise da estatística, da causalidade e do risco de incêndios rurais para adequação de intervenções de mitigação às causas, à incidência e ao risco
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta ação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de programas e de campanhas para a diminuição do numero de ocorrências, da determinação das causas de incêndios e da identificação e proposta de mitigação do risco, tenham a devida capacidade para a utilização das informações e ferramentas de apoio à decisão disponíveis, de forma a conceber as estratégias de intervenção mais eficazes e eficientes e a identificar e propor possibilidades de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Conhecer a legislação em vigor relativa aos incêndios rurais e ao uso do fogo
Conhecer a matriz de classificação das causas e compreender a sua relação com ações de dissuasão e mitigação
Dominar os conceitos associados aos IR de, incidência, recorrência, intervalo de retorno, simultaneidade
Dominar os conceitos associados aos IR de, perigo, perigosidade, probabilidade valor e risco
Conhecimento dos fatores climáticos, culturais, históricos e socioeconómicas associados ao uso do fogo e suas implicações na incidência dos incêndios rurais.
Aceder e explorar as bases de dados de estatísticas e/ou georreferenciadas de ocorrências, de causas de incêndios rurais, do histórico de incêndios e do uso do fogo, e da ocupação do solo.
Relacionar causas, objetivos potenciais e impactos, com condições meteorológicas, índices meteorológicos de comportamento do fogo, capacidades de supressão e prioridades de defesa
Identificar condições, fatores e comportamentos de risco
identificar prioridades de defesa em função dos valores presentes
Desenvolver base de dados relacionais, analises estatísticas e dashboards de visualização usando ferramentas como o Excel, Power Pivot, Power BI, ou outras
Identificar, parametrizar e utilizar os fatores determinantes na análise de risco de incêndio rural
Criar visuais para comunicar os resultados de forma sucinta, apelativa e inteligível
Critérios de desempenho
Determina a importância dos incêndios rurais no tempo e no espaço, para diferentes escalas
Identifica as causas associadas aos incêndios rurais e a sua relevância, em função da escala de trabalho
Relaciona as causas com os objetivos potenciais e identifica prioridades de atuação para diferentes escalas territoriais
Tipifica situações de risco e prioridades de intervenção
Organiza e prepara informação de apoio para definição de estratégias e programas de intervenção no âmbito da preparação, da prevenção, de pré-supressão e da supressão de IR
Condições de exercício
Em gabinete na organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise de impacto e de melhoria
No terreno no acompanhamento de ações de mitigação de causas para recolha de informação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria.
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Análise estatística e das causas de incêndios rurais
Determinação de recorrência, intervalo de retorno, perigosidade, probabilidade, valor e risco
Causas de IR, objetivos potenciais associados, sua relação com perigosidade, relevância e impactos
Possibilidades de intervenção para mitigação de causas de incêndio. Sensibilização, informação, enquadramento, fiscalização e avisos
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área das estatísticas, causas e risco de incêndios rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação das estatísticas, causas e risco de incêndios rurais
Docentes/Formadores
Docente responsável da microcredencial com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior em estatísticas, causas e risco de incêndios rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em estatísticas, causas e risco de incêndios rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e a bases de dados de estatísticas, causas e ocupação do solo
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF, IPMA
Referenciais de formação/bibliografia
Coordination R. Vélez. Defensa Contra Incêndios Forestales. Fundamentos
DGRF (2003). Codificação e Definição das Categorias das Causas dos Incêndios Florestais
Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, ICNF. https://fogos.icnf.pt/sgif2010/login.asp
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI2-SF. Suscetibilidade ao fogo
Designação
Suscetibilidade ao fogo de espécies e formações florestais e identificação de necessidades de estabilização ambiental
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR sejam capazes de identificar as espécies, formações e estruturas vegetais, sua importância no comportamento do fogo, na avaliação do risco, na definição de estratégias e na adaptação e recuperação pós fogo, em função da sua relevância e impactos adaptados a essas caraterísticas, identificando e propondo melhorias contínuas dessas intervenções.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Identificar as espécies, as formações e estruturas vegetais e a sua distribuição espacial em Portugal
Conhecer as caraterísticas da vegetação e combustíveis vegetais e sua relevância no comportamento do fogo.
Saber estimar cargas e continuidade de combustíveis e sua importância no comportamento do fogo
Domínio da classificação de modelos de combustíveis, sua importância no comportamento do fogo e sua distribuição em Portugal
Conhecer e identificar os impactos do fogo no solo, no ar, na água e na gestão dos territórios para diferentes objetivos
Conhecer os mecanismos da ecologia do fogo, da adaptação ao fogo das espécies vegetais e a sua importância na suscetibilidade ao fogo
Conhecer as características que determinam a resistência e a resiliência ao fogo das principais espécies florestais e formações vegetais existentes em Portugal.
Conhecer os fatores bióticos, abióticos e antropogénicos que influenciam a mortalidade e a regeneração pós-fogo, bem como antecipar aqueles que potencialmente causarão maior impacto em função da situação existente
Saber distinguir e antecipar as respostas das diferentes espécies vegetais a curto e médio prazo.
Saber avaliar a severidade do fogo e distingui-la da intensidade.
Identificar, por antecipação, face ao comportamento esperado do fogo, potenciais impactes e necessidades de recuperação ambiental de emergência, ao nível das formações vegetais, do solo e da água.
Saber identificar, no pós-evento, os objetivos, as prioridades e as necessidades de estabilização ambiental de emergência, e de intervenções posteriores, face aos impactes verificados ou antecipados e aos objetivos definidos.
Critérios de desempenho
Conhecer as principais espécies e formações vegetais existentes no nosso país e a sua relação com o fogo (comportamento e recuperação)
Estimar estrutura, carga e continuidade de combustíveis
Classificar os complexos de combustíveis com base nos modelos existentes e identificar influência no comportamento do fogo
Determinar, com base nas condições de propagação e da ocupação do solo a severidade do fogo
Determinar a severidade do fogo, de forma direta com base na observação da vegetação, ou de forma indireta com base nas condições de propagação e da ocupação do solo
Estimar a severidade e impactos diretos e indiretos do fogo, bem como necessidades de intervenções de emergência e subsequentes, para recuperação de ecossistemas e minimização de impactes ambientais, face a objetivos pré-definidos
Condições de exercício
Em gabinete na recolha, organização e análise de informação, no desenvolvimento de propostas de intervenção, de análise de impacto e de melhoria
No terreno para verificação de condições, impactes e identificação de necessidades de estabilização
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Espécies e formações vegetais existentes no nosso país e sua relevância no território e no comportamento do fogo
Ecologia do fogo, mecanismos de adaptação ao fogo das espécies vegetais e sua implicação no comportamento e suscetibilidade ao fogo
Complexos e modelos de combustíveis, estrutura, estratos, inflamabilidade, combustibilidade e da sua relevância no comportamento do fogo
Composição e mapeamento de modelos de combustíveis e seus impactos no comportamento do fogo
Estratégias de mitigação do comportamento e impactos do fogo em função das espécies e complexos vegetais existentes no território
Intervenções ambientais de emergência e de gestão da paisagem para diminuição dos impactos do fogo e melhoria da sua futura resiliência a este elemento.
A gestão florestal como ferramenta para aumentar a resistência e a resiliência das árvores ao fogo e aos fatores bióticos associados
Impacto do fogo na composição e na estrutura das formações vegetais existentes
Impacto do fogo na expansão e na gestão de pragas e doenças
Impacto do fogo na expansão e na gestão de invasoras lenhosas
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
24
Trabalho de campo supervisionado (TC)
10
Aulas tutoriais (OT)
5
Outros trabalhos (O)
5
Trabalho independente (TI)
16
TOTAL
60
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação nas temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior nas temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional temáticas da suscetibilidade ao fogo das espécies, formações vegetais e espaços rurais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Luca et al (2008). Universidade de Coimbra. Susceptibilidade aos incêndios florestais na Região Centro de Portugal. Utilização de ferramentas SIG e de um Modelo de Redes Neuronais para ponderar os factores condicionantes.
Moreira, F., Catry, F., Silva, J. S., & Rego, F. (Eds.). (2010). Ecologia do fogo e gestão de áreas ardidas. Lisbon: ISAPress.
Silva, Joaquim Sande (Ed.). (2007). Proteger a Floresta - Incêndios, pragas e doenças (Vol. 8). Lisboa: Público/Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento/Liga para a Proteção da Natureza.
Verde, João (2015). Universidade de Lisboa. Wildfire susceptibility modelling in mainland Portugal.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI3-IA. Infraestruturas de Apoio à gestão de incêndios rurais
Designação
Planeamento, implementação, manutenção e utilização de infraestruturas de apoio à gestão e supressão de incêndios rurais. Rede viária florestal, postos de vigia e pontos de água
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento, organização, implementação ou utilização de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e implementar as técnicas mais adequadas no seu planeamento, execução, gestão e manutenção, de contribuir para a sua melhor utilização e para a melhoria contínua desses processos.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber identificar existências e necessidades de infraestruturas de apoio à vigilância, deteção, pré-supressão e supressão.
Saber planificar a localização e implementação de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais, nomeadamente de rede de postos de vigia, rede viária florestal, rede divisional e de pontos de água, de forma a assegurar a sua máxima eficiência.
Dominar conceitos técnicos básicos de construção de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais, nomeadamente da construção e manutenção de caminhos e barragens de terra, de forma a que as decisões de planeamento contribuam para minimização de custos, impactos e necessidades de manutenção.
Saber organizar e coordenação de utilização adequada das infraestruturas de apoio, no âmbito da vigilância e deteção, da pré-supressão e do apoio à supressão.
Critérios de desempenho
Conhecimento avançados de cartografia e sistemas de informação geográfica
Conhecimentos especializados sobre projeto e implantação de infraestruturas florestais
Conceitos especializados e abrangentes do efeito das infraestruturas na paisagem e sobre os recursos naturais
Planeamento implementação adequada e ajustada às necessidades, de infraestruturas florestais de apoio à mitigação de incêndios rurais.
Condições de exercício
Em gabinete na recolha e análise de informação, e no planeamento das intervenções de implementação e utilização
No terreno para coordenação, acompanhamento e verificação de implementação de implementação e utilização, identificação de necessidades de manutenção, de correção e de melhoria
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Determinação de necessidades de infraestruturas de apoio à gestão dos incêndios rurais
Rede viária florestal (RVF) e rede de pontos de água (RPA). Classificações, tipologias e planeamento
Normas técnicas e funcionais relativas à classificação, cadastro, construção e manutenção da rede viária florestal e de pontos de água
Distribuição no território e localização mais racional de rede de postos de vigia em função da visibilidade e necessidades, em função das técnicas de deteção utilizadas, e da potencial utilização para deteção e acompanhamento de incêndios rurais
Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de rede viária, organizada e hierarquiza em função da utilização potencial pelas tipologias de viaturas na supressão e minimização de necessidades de manutenção
Caraterísticas técnicas, construtivas e de manutenção de pontos de água, adequadas às necessidades, em função das tipologias de abastecimento a prever e minimização de riscos e de necessidades de manutenção
O impacto da água nos caminhos de terra, sua condução e formas de mitigação de danos (valetas, drenos transversais, passagens hidráulicas e atravessamentos de linhas de água)
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do planeamento e construção de infraestruturas florestais
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou Planeamento e construção de infraestruturas florestais
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do planeamento e construção de infraestruturas florestais
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos no planeamento e construção de infraestruturas florestais
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Planeamento de Ações na Rede de Infraestruturas. DGRF, abril 2007.
Forest Road Engeneering Guidebook. British Columbia, June 2002.
William Weaver, Eileen Weppner, Danny Hagans. (janeiro 2014). PACIFIC WATERSHED ASSOCIATES. MANUAL DE CAMINOS FORESTALES Y RURALES.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI4-CF. Comportamento do Fogo
Designação
Comportamento do Fogo Rural, sua relação com condições piro meteorológicas, do combustível, da topografia, capacidades e prioridades de extinção e proteção
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação de risco, definição de estratégias, de procedimentos e organização, para a preparação, prevenção, supressão e socorro, detenham os melhores conhecimentos e capacidades de análise do comportamento do fogo em tempo real e por antecipação, através nomeadamente da utilização de ferramentas de apoio à decisão, que permitam a adoção das decisões mais adequadas em função da intensidade, severidade e potencial de expansão e das capacidades de supressão e necessidades de proteção, identificar e propor melhorias contínuas.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber descrever o comportamento do fogo
Compreender a influência das variáveis ambientais no comportamento do fogo
Identificar tipologias dos combustíveis, em função do tamanho, da forma do estado fenológico
Capacidade de adquirir e processar dados de entrada para sistemas de predição do comportamento do fogo
Prever e antecipar o comportamento do fogo
Saber identificar situações potencias de interação entre fogos, de propagação por projeções a longa distância e de comportamento extremo do fogo.
Relacionar o comportamento do fogo com as estratégias, táticas e técnicas, e definir os recursos necessários e adaptados às ações de supressão e proteção contra incêndios, em função do comportamento do fogo, de situações críticas e das capacidades e prioridades de supressão e/ou proteção.
Ajustamento da resposta às alterações do comportamento do fogo, considerando a segurança dos intervenientes e probabilidades de resolução
Identificar indicadores e critérios de desempenho
Identificar prioridades de intervenção a curto, médio e longo prazo
Critérios de desempenho
Quantifica as variáveis descritoras do comportamento do fogo (velocidade de propagação, comprimento de chama, intensidade) e distingue tipologias de propagação
Relaciona alterações do comportamento do fogo com as variáveis ambientais
Relaciona os tipos de combustíveis com o comportamento do fogo
Recolhe nas fontes adequadas e prepara informação no formato de entrada para utilização em sistemas preditivos de comportamento do fogo
Prevê comportamento do fogo e as respetivas consequências nas estratégias e táticas de supressão
Identifica os recursos necessários e sua organização para a supressão e proteção contra incêndios
Acompanha a situação e adapta estratégias e táticas às alterações registadas ou previstas
Prioriza intervenções com base na avaliação do risco e das capacidades de supressão, a curto, médio e longo prazo
Condições de exercício (contexto em que decorre a ação)
Em gabinete no âmbito de simulações ou de caraterização de comportamento de fogo
Em gabinete, face às condições de propagação (orografia, meteorologia, ocupação do solo, combustíveis, acessibilidades, etc.), para antecipação de medidas de pré-supressão ou de estratégicas de supressão, face aos riscos e ao potencial de supressão
Na análise de ignições ativas para determinação das condições de propagação do fogo e dos fatores determinantes
Em teatros de operações para determinação de comportamento esperado do fogo e apoio na definição de estratégias e táticas de supressão
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Principais fatores com influência no comportamento do fogo (Meteorologia, Orografia, Combustíveis), sua identificação, interação e preponderância nas diversas tipologias de propagação do fogo
Predição do comportamento do fogo versus avaliação do perigo e do risco
Vegetação, tipo, estrutura e carga de combustíveis e modelos de combustíveis
Modelos de comportamento do fogo e sua utilização. Modelos empíricos e genéricos (Europeus, Americanos, Australianos)
Variáveis de entrada dos modelos, fiabilidade, recolha, tratamento e utilização nos modelos
Tipologia de comportamento de fogo, fatores determinantes, capacidades e estratégias de supressão
Fatores e condições conducentes a propagação por projeções a longa distância e interação entre fogos
Antecipação de condições de comportamento extremo do fogo e sua predição
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
26
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
7
Outros trabalhos (O)
3
Trabalho independente (TI)
7
TOTAL
43
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível >=6 PNQ. Com precedência, ou em simultâneo com AI2-SF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área do comportamento do fogo rural.
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comportamento do fogo.
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área do comportamento do fogo.
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comportamento do fogo.
Materiais, equipamentos e condições particulares
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ICNF, ENB/ANEPC
Referenciais de formação/bibliografia
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra. ADAI/LAETA.
Castellnou, M., Miralles, M., Molina, D.M. and Martinez, E.R. 2009. Patrones de Propagación de Incendios.
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã, entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Cruz, M.G., Gold, J.S., Alexander, M.E., Sullivan, A.L., McCaw, W.L., & Matthews, S. 2015. A guide to rate of fire spread models for Australian vegetation. Australasian Fire and Emergency Service Authorities Council Limited and Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation.
Fernandes, P.M., Loureiro, C., Botelho, H. 2012. PiroPinus: a spreadsheet application to guide prescribed burning operations in maritime pine forest. Computers and Electronics in Agriculture 81: 58-61.
Finney, M. A. 1998. FARSITE: Fire Area Simulator-model development and evaluation. Res. Pap. RMRS-RP-4, Revised 2004. Ogden, UT: US Department of Agriculture, Forest Service, Rocky Mountain Research Station. 47 p., 4.
Rothermel, R. C. 1983. How to predict the spread and intensity of forest and range fires. USDA Forest Service, PMS 436-1. Ogden, UT.
Sullivan, A. L. 2009. WilDecreto-Leiand surface fire spread modelling, 1990–2007. 2: Empirical and quasi-empirical models. International Journal of WilDecreto-Leiand Fire, 18(4), 369-386.
Vários (2013). Fire Management Today 73(4), Special Issue on Crown Fires.
Certificações SGIFR ao nível do ensino superior
Plano de formação/conteúdos programáticos
Designação abreviada
AI5-GFR. Gestão do Fogo Rural
Designação
Organização, estratégias, técnicas e táticas de gestão, pré-supressão, e supressão em incêndios rurais, em função do comportamento, das prioridades e da capacidade de supressão
Objetivos gerais/competências a desenvolver
Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na identificação do risco, definição de estratégias para a pré-supressão e para a supressão e definição de estratégias, técnicas e táticas para supressão de incêndios rurais, sejam detentores dos melhores conhecimentos e capacidades, que permitam o planeamento, ativação, coordenação e gestão dos procedimentos adequados às necessidades de GFR, e a identificar e a registar possibilidades de melhoria contínua.
Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes)
Saber utilizar as ferramentas de visualização das condições meteorológicas, de índices estruturais e meteorológicos de comportamento do fogo, retirar e relacionar as informações recolhidas com o comportamento do fogo
Interpretar, na perspetiva de comportamento do fogo, as informações de caraterização e visualização do uso do solo, das características da paisagem, de cartografia de perigo e de risco, do histórico de incêndios e das intervenções de gestão e prevenção implementadas no território.
Saber estimar o comportamento do fogo face às informações existentes, identificando os fatores principais de propagação, a intensidade do fogo, os principais vetores de propagação e a sua expansão temporal e espacial
Identificar pontos críticos, zonas de expansão e de oportunidades de combate, em termos espaciais e temporais
Interpretar resultados de simuladores de comportamento do fogo e integrá-los nas decisões estratégicas e operacionais
Definir condições e procedimentos para classificação de fogos de gestão de combustíveis
Conhecer e saber definir estratégias, táticas e técnicas de supressão de incêndios rurais, com base no comportamento do fogo e nos recursos disponíveis
Identificar o potencial das ignições, estratégias e prioridades de intervenção, com base na situação, caraterísticas do território, comportamento do fogo, valores em risco, capacidades de supressão e simultaneidade
Identificar as necessidades, estratégias e táticas de pré-supressão e de supressão mais adequadas em termos espaciais e temporais, em função do comportamento expectável ou verificado do fogo, das probabilidades de êxito e da exposição ao risco por parte dos operacionais
Identificar, com base nas previsões e informações disponíveis, situações de comportamento extremo do fogo propensas à ocorrência de grandes incêndios e de situações complexas de supressão e socorro
Caraterizar e identificar situações particulares de perigo e de risco em situações extremas, define e domina os procedimentos para acionar meios de comunicação a operacionais, populações, através nomeadamente de OCS
Conhecer a influência nas probabilidades de reativação e de reacendimentos das condições meteorológicas, dos índices de comportamento do fogo, da orografia e dos complexos de combustíveis
Identificar situações potenciais, registar informações, análises, decisões estratégicas e resultados obtidos para fins de after-action review, melhoria contínua e implementação de capacidade de lições aprendidas
Critérios de desempenho
Estima, com base nas informações de apoio à decisão disponíveis, nomeadamente de provisões meteorológicas, da cartografia de risco estrutural, da orografia, de combustíveis, da ocupação do solo e do histórico de incêndios, o comportamento esperado do fogo, principais vetores de propagação e expansão
Identifica, no espaço e no tempo, pontos críticos de expansão de incêndios, oportunidades de supressão, e situações críticas de risco para os intervenientes, populações e património construído e natural
Identifica, face ao histórico e às condições, medidas especiais de vigilância, comunicação e pré-supressão
Identifica, por antecipação, no espaço e no tempo, com atualizações permanentes, as estratégias, prioridades e táticas de supressão e prioridades de proteção
Identifica, por antecipação, situações potenciais de gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis e redireciona a estratégia sempre que a situação o exigir
Identifica por antecipação condições meteorológicas conducentes à ocorrência de ignições por comportamentos e causas específicas e propõe limitação de atividades e comportamentos
Identifica antecipadamente condições extremas de perigo e de risco e propõe a adoção de medidas adequadas de comunicação a operacionais (alertas) e à população (avisos)
Determina as estratégias, táticas e técnicas de combate mais adequadas ao comportamento esperado do fogo e ao sucesso da supressão, com a adequada integração e complementaridade
Identifica prioridades das intervenções entre e Intra ocorrências
Identifica, por antecipação e por observação, situações extremas de comportamento de fogo que ultrapassem a capacidade de combate, analisa e decide se devem ser adotadas exclusivamente de estratégias de proteção
Identifica e regista situações a analisar, a evitar, a corrigir, a melhorar ou a replicar, contribuindo para a melhoria contínua e para a capacidade de lições aprendidas
Condições de exercício
Em gabinete, para definição de condições e procedimentos, com base na análise de histórico
Em gabinete, para avaliação de condições, acompanhamento de situação, definição de estratégias e de necessidades de intervenção
No terreno e em teatros de operação, para gestão de ocorrências em tempo real
No pós-evento, no terreno e em gabinete, para de-briefings e identificação de oportunidades de melhoria
Conteúdos programáticos/Programa de Formação
Informações e fontes de informação importantes para apoio à decisão em para gestão de incêndios rurais (meteorologia, índices de comportamento do fogo, uso do solo, cartografia de modelos de combustíveis, histórico de incêndios, etc.)
Análise de casos de estudo de incêndios rurais para identificação dos elementos determinantes no comportamento do fogo
Relação entre condições meteorológicas e da vegetação, causas de incêndios e possibilidades da sua mitigação
Identificação de pontos críticos de expansão do fogo, zonas de oportunidade de supressão e de situações críticas de defesa prioritária
Caraterísticas identificáveis por antecipação que determinam o comportamento do fogo e sobretudo a ocorrência de situações críticas ou extremas de comportamento do fogo
Organização de ações de pré-supressão especiais face ao perigo e risco
Possibilidades de mitigação na pré-supressão e supressão de situações críticas em incêndios rurais
Tipologia de propagação de incêndios e situações extremas associadas às mesmas.
Estratégias, táticas e técnicas de supressão a privilegiar em função do comportamento do fogo
Condições e aspetos a ter em consideração para a gestão de incêndios como fogos de gestão de combustíveis
Identificação e análise de situações de impossibilidade de atuação na supressão e necessidade exclusiva de proteção e possibilidades de atuação
Gestão simultânea de ações de supressão e de proteção
Identificação de condições meteorológicas, da tipologia e condições dos combustíveis conducentes a necessidades especiais de rescaldo
Organização de ações dedicadas de identificação de pontos quentes após extinção, rescaldo e vigilância para diminuição de reativações e reacendimentos em situações de elevado potencial
Análise de casos de estudo de incêndios extremos e complexos para identificação de possibilidade de mitigação dos seus impactes mais graves
Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação
A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento.
Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares.
Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso.
Carga horária de trabalho estimada (horas)
Teóricas e Teórico-práticas (T e TP)
Trabalho de campo supervisionado (TC)
Aulas tutoriais (OT)
Outros trabalhos (O)
Trabalho independente (TI)
TOTAL
0
Métodos de avaliação
Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final
Pré-requisitos específicos para a certificação
Formandos
Nível ≥6 PNQ. Com precedência ou em simultâneo com AI4-CF
Entidades formadoras
Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área análise e gestão de incêndios
Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação da análise e gestão de incêndios
Docentes/Formadores
Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da análise e gestão de incêndios
Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em análise e gestão de incêndios
Materiais/Equipamentos
Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR
Projetor multimédia (presencial)
PC (formandos)
Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras)
ANEPC, ICNF
Referenciais de formação/bibliografia
Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra. ADAI/LAETA.
Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã, entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República.
Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República.
Forestales: In: Vélez, R. (ed.). Incendios Forestales: Fundamentos y Aplicaciones. McGraw-Hill. Pp. 274–282. Finney,
Grillo, F.F., Castellnou, M., Molina, D.M, Martínez, E.R., and Fababú, D.D. 2008. Análisis del Incendio Forestal: planificación de la extinción, Editorial AIFEMA, Granada, Spain. 144 p.
Macedo, W.; Sardinha, A.. 1993. Fogos florestais. Publicações Ciência e vida, Lisboa.

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