Portaria n.º 503/94 — Estabelece os métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos e de higiene corporal e…
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
3 atos modificativos · 2008-09-24, Decreto-Lei n.º 189/2008 — Regime jurídico dos produtos cosméticos e de higiene corporal
Estabelece os métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos e de higiene corporal e respectivas matérias-primas
O método consiste num doseamento de mercúrio total. É, pois, necessário ter verificado previamente a ausência de mercúrio mineral e identificar o derivado organomercurial contido na amostra. Após mineralização a húmido, o mercúrio libertado é doseado por absorção atómica sem chama.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
3.1 - Ácido nítrico concentrado (d (elevado 20)(índice 4) = 1,41).
3.2 - Ácido sulfúrico concentrado (d (elevado 20)(índice 4) = 1,84).
3.3 - Água bidestilada.
3.4 - Permanganato de potássio: solução a 7% (m/v).
3.5 - Cloreto de hidroxilamónio: solução a 1,5% (m/v).
3.6 - Peroxodissulfato de dipotássio: solução a 5% (m/v).
3.7 - Dicloreto de estanho: solução a 10% (m/v).
3.8 - Ácido clorídrico concentrado (d (elevado 20)(índice 4) = 1,18).
3.9 - Lã de vidro impregnada de dicloreto de paládio a 1% (m/m).
4 - Aparelhagem:
4.1 - Material corrente de laboratório.
4.2 - Aparelho para doseamento do mercúrio por absorção atómica sem chama (técnica do vapor frio) e respectivo material de vidro. Comprimento mínimo da célula de medida: 10 cm.
5 - Técnica:
Tomar todas as precauções para o doseamento de vestígios de mercúrio.
5.1 - Mineralização.
5.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 150 mg (m) de amostra. Juntar 10 ml de ácido nítrico (3.1) e deixar em contacto, durante três horas, em banho-maria a 55ºC num frasco fechado hermeticamente, agitando regularmente. Efectuar simultaneamente um ensaio em branco.
5.1.2 - Depois de arrefecer, juntar 10 ml de ácido sulfúrico (3.2) e voltar a aquecer durante trinta minutos em banho-maria a 55ºC.
5.1.3 - Colocar o balão num banho de gelo fundente e juntar cuidadosamente 20 ml de água (3.3).
5.1.4 - Juntar fracções de 2 ml de uma solução de permanganato de potássio (3.4), até coloração permanente. Colocar durante mais quinze minutos em banho-maria a 55ºC.
5.1.5 - Juntar 4 ml de peroxodissulfato de dipotássio (3.6) e continuar o aquecimento em banho-maria a 55ºC durante trinta minutos.
5.1.6 - Arrefecer e transferir o conteúdo do balão para balão aferido de 100 ml. Lavar com 5 ml de cloreto de hidroxilamónio (3.5) e com quatro vezes 10 ml de água (3.3). O meio deve ser incolor. Completar o volume com água (3.3).
5.2 - Doseamento:
5.2.1 - Introduzir 10 ml da solução de mineralização (5.1.6) no recipiente de vidro usado para doseamento do mercúrio pelo método do vapor frio (4.2). Diluir com 100 ml de água (3.3), juntar 5 ml de ácido sulfúrico (3.2) e 5 ml de dicloreto de estanho (3.7). Misturar após cada adição. Esperar trinta segundos. Os iões Hg++ são reduzidos a mercúrio metálico. Efectuar a determinação. Seja n o número observado.
5.2.2 - Colocar lã de vidro impregnada de dicloreto de paládio (3.9) entre o recipiente de redução e a célula de medida do instrumento (4.2). Repetir a operação 5.2.1. Se n não for igual a zero, a mineralização está incompleta e deve recomeçar-se a análise.
6 - Cálculos:
O teor da amostra, expresso em mercúrio em percentagem de massa (m/m), é calculado pela fórmula:
Percentagem (m/m) de mercúrio = n/m
em que:
n = quantidade de mercúrio, em microgramas, lida no aparelho;
m = massa em miligramas, da tomada de ensaio.
7 - Notas:
7.1 - Para melhorar a mineralização, pode ser necessário proceder previamente a uma diluição da tomada de ensaio.
7.2 - No caso em que se poderia suspeitar de uma fixação do mercúrio por absorção sobre o substracto, será necessário efectuar um doseamento por adição de um padrão.
8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para teores em mercúrio de 0,007%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 0,00035.
CAPÍTULO XII — Corantes de oxidação nas tintas para cabelos
Identificação e doseamento semiquantitativo
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método permite a identificação e o doseamento semiquantitativo das substâncias seguintes nas tintas para cabelos, sob a forma de cremes e líquidos:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
2 - Princípio:
Os corantes de oxidação são extraídos das tintas, a pH 10, na forma de creme ou de líquido, com etanol a 96º, e identificados por cromatografia em camada fina monodimensional (5) e ou bidimensional (6).
A fim de efectuar o doseamento semiquantitativo das substâncias, comparam-se os cromatogramas das amostras, obtidas através de quatro sistemas de desenvolvimento, com o das soluções dos produtos de referência.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
3.1 - Etanol absoluto.
3.2 - Acetona.
3.3 - Etanol a 96º (v/v).
3.4 - Amónia a 25% (d (elevado 20)(índice 4) = 0,91).
3.5 - L (+) ácido ascórbico.
3.6 - Clorofórmio.
3.7 - Ciclo-hexano.
3.8 - Azoto técnico.
3.9 - Tolueno.
3.10 - Benzeno.
3.11 - 1-butanol.
3.12 - 2-butanol.
3.13 - Ácido hipofosforoso a 50%.
3.14 - Reagente diazóico: poder-se-á utilizar:
Um sal de 4-nitro-1-benzenodiazónio estabilizado pelo ião clorobenzeno-sulfonato, por exemplo (vermelho 2 JN de Francolor, ou equivalente); ou
Um sal de 2-cloro-4-nitro-1-benzenodiazónio estabilizado pelo ião naftalenbenzoato, por exemplo (NNCD Reagent - Ref. n.º 74150 da Fluka, ou equivalente).
3.15 - Nitrato de prata.
3.16 - P-dimetilaminobenzaldeído.
3.17 - 2,5-dimetilfenol.
3.18 - Cloreto férrico . 6H(índice 2)O.
3.19 - Ácido clorídrico a 10% (m/v).
3.20 - Substâncias de referência:
As substâncias de referência são as indicadas no título 1, "Objectivo e campo de aplicação".
No caso de compostos aminados, a substância de referência deve ser constituída exclusivamente pelo cloridrato (mono ou di) ou pela própria base.
3.21 - Soluções de referência a 0,5% (m/v):
Preparar uma solução a 0,5% (m/v) de cada uma das substâncias de referência (3.20).
Pesar 50 mg (mais ou menos) 1 mg de substância de referência num balão aferido de 10 ml.
Juntar 5 ml de etanol a 96º (3.3).
Juntar 250 mg de ácido ascórbico (3.5).
Alcalinizar com a solução amoniacal (3.4) até pH 10 aparente.
Completar a 10 ml com etanol a 96º e misturar.
Notas. - As soluções podem ser conservadas durante uma semana, num local fresco, ao abrigo da luz.
Em certos casos, quando da adição do ácido ascórbico e da amónia, pode produzir-se um precipitado. Convém então deixar depositar antes de efectuar a tomada de ensaio.
3.22 - Eluentes:
3.22.1 - Acetona, clorofórmio e tolueno (35:25:40, em volume).
3.22.2 - Clorofórmio, ciclo-hexano, etanol absoluto e amónia a 25% (80:10:10:1, em volume).
3.22.3 - Benzeno, butanol secundário e água (50:25:25, em volume). Agitar bem a mistura e tomar a fase superior após decantação à temperatura do laboratório (entre 20ºC e 25ºC).
3.22.4 - 1-butanol, clorofórmio e reagente M (7:70:23, em volume). Deixar decantar cuidadosamente a 20ºC-25ºC e tomar a fase inferior.
Preparação do reagente M:
NH(índice 4)OH a 25% (v/v) (3.4): 24 volumes;
Ácido hipofosforoso a 50% (3.13): 1 volume;
H(índice 2)O: 75 volumes.
Nota. - Os eluentes que contêm amoníaco devem ser bem agitados imediatamente antes da utilização.
3.23 - Reveladores:
3.23.1 - Reagente diazóico:
Preparar uma solução aquosa a 5% (m/v) do reagente (3.14) escolhido. Esta solução deve ser preparada no momento da utilização.
3.23.2 - Reagente de Ehrlich:
Dissolver 2 g de p-dimetilaminobenzaldeído (3.16) em 100 ml de ácido clorídrico aquoso a 10% (m/v) (3.19).
3.23.3 - 2,5-dimetilfenol-cloreto férrico . 6H(índice 2)O:
Solução 1: dissolver 1 g de dimetilfenol (3.17) em 100 ml de etanol a 96º (3.3).
Solução 2: dissolver 4 g de cloreto férrico . 6H(índice 2)O (3.18) em 100 ml de etanol a 96º (3.3).
Aquando da revelação pulveriza-se, separadamente, em primeiro lugar a solução 1 e depois a solução 2.
3.23.4 - Nitrato de prata amoniacal:
A uma solução aquosa a 5% (m/v) de nitrato de prata (3.15) juntar amónia a 25% (3.4) até à dissolução do precipitado.
Este reagente deverá ser preparado no momento da sua utilização. Não conservar.
4 - Aparelhagem:
4.1 - Equipamento de laboratório para cromatografia em camada fina.
4.1.1 - Recipiente de plástico ou de vidro permitindo manter a placa de cromatografia em atmosfera de azoto durante a aplicação e até ao desenvolvimento. Esta precaução é necessária, em virtude da grande oxidabilidade de certos corantes.
4.1.2 - Seringa de 10 (mi)ml, graduada de 0,2 (mi)l em 0,2 (mi)l, com uma agulha de secção recta ou, melhor, um repeating dispenser de 50 (mi)l, montado num sistema que permita manter a placa em atmosfera de azoto.
4.1.3 - Placas de sílica pré-preparadas, com a espessura de 0,25 mm e as dimensões de 20 cm x 20 cm (Macherey e Nagel Silice G-HR, ou equivalente).
4.2 - Centrífuga permitindo 4000 rpm.
4.3 - Tubos de centrífuga de 10 ml, com rolha de enroscar.
5 - Técnica:
5.1 - Tratamento das amostras:
Ao abrir o tubo, eliminar os primeiros 2 cm ou 3 cm de creme.
Num tubo de centrífuga (4.3), previamente purgado com azoto, introduzir:
300 mg de ácido ascórbico;
3 g de creme ou 3 g de líquido homogeneizado.
Juntar algumas gotas de amónia (3.4), se o pH for inferior a 10, e completar a 10 ml com etanol a 96º (3.3) Homogeneizar em atmosfera de azoto, tapar e centrifugar a 4000 rpm durante dez minutos. Utilizar a solução sobrenadante.
5.2 - Cromatografia:
5.2.1 - Aplicação:
Aplicar em atmosfera de azoto, sobre uma placa de sílica (4.1.3) e em 9 pontos separados, 1 (mi)l de cada uma das 11 soluções de referência. Estas soluções de referências são referenciadas da seguinte forma:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
Por outro lado, colocar sobre cada um dos 10.º e 11.º pontos 2 ml das soluções das amostras obtidas no n.º 5.1.
Conservar a placa em atmosfera de azoto até ao momento em que a mesma for cromatografada.
5.2.2 - Desenvolvimento:
Introduzir a placa numa tina previamente purgada com azoto, saturada com um dos quatro eluentes adequados (3.22), e deixar desenvolver à temperatura ambiente (20ºC a 25ºC) e na obscuridade no percurso de 15 cm.
Tirar a placa e secá-la em atmosfera de azoto à temperatura ambiente.
5.2.3 - Revelação:
Pulverizar imediatamente a placa com um dos quatro reveladores referidos no n.º 3.23.
5.2.4 - Identificação:
Comparam-se os Rf e as colorações obtidas para a amostra com as das substâncias de referência aplicadas. O quadro I dá, a título informativo, os valores de Rf e as colorações obtidas para cada substância de referência, em função do eluente e dos reveladores.
Em caso de identificação duvidosa, pode obter-se, por vezes, uma confirmação, juntando à amostra a substância de referência correspondente.
5.2.5 - Doseamento semiquantitativo:
Comparar visualmente a intensidade das manchas correspondentes a cada substância identificada no n.º 5.2.4 com uma gama padrão de concentrações conhecidas e adequadas, obtidas a partir da substância de referência correspondente.
Quando a concentração do componente da amostra é demasiado alta, diluir a solução a aplicar e efectuar um novo doseamento.
QUADRO I
Valores de Rf e colorações obtidas imediatamente após a revelação
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
6 - Exame por cromatografia em camada fina bidimensional:
A cromatografia em camada fina bidimensional descrita necessita dos seguintes reagentes:
6.1 - Substâncias e soluções da referência:
6.1.1 - (beta)-naftol ((beta)-N).
6.1.2 - 2-aminofenol (OAF).
6.1.3 - 3-aminofenol (MAF).
6.1.4 - 4-aminofenol (PAF).
6.1.5 - 2-nitro-p-fenilenodiamina (2-NPFD).
6.1.6 - 4-nitro-o-fenilenodiamina (4-NOFD):
Preparar uma solução a 0,5% (m/v) de cada uma das substâncias de referências suplementares como se indica no n.º 3.2.1.
6.2 - Eluente:
6.2.1 - Acetato de etilo, ciclo-hexano e amónia a 25% (65:35:0,5, em volume).
6.3 - Revelador:
Colocar um recipiente de vidro numa tina de desenvolvimento para cromatografia em camada fina com 2 g de iodo cristalizado e fechar a tina.
6.4 - Cromatografar:
6.4.1 - Traçar, como se indica na figura 1, duas linhas sobre a camada absorvente de uma placa de cromatografia em camada fina (4.1.3).
6.4.2 - Depositar, sob corrente de azoto, no ponto de partida 1 (figura 1), 1 (mi)l a 4 (mi)l do extracto 5.1. A quantidade depende da intensidade das manchas obtidas no cromatograma (5.2).
6.4.3 - Depositar, entre os pontos 2 e 3 (figura 1), os corantes de oxidação identificados (ou supostamente identificados) no n.º 5.2. Distância entre os pontos: 1,5 cm. Depositar 2 (mi)l de cada uma das soluções de referência, à excepção do DAF, de que é necessário depositar 6 (mi)l. A operação é executada em atmosfera de azoto.
6.4.4 - Recomeçar a operação descrita no n.º 6.4.3 para os pontos de partida 4 e 5 (figura 1) e conservar a placa em atmosfera de azoto até à cromatografia.
6.4.5 - Purgar uma tina de cromatografia com azoto e introduzir uma quantidade adequada de eluente (3.22.2). Colocar a placa (6.4.4) na tina e cromatografar na primeira direcção de eluição (figura 1) na obscuridade. Cromatografar no percurso de, pelo menos, 13 cm.
6.4.6 - Retirar a placa da tina e colocá-la na tina purgada com azoto (4.1), para evaporar os restos de eluente (durante, pelo menos, sessenta minutos).
6.4.7 - Introduzir, com uma proveta graduada, uma quantidade adequada de eluente (6.2.1) numa tina purgada com azoto, colocando a placa rodada de 90º relativamente à primeira direcção de eluição (6.4.6) na tina e cromatografar nesta segunda direcção na obscuridade até que a frente do solvente tenha atingido a linha traçada previamente sobre a camada absorvente. Tirar a placa da tina e evaporar o eluente ao ar.
6.4.8 - Expor a placa durante dez minutos, na tina de cromatografia, aos vapores de iodo (6.3) e interpretar o cromatograma bidimensional com a ajuda das substâncias de referência cromatografadas ao mesmo tempo (quadro II).
Nota. - Para obter uma coloração máxima das manchas, deixar o cromatograma ao ar durante meia hora após a revelação.
6.4.9 - A presença dos corantes de oxidação encontrados no n.º 6.4.8 pode ser confirmada de modo indubitável, recomeçando as operações descritas nos n.os 6.4.1 a 6.4.8, inclusive, admitindo a adição no ponto de partida 1, além da quantidade de extracto indicado no n.º 6.4.2, de 1 (mi)l das substâncias de referência identificadas no n.º 6.4.8.
Se não for encontrada qualquer outra mancha, confirma-se a interpretação do primeiro cromatograma.
QUADRO II
Cor das substâncias de referência após cromatografia e revelação pelos vapores de iodo
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
CAPÍTULO XIII — Diclorometano e 1,1,1-tricloroetano - Doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método descreve o doseamento do diclorometano (cloreto de metileno) e do 1,1,1-tricloroetano (metilclorofórmio). Aplica-se aos produtos cosméticos susceptíveis de conter estes produtos.
2 - Definição:
O teor da amostra em diclorometano e em 1,1,1-tricloroetano determinado segundo este método é expresso em percentagem de massa (m/m).
3 - Princípio:
O doseamento efectua-se por cromatografia em fase gasosa, utilizando o triclorometano (clorofórmio) como padrão interno.
4 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
4.1 - Triclorometano (CH Cl(índice 3)).
4.2 - Tetracloreto de carbono (CCl(índice 4)).
4.3 - Diclorometano (CH(índice 2) Cl(índice 2)).
4.4 - 1,1,1-tricloroetano (CH(índice 2) Cl(índice 2)).
4.5 - Acetona.
4.6 - Azoto.
5 - Aparelhagem:
5.1 - Material corrente de laboratório e de cromatografia em fase gasosa.
5.2 - Cromatógrafo munido de um detector catarométrico.
5.3 - Dispositivo de recolha de 50 ml-100 ml (v. em "Tratamento das amostras para laboratório", n.º 5.3).
5.4 - Seringa para gases, sob pressão (v. em "Tratamento das amostras para laboratório", n.º 5.4.22).
6 - Técnica:
6.1 - Amostra não pressurizada: pesar exactamente a amostra num matrás com rolha. Introduzir uma quantidade, pesada com exactidão, de CH Cl(índice 3) (4.1) equivalente à quantidade pressuposta de CH(índice 2) Cl(índice 2) e CH(índice 3) CCl(índice 3) contida na amostra e homogeneizar.
6.2 - Amostra pressurizada: utilizar o método para a tomada de ensaio descrito no capítulo "Amostragem". Todavia, ter o maior cuidado com a precisão das indicações seguintes.
6.2.1 - Introduzir no dispositivo de recolha (5.3) uma quantidade de padrão interno (4.1) equivalente à quantidade pressuposta de CH(índice 2) Cl(índice 2) e ou CH(índice 3) CCl(índice 3) contida na amostra. Homogeneizar. Lavar o "volume morto" da válvula do dispositivo de recolha (5.3) com 0,5 ml de CCl(índice 4) (4.2), que se deixa evaporar. Determinar a massa do padrão interno por pesagem diferencial do dispositivo de recolha (5.3).
6.2.2 - A ponta em teflon da seringa, após enchimento com a amostra, deve ser submetida a uma corrente de azoto (4.6), de tal modo que antes da injecção no cromatógrafo não subsista qualquer resíduo da amostra.
6.2.3 - Após cada aplicação, a ponta da válvula ou eventual peça de transferência utilizada deve ser lavada várias vezes com acetona (4.5) (com uma seringa hipodérmica) e em seguida bem seca com azoto (4.6).
6.2.4 - Para cada análise, proceder às determinações utilizando dois dispositivos de recolha (5.3) diferentes, efectuando cinco medidas por dispositivo.
7 - Condições cromatográficas:
7.1 - Pré-coluna:
Tubo inoxidável;
Comprimento: 30 cm;
Diâmetro: 3 mm ou 6 mm;
Enchimento: Chromosorb com as mesmas características que o da coluna.
7.2 - Coluna:
A fase estacionária é constituída por Halicomid M 18 em Chromosorb. Deve permitir um grau de resolução (R) igual a 1,5, pelo menos:
R = 2 x (d'r(índice 2) - d'r(índice 1))/(W(índice 1) + W(índice 2))
em que:
r(índice 1) e r(índice 2) = tempo de retenção, expresso em minutos;
W(índice 1) e W(índice 2) = largura dos picos a meia altura, em milímetros;
d' = velocidade do papel em milímetros/minuto.
7.3 - A título de exemplo, indicam-se as seguintes condições operatórias:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
8 - Determinação dos coeficientes de proporcionalidade:
Preparar num matrás a mistura seguinte, pesada com exactidão:
CH(índice 2) Cl(índice 2) (4.3): 30% (m/m) de diclorometano;
CH(índice 3) CCl(índice 3) (4.4): 35% (m/m) de tricloroetano;
CH Cl(índice 3) (4.1): 35% (m/m) de triclorometano.
Serve para estabelecer os coeficientes de proporcionalidade.
9 - Cálculos:
9.1 - Cálculo de um coeficiente de porporcionalidade de uma substância p em relação a uma substância a escolhida como padrão interno.
Considerando a substância p:
k(índice p) = o seu coeficiente de proporcionalidade;
m(índice p) = a sua massa na mistura;
A(índice p) = a área do seu pico.
Considerando a substância a:
k(índice a) = o seu coeficiente de proporcionalidade, considerado igual a 1;
m(índice a) = a sua massa na mistura;
A(índice a) = a área do seu pico.
k(índice p) = (m(índice p) x A(índice a))/(m(índice a) x A(índice p))
A título de exemplo, foram obtidos os coeficientes de proporcionalidade seguintes (para CH Cl(índice 3): k = 1):
CH(índice 2) Cl(índice 2): k(índice 1) = 0,78 (mais ou menos) 0,03
CH(índice 3) CCl(índice 3): k(índice 2) = 1,00 (mais ou menos) 0,03
9.2 - Cálculo das percentagens de CH(índice 2) Cl(índice 2) e CH(índice 3) CCl(índice 3) presentes na amostra a analisar, em que:
k(índice 1) = o coeficiente de proporcionalidade de CH(índice 2) Cl(índice 2);
k(índice 2) = o coeficiente de proporcionalidade de CH(índice 3) CCl(índice 3);
m(índice a) = a massa de CH Cl(índice 3);
m(índice e) = a massa da amostra a analisar;
A(índice a) = a área do pico de CH Cl(índice 3);
A(índice 1) = a área do pico de CH(índice 2) Cl(índice 2);
A(índice 2) = a área do pico de CH(índice 3) CCl(índice 3).
Teremos:
Percentagem (m/m) de diclorometano = (m(índice a) x A(índice 1) x k(índice 1) x 100)/(A(índice a) x m(índice e))
Percentagem (m/m) de triclorometano = (m(índice a) x A(índice 2) x k(índice 2) x 100)/(A(índice a) x m(índice e))
10 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em compostos clorados de 25% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 2,5%.
CAPÍTULO XIV — Formaldeído livre - Identificação e doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
O método compreende uma identificação e dois doseamentos, consoante estejam ou não presentes libertadores de formaldeído. É aplicável a todos os produtos cosméticos.
1.1 - Identificação:
1.2 - Doseamento global por colorimetria com acetilacetona:
Este método aplica-se quando o formaldeído é utilizado isolado ou com outros conservantes não libertadores de formaldeído.
Em caso contrário, e se o resultado ultrapassar a concentração máxima autorizada no produto acabado, utiliza-se o método de confirmação seguinte.
1.3 - Doseamento em presença de libertadores de formaldeído:
No método precedente, durante a derivação os libertadores de formaldeído são clivados e conduzem a resultados demasiado elevados (formaldeído livre e combinado).
É imperioso separar o formaldeído livre por cromatografia líquida.
2 - Definição:
O teor da amostra em formaldeído livre determinado por este método é expresso em percentagem de massa (m/m) de formaldeído.
3 - Identificação:
3.1 - Princípio:
O formaldeído livre e combinado, em meio sulfúrico, confere uma coloração rosa ou malva em presença do reagente de Schiff.
3.2 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e a água desmineralizada.
3.2.1 - Fucsina.
3.2.2 - Sulfito de sódio hepta-hidratado.
3.2.3 - Ácido clorídrico concentrado ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf)).
3.2.4 - Ácido sulfúrico 1 M, aproximadamente.
3.2.5 - Reagente de Schiff:
Num copo, pesar 100 mg de fucsina (3.2.1) e dissolver em 75 ml de água a 80ºC.
Após arrefecimento, acrescentar 2,5 g de sulfito de sódio (3.2.2) e 1,5 ml de ácido clorídrico (3.2.3).
Completar até 100 ml.
Duração de conservação: duas semanas.
3.3 - Técnica:
3.3.1 - Num copo de 10 ml introduzir cerca de 2 g de amostra.
3.3.2 - Juntar duas gotas de H(índice 2)SO(índice 4) (3.2.4) e 2 ml de reagente de Schiff (3.2.5).
Este reagente deve estar rigorosamente incolor no momento da utilização. Agitar e deixar em contacto cinco minutos.
3.3.3 - Se em cinco minutos se observar uma coloração rosa ou malva, a quantidade de formaldeído presente é superior a 0,01%. Efectuar então o doseamento do formaldeído livre e combinado segundo o n.º 4 e, se necessário, o n.º 5.
4 - Doseamento global por colorimetria com acetilacetona:
4.1 - Princípio:
O formaldeído reage com acetilacetona em presença do acetato de amónio para formar a 3-5-diacetil-1-4-di-hidrolutidina. Esta é extraída com 1-butanol. A absorvência do extracto é determinada a 410 nm.
4.2 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e a água desmineralizada.
4.2.1 - Acetato de amónio anidro.
4.2.2 - Ácido acético concentrado (d(elevado 20) (índice 4) = 1,05).
4.2.3 - Acetilacetona recentemente destilada a pressão reduzida (25 mm Hg 25ºC) e que não deve apresentar qualquer absorção a 410 nm.
4.2.4 - 1-butanol.
4.2.5 - Ácido clorídrico 1 M.
4.2.6 - Ácido clorídrico 0,1 M, aproximadamente.
4.2.7 - Hidróxido de sódio 1 M.
4.2.8 - Cozimento de amido recentemente preparado de acordo com a Farmacopeia Portuguesa, 5.ª ed., 1986, parte I (1 g/50 ml de água).
4.2.9 - Formaldeído a 37%-40%.
4.2.10 - Solução titulada de iodo 0,05 M.
4.2.11 - Solução titulada de tiossulfato de sódio 0,1 M.
4.2.12 - Reagente de acetilacetona:
Num balão aferido de 1000 ml dissolver:
150 g de acetato de amónio (4.2.1);
2 ml de acetilacetona (4.2.3);
3 ml de ácido acético (4.2.2).
Completar até 1000 ml com água (pH da solução: 6,4 aproximadamente).
Este reagente deve ser preparado na altura.
4.2.13 - Reagente (4.2.12) sem acetilacetona.
4.2.14 - Formaldeído padrão: solução mãe:
Num balão aferido de 1000 ml introduzir 5 g de formaldeído (4.2.9) e completar com água até 1000 ml.
Determinação do título da solução mãe:
Tomar 10,00 ml, adicionar 25,00 ml de solução titulada de iodo (4.2.10) e 10 ml de solução de hidróxido de sódio (4.2.7). Deixar repousar durante cinco minutos. Acidificar com 11 ml de HCl (4.2.5) e dosear o iodo em excesso com uma solução titulada de tiossulfato de sódio (4.2.11), em presença de cozimento de amido como indicador.
1 ml desta solução de iodo (4.2.10) consumida corresponde a 1,5 mg de formaldeído.
4.2.15 - Formaldeído padrão - solução diluída:
Efectuar sucessivamente uma diluição 1/20 e depois uma diluição 1/100 da solução mãe em água.
1 ml desta solução mãe contém cerca de 1 (mi)g de formaldeído. Calcular o seu teor exacto.
4.3 - Aparelhos e utensílios:
4.3.1 - Material corrente de laboratório:
4.3.2 - Filtro separador de fase, ref. Whatman 1 PS (ou equivalente).
4.3.3 - Centrifugadora.
4.3.4 - Banho-maria regulado a 60ºC.
4.3.5 - Espectrofotómetro.
4.3.6 - Tinas de vidro de 1 cm de percurso óptico.
4.4 - Técnica:
4.4.1 - Solução amostra:
Pesar com a precisão de 0,001 g uma quantidade de amostra correspondente a cerca de 150 (mi)g de formaldeído. Transferir para um balão aferido de 100 ml. Completar até 100 ml com água e misturar (solução S). Verificar se o pH é próximo de 6; caso contrário, efectuar a diluição na solução de ácido clorídrico (4.2.6).
Num balão de Erlenmeyer de 50 ml juntar:
10,0 ml de solução S;
5,0 ml de reagente de acetilacetona (4.2.12) e água, até um volume de 30 ml.
4.4.2 - Solução testemunha:
A interferência eventual de uma coloração de fundo na amostra de ensaio é eliminada da seguinte forma:
Num balão de Erlenmeyer de 50 ml juntar:
10,0 ml da solução S;
5,0 ml de reagente (4.2.13) e água, até um volume de 30 ml.
4.4.3 - Ensaio a branco:
Num balão de Erlenmeyer de 50 ml juntar 5,0 ml de reagente de acetilacetona (4.2.12) e água, até um volume de 30 ml.
4.4.4 - Doseamento:
4.4.4.1 - Agitar as misturas preparadas nos n.os 4.4.1, 4.4.2 e 4.4.3. Mergulhar os balões em banho-maria a 60ºC durante exactamente dez minutos. Arrefecer durante dois minutos num banho de água gelada.
4.4.4.2 - Transferir para uma ampola de decantação de 50 ml contendo exactamente 10 ml de 1-butanol (4.2.4). Lavar com 3 ml a 5 ml de água. Agitar fortemente a mistura durante trinta segundos exactos. Deixar decantar.
4.4.4.3 - Filtrar a fase butanólica por filtro separador de fase (4.3.2) para tinas do espectrofotómetro.
Pode também recorrer-se a uma centrifugação (300 rpm durante cinco minutos).
4.4.4.4 - Determinar a absorvência A(índice 1) a 410 nm do extracto da solução amostra obtida no n.º 4.4.1 em relação ao extracto da solução testemunha (4.4.2).
4.4.4.5 - Da mesma forma, determinar a absorvência A(índice 2) do extracto do ensaio em branco obtido no n.º 4.4.3 em relação a 1-butanol.
N. B. - Todas estas operações devem ser executadas num período de vinte e cinco minutos a partir do momento em que o balão é colocado em banho-maria a 60ºC.
4.4.5 - Curva de calibração:
4.4.5.1 - Num balão de Erlenmeyer de 50 ml juntar:
5,0 ml de solução padrão diluída (4.2.15);
5,0 ml de reagente de acetilacetona (4.2.12) e água, até um volume final de 30 ml.
4.4.5.2 - Continuar segundo as indicações (4.4.4) e determinar a absorvência em relação ao 1-butanol (4.2.4).
4.4.5.3 - Repetir o processo com 10 ml, 15 ml, 20 ml e 25 ml de solução padrão diluída (4.2.15).
4.4.5.4 - Para obter o valor do ponto 0 (correspondente a coloração dos reagentes), proceder como no n.º 4.4.4.5.
4.4.5.5 - Construir a curva de calibração após subtracção do valor do ponto 0 de cada uma das absorvências obtidas nos n.os 4.4.5.1 e 4.4.5.3.
A lei de Beer aplica-se até 30 (mi)g de formaldeído.
4.5 - Cálculos:
4.5.1 - Subtrair A(índice 2) de A(índice 1) e ler sobre a curva de calibração (4.4.5.5) a quantidade C, expressa em microgramas, de formaldeído contido na solução 4.4.1.
4.5.2 - O teor em formaldeído da amostra em percentagem de massa (m/m) é calculado segundo a fórmula:
Formaldeído (%) = C/(10(elevado 3) x m)
4.6 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em formaldeído de 0,2%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não dever ultrapassar 0,005% para o doseamento colorimétrico com acetilacetona.
Se o doseamento do formaldeído conduzir a resultados superiores aos previstos na Portaria n.º 613/87, de 16 de Julho, a saber:
Compreendidos entre 0,05% e 0,2%, quando não indicado no rótulo;
Superiores a 0,2%, quando indicado ou não no rótulo;
é obrigatório proceder segundo o método descrito n.º 5.
5 - Doseamento em presença de libertadores de formaldeído:
5.1 - Princípio:
O formaldeído separado é transformado em derivado lutidínico amarelo por reacção com a acetilacetona num reactor pós-coluna. O derivado formado é doseado por espectrofotometria a 420 nm.
5.2 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e a água desmineralizada.
5.2.1 - Água de qualidade HPLC.
5.2.2 - Acetato de amónio anidro.
5.2.3 - Ácido acético (d(elevado 20)(índice 4)).
5.2.4 - Acetilacetona (conservada a 4ºC).
5.2.5 - Fosfato dissódico anidro.
5.2.6 - Ácido ortofosfórico a 85% (d(elevado 20)(índice 4)).
5.2.7 - Metanol.
5.2.8 - Diclorometano.
5.2.9 - Formaldeído a 37%-40%.
5.2.10 - Hidróxido de sódio 1 M.
5.2.11 - Ácido clorídrico 1 M.
5.2.12 - Ácido clorídrico 0,002 M.
5.2.13 - Cozimento de amido recentemente preparado de acordo com a Farmacopeia Portuguesa.
5.2.14 - Solução titulada de iodo 0,05 M.
5.2.15 - Solução titulada de tiossulfato de sódio 0,1 M.
5.2.16 - Fase móvel:
Solução aquosa de fosfato dissódico (5.2.5) 0,006 M ajustado a um pH 2,1 com ácido ortofosfórico (5.2.6).
5.2.17 - Reagente pós-coluna:
Dissolver num balão aferido de 1000 ml:
62,5 g de acetato de amónio (5.2.2);
7,5 ml de ácido acético (5.2.3);
5 ml de acetilacetona (5.2.4).
Completar até 1000 ml com água (5.2.1). Manter o reagente ao abrigo da luz. Conservação: máximo de três dias a 25ºC. Não deve verificar-se alteração da cor.
5.2.18 - Formaldeído padrão - solução mãe:
Num balão aferido de 1000 ml introduzir 10 g de formaldeído (5.2.9) e completar com água até 1000 ml.
Determinação do título da solução mãe:
Tomar 5,0 ml, adicionar 25,0 ml da solução titulada de iodo (5.2.14) e 10 ml de solução de hidróxido de sódio (5.2.10). Deixar repousar durante cinco minutos. Acidificar com 11,0 ml de HCl (5.2.11) e dosear o iodo em excesso com uma solução titulada de tiossulfato de sódio (5.2.15), em presença de cozimento de amido (5.2.13) como indicador.
1 ml de solução de iodo (5.2.14) consumida corresponde a 1,5 mg de formaldeído.
5.2.19 - Formaldeído padrão - solução diluída:
Efectuar uma diluição a 1/100 da solução-mãe na fase móvel (5.2.16).
1 ml desta solução contém cerca de 37 (mi)g de formaldeído; calcular o seu teor exacto.
5.3 - Aparelhos:
5.3.1 - Material corrente de laboratório.
5.3.2 - Uma bomba HPLC sem pulsações.
5.3.3 - Uma bomba de baixa pressão sem pulsações para o reagente (ou uma segunda bomba HPLC com as mesmas características da primeira).
5.3.4 - Uma válvula de injecção munida de uma ansa de 10 (mi)l.
5.3.5 - Reactor pós-coluna com os seguintes elementos:
Um balão de três tubuladuras de 1 l;
Um aquecedor de balões de 1 l;
Duas colunas Vigreux com um mínimo de 10 patamares (refrigerante a ar);
Um tubo inox (para permuta térmica) - (diâmetro) ext.: 1,6 mm; (diâmetro) int.: 0,23 mm; comprimento: 400 mm;
Tubo de teflon - (diâmetro) ext.: 1,6 mm; (diâmetro) int.: 0,30 mm; comprimento: 5 m (tricotin) (v. anexo 1);
Um "T" sem volume morto (Valco, ou equivalente);
Três junções Union sem volume morto, ou um módulo pós-coluna do tipo Applied Biosystems PCRS 520, ou equivalente, munido de um reactor de 1 ml.
5.3.6 - Membrana filtrante de 0,45 (mi).
5.3.7 - Cartucho Seppak RC(índice 18) (ou equivalente).
5.3.8 - Colunas prontas para uso:
Bischoff hypersil RP 18 (tipo NC, ref. C 25.46 1805) (5 (mi); comprimento: 250 mm; (diâmetro) int.: 4,6 mm), ou Dupont, Zorbax ODS (5 (mi); comprimento: 250 mm; (diâmetro) int.: 4,6 mm), ou Phase SEP, spherisorb ODS 2 (5 (mi); comprimento: 250 mm; (diâmetro) int.: 4,0 mm).
5.3.9 - Pré-coluna:
Bischoff K1 hypersil RP 18 (ref. K1 G 6301 1805), ou equivalente (5 (mi); comprimento: 10 mm).
5.3.10 - A coluna e a pré-coluna são ligadas por um sistema Ecotube (ref. A 15020508 Bischoff), ou equivalente.
5.3.11 - Efectuar a montagem (5.3.5) segundo o esquema do anexo 2.
As ligações a seguir à válvula de injecção devem ser o mais curtas possível. Neste caso, o tubo inox colocado entre a saída do reactor e a entrada do detector tem por objectivo arrefecer a mistura antes da detecção. A temperatura dentro do detector não é conhecida, mas é constante.
5.3.12 - Detector de UV/visível.
5.3.13 - Registador.
5.3.14 - Centrifugadora.
5.3.15 - Banho de ultra-sons.
5.3.16 - Agitador (tipo Vortex, ou equivalente).
5.4 - Técnica:
5.4.1 - Curva de calibração:
Obtém-se medindo a altura dos picos em função da concentração. As soluções padrão obtêm-se por diluição da solução diluída de formaldeído padrão (5.2.19) na fase móvel (5.2.16):
1,0 ml de solução padrão (5.2.19) diluída a 20,0 ml: cerca de 185 (mi)g/100 ml;
2,0 ml de solução padrão (5.2.19) diluída a 20,0 ml: cerca de 370 (mi)g/100 ml;
5,0 ml de solução padrão (5.2.19) diluída a 25,0 ml: cerca de 740 (mi)g/100 ml;
5,0 ml de solução padrão (5.2.19) diluída a 20,0 ml: cerca de 925 (mi)g/100 ml.
As soluções padrão são guardadas durante uma hora à temperatura do laboratório e devem ser preparadas no momento. A linearidade da curva de calibração é adequada para concentrações de 1,00 (mi)g/ml a 15,00 (mi)g/ml.
5.4.2 - Preparação de amostras:
5.4.2.1 - Emulsões (cremes, bases, eyeliners):
Pesar, com a precisão de 0,001 g, uma quantidade de amostra correspondente a cerca de 100 (mi)g de formaldeído. Transferir para tubo de centrífuga de 100 ml. Juntar 20 ml de diclorometano (5.2.8) e 20,0 ml de ácido clorídrico (5.2.12). Misturar utilizando o agitador (5.3.16) e ultra-sons (5.3.15). Separar as duas fases por centrifugação (3000 rpm durante dois minutos). À parte, lavar um cartucho (5.3.7) com 2 ml de metanol (5.2.7) e condicioná-lo com 5 ml de água (5.2.1). Fazer passar 4 ml da fase aquosa do extracto através do cartucho condicionado, eliminar os primeiros 2 ml e recuperar a fracção seguinte.
5.4.2.2 - Loções e champôs:
Pesar, com a precisão de 0,001 g, uma quantidade de amostra correspondente a cerca de 100 (mi)g de formaldeído. Transferir para um balão volumétrico de 100 ml. Completar até 100 ml com a fase móvel (5.2.16). A solução é filtrada através da membrana filtrante (5.3.6) e injectada ou passada através de um cartucho (5.3.7) condicionado como no n.º 5.4.2.1.
Todas as soluções devem ser injectadas imediatamente.
5.4.3 - Condições cromatográficas:
Débito da fase móvel: 1 ml/min.;
Débito do reagente: 0,5 ml/min.;
Débito total à saída do detector: 1,5 ml/min.;
Volume injectado: 10 (mi)l;
Temperatura de eluição: nas separações difíceis, a coluna é imersa num banho de gelo em fusão - aguardar que as temperaturas se equilibrem (quinze a vinte minutos);
Temperatura de reacção pós-coluna: 100ºC;
Detecção: 420 nm.
N. B. - O conjunto do sistema cromatográfico e pós-coluna deve ser lavado com água (5.2.1) depois da utilização. No caso de uma interrupção superior a dois dias, esta lavagem deve ser seguida de uma lavagem com metanol. Antes de recondicionar o sistema, passá-lo por água, para evitar recristalizações.
5.5 - Cálculos:
Teor em formaldeído em percentagem de massa (m/m):
(C x 10(elevado -6) x 100)/5m = (C x 10(elevado -4))/5m
Loções e champôs (5.4.2.2):
Teor em formaldeído:
(C x 10(elevado -6) x 100)/m = (C x 10(elevado -4)/m
em que:
m = massa, em gramas, da amostra submetida em análise;
C = concentração, em microgramas/100 ml, de formaldeído lida na curva da calibração (5.4.1).
5.6 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em formaldeído de 0,05%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra não deve ultrapassar 0,001%.
Para um teor em formaldeído de 0,2%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra não deve ultrapassar 0,005%.
ANEXO 1 — Construção de um tricotin
Acessórios utilizados para construção do tricotin:
Um cilindro de madeira:
Diâmetro externo de 5 cm; no meio do cilindro é feito um furo de 1,5 cm. Pregam-se quatro puas de aço de forma a ficarem equidistantes (v. o esquema do cilindro - figuras 1 e 2). Distância entre duas puas: 1,8 cm. Distância entre uma pua e o furo central: 0,5 cm;
Uma haste rígida (de tipo agulha de crochet) para fazer as laçadas a partir do tubo de teflon;
Tubo de teflon - (diâmetro) ext.: 1,6 mm; (diâmetro) int.: 0,3 mm; comprimento: 5 m.
Funcionamento do tricotin:
Para fazer funcionar o tricotin é necessário enfiar o tubo de teflon de cima para baixo através do tubo central do cilindro (deixando sair pela face inferior cerca de 10 cm de tubo, o que permitirá puxar ligeiramente o cordão que vai sendo confeccionado) e enrolar o tubo à volta de cada uma das quatro puas para efectuar a primeira volta (v. figura 3).
A entrada e a saída do tricotin são providas de casquilho e parafusos de pressão: é necessário ter cuidado para não esmagar o teflon durante a montagem.
A partir da segunda volta fazer passar o tubo pelo exterior de cada pua, para em seguida formar uma laçada da seguinte forma: fazer passar o tubo da volta inferior sobre o tubo da volta superior com a ajuda da haste rígida (v. figura 4).
Este trabalho deve ser repetido para cada uma das puas respeitando a ordem 1-2-3-4, até se obterem os 5 m ou o comprimento desejado. Deixar cerca de 10 cm de tubo para fechar o cordão. Passar o tubo por dentro de cada uma das quatro laçadas e puxar ligeiramente, fechando, assim, o cordão.
N. B. - Existem no mercado tricotins fabricados para reacções pós-coluna (SUPELCO).
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
CAPÍTULO XV — Hexaclorofeno - Identificação
A - Identificação
1 - Objectivo e campo de aplicação:
O método é aplicável a todos os produtos cosméticos.
2 - Princípio:
O hexaclorofeno contido na amostra é extraído pelo acetato de etilo e identificado por cromatografia em camada fina.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
3.1 - Solução de ácido sulfúrico 8 N.
3.2 - Celite AW.
3.3 - Acetato de etilo.
3.4 - Eluente: benzeno contendo 1% (v/v) de ácido acético glacial.
3.5 - Revelador n.º 1:
Solução de rodamina B: dissolver 100 mg de rodamina B numa mistura de 150 ml de óxido de dietilo, 70 ml de etanol absoluto e 16 ml de água.
3.6 - Revelador n.º 2:
Solução de 2,6-dibromo-4-(cloroimino) ciclo-hexa-2,5-dienona: dissolver 400 mg de 2,6-dibromo-4-(cloroimino) ciclo-hexa-2,5-dienona em 100 ml de metanol (a preparar diariamente).
Solução de carbonato de sódio: dissolver 10 g de carbonato de sódio em 100 ml de água desmineralizada.
3.7 - Solução padrão:
Solução de 0,05% (m/v) de hexaclorofeno em acetato de etilo (3.3).
4 - Aparelhagem:
4.1 - Placas para cromatografia em camada fina de sílica F(índice 254) de 20 cm x 20 cm.
4.2 - Material corrente de laboratório para cromatografia em camada fina.
4.3 - Banho termostatado para 26ºC.
5 - Preparação da amostra:
5.1 - Misturar cuidadosamente 1 g de amostra homogeneizada com 1 g de celite AW (3.2) e 1 ml de solução de ácido sulfúrico (3.1).
5.2 - Secar a 100ºC durante duas horas.
5.3 - Arrefecer e reduzir o resíduo seco a pó fino.
5.4 - Extrair duas vezes com 10 ml de acetato de etilo (3.3) de cada vez. Centrifugar após cada extracção e juntar as fases de acetato de etilo.
5.5 - Evaporar a 60ºC.
5.6 - Dissolver o resíduo em 2 ml de acetato de etilo (3.3).
6 - Técnica:
6.1 - Aplicar 2 (mi)l de solução da amostra 5.6 e 2 (mi)l de solução padrão (3.7) sobre uma placa (4.1).
6.2 - Saturar a tina termostatada a 26ºC com eluente (3.4).
6.3 - Colocar a placa de cromatografia em camada fina na tina e desenvolver até 15 cm.
6.4 - Retirar a placa e secar na estufa a 105ºC.
6.5 - Revelação:
Revelam-se as manchas de hexaclorofeno como indicado nos n.os 6.5.1 ou 6.5.2.
6.5.1 - Pulverizar o revelador n.º 1 (3.5) de modo uniforme sobre a placa. Passados trinta minutos, examinar a placa com luz UV de 254 nm.
6.5.2 - Pulverizar o revelador n.º 2 (3.6) utilizando sucessivamente a solução de 2,6-dibromo-4-(cloroimino) ciclo-hexa-2,5-dienona e em seguida a solução de carbonato de sódio. Examinar a placa à luz do dia após dez minutos de secagem à temperatura ambiente.
7 - Interpretação dos resultados:
7.1 - Revelador n.º 1 (3.5):
O hexaclorofeno é revelado sob forma de manchas azuladas sobre fundo amarelo-laranja, fluorescente e apresenta um Rf de 0,5, aproximadamente.
7.2 - Revelador n.º 2 (3.6):
O hexaclorofeno é revelado sob forma de manchas de azul-celeste a azul-turquesa sobre fundo branco e apresenta um Rf de 0,5, aproximadamente.
CAPÍTULO XVI — Hidróxidos de sódio e de potássio livres
Identificação e doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
O método descreve o procedimento que permite identificar os produtos cosméticos contendo quantidades importantes de hidróxidos de sódio e ou de potássio livres e dosear estes hidróxidos nos produtos de desfrisagem dos cabelos e nos solventes da cutícula das unhas.
2 - Definição:
O hidróxido de sódio e de potássio livre define-se como sendo o volume de ácido de referência necessário para neutralizar o produto em condições determinadas e exprime-se sob a forma de hidróxido de sódio livre.
3 - Princípio:
A amostra é dissolvida ou dispersa em água e titulada com o ácido de referência. Regista-se a variação do valor do pH ao mesmo tempo que se acrescenta o ácido: para uma solução simples de hidróxidos de sódio ou potássio, o fim da titulação corresponde a uma variação precisa do valor do pH registado.
A curva de titulação normal pode ser modificada pela presença de:
Amónia e outras bases orgânicas fracas, que apresentam, elas próprias, uma curva de titulação bastante plana. Neste caso, a amónia é eliminada por evaporação sob pressão reduzida, à temperatura ambiente;
Sais de ácidos fracos, o que pode originar uma curva de titulação apresentando vários pontos de inflexão. Neste caso, só a primeira parte da curva, até ao primeiro destes pontos de inflexão, corresponde à neutralização do ião hidróxilo proveniente do hidróxido de sódio e de potássio livre.
Preconiza-se um outro procedimento de titulação, no álcool, quando é indicado que existe uma interferência excessiva dos sais de ácidos inorgânicos fracos. Se bem que seja teoricamente possível encontrar outras bases fortes solúveis, tais como hidróxido de lítio ou hidróxido de amónio quaternário, que dão um pH elevado, a sua presença neste tipo de produtos cosméticos é altamente improvável.
4 - Identificação:
4.1 - Reagentes:
4.1.1 - Solução tampão alcalina de referência de pH 9,18 a 25ºC: solução 0,05 M de tetraborato de sódio.
4.2 - Aparelhagem:
4.2.1 - Material corrente de laboratório.
4.2.2 - Potenciómetro.
4.2.3 - Eléctrodo de vidro.
4.2.4 - Eléctrodo de referência de calomelanos.
4.3 - Técnica:
Aferir o aparelho de medida por meio da solução tampão de referência (4.1.1). Preparar uma solução ou dispersão a 10% do produto a analisar em água e filtrar. Determinar o pH. Se for igual ou superior a 12, é necessário efectuar um doseamento.
5 - Doseamento:
5.1 - Titulação em meio aquoso:
5.1.1 - Reagentes:
5.1.1.1 - Solução 0,1 N de ácido clorídrico titulada.
5.1.2 - Aparelhagem:
5.1.2.1 - Material corrente de laboratório.
5.1.2.2 - Potenciómetro, de preferência com registador.
5.1.2.3 - Eléctrodo de vidro.
5.1.2.4 - Eléctrodo de referência de calomelanos.
5.1.3 - Técnica:
Pesar com precisão, num copo de 150 ml, uma tomada de ensaio de 0,5 g a 1 g. Na presença de amoníaco, juntar algumas bolas de vidro, colocar o copo num exsicador para vácuo, proceder ao vácuo até que o cheiro de amoníaco desapareça (cerca de três horas). Dissolver ou dispersar o resíduo em 100 ml de água. Titular com uma solução de ácido clorídrico 0,1 N (5.1.1.1), registando a variação do pH (5.1.2.2).
5.1.4 - Cálculos:
Determinar os pontos de inflexão da curva de titulação. Quando o primeiro ponto de inflexão aparece a um pH inferior a 7, a amostra não contém hidróxido de sódio ou de potássio. Quando se formam dois ou vários pontos de inflexão na curva, só o primeiro é tomado em consideração. Anotar o volume da solução de titulação neste primeiro ponto de inflexão.
Seja:
V = o volume da solução de titulação, em mililitros;
M = a massa da tomada de ensaio, em gramas.
A concentração em hidróxidos de sódio e, ou de potássio é expressa em percentagem (m/m) de hidróxido de sódio pela fórmula:
Percentagem de hidróxido de sódio = 0,4 V/M
Pode acontecer que, apesar da indicação da presença de uma quantidade bastante importante de hidróxidos de sódio e ou potássio, a curva de titulação não apresente ponto de inflexão distinto. Neste caso, convém proceder a um novo doseamento em isopropanol.
5.2 - Titulação em isopropanol:
5.2.1 - Reagentes:
5.2.1.1 - Isopropanol.
5.2.1.2 - Solução aquosa titulada 1,0 N de ácido clorídrico.
5.2.1.3 - A solução 0,1 N de ácido clorídrico no isopropanol é preparada imediatamente antes da utilização por diluição da solução aquosa de ácido clorídrico 1,0 N, com isopropanol.
5.2.2 - Aparelhagem:
5.2.2.1 - Material corrente de laboratório.
5.2.2.2 - Potenciómetro, de preferência com registador.
5.2.2.3 - Eléctrodo de vidro.
5.2.2.4 - Eléctrodo de referência de calomelanos.
5.2.3 - Técnica:
Pesar com precisão, num copo de 150 ml, uma tomada de ensaio entre 0,5 g e 1 g. Na presença de amoníaco, juntar algumas bolas de vidro, colocar o copo num exsicador para vácuo e proceder ao vácuo até que o cheiro de amoníaco desapareça (cerca de três horas). Dissolver ou dispersar o resíduo em 100 ml de isopropanol. Titular com a solução 0,1 N de ácido clorídrico no isopropanol (5.2.1.3) registando a variação do pH aparente (5.2.2.2).
5.2.4 - Cálculos:
O mesmo método que no n.º 5.1.4. O primeiro ponto de inflexão é visível a um pH aparente de cerca de 9.
5.3 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para teores da ordem dos 5% (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não deve ultrapassar 0,25%.
CAPÍTULO XVII — 8-hidroxiquinoleína e seu sulfato
Identificação e dosamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
O método descreve a identificação e o doseamento de 8-hidroxiquinoleína e do seu sulfato.
2 - Definição:
O teor da amostra em 8-hidroxiquinoleína determinado segundo este método é expresso em percentagem de massa (m/m) de 8-hidroxiquinoleína.
3 - Princípio:
3.1 - Identificação:
É efectuada por cromatografia em camada fina.
3.2 - Doseamento:
É efectuado por espectrofotometria em 410 nm de um complexo de cobre obtido por reacção com o licor de Fehling.
4 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
4.1 - 8-hidroxiquinoleína.
4.2 - Benzeno (tendo em conta a toxicidade do produto, tomar as precauções adequadas).
4.3 - Clorofórmio.
4.4 - Solução de hidróxido de sódio a 50% (m/m).
4.5 - Sulfato de cobre (CuSO(índice 4) . 5 H(índice 2)O).
4.6 - Tartarato duplo de potássio e de sódio.
4.7 - Ácido clorídrico 1 N.
4.8 - Ácido sulfúrico 1 N.
4.9 - Solução de hidróxido de potássio 1 N.
4.10 - Etanol.
4.11 - 1-butanol.
4.12 - Ácido acético glacial.
4.13 - Ácido clorídrico 0,1 N.
4.14 - Celite 545, ou equivalente.
4.15 - Soluções padrão:
4.15.1 - Colocar 100 mg de 8-hidroxiquinoleína (4.1) num balão aferido de 100 ml e dissolver numa pequena quantidade de ácido sulfúrico 1 N (4.8). Completar o volume com ácido sulfúrico 1 N (4.8).
4.15.2 - Colocar 100 mg de 8-hidroxiquinoleína (4.1) num balão aferido de 100 ml. Dissolver no etanol (4.10). Completar o volume com o mesmo solvente e misturar.
4.16 - Licor de Fehling:
Solução A: num balão aferido de 100 ml pesar 7 g de sulfato de cobre (4.5). Dissolver numa pequena quantidade de água, completar o volume com água e misturar.
Solução B: num balão aferido de 100 ml pesar 35 g de tartarato duplo de potássio e de sódio (4.6) e dissolvê-los em 50 ml de água. Juntar 20 ml de hidróxido de sódio a 50% (4.4). Completar o volume com água e misturar.
Imediatamente antes da utilização, para um balão aferido de 100 ml, pipetar 10 ml de solução A e 10 ml de solução B. Completar o volume com água e misturar.
4.17 - Eluentes:
Eluente I: 1-butanol, ácido acético e água (80:20:20, em volume).
Eluente II: clorofórmio e ácido acético (95:5, em volume).
4.18 - Solução a 1% de 2,6-dicloro-4-(cloroimino) ciclo-hexa-2,5-dienona em etanol (4.10).
4.19 - Solução de carbonato de sódio a 1% (m/v).
4.20 - Solução a 30% (v/v) de etanol (4.10) em água.
4.21 - Solução de di-hidrogenoetilenodiaminatetra-acetato dissódico a 5% (m/v).
4.22 - Solução tampão de pH 7:
Pesar 27 g de KH(índice 2)PO(índice 4) e 70 g de K(índice 2)HPO(índice 4) . 3 H(índice 2)O num balão aferido de 1 l. Dissolver. Completar o volume e misturar.
4.23 - Placas para cromatografia em camada fina de sílica prontas para utilização, com a espessura de 0,25 mm (Kieselgel 60 Merck, ou equivalente). Antes da utilização, cada placa deve ser pulverizada com 10 ml do reagente 4.21 e seca a 80ºC.
5 - Aparelhagem:
5.1 - Balões esmerilados de fundo redondo de 100 ml.
5.2 - Balões aferidos.
5.3 - Pipetas graduadas de 10 ml e 5 ml.
5.4 - Pipetas aferidas de 20 ml, 15 ml, 10 ml e 5 ml.
5.5 - Ampolas de decantação de 100 ml, 50 ml e 25 ml.
5.6 - Filtros de pregas de 9 cm de diâmetro.
5.7 - Evaporador rotativo.
5.8 - Refrigerante de refluxo esmerilado.
5.9 - Espectrofotómetro.
5.10 - Tinas de 1 cm de percurso óptico.
5.11 - Agitador com aquecimento.
5.12 - Coluna de vidro para cromatografia de 160 mm de altura e 8 mm de diâmetro, cuja parte inferior está munida de um estreitamento tapado por tampão de lã de vidro e cuja parte superior é adaptada à eluição sob pressão.
6 - Técnica:
6.1 - Identificação:
6.1.1 - Amostras líquidas:
6.1.1.1 - Depois de ter levado a 7 o pH de uma fracção de amostras a analisar, aplica-se 5 (mi)ml e 10 (mi)l em cada um dos pontos da linha de partida de uma placa recoberta de uma camada delgada de gele de sílica, tratada previamente como referido no n.º 4.23.
6.1.1.2 - Sobre dois outros pontos da linha de partida, aplicam-se 10 (mi)l e 30 (mi)l da solução padrão (4.15.2) e seguidamente desenvolve-se a placa com um dos dois eluentes (4.17).
6.1.1.3 - Quando o eluente atingiu 15 cm, a placa é seca a 110ºC durante quinze minutos. Com luz UV (366 nm), as manchas de 8-hidroxiquinoleína caracterizam-se por uma fluorescência amarela.
6.1.1.4 - A placa é seguidamente pulverizada com uma solução aquosa de carbonato de sódio a 1% (4.19) e, após a secagem, com uma solução a 1% de 2,6-dicloro-4-(cloroimino) ciclo-hexa-2,5-dienona (4.18). A 8-hidroxiquinoleína aparece na forma de uma mancha azul.
6.1.2 - Amostras sólidas e cremes:
6.1.2.1 - Colocar 1 g de amostra em suspensão em 5 ml da solução tampão de pH 7 (4.22). Transferir com 10 ml de clorofórmio para uma ampola de decantação e agitar. Depois de ter separado a camada clorofórmica, extrair por duas vezes a suspensão aquosa com 10 ml de clorofórmio (4.3). Misturar e filtrar os extractos clorofórmicos para um balão de fundo redondo de 100 ml (5.1). Concentrar até à secura quase total no evaporador rotativo. Retomar o resíduo em 2 ml de clorofórmio e aplicar 10 (mi)l e 30 (mi)l da solução obtida numa placa de gele de sílica, procedendo como foi indicado no n.º 6.1.1.1.
6.1.2.2 - Após ter aplicado 10 (mi)l e 30 (mi)l da solução padrão (4.15.2), procede-se como indicado nos n.os 6.1.1.2, 6.1.1.3 e 6.1.1.4.
6.2 - Doseamento:
6.2.1 - Amostras líquidas:
6.2.1.1 - Num balão esmerilado de fundo redondo de 100 ml pesar 5 g da amostra. Juntar 1 ml de ácido sulfúrico 1 N (4.8) e concentrar a mistura até à secura quase total, a pressão reduzida, a 50ºC.
6.2.1.2 - Dissolver este resíduo em 20 ml de água quente. Transferir para um balão aferido de 100 ml e lavar por três vezes com 20 ml de água. Completar 100 ml com água e misturar.
6.2.1.3 - Pipetar 5 ml desta solução para uma ampola de decantação de 50 ml (5.5). Depois de se juntar 10 ml de licor de Fehling (4.16), extrair o complexo de cobre formado por três vezes com 8 ml de clorofórmio (4.3).
6.2.1.4 - Juntar as fases clorofórmicas filtradas num balão aferido de 25 ml (5.2). Completar o volume com clorofórmio (4.3) e agitar. Determinar a densidade óptica da solução amarela a 410 nm em relação ao clorofórmio.
6.2.2 - Amostras sólidas e cremes:
6.2.2.1 - Num balão de fundo redondo de 100 ml (5.1) pesar 0,500 g da amostra. Juntar 30 ml de benzeno (4.2) e 20 ml de ácido clorídrico 1 N (4.7). Aquecer à ebulição com refluxo durante trinta minutos, agitando.
6.2.2.2 - Transferir o conteúdo do balão para uma ampola de decantação (5.5) de 100 ml e lavar com 5 ml de ácido clorídrico 1 N (4.7). Transferir a fase aquosa para um balão de fundo redondo (5.1). Lavar a fase benzénica com 5 ml de ácido clorídrico 1 N (4.7) e recolher as águas de lavagem no balão. Prosseguir como indicado no n.º 6.2.2.4.
6.2.2.3 - Caso das emulsões que não convêm para prosseguimento da análise. Misturar 0,500 g da amostra com 2 g de celite 545 (4.14), de modo a obter um pó fluido. Colocar a mistura, em pequenas fracções, na coluna de vidro para cromatografia (5.12). Após cada adição, homogeneizar e compactar o conteúdo da coluna. Quando toda a mistura amostra-celite for introduzida na coluna, eluir com ácido clorídrico 0,1 N (4.13), de modo a obter 10 ml de eluído em cerca de dez minutos. Em caso de necessidade, pode-se proceder a esta eluição, exercendo uma ligeira pressão com azoto. Durante a eluição é conveniente assegurar-se de que há sempre ácido clorídrico acima da mistura amostra-celite.
Os primeiros 10 ml de eluído são seguidamente tratados como indicado no n.º 6.2.2.4.
6.2.2.4 - As fases aquosas (6.2.2.2) ou os eluídos (6.2.2.3) são misturados e concentrados até à secura quase total, sob pressão reduzida, no evaporador rotativo.
6.2.2.5 - Dissolver o resíduo em 6 ml da solução de hidróxido de sódio 1 N (4.9). Juntar 20 ml de licor de Fehling (4.16) e transferir para uma ampola de decantação de 50 ml (5.5). Lavar o balão com 8 ml de clorofórmio (4.3) e transferir para ampola de decantação. Após agitação, a fase clorofórmica é filtrada e recolhida num balão aferido de 50 ml (5.2).
6.2.2.6 - A fase aquosa é extraída por três vezes com 8 ml de clorofórmio (4.3). As fases clorofórmicas são filtradas e recolhidas num balão aferido de 50 ml. Completar o volume com clorofórmio e agitar. Determinar a densidade óptica da solução amarela a 410 nm em relação ao clorofórmio.
7 - Curva de calibração:
7.1 - Para balões de fundo redondo de 100 ml (5.1), contendo cada um 3 ml de uma solução aquosa de etanol a 30% (4.20), pipetar 5 ml, 10 ml, 15 ml e 20 ml da solução padrão (4.15.1) e proceder como indicado no n.º 6.2.1.
8 - Expressão dos resultados:
8.1 - Amostras líquidas:
Percentagem (m/m) de 8-hidroxiquinoleína = a x 100/m
em que:
a = número de miligramas de 8-hidroxiquinoleína extrapolados na curva de calibração (7);
m (mg) = massa de amostra (6.2.2.1).
8.2 - Amostras sólidas e cremes:
Percentagem (m/m) de 8-hidroxiquinoleína = 2a x 100/m
em que:
a = número de miligramas de 8-hidroxiquinoleína extrapolados na curva de calibração (7);
m (mg) = massa de amostra (6.2.2.1).
9 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em 8-hidroxiquinoleína da ordem de 0,3%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 0,02%.
CAPÍTULO XVIII — Iodato de sódio - Identificação e doseamento
Objectivo e campo de aplicação:
O método é adequado para a identificação e doseamento do iodato de sódio nos produtos cosméticos sujeitos a lavagem após utilização.
A - Identificação
1 - Princípio:
O iodato de sódio é separado dos outros halogenatos por cromatografia em camada fina e identificado por oxidação do iodeto em iodo.
2 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
2.1 - Soluções de referência: soluções aquosas de clorato, bromato e iodato de potássio a 0,01% (m/v) preparadas recentemente.
2.2 - Eluente: solução de amoníaco a 28% (m/v), acetona e butanol (60:130:30, em volume).
2.3 - Solução aquosa de iodeto de potásio a 5% (m/v).
2.4 - Solução de amido de 1% a 5% (m/v).
2.5 - Ácido clorídrico 1 M.
3 - Aparelhagem:
3.1 - Placas de cromatografia em camada fina prontas para utilização, revestidas de celulose (0,25 mm).
3.2 - Material corrente de cromatografia em camada fina.
4 - Técnica:
4.1 - Extrair cerca de 1 g de amostra com água, filtrar e diluir a cerca de 10 ml.
4.2 - Aplicar 2 (mi)l desta solução na linha de base da placa (3.1) e 2 (mi)l de cada uma das três soluções de referência (2.1).
4.3 - Colocar a placa numa tina de desenvolvimento e desenvolver por cromatografia ascendente aproximadamente no percurso de três quartos do comprimento da placa com a ajuda do eluente (2.2).
4.4 - Retirar a placa da tina e deixar evaporar o eluente à temperatura ambiente.
Nota. - A operação pode demorar duas horas.
4.5 - Pulverizar a placa com iodeto de potássio (2.3) e deixar secar durante cerca de cinco minutos.
4.6 - Pulverizar seguidamente com a solução de amido (2.4) e deixar secar durante cerca de cinco minutos.
4.7 - Pulverizar finalmente com ácido clorídrico (2.5).
5 - Avaliação:
Em presença de iodato, aparece imediatamente uma mancha azul, tornando-se acastanhada, com o valor de Rf aproximadamente de 0 a 0,2. Os bromatos reagem imediatamente, apresentando valores de Rf de 0,5 a 0,6, e os cloratos reagem cerca de trinta minutos depois, apresentando valores de Rf de 0,7 a 0,8.
B - Doseamento
1 - Definição:
O teor da amostra em iodato de sódio determinado por este método é expresso em percentagem da massa de iodato de sódio.
2 - Princípio:
O iodato de sódio é dissolvido em água e doseado por cromatografia líquida a alta pressão, utilizando (em série) uma coluna de fase reversa C 18 e uma coluna permutadora de aniões.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica. Devem, nomeadamente, ser apropriados para a cromatografia líquida a alta pressão.
3.1 - Ácido clorídrico 4 M.
3.2 - Solução aquosa de sulfito de sódio a 5% (m/v).
3.3 - Solução mãe de iodato de sódio: preparar uma solução contendo 50 mg de iodato de sódio por 100 ml de água.
3.4 - Di-hidrogeno-ortofosfato de potássio.
3.5 - Hidrogeno-ortofosfato dissódico 2H(índice 2)O.
3.6 - Fase móvel da cromatografia líquida a alta pressão: dissolver 3,88 g de di-hidrogeno-ortofosfato de potássio (3.4) e 1,19 g de hidrogeno-ortofosfato dissódico 2H(índice 2)O (3.5) em 1 l de água.
O pH da solução obtida é 6,2.
3.7 - Papel indicador universal, pH 1-11.
4 - Aparelhagem:
Material corrente de laboratório.
4.1 - Papel de filtro de 110 mm de diâmetro, Schleicher e Schull n.º 5/5, ou equivalente.
4.2 - Cromatógrafo líquido a alta pressão munido de um detector com comprimento de onda variável.
4.3 - Colunas: com comprimento de 120 mm e com diâmetro interno de 4,6 mm, em número de dois, em série; primeira coluna com nucleosil (R) 5 C 18, ou equivalente, segunda coluna com Vydac, TM-301-SB, ou equivalente.
5 - Técnica:
5.1 - Preparação das amostras:
5.1.1 - Amostras fluidas (champôs):
Pesar com precisão uma tomada de ensaio de cerca de 1,0 g em proveta graduada com rolha esmerilada ou num balão aferido de 10 ml. Completar com água e misturar. Em caso de necessidade, filtrar a solução. Determinar a quantidade de iodato na solução por meio de cromatografia líquida a alta pressão, conforme é descrito no n.º 5.2.
5.1.2 - Amostras sólidas (sabão):
Dividir finamente uma parte da amostra, pesar com precisão uma tomada de ensaio de cerca de 1,0 g e introduzir em proveta graduada com rolha esmerilada de 100 ml. Encher com água até 50 ml e agitar energicamente durante um minuto; centrifugar ou filtrar por papel, ou deixar repousar a mistura durante uma noite, pelo menos; agitar energicamente a solução gelatinosa e filtrar esta por papel (4.1). Dosear o iodato no filtrado por cromatografia líquida a alta pressão, conforme é descrito no n.º 5.2.
5.2 - Cromatografia:
Débito: 1 ml/min.;
Comprimento de onda do detector: 210 nm;
Volume injectado: 10 (mi)l;
Medida: área do pico.
5.3 - Calibração:
Pipetar, respectivamente, 1,0 ml, 2,0 ml, 5,0 ml, 10,0 ml e 20,0 ml da solução mãe do iodato de sódio (3.3) em balões aferidos de 50 ml. Completar o volume e agitar. As soluções assim obtidas contêm, respectivamente, 0,01 mg, 0,02 mg, 0,05 mg, 0,10 mg e 0,20 mg de iodato de sódio por mililitro. Injectar 10 (mi)l de cada solução de referência no cromatógrafo líquido (4.2). Determinar a área do pico para o iodato e estabelecer uma curva de calibração: área do pico-concentração de iodato.
6 - Cálculo:
Calcular o teor de iodato de sódio em percentagem de massa (% m/m) utilizando a fórmula:
Percentagem de massa de iodato de sódio = Vc/10 m
em que:
m = a massa, expressa em gramas, da tomada de ensaio (5.1);
V = o volume total da solução de amostra, expresso em mililitros, obtido conforme é descrito no n.º 5.1;
c = a concentração, expressa em miligramas/mililitros, de iodato de sódio obtido a partir da curva de calibração.
7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em iodato de sódio de 0,1% (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos efectuados em paralelo na mesma amostra não deve ultrapassar 0,002%.
8 - Confirmação:
8.1 - Princípio:
Em solução ácida, o iodato ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf)) é reduzido a iodeto ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf)) pelo sulfito e a solução obtida é examinada por cromatografia líquida a alta pressão. Se um pico com um iodato desaparecer após tratamento com sulfito, o pico original pode ser considerado como o iodato.
8.2 - Técnica:
Pipetar para matrás uma tomada de ensaio de 5 ml da solução da amostra obtida no n.º 5.1. Ajustar o pH da solução a um valor inferior ou igual a 3 com ácido colorídrico (3.1) e papel indicador universal de pH (3.7). Juntar três gotas da solução de sulfito sódico (3.2) e agitar. Injectar 10 (mi)l da solução no cromatógrafo líquido (4.2). Comparar o cromatograma com o que foi obtido da forma descrita no n.º 5 para a mesma amostra.
CAPÍTULO XIX — Metanol em relação ao etanol ou ao 2-propanol - Doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método descreve o doseamento do metanol por cromatografia em fase gasosa em todos os tipos de produtos cosméticos, incluindo os aerossóis. Aplica-se a concentrações relativas de 0% a 10%.
2 - Definição:
O teor em metanol determinado segundo este método é expresso em percentagem de massa (m/m) de metanol em relação com a massa de etanol ou de 2-propanol.
3 - Princípio:
O doseamento é efectuado por cromatografia em fase gasosa.
4 - Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
4.1 - Metanol.
4.2 - Etanol absoluto.
4.3 - 2-propanol.
4.4 - Clorofórmio, lavado com água para eliminar os álcoois.
5 - Aparelhagem:
5.1 - Cromatógrafo de fase gasosa com detector catarométrico (para as amostras de produtos em aerossóis). Cromatógrafo de fase gasosa com detector de ionização de chama (para as amostras de outros produtos).
5.2 - Balões aferidos de 100 ml.
5.3 - Pipetas aferidas de 0,1 ml, 2 ml e 20 ml.
5.4 - Microsseringas de 0 (mi)l a 100 (mi)l e de 0 (mi)l a 5 (mi)l:
Somente para as amostras de produtos em aerossóis, seringa especial para gás, com válvula móvel (figura 5 do método de amostragem).
6 - Técnica:
6.1 - Preparação das amostras:
6.1.1 - Os produtos em aerossóis são tratados como indicado na 2.ª parte e depois analisados por cromatografia em fase gasosa nas condições indicadas no n.º 6.2.
6.1.2 - Os outros produtos, tratados como indicado na 2.ª parte, são diluídos em água até uma concentração de 1% a 2% de etanol ou de 2-propanol, e depois analisados por cromatografia em fase gasosa nas condições indicadas no n.º 6.2.2.
6.2 - Condições de cromatografia em fase gasosa:
6.2.1 - Para as amostras de produtos em aerossóis:
6.2.1.1 - Utilizar-se-á uma coluna cheia com 10% de Hallcomid M 18 sobre Chromosorb WAW 100-120 mesh e um detector catarométrico.
6.2.1.2 - A fase estacionária deve permitir um grau de resolução igual ou superior a 1,5:
R = 2 x (d'R(índice 2) - d'R(índice 1))/(W(índice 1) + W(índice 2))
em que:
R(índice 1) e R(índice 2) = tempo de retenção, expresso em minutos, de dois picos;
W(índice 1) e W(índice 2) = largura dos mesmos picos a meia altura;
d' = velocidade do papel em milímetros/minuto.
6.2.1.3 - As condições seguintes permitem obter bons resultados:
Tipo de coluna: aço inoxidável;
Comprimento: 3,5 m;
Diâmetro: 3 mm;
Intensidade de corrente do detector catarométrico: 150 mA;
Gás de arrastamento: hélio:
Pressão: 2,5 b;
Débito: 45 ml/min.;
Temperaturas:
Injector: 150ºC;
Detector: 150ºC;
Coluna: 65ºC.
6.2.2 - Para as amostras de outros produtos:
6.2.2.1 - Utilizar-se-á uma coluna cheia com Chromosorb 105 ou com Porapak Qs e um detector de ionização de chama.
6.2.2.2 - A fase estacionária deve permitir um grau de resolução igual ou superior a 1,5:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
6.2.2.3 - As condições seguintes permitem obter bons resultados:
Tipo de coluna: aço inoxidável;
Comprimento: 2 m;
Diâmetro: 3 mm;
Electrómetro: sensibilidade de 8.10(elevado a -10) A;
Gás de arrastamento: azoto:
Pressão: 2,1 b;
Débito: 40 ml/min.;
Auxiliar: hidrogénio:
Pressão: 1,5 b;
Débito: 20 ml/min.;
Temperaturas:
Injector: 150ºC;
Detector: 230ºC;
Colunas: 120ºC ou 130ºC.
7 - Curvas padrão:
7.1 - Nas condições indicadas no n.º 6.2.1 (coluna Hallcomid M 18), utilizar as misturas padrão definidas seguidamente. Preparar estas misturas por medida volumétrica, mas determinar a quantidade exacta libertada, pesando imediatamente após cada adição:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
Injectar 2 (mi)l a 3 (mi)l no cromatógrafo, como foi indicado no n.º 6.2.1. Calcular a razão das áreas dos picos (metanol/etanol ou metanol/2-propanol) de cada mistura. Traçar a curva padrão utilizando:
Como eixo dos X: a percentagem de metanol em relação ao etanol ou ao 2-propanol;
Como eixo dos Y: a razão das áreas dos picos (metanol/etanol ou metanol/2-propanol).
7.2 - Nas condições indicadas no n.º 6.2.2 (Porapak Qs ou Chromosorb 105), utilizar as misturas padrão definidas seguidamente. Preparar estas misturas por medida volumétrica, mas determinar a quantidade exacta libertada, pesando imediatamente após cada adição:
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
Injectar 2 (mi)l a 3 (mi)l no cromatógrafo, como foi indicado no n.º 6.2.2. Calcular a razão das áreas dos picos (metanol/etanol ou metanol/2-propanol) de cada mistura. Traçar a curva padrão utilizando:
Como eixo dos X: a percentagem de metanol em relação ao etanol ou ao 2-propanol;
Como eixo dos Y: a razão das áreas dos picos (metanol/etanol ou metanol/2-propanol).
7.3 - Nos dois casos a curva de calibração deve ser uma recta.
8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para teores em metanol de 5% em relação ao etanol ou ao 2-propanol, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 0,25%.
CAPÍTULO XX — Nitritos - Identificação e doseamento
A - Identificação
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método destina-se à identificação dos nitritos nos produtos cosméticos. Aplica-se, em particular, aos cremes, aos produtos pastosos e aos dentifrícios.
2 - Princípio:
A caracterização dos nitritos faz-se com fenil-hidrazona-2-aminobenzaldeído.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
3.1 - Ácido sulfúrico diluído: diluir 2 ml de ácido sulfúrico concentrado (d(elevado 20)(índice 4)) em 11 ml de água destilada.
3.2 - Ácido clorídrico diluído: diluir 1 ml de ácido clorídrico concentrado (d(elevado 20)(índice 4)) em 11 ml de água destilada.
3.3 - Metanol.
3.4 - Solução de fenil-hidrazona-2-aminobenzaldeído (reagente Nitrine R) em metanol.
Pesar 2 g de Nitrine R e introduzi-los em balão aferido de 100 ml. Juntar, gota a gota, 4 ml de ácido clorídrico diluído (3.2) e agitar. Completar o volume com metanol e misturar até que a solução esteja completamente límpida. Conservar a solução num frasco de vidro castanho (4.3).
4 - Material:
4.1 - Copos de 50 ml.
4.2 - Balão aferido de 100 ml.
4.3 - Frasco de vidro castanho de 125 ml.
4.4 - Placa de vidro de 10 cm x 10 cm.
4.5 - Espátula de material sintético.
4.6 - Papel de filtro de 10 cm x 10 cm.
5 - Técnica:
5.1 - Estender uniformemente uma parte da amostra a examinar sobre a placa de vidro (4.4), procurando que a espessura da camada não ultrapasse 1 cm.
5.2 - Mergulhar uma folha de papel de filtro (4.6) em água destilada e colocá-la sobre a amostra, aplicando-a convenientemente com a ajuda da espátula (4.5).
5.3 - Esperar cerca de um minuto e colocar no meio do papel de filtro:
Duas gotas de ácido sulfúrico diluído (3.1); e seguidamente
Duas gotas da solução de Nitrine R (3.4).
5.4 - Passados cinco a dez segundos, retirar o papel de filtro e examiná-lo à luz do dia. Uma coloração vermelho-violeta indica a presença de nitritos. Quando o teor em nitritos é pouco elevado, a coloração violeta passa para amarela em cinco a quinze segundos. Esta viragem não se verifica senão passados um a dois minutos em presença de quantidades significativas de nitritos.
6 - Nota. - A intensidade da coloração violeta, bem como a duração da passagem para o amarelo, pode dar uma indicação do teor em nitritos da amostra.
B - Doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
O método indicado seguidamente é adaptado ao doseamento dos nitritos nos produtos cosméticos.
2 - Definição:
O teor da amostra em nitritos determinado por este método é expresso em percentagem de massa (m/m) de nitrito de sódio.
3 - Princípio:
Após diluição e clarificação da amostra, efectua-se uma reacção colorimétrica com a N-((alfa)-naftilo-etilenodiamina) e a intensidade da coloração obtida é determinada a 538 nm.
4 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
4.1 - Reagentes de clarificação (estes reagentes não podem ser utilizados mais de uma semana após a sua preparação):
4.1.1 - Reagente I (Carrez I):
Dissolver 106 g de ferrocianeto de potássio K(índice 4)Fe(CN)(índice 6) . 3H(índice 2)O em água destilada e completar a 1000 ml.
4.1.2 - Reagente II (Carrez II):
Dissolver 219,5 g de acetato de zinco Zn(CH(índice 3)COO)(índice 2) . 2H(índice 2)O e 30 ml de ácido acético glacial em água destilada e completar a 1000 ml.
4.2 - Solução de nitrito de sódio:
Num balão aferido de 1000 ml dissolver 0,500 g de nitrito de sódio em água destilada e completar o volume. Diluir 10,0 ml desta solução mãe a 500 ml. 1 ml desta última solução = 10 (pi)g de NaNO(índice 2).
4.3 - Solução de hidróxido de sódio 1 N.
4.4 - Solução a 0,2% de cloridrato de sulfanilamida:
Dissolver 2 g de sulfanilamida em 800 ml de água quente. Arrefecer e juntar 100 ml de HCl concentrado, agitando. Completar a 1000 ml.
4.5 - Ácido clorídrico 5 N.
4.6 - Reagente de N-((alfa)-naftilo):
Dissolver 0,1 g de dicloridrato de N-((alfa)-naftilo-etilenodiamina) em água e completar a 100 ml. É preparado no próprio dia de utilização.
5 - Aparelhagem:
5.1 - Balança analítica.
5.2 - Balões aferidos de 100 ml, 250 ml, 500 ml e 1000 ml.
5.3 - Pipetas aferidas.
5.4 - Provetas de 100 ml.
5.5 - Filtro de pregas isento de nitritos, de 15 cm de diâmetro.
5.6 - Banho-maria.
5.7 - Espectrofotómetro com tinas de 1 cm de percurso óptico.
5.8 - Potenciómetro.
5.9 - Microbureta de 10 ml.
5.10 - Copo de 50 ml.
6 - Técnica:
6.1 - Pesar, com uma precisão de cerca de 0,1 mg, cerca de 0,5 g (m) de amostra homogeneizada e introduzi-los num copo de 250 ml. Diluir até um volume de cerca de 150 ml com água destilada quente. Colocar o copo, durante meia hora, num banho-maria a 80ºC, agitando de vez em quando.
6.2 - Arrefecer à temperatura ambiente e juntar sucessivamente, agitando sempre, 2 ml do reagente de Carrez I (4.1.1) e 2 ml do reagente de Carrez II (4.1.2).
6.3 - Ajustar o pH a 8,3 no potenciómetro com uma solução de hidróxido de sódio 1 N. Transferir quantitativamente para um balão aferido de 250 ml e completar o volume com água destilada.
6.4 - Misturar e filtrar por filtro de pregas (5.5).
6.5 - Pipetar uma quantidade conveniente (V ml) do filtrado límpido, não ultrapassando 25 ml, para um balão aferido de 100 ml e diluir com água destilada até 60 ml.
6.6 - Misturar, adicionar 10,0 ml de cloridrato de sulfanilamida (4.4) e depois 6,0 ml de ácido clorídrico 5 N (4.5). Misturar e deixar repousar durante cinco minutos. Juntar 2,0 ml do reagente N-((alfa)-naftilo) (4.6), misturar e deixar repousar durante três minutos. Completar a 100 ml e misturar.
6.7 - Preparar um ensaio em branco, repetindo as operações efectuadas nos n.os 6.5 e 6.6 sem adição do reagente N-((alfa)-naftilo) (4.6).
6.8 - Determinar (5.7) a densidade óptica a 538 nm da solução da amostra (6.6) em relação à solução correspondente ao ensaio em branco (6.7).
6.9 - Ler na curva de calibração (6.10) o teor em nitrito de sódio, em microgramas por 100 ml de solução (m(índice 1)), correspondente à densidade óptica determinada para a amostra (6.8).
6.10 - Curva de calibração. Preparar com a solução de nitrito de sódio (4.2) uma curva de calibração na gama de 0 (mi)g-20 (mi)g-40 (mi)g-60 (mi)g-
-80 (mi)g-100 (mi)g de nitrito de sódio por 100 ml.
7 - Cálculo:
Calcular o teor da amostra em nitrito de sódio, em percentagem de massa (m/m), pela fórmula seguinte:
Percentagem de massa (m/m), de nitrito de sódio = 250/V x m(índice 1) x 10(elevado -6) x 100/m = m(índice 1)/V x m x 40
em que:
m = massa, em gramas, da amostra submetida a análise (6.1);
m(índice 1) = teor de nitrito de sódio em microgramas, determinado segundo as indicações do n.º 6.9;
V = mililitros de filtrado utilizados no n.º 6.5.
8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor de nitrito de sódio de 0,2%, a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 0,005%.
CAPÍTULO XXI — Nitrometano - Identificação e doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método é aplicável à identificação e ao doseamento do nitrometano nos produtos cosméticos acondicionados sob forma de aerossol, para uma concentração inferior ou igual a 0,3%.
2 - Definição:
O teor da amostra em nitrometano determinado por este método é expresso em percentagem de massa (m/m) de nitrometano na totalidade do conteúdo de aerossol.
3 - Princípio:
O nitrometano é identificado por reacção corada. O seu doseamento é efectuado por cromatografia em fase gasosa, após adição de um padrão interno.
4 - Identificação:
4.1 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
4.1.1 - Solução de hidróxido de sódio 0,5 N.
4.1.2 - Reagente de Folin:
Dissolver em água 0,1 g de sal sódico do ácido 1,2-naftoquinona-4-sulfónico e completar a 100 ml.
4.2 - Técnica:
Juntar 10 ml da solução do n.º 4.1.1 e 1 ml do reagente do n.º 4.1.2 a 1 ml de amostra. Uma coloração violeta indica a presença de nitrometano.
5 - Doseamento:
5.1 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
5.1.1 - Clorofórmio (padrão interno 1).
5.1.2 - 2,4-dimetil-heptano (padrão interno 2).
5.1.3 - Etanol a 95%.
5.1.4 - Nitrometano.
5.1.5 - Solução padrão em clorofórmio:
Num balão aferido de 25 ml previamente tarado introduzir cerca de 650 mg de clorofórmio (5.1.1). Pesar de novo com cuidado o balão e o seu conteúdo. Completar o volume com etanol a 95% (5.1.3). Pesar e calcular a percentagem em massa de clorofórmio nesta solução.
5.1.6 - Solução padrão com dimetil-heptano:
Proceder como para a solução padrão em clorofórmio, mas introduzir 270 mg de 2,4-dimetil-heptano (5.1.2) num balão aferido de 25 ml.
5.2 - Aparelhagem:
5.2.1 - Cromatógrafo de fase gasosa, com detector de ionização de chama.
5.2.2 - Aparelhagem para a amostragem dos aerossóis (frasco de transferência, microsseringa, ligação, etc.), tal como é descrita na 2.ª parte.
5.2.3 - Material corrente de laboratório.
5.3 - Técnica:
5.3.1 - Preparação da amostra:
Num frasco de transferência de 100 ml previamente tarado e liberto de ar (segundo a técnica descrita no n.º 5.4 da 2.ª parte) no qual se fez vácuo introduzir cerca de 5 ml de um ou outro dos padrões internos 5.1.5 ou 5.1.6. Utilizar uma seringa de vidro de 10 ml ou 20 ml sem agulha, adaptada ao dispositivo de recolha, segundo a técnica descrita no n.º 5 da 2.ª parte. Segundo a mesma técnica, introduzir no frasco cerca de 50 g do conteúdo da amostra de aerossol. Pesar de novo, a fim de determinar a quantidade da amostra introduzida. Misturar cuidadosamente. Injectar cerca de 10 ml, utilizando a microsseringa (5.2.2). Efectuar cinco injecções.
5.3.2 - Preparação do padrão:
Num balão aferido de 50 ml pesar com precisão cerca de 500 mg de nitrometano (5.1.4) em 500 mg de clorofórmio (5.1.1) ou 210 mg de 2,4-dimetil-heptano (5.1.2). Completar o volume com etanol a 95% (5.1.3). Misturar cuidadosamente. Introduzir 5 ml desta solução num balão aferido de 20 ml e completar o volume com etanol a 95% (5.1.3). Injectar cerca de 10 ml, utilizando a microsseringa (5.2.2). Efectuar cinco injecções.
5.3.3 - Condições de cromatografia em fase gasosa:
5.3.3.1 - Coluna:
Trata-se de uma coluna constituída por duas partes, a primeira contendo dodecilftalato em Gaschrome Q, como fase estacionária, a segunda Ucon 50 HB 280 X em Gaschrome Q, como fase estacionária. A coluna dupla assim preparada deve dar uma resolução R igual ou superior a 1,5, partindo do princípio de que:
R = 2 x (d'r(índice 2) - d'r(índice 1))/W(índice 1) + W(índice 2)
em que:
r(índice 1) e r(índice 2) = tempo de retenção, em minutos;
W(índice 1) e W(índice 2) = largura dos picos a meia altura, em milímetros;
d' = velocidade do papel em milímetros/minuto.
A título de exemplo, são dadas as seguintes condições:
Parte A:
Coluna: aço inoxidável;
Comprimento: 1,5 m;
Diâmetro: 3 mm;
Enchimento: 20% de dodecilftalato em Gaschrome Q 100-120 mesh;
Parte B:
Coluna: aço inoxidável;
Comprimento: 1,5 m;
Diâmetro: 3 mm;
Enchimento: 20% de Ucon 50 HB 280 X em Gaschrome Q 100-120 mesh.
5.3.3.2 - Detector:
Ionização de chama. O electrómetro do detector deve ser regulado para uma sensibilidade de 8 x 10(elevado a -10)A.
5.3.3.3 - Temperaturas:
Injector: 150ºC;
Detector: 150ºC;
Coluna: entre 50ºC e 80ºC, segundo o tipo de coluna e a aparelhagem.
5.3.3.4 - Gás:
Gás de arrastamento: azoto;
Pressão: 2,1 b;
Débito: 40 ml/min.;
Detector: gás recomendado pelo fabricante.
6 - Cálculos:
6.1 - Factor de resposta do nitrometano, calculado em referência ao padrão interno utilizado.
Se n representa o nitrometano:
k(índice n) = o factor de resposta;
m'(índice n) = a sua massa, em gramas, na mistura;
S'(índice n) = a área do seu pico;
e se C representa o padrão interno, clorofórmio ou 2,4-dimetil-heptano:
m'(índice c) = a sua massa, em gramas, na mistura;
S'(índice c) = a área do seu pico.
A fórmula será:
k(índice n) = m'(índice n)/m'(índice c) x S'(índice c)/S'(índice n)
k(índice n) depende da parelhagem.
6.2 - Concentração do nitrometano na amostra:
Se n representa o nitrometano:
k(índice n) = o factor de resposta;
S(índice n) = a área do seu pico;
e se C representa o padrão interno, clorofórmio ou 2,4-dimetil-heptano:
m(índice c) = a massa, em gramas, na mistura;
S(índice c) = a área do seu pico;
e se c representa o padrão interno, clorofórmio ou 2,4-dimetil-heptano:
m(índice c) = a massa, em gramas, na mistura;
S(índice c) = a área do seu pico;
M(índice c) = a massa, em gramas, da amostra de aerossol transferida.
A percentagem (m/m) de nitrometano na amostra será igual a:
m(índice cn)/M x k(índice n) x S(índice n)/S(índice c) x 100
7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em nitrometano da ordem de 0,3% (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados sobre a mesma amostra não deve ultrapassar 0,03%.
CAPÍTULO XXII — Quinina - Identificação e doseamento
A - Identificação
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método é destinado a pôr em evidência a presença de quinina nos champôs e loções capilares.
2 - Princípio:
A identificação efectua-se por cromatografia em camada fina de gele de sílica e é revelado pela fluorescência azul da quinina em meio ácido a 360 nm. Para posterior confirmação, pode-se anular esta fluorescência por meio de vapores de bromo e fazer segunda revelação pelos vapores de amoníaco, fazendo aparecer uma fluorescência amarelada.
3 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.
3.1 - Placas de gele de sílica com espessura de 0,25 mm sem indicador de fluorescência, formato 20 cm x 20 cm.
3.2 - Eluente: tolueno, éter, diclorometano e dietilamina (20:20:20:8, em volume).
3.3 - Metanol.
3.4 - Ácido sulfúrico a 96% (d(elevado 20)(índice 4) = 1,84).
3.5 - Éter:
3.6 - Revelador: juntar cuidadosamente 5 ml de ácido sulfúrico (3.4) a 95 ml de éter (3.5) num recipiente refrigerado.
3.7 - Bromo.
3.8 - Amónia a 28% (d(elevado 20)(índice 4) = 0,90).
3.9 - Quinina anidra.
3.10 - Solução padrão: pesar com precisão cerca de 100 mg de quinina anidra (3.9) e dissolvê-los em metanol (3.3) num balão aferido de 100 ml.
4 - Aparelhagem:
4.1 - Equipamento corrente de cromatografia em camada fina.
4.2 - Banho de ultra-sons.
4.3 - Filtros Millipore FH 0,5 (mi)m, ou equivalente, com aparelhagem de filtração adequada.
5 - Técnica:
5.1 - Preparação da amostra:
Pesar com precisão uma quantidade de produto cosmético susceptível de conter cerca de 100 mg de quinina. Introduzi-la num balão aferido de 100 ml, dissolver e completar o volume com metanol (3.3). Tapar e deixar durante uma hora à temperatura ambiente no banho de ultra-sons (4.2). Filtrar por membrana (4.3) e utilizar este filtrado para a cromatografia.
5.2 - Cromatografia em camada fina.
Aplicar sobre a placa de gele de sílica (3.1) 1,0 (mi)l de solução padrão (3.10) e 1,0 (mi)l de solução da amostra 5.1. Desenvolver o cromatograma no percurso de 15 cm, numa tina previamente saturada pelos vapores do eluente (3.2).
5.3 - Revelação:
5.3.1 - Secar a placa à temperatura ambiente.
5.3.2 - Pulverizar com reagente (3.6).
5.3.3 - Deixar secar a placa durante uma hora à temperatura ambiente.
5.3.4 - Observar a placa sob radiação ultravioleta a 360 nm. A quinina aparece sob a forma de uma mancha fluorescente azul intensa. A título de exemplo, o quadro seguinte reproduz os valores de Rf dos principais alcalóides da quina, usando o mesmo eluente (3.2):
([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1994/07/154b00/35673597.pdf))
5.3.5 - Para posterior confirmação da identificação da quinina, expõe-se durante cerca de uma hora a placa aos vapores de bromo (3.7); a fluorescência desaparece. Expondo seguidamente a mesma placa aos vapores de amoníaco (3.8), as manchas reaparecem com uma coloração castanha e, observando a placa sob raios ultravioletas a 360 nm, constata-se uma fluorescência amarelada. Limite de identificação: 0,1 (mi)g de quinina.
B - Doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método descreve o doseamento da quinina nos champôs e nas loções capilares. É o adequado para dosear, no máximo, 0,5% (m/m) nos champôs e 0,2% (m/m) nas loções.
2 - Definição:
O teor em quinina avaliado por este método é expresso em percentagem de massa (m/m) do produto.
3 - Princípio:
Após tratamento adequado do produto a analisar, o doseamento é efectuado por cromatografia líquida a alta pressão (HPLC).
4 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica. Devem, nomeadamente, ser adequados para a cromatografia líquida a alta pressão.
4.1 - Acetonitrilo.
4.2 - Di-hidrogeno-ortofosfato de potássio KH(índice 2)PO(índice 4).
4.3 - Ácido ortofosfórico a 85% (d(elevado 20)(índice 4) = 1,7).
4.4 - Brometo de tetrametilamónio.
4.5 - Quinina anidra.
4.6 - Metanol.
4.7 - Solução de ácido ortofosfórico 0,1 M: dissolver 11,53 g de ácido ortofosfórico (4.3) em 1000 ml de água destilada num balão aferido.
4.8 - Solução de di-hidrogeno-ortofosfato de potássio 0,1 M: dissolver 13,6 g de di-hidrogeno-ortofosfato de potássio (4.2) em 1000 ml de água destilada num balão aferido.
4.9 - Solução de brometo de tetrametilamónio 0,1 M: dissolver 15,40 g de brometo de tetrametilamónio (4.4) em 1000 ml de água destilada num balão aferido.
4.10 - Eluente: ácido ortofosfórico 0,1 M (4.7), di-hidrogeno-ortofosfato de potássio 0,1 M (4.8), brometo de tetrametilamónio 0,1 M (4.9), água para HPLC e acetonitrilo (4.1) (10:50:100:340:90, em volume).
A composição da fase móvel pode ser modificada de tal maneira que o factor de resolução R seja igual ou superior a 1,5:
R = 2 x (d'R(índice 2) - d'R(índice 1))/(W(índice 1) + W(índice 2))
em que:
R(índice 1) e R(índice 2) = tempo de retenção, expresso em minutos, de dois picos consecutivos;
W(índice 1) e W(índice 2) = largura dos picos a meia altura, expressa em milímetros;
d' = velocidade do papel em milímetros/minuto.
4.11 - Sílica octadecilsilanisada de granulometria 10 (mi)m.
4.12 - Soluções padrão: numa série de balões aferidos de 100 ml, pesar sucessivamente, com precisão, 5,0 mg, 10,0 mg, 15,0 mg e 20,0 mg de quinina anidra (4.5). Completar o volume com metanol (4.6) e agitar até dissolução. Filtrar cada solução por filtro (5.5) de 0,5 (mi)m.
5 - Aparelhagem:
5.1 - Material corrente de laboratório.
5.2 - Banho de ultra-sons.
5.3 - Cromatógrafo em fase líquida a alta pressão com detector de ultravioleta com comprimento de onda variável.
5.4 - Coluna em ácido inoxidável: comprimento: 25 cm; diâmetro interior: 4,6 mm; enchimento: sílica octadecilsilanisada (4.11).
5.5 - Filtro Millipore FH 0,5 (mi)m, ou equivalente, com dispositivo de filtração apropriado.
6 - Técnica:
6.1 - Preparação da amostra:
Pesar com precisão num balão aferido de 100 ml uma quantidade de amostra correspondente a cerca de 10 mg de quinina anidra. Juntar 20 ml de metanol (4.6) e colocar o balão durante vinte minutos num banho de ultra-sons (5.2). Completar o volume com metanol (4.6). Homogeneizar a solução e filtrar uma parte alíquota por membrana (5.5).
6.2 - Condições da cromatografia:
Débito da fase móvel (4.10): 1,0 ml/min.;
Detecção: 332 nm;
Quantidade a injectar: 10,0 (mi)l da solução filtrada (6.1);
Medição da área do pico.
6.3 - Curva de calibração:
Introduzir pelo menos três vezes 10,0 (mi)l de cada uma das soluções padrão (4.12). Medir a área do pico e calcular o seu valor médio para cada concentração. Traçar a curva de calibração.
7 - Cálculo:
7.1 - A partir da curva de calibração (6.3), calcular a quantidade de quinina anidra, expressa em microgramas, contida no volume injectado.
7.2 - A concentração em quinina anidra na amostra, em percentagem de massa, é obtida pela fórmula seguinte:
Percentagem (m/m) de quinina anidra = B/A
em que:
B = quantidade, em microgramas, de quinina anidra contida em 10 (mi)l da solução filtrada (6.1);
A = massa da amostra 6.1, expressa em gramas.
8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):
Para um teor em quinina anidra da ordem de 0,5% (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não deve ser superior a 0,02%.
Para um teor em quinina anidra da ordem de 0,2% (m/m), a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não deve ser superior a 0,01%.
CAPÍTULO XXIII — Resorcina nos champôs e nas loções capilares
Doseamento
1 - Objectivo e campo de aplicação:
Este método descreve o doseamento da resorcina nos champôs e loções capilares por cromatografia em fase gasosa. Aplica-se a concentrações de 0,1% a 2,0% (m/m) do produto.
2 - Definição:
O teor em resorcina determinado por este método é expresso em percentagem da massa de resorcinol.
3 - Princípio:
A resorcina e o 3,5-di-hidroxitolueno, utilizado como padrão interno, são isolados da amostra por cromatografia em camada fina. Isolam-se os dois compostos destacando o suporte e extraindo com metanol. Os resíduos são em seguida secos, sinalizados e doseados por cromatografia em fase gasosa.
4 - Reagentes:
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica:
4.1 - Ácido clorídrico a 25% (m/m).
4.2 - Metanol.
4.3 - Etanol a 96% (v/v).
4.4 - Placas de sílica em suporte plástico ou de alumínio, com indicador fluorescente, pré-preparadas e desactivadas.
Proceder da forma seguinte: vaporizar com água as placas de sílica até que se tornem brilhantes. Secá-las à temperatura ambiente durante uma a três horas.
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